04/12/08

O SÁBADO NUM MUNDO ESFÉRICO

Qual a razão de Deus ordenar a observância do Sábado do pôr-do-sol e não à meia-noite, ou às seis horas da tarde? Como podem os filhos de Deus observar o Sábado à mesma hora se o dia começa em hora diferente em Lisboa, Rio de Janeiro, Tóquio e em tantas outras partes do Mundo?

No livro de R.L.Odom, The World, retiramos as seguintes observações:
“Vendo que as Escrituras Sagradas ensinam a observância do Sábado do por do Sol ao pôr do Sol, pessoas há que concluem ser isso impossível no Extremo Norte, onde há todos os anos um período durante o qual o Sol permanece no alto, e outro em que ele permanece oculto abaixo do horizonte, durante as completas vinte e quatro horas do dia.
“É certo que residem ali numerosos observadores do Sábado, os quais afirmam não ser difícil saber quando chega a hora do pôr-do-sol, para iniciarem a observância do santo dia de repouso. Surpreendem-se, com efeito, ao saberem que haja quem pense ser isso impossível.
“No período em que o Sol está oculto abaixo do horizonte, os guardadores do Sábado no Extremo Norte observam o dia de sexta-feira ao meio – dia até ao Sábado ao meio-dia, porquanto essa hora corresponde ao pôr do Sol na região Árctica no Inverno. Pois todos os dias, enquanto o Sol se oculta sob o horizonte meridional, ele atinge o seu zénite ao meio-dia, visto como nessa hora tanto se levanta como se põe, abaixo do horizonte.
“Daí por diante, passa a ser visível o pôr-do-sol, assinalando o começo e o fim do sétimo dia. Cada dia o Sol se ergue um pouco mais cedo e se põe um pouco mais tarde, de modo que a 21 de Março (equinócio vernal), o nascer do Sol se dá às 6 horas da manhã, pondo-se às 6 da tarde.
“Nos dias de verão, em que o Sol se não se põe, quando ele alcança o zénite (o ponto mais alto no seu aparente caminho circular no céu), nos dias de Verão, eles sabem que é meia-noite. Este ponto mais baixo no aparente circuito solar de vinte e quatro horas no céu é pelos habitantes daquela região denominado ponto do Norte. Corresponde, como dissemos, ao pôr-do-sol. Por essa referência os habitantes do árctico, observam no Verão o sétimo dia de meia-noite de sexta-feira até meia-noite de Sábado, pois o Sol está por essa altura em seu nadir (o “mergulho”), que é também o ponto do pôr-do-sol.
“Nem os observadores do domingo nem os do Sábado têm qualquer dificuldade em saber quanto começar o seu dia de repouso religioso, no Extremo Norte. Em dois períodos do ano o visível pôr-do-sol serve de sinal para marcar o princípio e o fim do sétimo dia para os Adventistas na região árctica. E nos dias em que o Sol não aparece acima do horizonte, o Sábado é observado de Sexta-feira, ao meio-dia, até ao meio-dia do Sábado, é por isso que essa hora corresponde ao tempo do pôr do sol, segundo o prova o último pôr-do-sol visível, ocorrido no princípio do período, e o primeiro por do sol visível no final do período. Mas durante o tempo em que o Sol está no céu continuamente, o Sábado é observado de sexta-feira à meia-noite, até meia-noite do Sábado, porque o Sol está no seu nadir nesse momento do dia, como o provam o último por do sol visível no princípio do período, e o primeiro visível por do sol ocorrido no final do período”. – Obra citada, ps. 121, 122, 138, 140, 141, 143, 144.
Quanto às diferenças de tempo entre observadores do Sábado de diferentes meridianos e fusos horários, Francis D. Nichol de forma muito concreta responde:
“O mandamento do Sábado nada diz acerca de ocorre a guarda do dia de repouso no mesmo espaço de tempo em todos os lugares da Terra. Simplesmente ordena guardar ´o sétimo dia´. E este sétimo dia acaso não chega a todas as partes da Terra?” Answer to Objections, p. 207

03/11/08

O SÁBADO, OU UM OUTRO DIA?

