14/08/09

EXISTIRAM VERDADEIRAMENTE ADÃO E EVA?

P: "Como provar que Adão e Eva foram os primeiros seres humanos na Terra? Existia algum outro povo naquela época? Por que razão a teoria de Darwin contradiz toda a Escritura?"

R: Obrigado pela sua pergunta. São boas perguntas que pedem boas respostas. Há uma boa evidência para acreditar que Adão e Eva foram históricos e, assim, as primeiras pessoas na terra.
A Vida de Adão e Eva
Primeiro: Génesis 1-2 apresenta-os como pessoas reais e até narra os eventos mais importantes das suas vidas.
Segundo: eles deram origem literalmente a crianças que fizeram o mesmo (Génesis 4-5).
Terceiro: a frase "essas são as gerações de" que Moisés usava para registar as histórias posteriores em Génesis (Génesis 6:9; 10:1; 11:10, 27; 25:12, 19) aparecem nas descrições da criação (2:4) e de Adão, Eva, e dos seus descendentes.
Quarto: as posteriores cronologias do Velho Testamento situam Adão no começo da lista (Génesis 5:1; 1 Crónicas 1:1).
Quinto: O Novo Testamento coloca Adão no princípio dos literais ancestrais de Jesus (Lucas 2:38).
Sexto: Jesus refere-se a Adão e Eva como o primeiro "homem e mulher" genuínos, tornando a sua união física a base do casamento (Mateus 19:4).
A História de Adão e Eva
Sétimo: o livro de Romanos declara que a morte literal entrou no mundo por literalmente,"um só homem" – Adão (Romanos 5:12).
Oitavo: a comparação de Adão (o "primeiro Adão") com Cristo (o "último Adão"), em 1ª Coríntios 15:45, denota que Adão foi considerado como uma pessoa real e histórica.
Nono: a declaração de Paulo que "primeiro foi formado Adão, depois Eva" (1ª Timóteo 2:13-14) revela que ele fala de pessoas reais.
Décimo: logicamente teve que existir um primeiro grupo de seres humanos, homem e mulher, senão a nossa raça não teria, de forma alguma, se prolongado. A Bíblia chama esse casal real "Adão e Eva", e não existem razões pelas quais duvidar da sua real existência.
O Génesis contradiz a macro-evolução. Génesis fala sobre a criação de Adão através do pó da terra, não da sua evolução vinda de outros animais (Génesis 2:7). Ele fala sobre a imediata criação sob a ordem de Deus, não de um longo processo natural (Génesis 1:1, 3, 6, 9, 21, 27). Deus criou Eva de Adão; ela não se desenvolveu separadamente. Adão era um ser humano inteligente que podia falar uma língua, estudar e nomear os animais, e ter prazer em viver.

11/08/09

DUAS QUESTÕES PERTINENTES. O USO DO VÉU E O CABELO COMPRIDO.

CABELO E VÉU, O QUE É CORRECTO?

