16/06/09

SÁBADOS E SÁBADO

Quais eram os sábados “cerimoniais” e em que diferiam do Sábado da Lei Moral?

Em Levítico 16 e 23 Números 28 e 29 estão enumerados os vários dias de festa para os israelitas, como sejam: a Páscoa (Num. 28:16); a Festa dos Pães Asmos (Números 28:17); a Festa da Colheita ou Pentecostes (Êxodo 23:16; 34:22; Números 28:26; Actos 2:1); a Festa das Trombetas (Número 29:1); O Dia da Expiação (Número 29:7) e a Festa dos Tabernáculos (Êxodo 23:16; Levíticos 23:34; Número 29:12).

Cada um desses dias festivos constituía uma “santa convocação” e era um dia de descanso, palavra que no hebraico é a mesma de sábado. Contudo, eram dias móveis dentro da semana, pois o Dia da Expiação, por exemplo, caía no 1º dia do 7º mês sempre, ou seja, era um dia solene, um feriado religioso para Israel, um “descanso” (shabbat)f que caía em qualquer dia semanal. E quando coincidia de esse dia cerimonial festivo cair num Sábado do 7º dia semanal, era chamado “Sábado grande”.

A Bíblia na Linguagem de Hoje, em S. João 19:31 explica: “Então os judeus pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas dos que foram crucificados, e os tirassem das cruzes. Pediram isto porque era sexta-feira, e não queriam que os corpos continuassem ali, no “Sábado grande”. Aquele Sábado era considerado “especialmente santo”. A razão de “aquele Sábado” ter esse carácter especial é porque nele também se comemorava a Páscoa, outro dia feriado de descanso, ou seja, outro sábado, mas, cerimonial.
Basta uma leitura atenta do capítulo 23 de Levítico para perceber que esses dias religiosos feriados (descanso, ou “sábado” cada um deles – ver Levítico 23:27; 32, 39, etc.) são diferenciados do Sábado da Lei Moral. E os versos 37 e 38 tornam isso mais do que claro: “São estas as festas fixas do Senhor que proclamareis para santas convocações (N. da R.: as várias, enumeradas no capítulo)… além dos sábados do Senhor”.