São Paulo em Romanos 14:5 e 6 parece afirmar que tanto faz observar o Sábado como qualquer outro dia. Como compreender este assunto do quarto Mandamento face a esta declaração?

Vários comentadores de renome têm analisado Romanos 14, tanto mais que este capítulo não trata assuntos fundamentais à doutrina e à fé cristão, mas nem por isso deixam de ter a sua pertinência.
O nosso tema trata “os dias” que poderiam ser ou não observados. Estes dias que o Apóstolo aqui menciona, são os dias tradicionais dos judeus, ligados à sua História nacional que alguns crentes de origem judaica observavam escrupulosamente (como a Páscoa, Pentecostes, etc.) enquanto outros julgavam não haver obrigação de observar pelo facto de serem dias de carácter civil e não religioso, mais ainda, eles tinham-se desligado do judaísmo como religião para abraçar o Cristianismo repudiado pelos judeus.
Há os que apontam o exemplo dos essénios, que eram escrupulosos quanto à abstenção da carne e do vinho e que acrescentavam certos dias de festa ao calendário judaico regular. Diz Raoul Dederen, antigo professor da Universidade de Andrews, dos Estados Unidos, referindo-se ao costume dos essénios: “O debate sobre exactamente esta questão existia no judaísmo antes do advento do cristianismo. Não se teria dado o caso de essa controvérsia ter ido transferida à Igreja Cristã, achando-se reflectida em Romanos 14? Nesse caso a atitude do fraco pode ser comparada com a do costume dos cristãos primitivos, indicada na Didaquê sobre jejuar duas vezes por semana. Não é relevante ao mesmo tempo que tenhamos aqui uma questão de regime alimentar e observância de dias, conjugados num tema controverso?” – Ond Esteeming One Day Better Than Another? Raoul Dederen (Suplemento de The Ministry, Agosto de 1971), p. 18.
Pelo raciocínio deste autor, Paulo, em Romanos 14, está a referir-se à prática de abstinência e jejum em datas fixas regulares. A Didaquê 8:1 admoesta os cristãos a não jejuarem como os hipócritas no segundo e quinto dias da semana, mas no quarto e sexto dias. Pela maneira tão pouca assertiva de Paulo tratar a questão em Romanos 14 chega-se à conclusão de que o problema aqui refere-se a um tema não essencial, diferentemente do que se dava nas instruções aos gálatas quanto ao apego que eles tinha por certos “dias, e meses, e tempos, e anos” (Gálatas 4:10).
Uma coisa, neste assunto, é certa: Paulo não está a referir-se ao que é claramente apresentado na Lei de Deus quanto à observância do dia bíblico de repouso. Mesmo aos observadores do Domingo não é aceite a ideia de que em Romanos 14 Paulo esteja a deixar ao critério dos crentes a observância deste ou daquele dia como memorial da ressurreição de Cristo (o que, par dizer o mínimo, seria totalmente ilógico) ou simplesmente não guardar dia nenhum, fazendo isso especificamente “para o Senhor” (ver Romanos 14:6). Como diz Dederen “o próprio Paulo, que evidentemente não pode se catalogado entre os “fracos”, observava o Sábado como era ´seu costume´(Actos 17:2, cf Lucas 4:16), não há qualquer evidência em contrário disto.”
Que há um dia específico para a observar o Dia do Senhor torna-se claro nos textos de Lucas 23:54-56 e Apocalipse 1:10. no primeiro destes textos vemos os seguidores de Jesus a observarem o Sábado “conforme o mandamento” após a morte de Cristo na cruz. O versículo seguinte (Lucas 24:1) evidencia que o dia imediato foi um 1º dia da semana. Logo, eles observaram “conforme o mandamento” o sétimo dia da semana. E o relato disso foi escrito cerca de 30 anos após o acontecimento.
Em Apocalipse 1:10 o Apóstolo João situa-se no espaço (Ilha de Patmos) e no tempo (no dia do Senhor). Que esse “dia do Senhor” se refere ao Sábado, e não ao Domingo, está muito claro pelo consenso do ensino bíblico sobre o quarto mandamento da Lei Moral de Deus. O que por si só destrói a ideia que alguns sustentam de que na era Cristã e com base em Romanos 14:5,6, é indiferente para o Senhor observar qualquer dia.
Confrontados com as palavras de Cristo de que “o Sábado foi estabelecido por causa do homem” (Marcos 2:27), ficam sem desculpa perante Deus os que fazem trocadilhos de palavras. Adaptam a Palavra de Deus aos usos e costumes do tempo, e assim vivem, a exigência de Deus é adaptar a nossa vida à Sua imutável Palavra.
Esta palavra “é um assim diz o Senhor”. Deus o abençoe.