O Apóstolo Paulo fala de facto sobre estes assuntos. No entanto só o fez a uma Igreja que habitualmente era muito polémica, a Igreja de Corinto (I Cor. 11:5,6,10,13); e mais em nenhuma outra epístola; e mesmo em todo o Novo Testamento, nada há a respeito, nem outros apóstolos ou o Senhor Jesus a ele Se referiram.Não discuto que estes textos homologuem tal prática, porém trata-se de um assunto inteiramente regional da igreja dos coríntios. Tanto é verdade que Paulo afirmou que as igrejas de Deus e ele mesmo, não tinham o costume de usar véu (I Cor. 11:16), e de facto não tinham mesmo, como hoje não têm.Desta maneira, fazer uma doutrina de um texto não é aconselhável, respeitamos os que praticam tal pratica, no entanto não é um princípio bíblico, mas trata-se fundamentalmente de uma questão cultural. Queremos dizer, se na cultura de um país é usual a mulher usar véu, não há razão para que a mulher crente não o use. Ora, o que Deus abomina é a confusão de sexo.
O homem deve ter cabelos de homem e mulher cabelos de mulher. O homem deve vestir como homem e a mulher vestir-se como mulher. Isto é tanto mais evidente, que nos países do Médio Oriente, ainda hoje, é habitual homens e mulheres vestirem uma espécie de túnica, no entanto, eles diferenciam perfeitamente a túnica do homem e a túnica da mulher.
Não deveria o homem crente, de costas, dar a impressão que é uma mulher, ou a mulher dar a impressão que é um homem (pelo menos na nossa cultura, Jesus usou cabelos e vestes longas; era o costume cultural do Seu tempo; ainda hoje os orientais trajam assim; é o costume de sua região).
Creio que a própria consciência do/a discípulo/a de Cristo pelo Espírito Santo dirá o que é certo e o que não é. Infelizmente, é bom reconhecer, que a permissividade invadiu o campo do sagrado e as consciências entraram além dos limites do bom senso e dos toques do Espírito do Senhor.

03/08/09

CONFUSÃO ENTRE INGESTÃO E TRANSFUSÃO

Quando ocorre uma transfusão, não se trata de comer sangue, nem de alimento, mas de fortalecer o sistema de circulação sanguíneo, uma dádiva feita num espírito de misericórdia e caridade. As estatísticas da Cruz Vermelha, por exemplo, confirmam que milhões de vidas preciosas foram salvas pela transfusão. Ao passo que, por outro lado, quantas vidas são ceifadas por falta de uma transfusão!
A Bíblia diz: "Não matarás". Negar por vontade própria ou em nome de a transfusão salvadora, é matar, é transgredir a Lei de Deus! E disse Jesus: "Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos." (João 15:13). E a vida é o sangue, porque o sangue é vida!
Quem quer que leia os Evangelhos, com espírito contrito, sem pensar nas intrepretações das "testemunhas de Jeová", ficará impressionado com a atitude de Cristo face ao sofrimento. Compadecia-Se dos doentes, curava, confortava, onde os encontrasse. E nós, como servos Seus, com Suas testemunhas, devemos ter o mesmo espírito para com os doentes.
As "testemunhas de Jeová" não promovem o bem estar de ninguém, não mantém nenhum Hospital, nem instituições de assistência social. Dizem que a missão é restaurar o nome de Jeová e não fazer caridade. Que a melhor caridade é fazer prosélitos. Mas quando está em causa a vida humana, se depender de uma transfusão de sangue, não a aceitam nem a dão, e...que morra o paciente! Para eles a lei "Não matarás" foi abolida!
Roger Baldwin, quando presidente da União das Liberdades Civis Americanas (American Civil Liberties Union), num trabalho publicado na Revista Collier´s, em 2 de Novembro de 1946, declara: "Procurando contestar, nos tribunais, todas as restrições que há sobre eles, estas Testemunhas de Jeová...na verdade têm servido a causa do semelhante, a quem odeiam."
Stanley High, escritor e ex-redactor da Reader´s Digest, afirma: "As Testemunhas de Jeová odeiam a todos, e procuram tornar este ódio recíproco, até entre familiares."
De facto é conhecido e frequentemente são publicadas notícias em que pais impedem que filhos menores recebam transfusões e consequentemente morram. As afirmações acima apresentadas, são objectivas, eles conseguem assumir uma postura de indiferença até com aqueles que deveriam ser objecto da sua ternura.
O falecido "Juíz" Rutherfor, um dos fundadores desta denominção religiosa, foi o primeiro aconselhou os membros da seita a detestarem o próximo. Um livro dos seus livros intitulado "Riquezas", p. 216, encontramos esta frase: "O desejo do povo de Deus é ver os inimigos de Jeová destruídos..."
Que Deus tenha dê descernimento as almas sinceras que por eles são abordadas nas ruas e nas casas, eles são duma aparente simpatia, de profunda astúcias, instruídos em seduzir e o fazem-no com muito êxito!