08/06/09

COMO COMPREENDER O ASSUNTO DA TRINDADE

Uma vez que a Bíblia atribui as prerrogativas divinas tanto ao Pai ao Filho e ao Espírito
Santo, passaremos a analisar, à luz da Palavra de Deus, o relacionamento existente entre os membros da Trindade. Este aspecto é muito importante, porque dele dependerá os demais conceitos da teologia cristã, os quais são por ele afectados.
Para uma correcta compreensão a respeito, deveremos fazer a distinção entre a unidade essencial e a subordinação funcional existente entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo; isto é, entre o modo divino de existir e a maneira funcional como tem sido revelado através da Criação e da Redenção.
Confundir esses dois aspectos distintos, levar-nos-ia a conclusões totalmente distorcidas a respeito da doutrina de Deus.
A Unidade Essencial da Trindade
Vimos anteriormente que a Bíblia reconhece as prerrogativas divinas a três personalidades distintas. Porém, isto não sanciona de forma alguma uma ideia triteísta de Deus; ou seja, que a
Bíblia reconheça três deuses diferentes como formando a Divindade. Esta espécie de politeísmo é totalmente contrária ao pensamento bíblico.
A religião bíblica é essencialmente monoteísta. Já na promulgação do decálogo aparecem as palavras: “Eu sou o Senhor teu Deus... Não terás outros deuses diante de Mim” (Êxo. 20:2 e 3).
Também a religião judaica tinha por fundamento o texto de Deuteronómio 6:4: “Ouve, Israel, o
Senhor nosso Deus é o único Senhor”. Igualmente o apóstolo São Paulo fala que “há um só Deus”
(I Cor. 8:6). Esses e outros textos nos deixam claro o fato de que existe uma unidade essencial entre os membros da Trindade. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são três pessoas distintas que formam um só Deus, e não três deuses.
Nesse sentido é que Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30; cf. João 17:21 e 22). É por isso que a respeito de Cristo pode ser dito que desde o principio Ele “estava com Deus, e ...era Deus” (João 1:1), que Ele é “igual a Deus” (Filip. 2:6), pois “n´Ele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade” (Col. 2:9), sendo Ele “Deus Forte, Pai da Eternidade” (Isa. 9:6).
Mesmo o título “Filho” ao ser aplicado a Cristo não é sinónimo de inferioridade, mas sim de igualdade com o Pai. Ele significa que o Filho participa da mesma natureza do Seu Pai. Foi por essa razão que os judeus acusaram a Jesus de blasfémia, ao chamar a Deus de “Meu Pai” (João 5:17 e 18). É importante considerarmos ainda que a palavra “Filho” é sempre empregada para Cristo no contexto da Encarnação, e nunca encontraremos menção a um “Filho Eterno”. 1
Por sua vez, não apenas o fato de o Espírito Santo ser chamado de o “outro consolador”
(“Paracleto”, João 14:16; etc.) e o “Espírito de Deus” (Rom. 8:9; I Cor. 3:16; etc.) atesta Sua natureza divina, como também o fato de a Ele serem atribuídas todas as características divinas.
Isto é especialmente enfatizado em I Cor. 2:10 e 11, onde lemos: “Mas Deus no-lo revelou pelo
Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus.
Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito que nele está?
Assim as coisas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus”. Neste caso, “perscruta não significa que o Espírito perscrute com vistas a obter informação. Antes, é um modo de dizer que Ele penetra todas as coisas. Não há nada que esteja além do Seu conhecimento. Em particular, Paulo especifica as profundezas de Deus... Não se pode contestar que esta passagem atribui plena divindade ao Espírito... Porque o Espírito que revela é verdadeiramente Deus, o que Ele revela é a verdade de Deus”.2
Portanto não podemos negar a unidade essencial existente entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, os quais formam um só Deus (Tri-unidade).
A Subordinação Funcional da Trindade
A Bíblia menciona a Trindade envolvida tanto na Criação (Gén. 1:1 e 2; João 1:1-3 e 10; Heb. 1:1-3; Jó 33:4; etc.), como na Redenção (Heb. 9:14; I Pedro 1:2; etc.). Para não incorrer em problemas teológicos, devemos ter em mente que a Bíblia é a revelação de Deus aos homens no contexto da história da salvação”, e que o seu objectivo primordial não é elucidar o “Ser” essencial de Deus.
Portanto a chave para a compreensão da revelação de Deus encontra-se no “mistério da encarnação”; isto é, que Cristo, sendo Deus no mais alto sentido da palavra, “a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-Se em semelhança de homens” (Filip. 2:5-8).
Nesse contexto encontraremos o Pai, o Filho e o Espírito Santo assumindo funções diferentes que poderão ser interpretadas como uma aparente “hierarquia” na Trindade, mas que não alteram a essência da natureza divina. Veremos, assim, o Filho dizendo que “o Pai é maior do que Eu” (João 14:28), que “o Filho nada pode fazer de Si mesmo” (João 5:19), e também pôr-Se de joelhos e orar ao Pai (Luc. 22:41 e 42). Mas não devemos nos esquecer que Ele também orou: “Eu Te glorificarei na Terra, consumando a obra que Me confiaste para fazer; e agora, glorifica-Me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que Eu tive junto de Ti, antes que houvesse mundo” (João 17:4 e 5), e que após a Sua humilhação Ele reassumiu toda a plenitude da Sua Divindade (Col. 2:9; cf. Filip. 2:9-11).
Alguns têm procurado ver nos títulos “unigénito” e “primogénito” evidências de que o Filho tenha sido gerado pelo Pai antes da criação do mundo; isto é, que Ele foi a primeira criação do Pai. Mas isso é decorrente de uma profunda ignorância do significado desses termos.
A palavra traduzida por “unigênito” (João 1:14 e 18; 3:16 e 18; I João 4:9) é o termo grego