10/10/08

ABSTINÊNCIA DE ALIMENTOS

Que razões levaram o Apóstolo Paulo a denunciar as heresias descritas em 1ª Timóteo 4:14
(I Timóteo 4:1) – MAS o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demónios;
(I Timóteo 4:2) – Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência;
(I Timóteo 4:3) – Proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com acções de graças;
(I Timóteo 4:4) – Porque toda a criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com acções de graças.

Comentadores bíblicos concordam em que esta passagem encontra o seu cumprimento primário nas heresias gnósticas e outras relacionadas, que se tinham iniciado e tomado forma nos primórdios da Igreja Cristã. Muito destes comentadores protestantes crêem que a passagem encontra cumprimento suplementar e completo na Igreja Católica Romana. A prova em apoio a esta opinião é abundante e de forte argumentação.
“Os gnósticos, que a princípio conseguiram profunda penetração no seio da igreja cristã, criam que a matéria é essencialmente má e que o alimento que comemos não foi criado por Deus mas por uma divindade inferior. Eles denunciavam o matrimónio como sendo algo mau. Os maniqueus, outra seita herética dos tempos primitivos, sustentavam que o desejo sexual fluía do sangue e da bílis do demónio´. Comentário de Lange sobre I Timóteo 4:3.
Posteriormente, a Igreja Católica Romana, pela qual, comenta Harnack, o gnosticismo obteve meia vitória, estabeleceu o celibato do clero, e instituiu proibições contra (o consumo) de carne em vários períodos do ano.
“Bem podia Paulo advertir contra tal heresia. Abster-se de certos alimentos ou bebidas palas razões dadas por gnósticos e outros falsos ensinos…Nem nós nem o objectante poderíamos praticar ou promover a abstinência do vinho, por exemplo, com base naquilo que foi estabelecido por esses apóstatas. Mas a condenação do objectante ao raciocínio dos gnósticos ou maniqueus não o tornaria menos defensor da temperança, ou mesmo, talvez, igualmente de uma reforma dietética.
“É isso o que se passa connosco, pois nos unimos a Paulo em denunciar as heresias descritas em 1 Timóteo 4:1-4, enquanto ainda cremos que é melhor, com base em princípios dietéticos, abster-nos de certos alimentos e bebidas…
Paulo está preocupado em exortar contra heresias que induziriam os cristãos a absterem-se de vários ´alimentos´, não em virtude de qualquer princípio dietético válido, mas por causa de falsas razões filosóficas e pagãs. Cremos que se Paulo ressuscitasse hoje, ele ficaria muito espantado em descobrir que as suas palavras de advertência contra a heresia gnóstica já em franco desenvolvimento estão a ser interpretadas como uma aplicação aos pontos de vista da nutrição dos adventistas do sétimo dia no século XX”. Francis D. Nichol, Answers to Objections, p. 426,427.
Deve levar-se em conta que as expressões “tudo” e “nada” têm de ser compreendidas à luz do ponto de vista que São Paulo deseja salientar. Essas expressões têm os seus limites, assim como ocorre em 1 Cor. 6:12: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm. Todas as coisas me são lícitas mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas”. Evidentemente Paulo não consideraria o adultério, o roubo, a mentira, a prática dos vários pecados, enfim, como coisas lícitas, apenas não praticadas por serem “inconvenientes”. Nenhum cristão equilibrado admitiria tal interpretação.