02/07/09

DEUS DISSE A PEDRO "MATA E COME"

O lençol Zoológico de Actos 10.
“No dia seguinte, indo eles de caminho e estando já perto da cidade, subiu Pedro ao eirado, por volta da hora sexta, a fim de orar. Estando com fome, quis comer; mas, enquanto lhe preparavam a comida, sobreveio-lhe um êxtase; então, viu o céu aberto e descendo um objeto como se fosse um grande lençol, o qual era baixado à terra pelas quatro pontas, contendo toda sorte de quadrúpedes, répteis da terra e aves do céu. E ouviu-se uma voz que se dirigia a ele: Levanta-te, Pedro! Mata e come. Mas Pedro replicou: De modo nenhum, Senhor! Porque jamais comi coisa alguma comum e imunda. Segunda vez, a voz lhe falou: Ao que Deus purificou não consideres comum. Sucedeu isto por três vezes, e, logo, aquele objeto foi recolhido ao céu”. (Actos 10:9-16 RA).

Para entendermos um texto, temos de examinar o seu “contexto”, ou seja, ver o que vem “antes” e “depois” do verso e também “qual era o objetivo do autor ao escrever tal declaração”.

Vejamos:
“Ao que eu respondi: de modo nenhum, Senhor; porque jamais entrou em minha boca qualquer coisa comum ou imunda. Segunda vez, falou a voz do céu: Ao que Deus purificou não consideres comum”. (Actos 11:8-9 RA).

Se lermos o contexto do verso (capítulo 10 e 11) compreendemos qual o significado da declaração “ao que Deus purificou não consideres comum”.

“Morava em Cesaréia um homem de nome Cornélio, centurião da corte chamada Italiana, piedoso e temente a Deus com toda a sua casa e que fazia muitas esmolas ao povo e, de contínuo, orava a Deus. Esse homem observou claramente durante uma visão, cerca da hora nona do dia, um anjo de Deus que se aproximou dele e lhe disse: Cornélio! Este, fixando nele os olhos e possuído de temor, perguntou: Que é, Senhor? E o anjo lhe disse: As tuas orações e as tuas esmolas subiram para memória diante de Deus. Agora, envia mensageiros a Jope e manda chamar Simão, que tem por sobrenome Pedro. Ele está hospedado com Simão, curtidor, cuja residência está situada à beira-mar. Logo que se retirou o anjo que lhe falava, chamou dois dos seus domésticos e um soldado piedoso dos que estavam a seu serviço e, havendo-lhes contado tudo, enviou-os a Jope”. (Actos 10:1-8 RA).

Na cidade de Cesaréia morava um homem de nome Cornélio. Mesmo não sendo judeu, ele buscou a Deus e o Senhor mandou um anjo para confortar Cornélio de que Deus o ouviu; para poder saber melhor o plano de Deus para sua vida, deveria mandar chamar (conforme a ordem do anjo) um homem chamado Pedro.

O objectivo de Deus era que Pedro evangelizasse este homem.
Atendendo á ordem do anjo, Cornélio mandou mensageiros á cidade de Jope para chamar Pedro.
Enquanto se dirigiam para o lugar onde estava o apóstolo, Pedro tinha subido ao eirado para orar; depois de orar, sentiu fome, foi nesta circunstância que Deus lhe deu a visão:

“Então, viu o céu aberto e descendo um objecto como se fosse um grande lençol, o qual era baixado à terra pelas quatro pontas, contendo toda sorte de quadrúpedes, répteis da terra e aves do céu. E ouviu-se uma voz que se dirigia a ele: Levanta-te, Pedro! Mata e come. Mas Pedro replicou: De modo nenhum, Senhor! Porque jamais comi coisa alguma comum e imunda. Segunda vez, a voz lhe falou: Ao que Deus purificou não consideres comum. Sucedeu isto por três vezes, e, logo, aquele objecto foi recolhido ao céu”. (Actos 10:11-16 RA).