monogeneses. Por algum tempo cria-se erroneamente que esse termo significava “único gerado”; porém o certo é que monogeneses é derivado de geneos, que significa “espécie” ou “condição”, e não de gennao, que significa “gerar”.3 A prova para isso encontra-se no fato de monogeneses ser escrito com um “n” apenas, e não com dois.4 Assim o termo grego monogeneses não subentende nada mais do que “único” ou “solitário”.5 Ao ser esse termo aplicado em relação ao “Filho de Deus”, deixa claro que Jesus é “o único em Sua classe”.6 A Bíblia de Jerusalém está correcta ao traduzir o referido termo por “Filho único” em São João 3:16. Portanto, isso significa que Jesus desfruta de um relacionamento único e especial com o Pai. A prova para tal é “o facto de que Jesus jamais fala de Deus como ‘nosso Pai’ de modo a colocar-Se no mesmo relacionamento com Deus que Seus discípulos”. 7 (Ver João
20:17). Cabe mencionar ainda que o termo monogenesis é usado em Hebreus 11:17 em relação a Isaque, que realmente não era o “único gerado” por Abraão, e sim o seu filho predileto.8
Igualmente a palavra “primogénito” (Col. 1:15-18), traduzida do termo grego prototokos, é usada no relacionamento de Cristo com o Pai, “expressando a Sua prioridade e preeminência sobre a criação, e não no sentido de ter sido o primeiro a nascer”. 9 Esse sentido de distinção aparece também em Deuteronómio 21:15-17. é igualmente nesse sentido que Davi, sendo o filho mais novo de Jessé, é chamado de primogénito (Sal. 89:20-27; cf. I Sam. 16:10-12), bem como Jacó (Êxo. 4:21 e 22; cf. Gén. 25:25 e 26) e Efraim (Jer. 31:9; cf. Gên. 41:50-52).
Ao ser Ele chamado de “o princípio (grego arche) da criação de Deus” (Apoc. 3:1), isso não se refere a Cristo no sentido passivo de que no princípio Ele fora criado por Deus, mas no sentido activo de que Cristo é a Origem, a Fonte e o Princípio activo através do qual a criação veio à existência (cf. João 1:1-3 e 10; Heb. 1:2; Col. 1:15-18). Se Cristo realmente fora criado na Eternidade, então Ele jamais poderia ter sido chamado “Deus Forte, Pai da Eternidade” (Isa. 9:6). Mas, pelo contrário, João afirma que “o Verbo era Deus” (João 1:1). “Nada mais eminente poderia ser dito. Tudo o que pode ser dito a respeito de Deus, pode apropriadamente ser dito a respeito do Verbo”.10
Um Ministério a Ser Aceito Pela Fé
Talvez a razão pudesse nos levar a crer na Unidade de Deus; porém somente a revelação pode nos desvendar o mistério da Trindade de Deus.11 Pode parecer difícil para a mente humana conviver com o fato de Deus ser três pessoas distintas e ainda assim continuar sendo apenas um Deus, e não três deuses. A Bíblia apenas estabelece esse fato, mas não apresenta maiores detalhes de como isso pode ser explicado. Portanto, assim como “pela fé entendemos que foi o Universo formado pela palavra de Deus” (Heb. 11:3), igualmente pela fé precisamos aceitar a maneira como Deus Se revelou a nós através da Sua Palavra, sem entrarmos em especulações (Deut. 29:29).
Provavelmente não avaliaremos a importância da doutrina da Trindade enquanto não compreendermos o que seria a teologia cristã sem ela. A. H. Strong nos esclarece o fato de que “se não há Trindade, Cristo não é Deus, e não pode conhecer ou revelar perfeitamente a Deus. O cristianismo não é mais a única, e final revelação; porém apenas um dos muitos sistemas antagónicos e competitivos, cada um dos quais tem as suas porções de verdade, mas também as suas porções de erro. O mesmo com respeito ao Espírito Santo. ‘Como Deus pode apenas ser revelado através de Deus, assim também Ele pode apenas ser apropriado através de Deus. Se o Espírito Santo não é Deus, então o amor e comunicação de Deus para a alma humana não são uma realidade.’ Em outras palavras, sem a doutrina da Trindade nós recuamos a uma mera religião natural e ao afastado e distante Deus do deísmo...”12
Entretanto, de acordo com Edwin R. Thiele, “o quadro bíblico de Deus não é de um singular ser supremo sozinho consigo mesmo, anti-social, solitário e afastado. Deus é amor, e o amor anela companheirismo. Certamente Deus poderia conversar com os homens ou os anjos; porém mesmo Deus necessitaria de companheirismo e associação com alguém igual, que pudesse pensar como Ele. E assim Deus comunga com Deus, compartilhando e levando a efeito planos em comum acordo”.13 E neste contexto tornam-se mais claras as referências a planos sendo traçados no próprio seio da Divindade (Gén. 1:26; 11:7; Isa. 6:8; etc).
Portanto, mantenhamos firme a profunda convicção de que o Pai muito nos ama (João 3:16), que Jesus Cristo, após haver oferecido Sua vida por nós, permanece como o nosso Advogado junto ao Pai (I João 2:1) e que o Espírito Santo está connosco para nos assistir em nossas fraquezas (Rom. 8:26). E, no dizer do apóstolo São Paulo, que “a graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (II Cor. 13:13).
Referências:
1. Guillermo N. Clarke, Bosquejo de Teologia Cristiana. (Buenos Aires: Compañia de Publicidade Literária “La
Aurora”, s.d.), p. 181.
2. Leon Morris, I Coríntios – Introdução e Comentário. (São Paulo: Editora Mundo Cristão, 1981), p. 46.
3. George E. Ladd, A Theology of the New Testament. (Grnad Rapids: Wm. B. Eerdmans Publ. Co.,1977), p.
247.
4. Leon Morris, The Gospel According to John. (Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans Publ. Co., 1979), p. 105,
nota de rodapé.
5. Ibid.
6. Ladd. op. cit., p. 247.
7. Ibid.
8. Para um estudo mais detalhado sobre a palavra monogenes, veja o artigo intitulado “O Único Filho de
Deus” de autoria de Dale Moddy em: Raul Dederen. Cristologia. (São Paulo: Instituto Adventista de Ensino,
1984), pp. 11-26.
9. W. E. Vine, Expository Dictionary of New Testament Words. (London: Oliphants, 1979), vol. II, p. 104.
10. Morris The Gospel According to John, p. 76.
11. Augustus H. Strong, Systematic Theology. (Valley Forge: Judson Press, 1979), p. 304.
12. Ibid., p. 349.
13. Edwin R. Thiele, Knowing God. (Nashville: Southern Publ. Ass., 1979), p. 28.
Fonte:
Revista Decisão, Setembro de 1985, pp. 17-19.