07/08/08

COISAS DE DEUS

HISTÓRIA
Tudo o que Deus faz é bom! Há muito tempo, num Reino distante, havia um Rei que não acreditava na bondade de Deus. Tinha, porém, um súbdito que repedidamente falava de Deus na presença do rei. Era muito frequente dizer:
- Meu Rei, não desanime, porque Deus é bom! Um dia, o Rei saiu para caçar juntamente com o seu súbdito, e uma fera da floresta atacou o Rei. O súbdito conseguiu matar o animal, porém não evitou que sua Majestade perdesse o dedo mínimo da mão direita. O Rei, furioso pelo acontecido, e sem mostrar agradecimento por ter a sua vida salva pelos esforços de seu servo, perguntou-lhe:
- E agora, o que me dizes? Deus é bom? Se Deus fosse bom eu não teria sido atacado, e não teria perdido o meu dedo. O servo respondeu:
- Meu Rei, apesar de todas essas coisas, o que posso dizer: Deus é bom, e apesar de ter perdido dedo, será para seu bem! O Rei, indignado com a resposta do súbdito, mandou que fosse preso na cela mais escura e mais fétida do calabouço.
Após algum tempo, o Rei saiu novamente para caçar e aconteceu ser atacado de novo, desta vez por uma tribo de índios que vivia na selva. Estes índios eram temidos por todos, pois sabia-se que faziam sacrifícios humanos aos seus deuses.
Mal prenderam o Rei, passaram a preparar, cheios de júbilo, o ritual do sacrifício. Quando já estava tudo pronto, e o Rei já estava diante do altar, o sacerdote indígena, ao examinar a vitima, disse furioso:
- Este homem não pode ser sacrificado, pois é defeituoso! ...Falta-lhe um dedo!
E o Rei foi liberto. Ao voltar para o palácio, muito alegre e aliviado, libertou o seu súbdito e pediu que viesse à sua presença. Ao ver o servo, abraçou-o afectuosamente dizendo-lhe:
- Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Tu já deves estar a par que escapei da morte justamente porque não tinha um dos dedos. Mas ainda tenho no meu coração uma grande dúvida:
Se Deus e tão bom, porque permitiu que tu fosses preso da maneira como foste?...Logo tu, que tanto O defendes!? O servo sorriu e disse:
- Meu Rei, se eu estivesse ido contigo nessa caçada, certamente seria sacrificado em teu lugar, pois não me falta dedo algum!

BÊNÇÃOS DISFARÇADAS

HISTÓRIA
Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida. Génesis. 50:20.
Este versículo refere-se à experiência de José. Quando foi vendido como escravo, os seus irmãos tiveram a certeza de que os sonhos proféticos dele jamais se cumpririam. Mas deixaram de considerar o facto de que Deus pode tomar uma situação má e convertê-la em algo bom. Ele fez isso por Seus filhos fiéis inúmeras vezes.
Wallace Johnson tinha 40 anos em 1939. Pebsiy que tinha estabilidade no seu emprego co serralheiro. Qual não foi a surpresa quando um dia o seu patrão o chamou e lhe disse que estava despedido. Isto não podia ter acontecido numa época pior. Os Estados Unidos da América estavam justamente a sair da grande depressão financeira da década de 30, e Johnson tinha esposa e filhos para manter. Como, perguntava-se ele, poderia a família sobreviver financeiramente agora? Johnson saiu da serralharia com a sensação de que o seu pequeno mundo desabara. A caminho de casa, entretanto, orou por orientação divina. Quando entrou em casa e contou à esposa o que tinha acontecido, o seu estado de ânimo já era melhor.
- O que é que vais fazer agora? - Quis saber a esposa.
- Vou hipotecar a casa e entrar no negócio de construções – disse ele.
A sua primeira tentativa foi a construção de duas pequenas estruturas. Em cinco anos, a família Johnson estava multimilionária. Wallace foi o fundador da rede de hotéis Holiday Inn e ficou conhecido como o "albergueiro da América". Mais tarde ele declarou: "Se eu pudesse encontrar o homem que me despediu do emprego, eu teria de lhe agradecer. Quando fiquei desempregado, não pude ver a mão de Deus naquela circunstância, mas posteriormente vim a entender que Ele o permitira para que eu pudesse contribuir financeiramente para a manutenção de Sua obra na Terra, enquanto ao mesmo tempo me dava condições de oferecer emprego a mais de 100.000 pessoas."
Depois de muitos dias lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás. Eclesiastes. 11:1.

AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO

Um grupo de estudantes de geografia estudou as sete maravilhas do mundo. No final da aula, foi pedido aos estudantes para fazerem uma lista do que eles pensavam que fossem consideradas as sete maravilhas actuais do mundo. Embora houvesse algum desacordo, começaram os votos:
1. As Grandes Pirâmides do Egito
2. Taj Mahal
3. Grand Canyon
4. Canal de Panamá
5. Empire State Building
6. Basílica de St. Peter
7. A Grande Muralha da China
Ao recolher os votos, o professor notou uma estudante muito quieta. A menina, tinha uma pequena folha diante dela. O professor então perguntou-lhe se estava com problemas com a lista sobre as sete maravilhas do Mundo.
A menina calmamente respondeu:
- Sim, um pouco. Eu não consigo fazer a lista, porque são muitos.
O professor disse:
- Bem, diz o que escreveste e talvez nós possamos ajudar-te. A menina hesitou, então leu:
- Eu penso que as sete maravilhas do mundo sejam:
1. tocar
2. saborear
3. ver
4. ouvir
5. sentir
6. rir
7. e amar
A sala então ficou completamente em silêncio. É fácil para nós olharmos as façanhas do homem, já que negligenciamos tudo o que Deus fez por nós. Lembra-te neste dia daquelas coisas que são verdadeiramente maravilhosas."Faz tudo de bom que puderes, a todas as pessoas que puderes, puder, sempre que puderes."

AMOR NÃO CONRESPONDIDO

HISTÓRIA
Fazei o bem e emprestai, sem esperar nenhuma paga; será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo. Pois Ele é benigno até para com os ingratos e maus. S. Luc. 6:35.
No dia 8 de Setembro de 1860, uma terrível tempestade abateu-se sobre o Lago Michigan e ameaçou afundar o navio de passageiros Lady Elgin. Na praia, observando o desdobramento da tragédia, estava um grupo de estudantes do Instituto Bíblico Garrett, que ficava perto. Quando o navio começou a partir-se, um dos estudantes, Edward W. Spencer, viu uma senhora agarrada a um dos destroços. Não conseguindo ver sem agir, Spencer tirou o casaco, lançou-se nas agitadas águas, nadou até ao navio e trouxe aquela senhora em segurança para a praia. Spencer nadou repetidas vezes e trouxe náufragos de volta, até que as suas forças se esgotaram e ele desmaiou na praia, exausto. Como resultado dos seus esforços, 17 vidas foram salvas, mas o acto heróico quase lhe custou a vida. Ele nunca recuperou totalmente a saúde. Após a sua morte, alguns anos mais tarde, alguém escreveu à sua esposa a perguntar se era verdade que nenhum dos náufragos salvos tinha agradecido o heroísmo de seu marido. Aqui está a resposta dela: "A afirmação é verdadeira. Spencer nunca recebeu nenhum agradecimento das pessoas que ele conseguiu salvar, e nenhum reconhecimento por parte de qualquer uma delas." A seguir, num admirável espírito de magnanimidade, ela colocou a culpa da aparente ausência de gratidão na confusão geral reinante e na exaustão, tanto dos resgatados quanto do resgatador. Ela encerrou a carta com estas palavras: "O meu marido sempre manteve esse ponto de vista acerca daquele episódio; nunca manifestou qualquer ressentimento, e tenho a certeza de que nunca o sentiu. Fez o melhor que pôde, sem esperar recompensas ou apreciação."