O que significava aquela visão?
“Enquanto Pedro estava perplexo sobre qual seria o significado da visão, eis que os homens enviados da parte de Cornélio, tendo perguntado pela casa de Simão, pararam junto à porta”. (Actos 10:17 RA).

Pedro não compreendeu o que significava aquela visão.
Enquanto ele meditava acerca da visão (verso 19), o Espírito Santo disse: “Estão aí dois homens que te procuram; levanta-te, pois, desce e vai com eles, nada duvidando; porque eu os enviei”. (Actos 10:19-20 RA).

O servo de Deus obedeceu, ao conversar com os mensageiros, convidou-os a entrar e ouviu o relato que lhe foi apresentado, e toma a decisão de ir com eles seguindo a orientação dada por Deus.
Ao ver Cornélio e os seus familiares (verso 24), com o objectivo de ouvir os seus ensinamentos. Pedro foi impressionado pela compreensão da visão que tinha tido e disse:
“...Vós bem sabeis que é proibido a um judeu ajuntar-se ou mesmo aproximar-se a alguém de outra raça; mas Deus me demonstrou que a nenhum homem considerasse comum ou imundo”. (Actos 10:28 RA).

Percebeu? Pedro era judeu e, de acordo com a lei judaica, um judeu não devia misturar-se com alguém de outra raça para não se contaminar. Graças à visão, Pedro compreendeu que Deus tinha uma ideia diferente dos judeus sobre os jentios, para Deus eles não eram comuns ou imundos.
* Podemos ver claramente que “o lençol com animais imundos representava Cornélio e os gentios”
* Quando Deus disse a Pedro “matar e comer” e “não considerar imundo o que Deus purificou”, estava a dizer que não era para considerar “os gentios” (e Cornélio) como imundos e indignos de receber o evangelho. Deus não faz acepção de pessoas.
* O facto de Pedro dizer: “jamais comi coisa alguma comum e imunda” demonstra que ele nunca comeu carne de porco, seguindo assim a orientação da Bíblia.

Agora leia estes versos que irão esclarecer melhor ainda:
“...Portanto, sem demora, mandei chamar-te, e fizeste bem em vir. Agora, pois, estamos todos aqui, na presença de Deus, prontos para ouvir tudo o que te foi ordenado da parte do Senhor”. (Actos 10:33 RA).

Ao Cornélio relatar a Pedro que tinha tido uma visão (leia ao versos 29-33), Pedro viu que, pelo modo como ocorreram as coisas, foi algo de Deus e disse:
“Então, falou Pedro, dizendo: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas; pelo contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável”. (Atos 10:34-35 RA).

Podemos concluir que nestes versos Deus não dá permissão para usarmos alimentos imundos; simplesmente está a ensinar a Pedro que a nenhum homem considere imundo, pois todos são dignos, pelo sangue de Jesus, de receber o evangelho e a salvação. Pode examinar se quiser o capítulo 11, onde Pedro se defendeu perante os apóstolos por ter levado o evangelho aos gentios.

Deus pretendeu (com esta visão) ensinar e não anular as leis de saúde dada ao Seu povo. Tem alguma coisa a ver a lei cerimonial (apontava para o sacrifício vicário de Cristo) e foi abolidada. Enquanto que a lei de higiéne ou leis de dietética (com esta visão) não foram abolidas, aliás, nem podia ser, Deus continua a querer que o Seu povo seja saudável.

As orientações de Levítico 11 servem para todos os povos de todas as épocas, pois o nosso organismo não é diferente das pessoas do passado (o nosso organismo não é ‘mais forte’ a ponto de podermos comer coisas imundas; é muito provável que o organismo humano naquela época tenha sido muito mais saudável que o nosso hoje); a ciência comprova isto.