05/06/09

A FÉ: O QUE É E COMO AUMENTAR?

A fé é necessária para começar a ter um bom relacionamento com Deus
A fé verdadeira que é preciso para começar um relacionamento pessoal e íntimo com Deus é:
1. Acreditar que Deus existe, e que Ele é o Criador de todas as coisas. Sem fé é impossível agradar a Deus e a fé é razoável, porque existem muitas provas da existência de Deus.
2. Acreditar que a Bíblia é a palavra de Deus e tem autoridade final em todos os assuntos de doutrina e fé.
3. Acreditar nas verdades bíblicas acerca de Jesus Cristo, Deus, de si próprio, do mundo, e da salvação. Isto implica compreensão do ensino da Bíblia sobre determinados assuntos porque a fé tem de estar baseada na Palavra de Deus.
4. Não é só crer certas coisas, a fé, é um elemento activo que leva a confiar pessoalmente na pessoa de Jesus, ou seja, crer na fidelidade, no poder e na Sua capacidade para perdoar, cuidar e amar.
5. Acreditar que Jesus, sendo Deus em forma humana, morreu para pagar pelos pecados da humanidade e que através do Seu sangue podemos receber perdão dos nossos pecados e o dom do Seu Espírito Santo.
6. A fé para a salvação está baseada em Jesus e não na igreja, nem nos sacramentos. Temos que confiar totalmente em Jesus e naquilo que Ele tem feito por nós na cruz.
7. Devemos acreditar que Jesus nos aceita tal e qual como somos por causa do seu sacrifício em nosso lugar e que não podemos fazer nada para ganhar mérito e obter salvação pelas nossas próprias obras. Salvação é um dom de Deus e é preciso recebê-la pela fé.

