12/06/08

PREDESTINAÇÃO, SIM OU NÃO?

Ao ler atentamente Romanos 8:28-30, parece fundamentar a crença na eleição bíblica. Ou seja, certas pessoas estão predeterminadas para a salvação e outras para a condenação eterna. Leiamos os textos bíblicos e analisemos este delicado assunto.

Romanos 8:28-30 – E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogénito entre muitos irmãos. E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou.

HÁ textos que realmente parecem apoiar a doutrina Calvinista dos decretos irreversíveis de Deus. no entanto, o assunto poderá ser melhor entendido partindo desta premissa: Deus predestina carácter, e não pessoas. Carácter que Deus possa usar e desenvolver dentro do Seu plano.

Cada nome escrito no livro da vida do Cordeiro (Apocalipse 13:8 - E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.) é o nome de um carácter. Desses vários caracteres Deus tem os seus filhos. Essas pessoas viveram e vivem nesta terra sob aceitando a graça de Deus.

O carácter está no livro da vida desde o princípio. De um desses caracteres inscritos no livro da vida Deus chamou Caim, por exemplo. Caim, contudo, fracassou, e alguém foi chamado para tomar o seu lugar. Isto está claro em (Apocalipse 3:11 - Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa). Esse “tomar” significa substituição. Certamente Deus não nos admoestaria dessa forma, a menos que estivéssemos em perigo.

Tendo em mente esta verdade, isto é, que Deus elege caracteres e não pessoas, não é difícil entender-se os textos (aparentemente) difíceis como (Romanos 9:18-23 - Logo, pois, compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer. Dir-me-ás então: Por que se queixa ele ainda? Porquanto, quem tem resistido à sua vontade? Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição. Para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou). Onde Paulo fala de ´vasos de ira, preparados para a perdição´ em contraste a ´vasos de misericórdia, para a glória que preparou de antemão´. Ambos os tipos de vasos foram eleitos, como caracteres, mas os de ira não permaneceram na condição de graça para que se desenvolvessem dentro do plano divino.

Nestes textos apresenta-se o soberano poder de Deus, o Seu direito de agir, a Sua longanimidade, a Sua bondade. Poderíamos exemplificar com o caso de Faraó. Ele não nasceu predeterminado para a destruir os israelitas, mas Deus consentiu que subisse ao trono para Ele (Deus) pudesse demonstrar o Seu poder e a Sua glória através de Faraó. Faraó teve o privilégio de presenciar o poder e a glória de Deus. Poderiam tais prodígios ter tocado o coração deste homem e levá-lo à obediência a Deus como o fez Nabucodonosor. Infelizmente assim não foi!

Outro ponto a considerar: que o destino de cada pessoa não é pré-determinado evidencia-se claramente em (II Pedro 1:10) - Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis,). Se o destino eterno de uma alma fosse fixado irrevogavelmente, como poderia ela ser exortada a tornar firme o seu destino? Ou como entenderíamos (Hebreus 3:14 - Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim.) Ou ainda (Mateus 24:13 - Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo)?

Ainda sobre o carácter, assiste-nos a faculdade de escolher o carácter que quisermos, e todos são convidados a escolher o que é recto, para a nossa salvação. (João 3:16 - Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.) e (Apocalipse 22:17 - E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida). Sem dúvida, sendo Deus Omnisciente, Ele sabe de antecedência que será salvo e quem se perderá. Para estudo a aprofundar, deixamos os seguintes textos:
Êxodo 20:6; Isaías 55:7; Ezequiel 33:11; 2ª Pedro 3:9.

Não nos estenderemos mais, convidamos a ler o seguinte pensamento: “A formação de um carácter nobre é obra de uma vida inteira, e deve ser o resultado de um esforço diligente e perseverante. Deus dá as oportunidade; o êxito depende do aproveitamento das mesmas.” Ellen G. White, Patriarcas e Profetas , p. 454.

