11/02/09

QUANTOS QUILÓMETROS SE PODE ANDAR AO SÁBADO?

Entramos na Sagrada Escritura uma certa distância que é permitida andar no Sábado. Encontramos também que Deus ordenou que no Sábado não se acendesse fogo em nenhuma habitação do povo de Israel. Quantos quilómetros são permitidos andar num dia de Sábado sem transgredir o mandamento? Podemos acender o fogo nas nossas casas no dia de Sábado?

No período posterior ao exílio babilónico, os judeus tinham estabelecido regras severas concernentes à observância sabática. Ninguém podia percorrer o espaço superior a 1km, aproximadamente, no Sábado. Contudo, a Palavra de Deus de modo algum estabelece limites de distância que um cristão possa percorrer nesse dia. Logicamente não é a distância percorrida no Sábado o que importa, e sim os motivos de tal percurso. Se precisarmos de nos deslocarmos 10 km a fim de praticar o bem em prol dos semelhantes ou realizar uma actividade evengelística, ou mesmo para nos deslocarmos ao local de culto, podemos, com toda a convicção e tranquilidade, fazê-lo sem incorrer no desagrado divino.

A distância sabática mencionada em Actos 1:12 referia-se à estabelecida pela Tradição judaica, cuja validade Cristo negou, dizendo que eles, pelas suas tradições, anulavam o mandamento de Deus (ver Marcos 7:7-9).

Cristo reiteradas vezes efectuou actos de misericórdia durante os sábados, enfrentando a incompreensão dos fariseus e saduceus do Seu tempo. Estes preocupavam-se mais com a forma do que com o espírito, e a intenção do Mestre era corrigir a maneira errónea em que eles guardam o Sábado, contestando a Tradição que eles por sua própria iniciativa tinham estabelecido para observar o dia do Senhor.

O acender o fogo no Sábado (Êxodo 35:3) era proibido aos israelitas enquanto jornadeavam na região desértica, onde o clima é relativamente quente à noite. Sabe-se que o acender fogo nos tempos antigos requeria grande empenho, pois não havia acendedores automáticos ou fósforos. Diz o comentário bíblico de Adam Clarke: “Os judeus consideram este preceito como proibindo acender fogo apenas para propósitos de realizar trabalhos ou preparar mantimentos. Mas para obter luz e calor, julgam lícito acender fogo no dia de Sábado…”

A Bíblia menciona outras providências que os israelitas deveriam tomar enquanto jornadeavam pelo deserto, os quais, evidentemente, não teriam sentido quando já estivessem instalados nas cidades. Ver como exemplo, Deuteronómio 23:13

28/01/09

QUAL A VOSSA DOUTRINA SOBRE O INFERNO?


Penso muitas vezes em pessoas que morreram e não se podem salvar porque nem sequer acreditavam em Deus. Será verdade que vão sofrer eternamente?
N.L.

Vi recentemente gravuras que representavam o inferno e custa-me admitir que Deus seja capaz de infligir essa espécie de sofrimento a uma pessoa. Qual é a vossa doutrina sobre o inferno?
R.P.B.


As duas perguntas têm uma certa relação e por isso lhes respondemos em conjunto.
Em primeiro lugar, gostaríamos de relembrar o que as Sagradas Escrituras dizem qunato a natureza mortal do homem, tema que está de novo a ser discutido com grande interesse, devido à propagação de doutrinas enganosas, como a reencarnação e a imortalidade da alma.

A Palavra de Deus afirma categoricamente que somente Deus é imortal: “Aquele que tem, Ele só, a imortalidade (1Timóteo 6:16), clarifica o apóstolo Paulo. O homem é mortal e só por ocasião da ressurreição dos justos, se tiver aceitado a Jesus como seu Salvador, poderá receber a imortalidade, que será um dom de Deus. Enquanto esse dia não chega, ele dorme no pó da terra, os seus pensamentos pereceram e ele nada sabe do que se passa na terra, “porque os vivos sabem que hão-de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma” (Eclesiastes 9:5). A morte é para o homem como um sono sem sonhos, do qual só despertará quando Cristo voltar a este mundo, para dar a cada um conforme a sua recompensa: vida eterna aos que O recebe, morte eterna aos que O rejeitam. O próprio credo católico que alguns aprenderam em criança dizia isso mesmo: “Creio em Deus Pai, que há-de vir a julgar os mortos e os vivos (…)”.