A vida da fé:
Uma vez que tenhamos recebido o dom de salvação pela fé, temos que andar diariamente nesta mesma fé.
1. A fé começa com uma expectativa de que tudo de que Deus fala se vai cumprir. Quando temos a firme certeza sobre o que Deus fala na Bíblia sobre o nosso destino futuro e o futuro deste mundo, podemos começar a ter fé nas coisas mais pequenas. Se não temos fé nas coisas espirituais que a Bíblia nos ensina, vai ser difícil ter fé no dia-a-dia.
2. A fé vê o invisível, sendo consciente da realidade espiritual à nossa volta. Quando deixamos de crer no invisível, a nossa esperança morre. A base de fé é os dois ingredientes da esperança e a consciência espiritual.
3. A fé não é um optimismo ingénuo que não olha à realidade. Temos de olhar para os problemas mas ao mesmo tempo temos de aprender a entregá-los nas mãos de Deus e confiar que Ele os resolverá. Fé foca a nossa atenção em Deus, que tudo pode.
4. Não é presunção, isto é pegar num princípio geral e aplicá-lo a qualquer situação, como por exemplo, deixar de tomar medicamentos porque queremos ser curado por Deus. A pessoa presunçosa tenta exigir que Deus faça aquilo que ela quer, em vez de procurar ouvir a Sua palavra específica para a situação em causa.
5. A nossa fé não pode crescer se não ouvimos a Palavra de Deus. Romanos 10:17 diz:
‘De sorte que a fé vem pelo ouvir e a ouvir pela palavra de Deus.’
6. A fé envolve confiança em Deus em vez de racionalizar os problemas com as nossas próprias mentes ou de tentar compreender como a fé funciona.
7. Deus prova a nossa fé para ver se é genuína e sincera, e se os nossos motivos sãos bons.
8. A fé é prática porque resulta. Deus recompensa a fé verdadeira que é activa e dinâmica. A fé não exige, a fé leva-nos a um relacionamento de confiança em Deus, que nos permite descansar no Seu amor, certos que a o que Deus fizer será melhor do que o que pretendíamos. A fé nunca desiste.
Tropeços à fé
1. Amigos incrédulos que provocam medo a fim de paralisar o crente.
2. Circunstâncias desencorajadores.
3. Frieza ou falta de simpatia na igreja.
4. Zombadores.
5. Demora divina ou medo que Deus não vai responder ao nosso pedido.
6. Teimosia em não obedecer a Deus.
7. Uma mente analítica demais.
8. Uma personalidade que preocupa demais.
9. Prestar atenção às mentiras do diabo.
10. Negligencia em leitura Bíblica e oração.
11. Desilusão, magoas, ou falta de perdão.
12. Opressão do diabo.
13. Focando obcecadamente em nossos problemas.

Suportes da fé
1. Leitura (e até decorar versículos) da Bíblia diariamente.
2. Oração activa a Deus.
3. A certeza que Deus nos ama.
4. Lembrar experiências passadas de quando Deus agiu e nós o sentimos.
5. Testemunhos dos outros de respostas à oração.
6. Ambiente positiva de fé na igreja.
7. Louvor através de cânticos que focam na majestade, grandeza, misericórdia, amor e graça de Deus.

29/04/09

SÃO AS CURAS FEITAS PELOS PREGADORES VERDADEIRAS?

Vamos relatar uma experiência verdadeira.
Dia Mundial dos Enfermos e das Enfermas [ver]