Conclusão: Em Romanos 8:28-30 ensina o seguinte: que Deus pode conduzir aos Seus legítimos fins, às Suas verdadeiras metas todos aqueles que se Lhe submetem e aceitam os Seus planos e caminhos. Considerada no seu sentido correcto, a eleição bíblica ou predestinação é um assunto deveras confortador; considerada de maneira incorrecta, é desanimadora para a vida cristã.

09/06/08

SEPARADO ANTES DE NASCER

Tendo sido o Apóstolo Paulo separado por Deus, antes mesmo de nascer, porque razão só na estrada de Damasco, veio a conhecer o Evangelho e aceitá-lo? Como compreender Gálatas 1:15?

* - Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça.
Deus tinha o propósito de usar Paulo como Seu representante entre os gentios, mesmo antes de eles nascer. Naturalmente, esse propósito estava subordinado ao próprio critério do Apóstolo. Deus, de antemão, sabia que Paulo responderia ao chamado, quando este atingisse o seu coração.
O plano do Apóstolo era totalmente diferente do de Deus para a sua vida. O que aconteceu na estrada de Damasco, aconteceu como uma grande surpresa. No entanto, o descendente da tribo de Benjamim aceitou e reconheceu essa experiência como um acto especial da Providência divina, "convidando-o a seguir o plano traçado para a sua vida".
"Que me separou". Diz o Comentário Bíblico Adventista: "A evidência textual está dividida entre esta e a tradução: ´o que me pôs à parte´, isto é, para o ministério evangélico. Desde o nascimento, a educação e o treino de Paulo, a crença e a prática, tinham sido segundo a tradição do judaísmo (v. 14). Nada na sua experiência de vida o predispunha a rejeitar o sistema legal; de facto, cada coisa o motivava a continuar a praticar o que tinha feito até ali. Do ponto de vista humnao não havia explicação satisfatória para a sua mudança de crença na salvação pela lei para a salvação mediante a fé. A mudança pode ser atribuída únicamente à directa intervenção de Deus."

ESTAVA JUDAS PREDESTINADO?

Uma das questões frequentes; estaria Judas destinado a ser o traidor? Se sim, não teve culpa, porque não passou de um instrumento para cumprir o plano divino.

Judas não foi predestinado para trair Jesus. Em nenhum lugar na Bíblia se diz que Deus determinara a traição de Cristo. A traição foi prevista, ocorreu. O próprio Jesus sabia de antemão quem o ia trair, e revelou o facto antes que acontecesse. Ver:

* Mateus 26:20-25 - E, chegada a tarde, assentou-se à mesa com os doze. E, comendo eles, disse: Em verdade vos digo que um de vós me há de trair. E eles, entristecendo-se muito, começaram cada um a dizer-lhe: Porventura sou eu, SENHOR? E ele, respondendo, disse: O que põe comigo a mão no prato, esse me há de trair. Em verdade o Filho do homem vai, como acerca dele está escrito, mas ai daquele homem por quem o Filho do homem é traído! Bom seria para esse homem se não houvera nascido. E, respondendo Judas, o que o traía, disse: Porventura sou eu, Rabi? Ele disse: Tu o disseste.

* Lucas 22:19-23 - E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós. Mas eis que a mão do que me trai está comigo à mesa. E, na verdade, o Filho do homem vai segundo o que está determinado; mas ai daquele homem por quem é traído! E começaram a perguntar entre si qual deles seria o que havia de fazer isto.

* Marcos 14:17-21 - E, chegada a tarde, foi com os doze. E, quando estavam assentados a comer, disse Jesus: Em verdade vos digo que um de vós, que comigo come, há de trair-me. E eles começaram a entristecer-se e a dizer-lhe um após outro: Sou eu? E outro disse: Sou eu? Mas ele, respondendo, disse-lhes: É um dos doze, que põe comigo a mão no prato. Na verdade o Filho do homem vai, como dele está escrito, mas ai daquele homem por quem o Filho do homem é traído! Bom seria para o tal homem não haver nascido.