A doutrina bíblica da salvação e vida eterna é muito simples. O próprio Jesus a definiu: “Deus amou o mundo de ttal maneira, que deu o Seu Filho unigénito, para que todo aquele que n`Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (S. João 3:16). O apóstolo Paulo refere a mesma verdade com outras palavras: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6:23).

Há, portanto, duas opções: crer e ter a vida eterna, ou não crer e perecer eternamente. Isto, aliás, já aconteceu no jardim do Éden. Adão e Eva podiam decidir obedecer ou desobedecer a Deus, mas sabiam perfeitamente que a consequência da sua desobediência seria a morte.
Deus dissera: “Mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerá; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Génesis 2:17). Ao longo da História, o homem tem tido sempre o poder de escolher, de decidir, sabendo o que a sua escolha comporta.

Assim, para os que aceitam a Jesus, Ele dirá: “Vinde, benditos de meu Pai e recebei por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”. Ao que O rejeitarem – os que não se salvam, como diz o nosso prezado leitor – Jesus dirá: “Apartai-vos de mim, que não vos conheço.” (S. Mateus 25:34, 41). E apartar-se de Jesus, a única fonte da vida, é a morte eterna.

Mas não esqueçamos: a Palavra de Deus diz que o salário do pecado é a morte, e não o sofrimento. O que é eterno são as consequências da recompensa ou da condenação – vida ou morte eternas.

Parece-nos perfeitamente justa a observação da nossa estimada leitora, que diz que lhe custa a admitir que Deus possa infligir sofrimentos eternos a seres humanos. Concordamos com a sua afirmação, pois a Sagrada Escritura diz textualmente que “Deus é amor” e o próprio Jesus, no texto acima citado, declara que Deus nos amou de tal maneira, que deu o Seu Filho unigénito para nos salvar. Ora, não cabe na nossa compreensão a ideia de um Deus mau e vingativo, capaz de fazer sofrer eternamente pessoas que Ele amou e desejou que fossem salvas.

A doutrina de um inferno, lugar de sofrimento atroz e contínuo, é completamente alheia aos ensinos das Sagradas Escrituras e é um daqueles erros pagãos que se foi insidiosamente infiltrando nos ensinos da igreja cristã. Inferno, na Bíblia Sagrada, significa apenas “lugar inferior, morada dos mortos”.

Há uma passagem bíblica que, referindo-se a Jesus e à Sua ressurreição, usa este termo, que é a tradução de xeol. Diz assim: “Não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção” (Salmo 16:10). Algumas versões bíblicas mais modernas, com a Bíblia de Jerusalém (Edições Paulinas, S. Paulo, Brasil) e a Tradução interconfessional (da Sociedade Bíblica de Portual, Lisboa), usam já termos diferentes. A primeira usa a própria palavra xeol. “Não abandonarás minha vida no Xeol, nem deixará que teu fiel veja a cova”; a segunda diz: “Não me entregará ao poder da morte, não abandonarás na sepultura aquele que amas.” De facto, ao terceiro dia, e tal como havia predito, Jesus ressuscitou e não conheceu a corrupção, não permanecendo, por conseguinte, no xeol-inferno/sepultura.

Cremos que é tempo de estudar profundamente este tema, à luz da Palavra de Deus, e contemplar o nosso amantíssimo Pai Celestial na beleza da Sua santidade e na profundidade do seu amor pela humanidade.

26/01/09

PORQUE É QUE A BÍBLIA É A PALAVRA DE DEUS?

Qual a diferença entre a Bíblia e os outros livros que não são a Palavra de Deus, uma vez que usam a mesma linguagem?

No que concerne ao aspecto exterior – vocabulário, gramática, impressão -, a Bíblia é, de facto, semelhante a qualquer outro livro. É assim porque Deus quis que a compreendêssemos e por isso nos fala numa linguagem que nos é familiar. Mas há uma grande diferença entre a Bíblia e os outros livros: Ela é a Palavra de Deus e, e como diz explicitamente o apóstolo Paulo, “Toda a Escritura é inspirada por Deus e serve para ensinar, convencer, corrigir e educar, segundo a vontade de Deus” ( 2ª Timóteo 3:16).