O Doutor Nicanor Arriola é um ortopedista reconhecido e estimado em Iquitos, Peru.
Certo dia, um ancião de cadeira de rodas veio ao seu consultório acompanhado pela sua família.
Esposa do Idoso - Bom dia, doutor, aqui está o meu marido que não pode caminhar.
DOUTOR: Vejamos como estão esses joelhos, avô…
O Doutor Arriola examinou os músculos do ancião inválido e viu que não tinha nada. Era uma paralisia histérica.
DOUTOR (PENSA) “Neste caso o que é que lhe vou dizer, como convence-lo de que ele poderia caminhar perfeitamente?”
Foi quando o Doutor se lembrou dos Evangelhos. Como Jesus nos campos da Galileia, falava com as pessoas e a muitas curava. Olhou pensativamente para o idoso. Estendeu as mãos para ele e com uma voz, mesclada de autoridade e ternura, disse: Irmão, levanta-te e anda!
O ancião inválido sentiu o chamado, levantou-se temeroso… e caminhou para o doutor.
A esposa, gritou: Milagre, milagre!
IDOSO: Obrigado, querido Doutor, obrigado…
A família aproximou-se para beijar a mão do doutor. E abraçar o idoso com tanto entusiasmo que quase o mandam novamente para a cadeira de rodas.
Actualmente, estão na moda os pregadores que fazem milagres pela televisão, pelo rádio, congregam multidões que levantam as mãos para eles. Estes missionários curam desde uma dor de coluna até um cancro. E não empregam nenhum medicamento. Basta impor as mãos sobre a cabeça do crente. Ou dizer-lhes, como o doutor Arriola, "levanta-te e anda".
A fé move montanhas, só a fé!
Você pensa : Isso dizem eles, que a fé move montanhas. Mas, o que acontece, na realidade? Perguntemos ao doutor Nicanor Arriola.
DOUTOR: Bom, alguns são charlatães que se aproveitam da ingenuidade das pessoas. Têm um grupo de falsos enfermos que os tiram para ser "curados"... é um assalto ao bolso alheio. Com esse conto tiram esmolas e mais esmolas dos ingénuos.
Você: Mas no caso do idoso do seu consultório?
DOUTOR: Ah, aí não são truques mas endorfinas.
Você: Endor que?
DOUTOR: Endorfinas. Quando um enfermo tem confiança na palavra do médico ou num medicamento, ainda que seja só açúcar, o seu corpo reagirá positivamente elaborando uma substância chamada endorfina. A descarga de endorfinas no sangue amenisa a dor e faz sentir o enfermo melhor.
Você: E no caso de um pregador?
DOUTOR: Ocorre o mesmo.
Você: E é cura de verdade?
DOUTOR: Vamos ver. Se o idoso tivesse rompidmento dos tendões ou prejudicado os seus músculos, não o levantaria a não ser pelo poder de Jesus Cristo directamente. Mas se a enfermidade é mais psicológica que física, com uma dose de confiança no doutor e uma descarga de endorfina cura-se.
Você: Então, a fé move montanhas?
DOUTOR: Não, a fé move endorfinas. Creia-me, o nosso corpo é a melhor farmácia que temos, produz as substâncias curativas que necessitamos. O s verdadeiros milagres acontecem no nosso próprio corpo. E não elimina a fé, a pessoa necessita de ouvir uma voz com autoridade.

01/04/09

NA NOVA TERRA TEREMOS A NOSSA FAMÍLIA?

"Na Nova Terra, continuaremos como família tal como somos aqui nesta Terra? Exemplo: Eu tenho a minha esposa e duas filhas. Na Nova Terra, estas que são minha esposa e minhas filhas, continuarão a ser a minha família, e moraremos juntos?"

Existe um sentido comum, baseado na passagem de Mateus 22:23-22, de que não haverão novos casamentos, nem relacionamento conjugal (sexual) na Nova Terra, pois o modo de vida será diferente do que temos actualmente sob o pecado.

Porém, existem algumas teorias (especialmente entre seitas evangélicas americanas, e até alguns Adventistas) de que o casamento foi instituído por Deus no Éden, e que não há nenhum problema no casamento santo e fiel entre marido e mulher. Portanto, para estas pessoas, mesmo durante a eternidade continuarão a existir os relacionamentos conjugais normais que existem hoje no nosso mundo.

O pensamento "normal" da Igreja Adventista é de que o que já referi, ou seja, de que não existirá relacionamento conjugal, novos casamentos, nem contactos íntimos na Nova Terra, mesmo entre os que já eram casados aqui.
Com relação à sua dúvida específica, ou seja, se o senhor continuará unido a sua actual família após a volta de Jesus, existe uma declaração de Ellen White que oferece uma resposta. Veja o que ela diz:
"Oraremos por vós e por vossos preciosos pequeninos, para que possais, mediante paciente continuação em fazer o bem, conservar vossa face e vossos passos sempre em direção do Céu. Oraremos para que tenhais influência e êxito em guiar vossos pequenos, a fim de que, com eles, possais alcançar a coroa da vida, e no lar lá de cima, que agora está sendo preparado para nós, vós e vossa esposa e filhos possais ser uma família reunida, feliz e jubilosa, para nunca mais vos separardes" - Mens. Escolhidas, vol. 2, pág. 262-263.