O nosso corpo é o templo do Espírito Santo (I Coríntios 6:19-20) e, portanto, sagrado aos olhos de Deus; todo aquele que destruir o santuário de Deus com alimentos imundos e substâncias proibidas por Deus, sofrerá sérias penalidades. (Leia I Coríntios 3:16-17; Isaías 65:2-4; Isaías 66:17).

Aceitemos as instruções de Deus a fim de que o glorifiquemos com nosso corpo e sejamos pessoas felizes e saudáveis. Sigamos o seguinte princípio:
“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. (Romanos 12:1 RA).
“... Sede santos, porque eu sou santo”. (1 Pedro 1:16 RA).

24/06/09

AS CHAVES DO REINO

“Disse-lhe Jesus: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelou, mas meu Pai, que está nos céus. Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” Mateus 16:17,18.

Pedro, sempre disposto a ser o porta-voz, responde: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16:16). “A verdade que Pedro confessou é o fundamento da fé do crente.”DTN, 349 “Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas”, respondeu Jesus, “porque to não revelou a carne e o sangue, mas Meu Pai que está nos Céus” (v. 17). Uma controvérsia desnecessária tem envolvido Mateus 16:18. Muitos acreditam que Pedro seria “a rocha” sobre a qual Jesus tinha a intenção de construir a Sua igreja. Outros crêem que a fé que Pedro tinha em Cristo era a rocha sobre a qual a igreja cristã seria fundada, enquanto outros, ainda, sugerem que o próprio Cristo é a dúvida quanto outros, ainda, sugerem que o próprio Cristo é a “rocha”. Felizmente, as Escrituras não nos deixam em dúvida quanto ao significado dado por Cristo.
O nome Pedro significa “pedra que rola”, do grego petros. Mas o discípulo não era o seixo sobre o qual Cristo estabeleceria a Sua igreja. Há apenas Um contra O qual as portas do inferno não poderão prevalecer.
Pedro refere-se a Jesus como “pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa ...pedra principal da esquina, eleita e preciosa ...a pedra que os edificadores reprovaram, essa foi a principal da esquina” (1ª Pedro 2:4-8). Mateus registou o testemunho do próprio Jesus (Mateus 21:42), em que Ele Se refere a Si mesmo pelo mesmo termo.
“Se Cristo tivesse feito de Pedro o chefe entre os discípulos, eles não se teriam envolvido repetidamente em discussões sobre qual deles ´parecia ser o maior´ (Lucas 22:24).” 5BC 431.
Apenas Jesus é a Rocha (petra) da nossa salvação. “Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” (1ª Cor. 3:11). “E em nenhum outro há salvação, porque também, debaixo do Céu, nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devemos ser salvos” (Actos 4:12). A Bíblia refere-se, repetidamente, a Deus como “a Rocha”. “Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os Seus caminhos juízos são: Deus é a verdade, e não há n´Ele injustiça; justo e recto é” (Deut. 32:4). “O Senhor é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio” (Sal. 18:2). Ele é “como a sombra de uma grande rocha em terra sedenta” (Isaías 32:2). Jesus falou em construir sobre a Sua Palavra como em erigir “uma casa sobre a rocha” (Mat. 7:24).
Cristo fundou a Sua igreja sobre a Rocha viva. A Rocha é ele próprio – o Seu próprio corpo quebrantado e ferido por nós. Contra a igreja edificada sobre este fundamento não prevalecerão as portas do inferno.

16/06/09

SÁBADOS E SÁBADO

Quais eram os sábados “cerimoniais” e em que diferiam do Sábado da Lei Moral?

Em Levítico 16 e 23 Números 28 e 29 estão enumerados os vários dias de festa para os israelitas, como sejam: a Páscoa (Num. 28:16); a Festa dos Pães Asmos (Números 28:17); a Festa da Colheita ou Pentecostes (Êxodo 23:16; 34:22; Números 28:26; Actos 2:1); a Festa das Trombetas (Número 29:1); O Dia da Expiação (Número 29:7) e a Festa dos Tabernáculos (Êxodo 23:16; Levíticos 23:34; Número 29:12).