A linguagem usada é a mesma usada em outros livros, mas há uma diferença: Deus inspirou ao profeta, ou ao autor, segundo os casos, os pensamentos e conceitos que desejava comunicar, e esse ser humano, guiado pelo Espírito Santo, transcreveu-os no seu estilo pessoal. Em certo sentido, passou-se a mesma coisa com Jesus, o Verbo Eterno, a Palavra, como dizem algumas versões, que é o que quer dizer “Verbo”; “No principio de tudo, Aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e Ele mesmo era Deus” (S. João 1:1). Mas para comunicar connosco, Jesus fez-Se homem, sem deixar de ser Deus. “Aquele que é a Palavra fez-Se homem e veio morar no meio de nós (João 1:14).

Jesus era verdadeiramente humano e a Sua aparência exterior era semelhante à dos homens do seu tempo. “Olhando nós para Ele”, diz o profeta Isaías, “nenhuma beleza víamos para que O desejássemos” (Isaías 53:2). Porém, quando em presença de Jesus, do testemunho da Sua vida e ministério, facilmente se podia perceber que Ele era mais do que um simples homem. Essa foi, por exemplo, a experiência do apóstolo Pedro, que, privando diariamente com Jesus, pôde um dia declarar: “Tu és o Cristo, o Fillho do Deus Vivo” (S. Mateus 16:16).

Ora, é isto o que acontece com a Bíblia. Ela é semelhante aos outros livros, porém, quando a abrimos com fé e sinceridade, somos forçados a reconhecer que não se trata de um livro qualquer, mas sim da Palavra de Deus que se dirige a todo o coração humano, que tem poder para convencer do pecado, transformar vidas e levar-nos ao Salvador, de Quem dão testemunho (S. João 5:39).

Estamos convencidos de que esta pode ser a experiência do prezado/a amigo/a. Como poderá ver (http://noscaminhosantigos.blogspot.com), oferece-nos estudos que nos permitirão descobrir mais e mais deste livro maravilhoso, revelação de Deus ao homem.

Aprofunde em:
http://noscaminhosantigos.blogspot.com

Deus o abençoe.

04/12/08

O SÁBADO NUM MUNDO ESFÉRICO

Qual a razão de Deus ordenar a observância do Sábado do pôr-do-sol e não à meia-noite, ou às seis horas da tarde? Como podem os filhos de Deus observar o Sábado à mesma hora se o dia começa em hora diferente em Lisboa, Rio de Janeiro, Tóquio e em tantas outras partes do Mundo?