* João 13:21-30 - Tendo Jesus dito isto, turbou-se em espírito, e afirmou, dizendo: Na verdade, na verdade vos digo que um de vós me há de trair. Então os discípulos olhavam uns para os outros, duvidando de quem ele falava. Ora, um de seus discípulos, aquele a quem Jesus amava, estava reclinado no seio de Jesus. (Então Simão Pedro fez sinal a este, para que perguntasse quem era aquele de quem ele falava. E, inclinando-se ele sobre o peito de Jesus, disse-lhe: Senhor, quem é? Jesus respondeu: É aquele a quem eu der o bocado molhado. E, molhando o bocado, o deu a Judas Iscariotes, filho de Simão. E, após o bocado, entrou nele Satanás. Disse, pois, Jesus: O que fazes, faze-o depressa. E nenhum dos que estavam assentados à mesa compreendeu a que propósito lhe dissera isto. Porque, como Judas tinha a bolsa, pensavam alguns que Jesus lhe tinha dito: Compra o que nos é necessário para a festa; ou que desse alguma coisa aos pobres. E, tendo Judas tomado o bocado, saiu logo. E era já noite.

O plano divino não obrigava A, B, ou C a trair Jesus, mas o Senhor sabia que isto iria acontecer, e o confirmou. Aconteceu por sorte ou por azar, Judas entrar no enredo. Contudo, o traidor agiu livre e conscientemente na sua acção infeliz, e por isso foi culpado.

Diz o Ellen G. White: "O Salvador lia o coração de Judas. Sabia as profundezas da iniquidade a que, se o não livrasse a graça de Deus, havia de imergir. ... Abrisse ele o coração a Cristo, e a graça divina baniria o demónio do egoísmo, e mesmo Judas se poderia tornar um súbdito do Reino de Deus." O Desejado de Todas as Nações, p. 215.


Agiu, portanto, conscientemente.


03/06/08

FOI O BOM LADRÃO NAQUELE DIA PARA O CÉU?

OBJECÇÃO: “CRISTO DISSE AO LADRÃO NA CRUZ QUE ESTARIA COM ELE NO PARAÍSO” (Ver Lucas 23:43).

O texto, nas traduções portuguesas correntes, reza assim: “Disse-lhe Jesus: em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”. Os crentes na doutrina de almas ou espíritos imortais apresentam ousadamente 1ª Pedro 3:18,20 numa tentativa de provarem que quando Cristo morreu na cruz desceu a pregar a certas almas perdidas que se encontravam no inferno. Mas essa pretensão manifesta-se logo desprovida de fundamento quando nos é apresentado este texto de Lucas 23:42 e se pretende que quando Cristo morreu na cruz foi imediatamente para o Paraíso. Cremos que Cristo não foi para o Paraíso naquela sexta-feira da crucificação, e pelos seguintes motivos:

Se o leitor comparar Apocalipse 2:7 com Apocalipse 22:1,2, verá que o Paraíso é onde está o “trono de Deus”. Portanto se Cristo foi para o Paraíso naquela sexta-feira à tarde, Ele foi para a própria presença de Deus; mas Cristo mesmo, na manhã da ressurreição, declarou a Maria, ao cair ela aos Seus pés para O adorar: “Não me detenhas (me toques) porque ainda não subi para Meu Pai, mas vai para Meus irmãos, e dize-lhes que Eu subo para Meu Pai e vosso Pai, Meu Deus e vosso Deus”. (João 20:17). Estas palavras de Cristo concordam perfeitamente com as palavras do anjo às mulheres que foram à sepultura: “Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia”. (Mateus 28:6). Ele tinha jazido na sepultura e esse foi o motivo porque disse na manhã da ressurreição: “Ainda não subi para Meu Pai”.