Portanto, mesmo que o relacionamento sexual íntimo, seja diferente na Nova Terra (o quão diferente será, nós não temos como dizer ainda), as famílias que forem salvas permanecerão juntas por toda a eternidade.

11/02/09

QUANTOS QUILÓMETROS SE PODE ANDAR AO SÁBADO?

Entramos na Sagrada Escritura uma certa distância que é permitida andar no Sábado. Encontramos também que Deus ordenou que no Sábado não se acendesse fogo em nenhuma habitação do povo de Israel. Quantos quilómetros são permitidos andar num dia de Sábado sem transgredir o mandamento? Podemos acender o fogo nas nossas casas no dia de Sábado?

No período posterior ao exílio babilónico, os judeus tinham estabelecido regras severas concernentes à observância sabática. Ninguém podia percorrer o espaço superior a 1km, aproximadamente, no Sábado. Contudo, a Palavra de Deus de modo algum estabelece limites de distância que um cristão possa percorrer nesse dia. Logicamente não é a distância percorrida no Sábado o que importa, e sim os motivos de tal percurso. Se precisarmos de nos deslocarmos 10 km a fim de praticar o bem em prol dos semelhantes ou realizar uma actividade evengelística, ou mesmo para nos deslocarmos ao local de culto, podemos, com toda a convicção e tranquilidade, fazê-lo sem incorrer no desagrado divino.

A distância sabática mencionada em Actos 1:12 referia-se à estabelecida pela Tradição judaica, cuja validade Cristo negou, dizendo que eles, pelas suas tradições, anulavam o mandamento de Deus (ver Marcos 7:7-9).

Cristo reiteradas vezes efectuou actos de misericórdia durante os sábados, enfrentando a incompreensão dos fariseus e saduceus do Seu tempo. Estes preocupavam-se mais com a forma do que com o espírito, e a intenção do Mestre era corrigir a maneira errónea em que eles guardam o Sábado, contestando a Tradição que eles por sua própria iniciativa tinham estabelecido para observar o dia do Senhor.

O acender o fogo no Sábado (Êxodo 35:3) era proibido aos israelitas enquanto jornadeavam na região desértica, onde o clima é relativamente quente à noite. Sabe-se que o acender fogo nos tempos antigos requeria grande empenho, pois não havia acendedores automáticos ou fósforos. Diz o comentário bíblico de Adam Clarke: “Os judeus consideram este preceito como proibindo acender fogo apenas para propósitos de realizar trabalhos ou preparar mantimentos. Mas para obter luz e calor, julgam lícito acender fogo no dia de Sábado…”

A Bíblia menciona outras providências que os israelitas deveriam tomar enquanto jornadeavam pelo deserto, os quais, evidentemente, não teriam sentido quando já estivessem instalados nas cidades. Ver como exemplo, Deuteronómio 23:13

28/01/09

QUAL A VOSSA DOUTRINA SOBRE O INFERNO?


Penso muitas vezes em pessoas que morreram e não se podem salvar porque nem sequer acreditavam em Deus. Será verdade que vão sofrer eternamente?
N.L.

Vi recentemente gravuras que representavam o inferno e custa-me admitir que Deus seja capaz de infligir essa espécie de sofrimento a uma pessoa. Qual é a vossa doutrina sobre o inferno?
R.P.B.


As duas perguntas têm uma certa relação e por isso lhes respondemos em conjunto.
Em primeiro lugar, gostaríamos de relembrar o que as Sagradas Escrituras dizem qunato a natureza mortal do homem, tema que está de novo a ser discutido com grande interesse, devido à propagação de doutrinas enganosas, como a reencarnação e a imortalidade da alma.