No livro de R.L.Odom, The World, retiramos as seguintes observações:
“Vendo que as Escrituras Sagradas ensinam a observância do Sábado do por do Sol ao pôr do Sol, pessoas há que concluem ser isso impossível no Extremo Norte, onde há todos os anos um período durante o qual o Sol permanece no alto, e outro em que ele permanece oculto abaixo do horizonte, durante as completas vinte e quatro horas do dia.
“É certo que residem ali numerosos observadores do Sábado, os quais afirmam não ser difícil saber quando chega a hora do pôr-do-sol, para iniciarem a observância do santo dia de repouso. Surpreendem-se, com efeito, ao saberem que haja quem pense ser isso impossível.
“No período em que o Sol está oculto abaixo do horizonte, os guardadores do Sábado no Extremo Norte observam o dia de sexta-feira ao meio – dia até ao Sábado ao meio-dia, porquanto essa hora corresponde ao pôr do Sol na região Árctica no Inverno. Pois todos os dias, enquanto o Sol se oculta sob o horizonte meridional, ele atinge o seu zénite ao meio-dia, visto como nessa hora tanto se levanta como se põe, abaixo do horizonte.
“Daí por diante, passa a ser visível o pôr-do-sol, assinalando o começo e o fim do sétimo dia. Cada dia o Sol se ergue um pouco mais cedo e se põe um pouco mais tarde, de modo que a 21 de Março (equinócio vernal), o nascer do Sol se dá às 6 horas da manhã, pondo-se às 6 da tarde.
“Nos dias de verão, em que o Sol se não se põe, quando ele alcança o zénite (o ponto mais alto no seu aparente caminho circular no céu), nos dias de Verão, eles sabem que é meia-noite. Este ponto mais baixo no aparente circuito solar de vinte e quatro horas no céu é pelos habitantes daquela região denominado ponto do Norte. Corresponde, como dissemos, ao pôr-do-sol. Por essa referência os habitantes do árctico, observam no Verão o sétimo dia de meia-noite de sexta-feira até meia-noite de Sábado, pois o Sol está por essa altura em seu nadir (o “mergulho”), que é também o ponto do pôr-do-sol.
“Nem os observadores do domingo nem os do Sábado têm qualquer dificuldade em saber quanto começar o seu dia de repouso religioso, no Extremo Norte. Em dois períodos do ano o visível pôr-do-sol serve de sinal para marcar o princípio e o fim do sétimo dia para os Adventistas na região árctica. E nos dias em que o Sol não aparece acima do horizonte, o Sábado é observado de Sexta-feira, ao meio-dia, até ao meio-dia do Sábado, é por isso que essa hora corresponde ao tempo do pôr do sol, segundo o prova o último pôr-do-sol visível, ocorrido no princípio do período, e o primeiro por do sol visível no final do período. Mas durante o tempo em que o Sol está no céu continuamente, o Sábado é observado de sexta-feira à meia-noite, até meia-noite do Sábado, porque o Sol está no seu nadir nesse momento do dia, como o provam o último por do sol visível no princípio do período, e o primeiro visível por do sol ocorrido no final do período”. – Obra citada, ps. 121, 122, 138, 140, 141, 143, 144.
Quanto às diferenças de tempo entre observadores do Sábado de diferentes meridianos e fusos horários, Francis D. Nichol de forma muito concreta responde:
“O mandamento do Sábado nada diz acerca de ocorre a guarda do dia de repouso no mesmo espaço de tempo em todos os lugares da Terra. Simplesmente ordena guardar ´o sétimo dia´. E este sétimo dia acaso não chega a todas as partes da Terra?” Answer to Objections, p. 207

03/11/08

O SÁBADO, OU UM OUTRO DIA?

São Paulo em Romanos 14:5 e 6 parece afirmar que tanto faz observar o Sábado como qualquer outro dia. Como compreender este assunto do quarto Mandamento face a esta declaração?