Temos, portanto, de ser colocados na embaraçante posição de tentar decidir se aceitamos as declarações feitas às mulheres por Cristo e pelo anjo na manhã da ressurreição, ou a declaração feita por Jesus ao ladrão na sexta-feira à tarde? Não, Cristo não se contradisse. Notai que a conjunção “que” não aparece no original deste versículo. Os nossos tradutores usaram o seu melhor critério em colocá-la onde a colocaram, mas o seu trabalho não foi certamente inspirado. Por isso não necessitamos de nos ater a essa introdução feita recentemente pelos tradutores, quando nos esforçarmos por determinar o pensamento dos escritores de há mais d 19 séculos.

Se os tradutores, que em geral fizeram excelente trabalho, tivessem posto o “que” de Lucas 23:43 depois de “hoje” em vez de depois de “digo”, não estaríamos em presença de uma contradição aparentemente insolúvel. As palavras de Cristo poderiam então ser correctamente compreendidas assim: Na verdade te digo hoje (neste dia em que parece que sou abandonado por Deus e pelos homens e morro como um criminoso comum) que tu estarás comigo no Paraíso. Em vez de ficar desprovida de sentido, a palavra “hoje” adquire um significado real.

Portanto, Cristo disse, segundo a língua original: Em verdade te digo hoje, comigo estarás no Paraíso – e não “que hoje”.

Construção da frase semelhante ocorre nos escritos do profeta Zacarias: “Voltai à fortaleza, ó presos de esperança: também hoje vos anuncio que vos recompensarei de dobro”. (Zacarias 9:12). O contexto mostra que a expressão “dobro” não devia ocorrer naquele próprio (hoje), mas era um acontecimento futuro. É evidente que “hoje” qualifica “declaro”, da mesma sorte que em Lucas 23:43 “hoje” qualifica “digo”, o que não só é gramaticalmente correcto, mas paralelo à linguagem de Zacarias. Não há pois contradição entre a mensagem dada ao ladrão e a comunicada a Maria. E, devemos acrescentar, não há entidade consciente introduzindo-se no Paraíso naquela triste sexta-feira à tarde.

ACERCA DO ESTADO INCONSCIENTE DO HOMEM NA MORTE

OBJECÇÃO: Quando Estêvão foi martirizado, orou: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito2. Actos 7:59. Cristo na cruz disse: “Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito”. Lucas 23:46. Isto prova que na morte o homem real, ou seja, a entidade imortal chamada “espírito”, deixa o corpo.

A palavra aqui traduzida por “espírito” deriva da palavra grega pneuma, o que sucede sempre que se lê “espírito” no Novo Testamento. O sentido primário de pneuma é “vento, ar”, e como a vida está associada tão intimamente com o ar que respiramos, penuma pode também significar “vida”. Não há nada na palavra pneuma que sugira uma entidade imaterial, consciente.

Estêvão não orou: “Recebe-me. Isto é muito significativo, porque certamente nesta oração está falando o homem real, e não apenas o invólucro, o corpo. Se Estêvão acreditasse que os justos vão para o Céu por altura da morte, seria legítimo esperar que ele orasse: “Recebe-me na glória”. Mas Estêvão, o ser animado – o seu pneuma, a sua vida.

Estêvão sabia que a sua vida era um dom de Deus. Ele podia dizer, como Job: “O espírito de Deus me fez. (Job 33:4). Este grande dom estava prestes a deixá-lo, e ele desejava confiá-lo à guarda de Deus agora que já não podia retê-lo por mais tempo. Ele acreditava na verdade, mais tarde expressa por Paulo: “A vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, Se manifestar, então também vós vos manifestareis com Ele em glória”. (Col. 3:3,4). Estêvão sabia que no dia da ressurreição receberia de novo a vida, a vida imortal.

A maior parte do que acaba de ler-se acerca das palavras de Estêvão aplica-se, com toda a evidência, também às palavras de Cristo. Ele confiou à guarda de SEU Pai a vida que estava prestes a depor pelos pecados do mundo. na manhã da ressurreição o anjo de Deus O chamou desde o novo túmulo de José, para retomar a vida que voluntariamente tinha deposto. Assim lemos que Estêvão ao render o espírito, adormeceu. (Col. 7:60).

30/05/08

DEBAIXO DA LEI OU DA GRAÇA?