A Palavra de Deus afirma categoricamente que somente Deus é imortal: “Aquele que tem, Ele só, a imortalidade (1Timóteo 6:16), clarifica o apóstolo Paulo. O homem é mortal e só por ocasião da ressurreição dos justos, se tiver aceitado a Jesus como seu Salvador, poderá receber a imortalidade, que será um dom de Deus. Enquanto esse dia não chega, ele dorme no pó da terra, os seus pensamentos pereceram e ele nada sabe do que se passa na terra, “porque os vivos sabem que hão-de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma” (Eclesiastes 9:5). A morte é para o homem como um sono sem sonhos, do qual só despertará quando Cristo voltar a este mundo, para dar a cada um conforme a sua recompensa: vida eterna aos que O recebe, morte eterna aos que O rejeitam. O próprio credo católico que alguns aprenderam em criança dizia isso mesmo: “Creio em Deus Pai, que há-de vir a julgar os mortos e os vivos (…)”.

A doutrina bíblica da salvação e vida eterna é muito simples. O próprio Jesus a definiu: “Deus amou o mundo de ttal maneira, que deu o Seu Filho unigénito, para que todo aquele que n`Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (S. João 3:16). O apóstolo Paulo refere a mesma verdade com outras palavras: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6:23).

Há, portanto, duas opções: crer e ter a vida eterna, ou não crer e perecer eternamente. Isto, aliás, já aconteceu no jardim do Éden. Adão e Eva podiam decidir obedecer ou desobedecer a Deus, mas sabiam perfeitamente que a consequência da sua desobediência seria a morte.
Deus dissera: “Mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerá; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Génesis 2:17). Ao longo da História, o homem tem tido sempre o poder de escolher, de decidir, sabendo o que a sua escolha comporta.

Assim, para os que aceitam a Jesus, Ele dirá: “Vinde, benditos de meu Pai e recebei por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”. Ao que O rejeitarem – os que não se salvam, como diz o nosso prezado leitor – Jesus dirá: “Apartai-vos de mim, que não vos conheço.” (S. Mateus 25:34, 41). E apartar-se de Jesus, a única fonte da vida, é a morte eterna.

Mas não esqueçamos: a Palavra de Deus diz que o salário do pecado é a morte, e não o sofrimento. O que é eterno são as consequências da recompensa ou da condenação – vida ou morte eternas.

Parece-nos perfeitamente justa a observação da nossa estimada leitora, que diz que lhe custa a admitir que Deus possa infligir sofrimentos eternos a seres humanos. Concordamos com a sua afirmação, pois a Sagrada Escritura diz textualmente que “Deus é amor” e o próprio Jesus, no texto acima citado, declara que Deus nos amou de tal maneira, que deu o Seu Filho unigénito para nos salvar. Ora, não cabe na nossa compreensão a ideia de um Deus mau e vingativo, capaz de fazer sofrer eternamente pessoas que Ele amou e desejou que fossem salvas.

A doutrina de um inferno, lugar de sofrimento atroz e contínuo, é completamente alheia aos ensinos das Sagradas Escrituras e é um daqueles erros pagãos que se foi insidiosamente infiltrando nos ensinos da igreja cristã. Inferno, na Bíblia Sagrada, significa apenas “lugar inferior, morada dos mortos”.

Há uma passagem bíblica que, referindo-se a Jesus e à Sua ressurreição, usa este termo, que é a tradução de xeol. Diz assim: “Não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção” (Salmo 16:10). Algumas versões bíblicas mais modernas, com a Bíblia de Jerusalém (Edições Paulinas, S. Paulo, Brasil) e a Tradução interconfessional (da Sociedade Bíblica de Portual, Lisboa), usam já termos diferentes. A primeira usa a própria palavra xeol. “Não abandonarás minha vida no Xeol, nem deixará que teu fiel veja a cova”; a segunda diz: “Não me entregará ao poder da morte, não abandonarás na sepultura aquele que amas.” De facto, ao terceiro dia, e tal como havia predito, Jesus ressuscitou e não conheceu a corrupção, não permanecendo, por conseguinte, no xeol-inferno/sepultura.

Cremos que é tempo de estudar profundamente este tema, à luz da Palavra de Deus, e contemplar o nosso amantíssimo Pai Celestial na beleza da Sua santidade e na profundidade do seu amor pela humanidade.