Vários comentadores de renome têm analisado Romanos 14, tanto mais que este capítulo não trata assuntos fundamentais à doutrina e à fé cristão, mas nem por isso deixam de ter a sua pertinência.
O nosso tema trata “os dias” que poderiam ser ou não observados. Estes dias que o Apóstolo aqui menciona, são os dias tradicionais dos judeus, ligados à sua História nacional que alguns crentes de origem judaica observavam escrupulosamente (como a Páscoa, Pentecostes, etc.) enquanto outros julgavam não haver obrigação de observar pelo facto de serem dias de carácter civil e não religioso, mais ainda, eles tinham-se desligado do judaísmo como religião para abraçar o Cristianismo repudiado pelos judeus.
Há os que apontam o exemplo dos essénios, que eram escrupulosos quanto à abstenção da carne e do vinho e que acrescentavam certos dias de festa ao calendário judaico regular. Diz Raoul Dederen, antigo professor da Universidade de Andrews, dos Estados Unidos, referindo-se ao costume dos essénios: “O debate sobre exactamente esta questão existia no judaísmo antes do advento do cristianismo. Não se teria dado o caso de essa controvérsia ter ido transferida à Igreja Cristã, achando-se reflectida em Romanos 14? Nesse caso a atitude do fraco pode ser comparada com a do costume dos cristãos primitivos, indicada na Didaquê sobre jejuar duas vezes por semana. Não é relevante ao mesmo tempo que tenhamos aqui uma questão de regime alimentar e observância de dias, conjugados num tema controverso?” – Ond Esteeming One Day Better Than Another? Raoul Dederen (Suplemento de The Ministry, Agosto de 1971), p. 18.
Pelo raciocínio deste autor, Paulo, em Romanos 14, está a referir-se à prática de abstinência e jejum em datas fixas regulares. A Didaquê 8:1 admoesta os cristãos a não jejuarem como os hipócritas no segundo e quinto dias da semana, mas no quarto e sexto dias. Pela maneira tão pouca assertiva de Paulo tratar a questão em Romanos 14 chega-se à conclusão de que o problema aqui refere-se a um tema não essencial, diferentemente do que se dava nas instruções aos gálatas quanto ao apego que eles tinha por certos “dias, e meses, e tempos, e anos” (Gálatas 4:10).
Uma coisa, neste assunto, é certa: Paulo não está a referir-se ao que é claramente apresentado na Lei de Deus quanto à observância do dia bíblico de repouso. Mesmo aos observadores do Domingo não é aceite a ideia de que em Romanos 14 Paulo esteja a deixar ao critério dos crentes a observância deste ou daquele dia como memorial da ressurreição de Cristo (o que, par dizer o mínimo, seria totalmente ilógico) ou simplesmente não guardar dia nenhum, fazendo isso especificamente “para o Senhor” (ver Romanos 14:6). Como diz Dederen “o próprio Paulo, que evidentemente não pode se catalogado entre os “fracos”, observava o Sábado como era ´seu costume´(Actos 17:2, cf Lucas 4:16), não há qualquer evidência em contrário disto.”
Que há um dia específico para a observar o Dia do Senhor torna-se claro nos textos de Lucas 23:54-56 e Apocalipse 1:10. no primeiro destes textos vemos os seguidores de Jesus a observarem o Sábado “conforme o mandamento” após a morte de Cristo na cruz. O versículo seguinte (Lucas 24:1) evidencia que o dia imediato foi um 1º dia da semana. Logo, eles observaram “conforme o mandamento” o sétimo dia da semana. E o relato disso foi escrito cerca de 30 anos após o acontecimento.
Em Apocalipse 1:10 o Apóstolo João situa-se no espaço (Ilha de Patmos) e no tempo (no dia do Senhor). Que esse “dia do Senhor” se refere ao Sábado, e não ao Domingo, está muito claro pelo consenso do ensino bíblico sobre o quarto mandamento da Lei Moral de Deus. O que por si só destrói a ideia que alguns sustentam de que na era Cristã e com base em Romanos 14:5,6, é indiferente para o Senhor observar qualquer dia.
Confrontados com as palavras de Cristo de que “o Sábado foi estabelecido por causa do homem” (Marcos 2:27), ficam sem desculpa perante Deus os que fazem trocadilhos de palavras. Adaptam a Palavra de Deus aos usos e costumes do tempo, e assim vivem, a exigência de Deus é adaptar a nossa vida à Sua imutável Palavra.
Esta palavra “é um assim diz o Senhor”. Deus o abençoe.

10/10/08

ABSTINÊNCIA DE ALIMENTOS

Que razões levaram o Apóstolo Paulo a denunciar as heresias descritas em 1ª Timóteo 4:14
(I Timóteo 4:1) – MAS o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demónios;
(I Timóteo 4:2) – Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência;
(I Timóteo 4:3) – Proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com acções de graças;
(I Timóteo 4:4) – Porque toda a criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com acções de graças.