Cada um desses dias festivos constituía uma “santa convocação” e era um dia de descanso, palavra que no hebraico é a mesma de sábado. Contudo, eram dias móveis dentro da semana, pois o Dia da Expiação, por exemplo, caía no 1º dia do 7º mês sempre, ou seja, era um dia solene, um feriado religioso para Israel, um “descanso” (shabbat)f que caía em qualquer dia semanal. E quando coincidia de esse dia cerimonial festivo cair num Sábado do 7º dia semanal, era chamado “Sábado grande”.

A Bíblia na Linguagem de Hoje, em S. João 19:31 explica: “Então os judeus pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas dos que foram crucificados, e os tirassem das cruzes. Pediram isto porque era sexta-feira, e não queriam que os corpos continuassem ali, no “Sábado grande”. Aquele Sábado era considerado “especialmente santo”. A razão de “aquele Sábado” ter esse carácter especial é porque nele também se comemorava a Páscoa, outro dia feriado de descanso, ou seja, outro sábado, mas, cerimonial.
Basta uma leitura atenta do capítulo 23 de Levítico para perceber que esses dias religiosos feriados (descanso, ou “sábado” cada um deles – ver Levítico 23:27; 32, 39, etc.) são diferenciados do Sábado da Lei Moral. E os versos 37 e 38 tornam isso mais do que claro: “São estas as festas fixas do Senhor que proclamareis para santas convocações (N. da R.: as várias, enumeradas no capítulo)… além dos sábados do Senhor”.