AGRADECEMOS a sua questão, ela é de facto pertinente, tanto mais que no Blogue Tempo PROFÉTICO...Tempo de CURA, damos muito realce a estudos bíblicos relativos à Lei de Deus e ao Sábado.
O texto que menciona Romanos 6:14: "Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça. "

O QUE SIGNIFICA ESTAR DEBAIXO DA LEI?

Não há outra forma de o dizer: ´é estar sob a pena da lei, é estar condenado, ou no mínimo estar sob acusação´. Uma pessoa que é apanhada em excesso de velocidade, infracção da lei, ela está sujeita a uma coima mais ou menos pesada, tudo dependendo do que estipula a lei.

Quando este motorista satisfizer a pena, esta deixa de existir. O culpado fica com o direito de conduzir, volta a estar ´debaixo da graça de conduzir´, a usufruir da lei civil de transitar. Todas as restrições lhe serão retiradas enquanto obedecer ao código da estrada.

Neste texto de Romanos 6:14, o Apóstolo Paulo dirige-se aos cristãos de Roma, eram crentes, pessoas que tinham aceite a Jesus como Salvador pessoal, veja o texto a seguir: Romanos 6:2,3 - De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele? Ou não sabeis que todos quantos fomos baptizados em Jesus Cristo fomos baptizados na sua morte?

Ou seja para eles os prazeres do mundo tinham sido enterrados no momento do baptismo, o baptismo fora o testemunho público que deram que em Cristo iam viver uma vida nova, uma vida sem transgredir as ordenanças de Deus. Sob o poder de Deus se tinham colocado e d´Ele receberiam poder para não transgredir. No mesmo capítulo o Apóstolo realça mais dois versículos: Romanos 6:17,18 - Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça.

Esta expressão ´obedecestes de coração à forma de doutrina´refere-se sem margens para dúvida que eles agora obedeciam à Lei de Deus. Por esta razão, os crentes de Roma estavam libertos dos pecados, isto é, livres da condenação da lei enquanto obedecessem pela graça de Cristo. A Lei de Deus não os salvaria, a Lei de Deus aponta o pecado, aponta também o meio de ser resgatado da penalidade, Cristo Jesus. Aceitando Jesus no coração, aceita o poder para viver sem transgredir.

Uma pessoa perdoada pela graça de Jesus sente a motivação para obedecer. Obedece não para ser salvo, mas porque está salvo pela graça. Assim, não está sob a Lei, mas sob a Graça. Os que estão sob a Lei, são os que dizendo que tem Cristo, nem por isso deixam de transgredir a Lei de Deus. Aconselho um texto bíblico: I João 3:2-4 - Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele; porque assim como é o veremos. E qualquer que n´Ele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também Ele é puro. Qualquer que comete pecado, também comete iniquidade; porque o pecado é iniquidade.

Todo este capítulo é maravilhoso! ´agora somos filhos de Deus´, ´E qualquer que n´Ele tem esta esperança purifica-se a si mesmo´, termina dizendo: ´porque o pecado é iniquidade.´ Ora, iniquidade significa literalmente a transgressão da Lei de Deus, logo esta pessoa não está debaixo da Graça, está debaixo da Lei, da condenação. Esta pessoa pode estar bem intencionada, mas não deixa de estar enganada.

Terminamos esta curta resposta com este último texto: I João 2:1-4 - MEUS filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. E nisto sabemos que O conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-O, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.

Resumindo:
1) Somos filhos de Deus por Jesus.
2) Não devemos transgredir, temos um Advogado.
3) Estamos sob a Sua Graça.
4) Devemos guardar os Seus Mandamentos.
5) Se não guardamos os Mandamentos, somos mentirosos, não estamos sob a Graça.
6) A Graça e os Mandamentos, parecem os dois carris da linha férrea. Ainda que a linha Graça é a mais poderosa e cria o poder para chegarmos por Cristo e em Cristo ao pleno gozo da salvação.

Deus o abençoe!