Comentadores bíblicos concordam em que esta passagem encontra o seu cumprimento primário nas heresias gnósticas e outras relacionadas, que se tinham iniciado e tomado forma nos primórdios da Igreja Cristã. Muito destes comentadores protestantes crêem que a passagem encontra cumprimento suplementar e completo na Igreja Católica Romana. A prova em apoio a esta opinião é abundante e de forte argumentação.
“Os gnósticos, que a princípio conseguiram profunda penetração no seio da igreja cristã, criam que a matéria é essencialmente má e que o alimento que comemos não foi criado por Deus mas por uma divindade inferior. Eles denunciavam o matrimónio como sendo algo mau. Os maniqueus, outra seita herética dos tempos primitivos, sustentavam que o desejo sexual fluía do sangue e da bílis do demónio´. Comentário de Lange sobre I Timóteo 4:3.
Posteriormente, a Igreja Católica Romana, pela qual, comenta Harnack, o gnosticismo obteve meia vitória, estabeleceu o celibato do clero, e instituiu proibições contra (o consumo) de carne em vários períodos do ano.
“Bem podia Paulo advertir contra tal heresia. Abster-se de certos alimentos ou bebidas palas razões dadas por gnósticos e outros falsos ensinos…Nem nós nem o objectante poderíamos praticar ou promover a abstinência do vinho, por exemplo, com base naquilo que foi estabelecido por esses apóstatas. Mas a condenação do objectante ao raciocínio dos gnósticos ou maniqueus não o tornaria menos defensor da temperança, ou mesmo, talvez, igualmente de uma reforma dietética.
“É isso o que se passa connosco, pois nos unimos a Paulo em denunciar as heresias descritas em 1 Timóteo 4:1-4, enquanto ainda cremos que é melhor, com base em princípios dietéticos, abster-nos de certos alimentos e bebidas…
Paulo está preocupado em exortar contra heresias que induziriam os cristãos a absterem-se de vários ´alimentos´, não em virtude de qualquer princípio dietético válido, mas por causa de falsas razões filosóficas e pagãs. Cremos que se Paulo ressuscitasse hoje, ele ficaria muito espantado em descobrir que as suas palavras de advertência contra a heresia gnóstica já em franco desenvolvimento estão a ser interpretadas como uma aplicação aos pontos de vista da nutrição dos adventistas do sétimo dia no século XX”. Francis D. Nichol, Answers to Objections, p. 426,427.
Deve levar-se em conta que as expressões “tudo” e “nada” têm de ser compreendidas à luz do ponto de vista que São Paulo deseja salientar. Essas expressões têm os seus limites, assim como ocorre em 1 Cor. 6:12: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm. Todas as coisas me são lícitas mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas”. Evidentemente Paulo não consideraria o adultério, o roubo, a mentira, a prática dos vários pecados, enfim, como coisas lícitas, apenas não praticadas por serem “inconvenientes”. Nenhum cristão equilibrado admitiria tal interpretação.

07/08/08

COISAS DE DEUS

HISTÓRIA
Tudo o que Deus faz é bom! Há muito tempo, num Reino distante, havia um Rei que não acreditava na bondade de Deus. Tinha, porém, um súbdito que repedidamente falava de Deus na presença do rei. Era muito frequente dizer:
- Meu Rei, não desanime, porque Deus é bom! Um dia, o Rei saiu para caçar juntamente com o seu súbdito, e uma fera da floresta atacou o Rei. O súbdito conseguiu matar o animal, porém não evitou que sua Majestade perdesse o dedo mínimo da mão direita. O Rei, furioso pelo acontecido, e sem mostrar agradecimento por ter a sua vida salva pelos esforços de seu servo, perguntou-lhe:
- E agora, o que me dizes? Deus é bom? Se Deus fosse bom eu não teria sido atacado, e não teria perdido o meu dedo. O servo respondeu:
- Meu Rei, apesar de todas essas coisas, o que posso dizer: Deus é bom, e apesar de ter perdido dedo, será para seu bem! O Rei, indignado com a resposta do súbdito, mandou que fosse preso na cela mais escura e mais fétida do calabouço.
Após algum tempo, o Rei saiu novamente para caçar e aconteceu ser atacado de novo, desta vez por uma tribo de índios que vivia na selva. Estes índios eram temidos por todos, pois sabia-se que faziam sacrifícios humanos aos seus deuses.
Mal prenderam o Rei, passaram a preparar, cheios de júbilo, o ritual do sacrifício. Quando já estava tudo pronto, e o Rei já estava diante do altar, o sacerdote indígena, ao examinar a vitima, disse furioso:
- Este homem não pode ser sacrificado, pois é defeituoso! ...Falta-lhe um dedo!
E o Rei foi liberto. Ao voltar para o palácio, muito alegre e aliviado, libertou o seu súbdito e pediu que viesse à sua presença. Ao ver o servo, abraçou-o afectuosamente dizendo-lhe:
- Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Tu já deves estar a par que escapei da morte justamente porque não tinha um dos dedos. Mas ainda tenho no meu coração uma grande dúvida:
Se Deus e tão bom, porque permitiu que tu fosses preso da maneira como foste?...Logo tu, que tanto O defendes!? O servo sorriu e disse:
- Meu Rei, se eu estivesse ido contigo nessa caçada, certamente seria sacrificado em teu lugar, pois não me falta dedo algum!