08/06/09

COMO COMPREENDER O ASSUNTO DA TRINDADE

Uma vez que a Bíblia atribui as prerrogativas divinas tanto ao Pai ao Filho e ao Espírito
Santo, passaremos a analisar, à luz da Palavra de Deus, o relacionamento existente entre os membros da Trindade. Este aspecto é muito importante, porque dele dependerá os demais conceitos da teologia cristã, os quais são por ele afectados.
Para uma correcta compreensão a respeito, deveremos fazer a distinção entre a unidade essencial e a subordinação funcional existente entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo; isto é, entre o modo divino de existir e a maneira funcional como tem sido revelado através da Criação e da Redenção.
Confundir esses dois aspectos distintos, levar-nos-ia a conclusões totalmente distorcidas a respeito da doutrina de Deus.
A Unidade Essencial da Trindade
Vimos anteriormente que a Bíblia reconhece as prerrogativas divinas a três personalidades distintas. Porém, isto não sanciona de forma alguma uma ideia triteísta de Deus; ou seja, que a
Bíblia reconheça três deuses diferentes como formando a Divindade. Esta espécie de politeísmo é totalmente contrária ao pensamento bíblico.
A religião bíblica é essencialmente monoteísta. Já na promulgação do decálogo aparecem as palavras: “Eu sou o Senhor teu Deus... Não terás outros deuses diante de Mim” (Êxo. 20:2 e 3).
Também a religião judaica tinha por fundamento o texto de Deuteronómio 6:4: “Ouve, Israel, o
Senhor nosso Deus é o único Senhor”. Igualmente o apóstolo São Paulo fala que “há um só Deus”
(I Cor. 8:6). Esses e outros textos nos deixam claro o fato de que existe uma unidade essencial entre os membros da Trindade. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são três pessoas distintas que formam um só Deus, e não três deuses.
Nesse sentido é que Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30; cf. João 17:21 e 22). É por isso que a respeito de Cristo pode ser dito que desde o principio Ele “estava com Deus, e ...era Deus” (João 1:1), que Ele é “igual a Deus” (Filip. 2:6), pois “n´Ele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade” (Col. 2:9), sendo Ele “Deus Forte, Pai da Eternidade” (Isa. 9:6).
Mesmo o título “Filho” ao ser aplicado a Cristo não é sinónimo de inferioridade, mas sim de igualdade com o Pai. Ele significa que o Filho participa da mesma natureza do Seu Pai. Foi por essa razão que os judeus acusaram a Jesus de blasfémia, ao chamar a Deus de “Meu Pai” (João 5:17 e 18). É importante considerarmos ainda que a palavra “Filho” é sempre empregada para Cristo no contexto da Encarnação, e nunca encontraremos menção a um “Filho Eterno”. 1
Por sua vez, não apenas o fato de o Espírito Santo ser chamado de o “outro consolador”
(“Paracleto”, João 14:16; etc.) e o “Espírito de Deus” (Rom. 8:9; I Cor. 3:16; etc.) atesta Sua natureza divina, como também o fato de a Ele serem atribuídas todas as características divinas.
Isto é especialmente enfatizado em I Cor. 2:10 e 11, onde lemos: “Mas Deus no-lo revelou pelo
Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus.
Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito que nele está?
Assim as coisas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus”. Neste caso, “perscruta não significa que o Espírito perscrute com vistas a obter informação. Antes, é um modo de dizer que Ele penetra todas as coisas. Não há nada que esteja além do Seu conhecimento. Em particular, Paulo especifica as profundezas de Deus... Não se pode contestar que esta passagem atribui plena divindade ao Espírito... Porque o Espírito que revela é verdadeiramente Deus, o que Ele revela é a verdade de Deus”.2
Portanto não podemos negar a unidade essencial existente entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, os quais formam um só Deus (Tri-unidade).
A Subordinação Funcional da Trindade
A Bíblia menciona a Trindade envolvida tanto na Criação (Gén. 1:1 e 2; João 1:1-3 e 10; Heb. 1:1-3; Jó 33:4; etc.), como na Redenção (Heb. 9:14; I Pedro 1:2; etc.). Para não incorrer em problemas teológicos, devemos ter em mente que a Bíblia é a revelação de Deus aos homens no contexto da história da salvação”, e que o seu objectivo primordial não é elucidar o “Ser” essencial de Deus.
Portanto a chave para a compreensão da revelação de Deus encontra-se no “mistério da encarnação”; isto é, que Cristo, sendo Deus no mais alto sentido da palavra, “a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-Se em semelhança de homens” (Filip. 2:5-8).
Nesse contexto encontraremos o Pai, o Filho e o Espírito Santo assumindo funções diferentes que poderão ser interpretadas como uma aparente “hierarquia” na Trindade, mas que não alteram a essência da natureza divina. Veremos, assim, o Filho dizendo que “o Pai é maior do que Eu” (João 14:28), que “o Filho nada pode fazer de Si mesmo” (João 5:19), e também pôr-Se de joelhos e orar ao Pai (Luc. 22:41 e 42). Mas não devemos nos esquecer que Ele também orou: “Eu Te glorificarei na Terra, consumando a obra que Me confiaste para fazer; e agora, glorifica-Me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que Eu tive junto de Ti, antes que houvesse mundo” (João 17:4 e 5), e que após a Sua humilhação Ele reassumiu toda a plenitude da Sua Divindade (Col. 2:9; cf. Filip. 2:9-11).
Alguns têm procurado ver nos títulos “unigénito” e “primogénito” evidências de que o Filho tenha sido gerado pelo Pai antes da criação do mundo; isto é, que Ele foi a primeira criação do Pai. Mas isso é decorrente de uma profunda ignorância do significado desses termos.
A palavra traduzida por “unigênito” (João 1:14 e 18; 3:16 e 18; I João 4:9) é o termo grego
monogeneses. Por algum tempo cria-se erroneamente que esse termo significava “único gerado”; porém o certo é que monogeneses é derivado de geneos, que significa “espécie” ou “condição”, e não de gennao, que significa “gerar”.3 A prova para isso encontra-se no fato de monogeneses ser escrito com um “n” apenas, e não com dois.4 Assim o termo grego monogeneses não subentende nada mais do que “único” ou “solitário”.5 Ao ser esse termo aplicado em relação ao “Filho de Deus”, deixa claro que Jesus é “o único em Sua classe”.6 A Bíblia de Jerusalém está correcta ao traduzir o referido termo por “Filho único” em São João 3:16. Portanto, isso significa que Jesus desfruta de um relacionamento único e especial com o Pai. A prova para tal é “o facto de que Jesus jamais fala de Deus como ‘nosso Pai’ de modo a colocar-Se no mesmo relacionamento com Deus que Seus discípulos”. 7 (Ver João
20:17). Cabe mencionar ainda que o termo monogenesis é usado em Hebreus 11:17 em relação a Isaque, que realmente não era o “único gerado” por Abraão, e sim o seu filho predileto.8
Igualmente a palavra “primogénito” (Col. 1:15-18), traduzida do termo grego prototokos, é usada no relacionamento de Cristo com o Pai, “expressando a Sua prioridade e preeminência sobre a criação, e não no sentido de ter sido o primeiro a nascer”. 9 Esse sentido de distinção aparece também em Deuteronómio 21:15-17. é igualmente nesse sentido que Davi, sendo o filho mais novo de Jessé, é chamado de primogénito (Sal. 89:20-27; cf. I Sam. 16:10-12), bem como Jacó (Êxo. 4:21 e 22; cf. Gén. 25:25 e 26) e Efraim (Jer. 31:9; cf. Gên. 41:50-52).
Ao ser Ele chamado de “o princípio (grego arche) da criação de Deus” (Apoc. 3:1), isso não se refere a Cristo no sentido passivo de que no princípio Ele fora criado por Deus, mas no sentido activo de que Cristo é a Origem, a Fonte e o Princípio activo através do qual a criação veio à existência (cf. João 1:1-3 e 10; Heb. 1:2; Col. 1:15-18). Se Cristo realmente fora criado na Eternidade, então Ele jamais poderia ter sido chamado “Deus Forte, Pai da Eternidade” (Isa. 9:6). Mas, pelo contrário, João afirma que “o Verbo era Deus” (João 1:1). “Nada mais eminente poderia ser dito. Tudo o que pode ser dito a respeito de Deus, pode apropriadamente ser dito a respeito do Verbo”.10
Um Ministério a Ser Aceito Pela Fé
Talvez a razão pudesse nos levar a crer na Unidade de Deus; porém somente a revelação pode nos desvendar o mistério da Trindade de Deus.11 Pode parecer difícil para a mente humana conviver com o fato de Deus ser três pessoas distintas e ainda assim continuar sendo apenas um Deus, e não três deuses. A Bíblia apenas estabelece esse fato, mas não apresenta maiores detalhes de como isso pode ser explicado. Portanto, assim como “pela fé entendemos que foi o Universo formado pela palavra de Deus” (Heb. 11:3), igualmente pela fé precisamos aceitar a maneira como Deus Se revelou a nós através da Sua Palavra, sem entrarmos em especulações (Deut. 29:29).
Provavelmente não avaliaremos a importância da doutrina da Trindade enquanto não compreendermos o que seria a teologia cristã sem ela. A. H. Strong nos esclarece o fato de que “se não há Trindade, Cristo não é Deus, e não pode conhecer ou revelar perfeitamente a Deus. O cristianismo não é mais a única, e final revelação; porém apenas um dos muitos sistemas antagónicos e competitivos, cada um dos quais tem as suas porções de verdade, mas também as suas porções de erro. O mesmo com respeito ao Espírito Santo. ‘Como Deus pode apenas ser revelado através de Deus, assim também Ele pode apenas ser apropriado através de Deus. Se o Espírito Santo não é Deus, então o amor e comunicação de Deus para a alma humana não são uma realidade.’ Em outras palavras, sem a doutrina da Trindade nós recuamos a uma mera religião natural e ao afastado e distante Deus do deísmo...”12
Entretanto, de acordo com Edwin R. Thiele, “o quadro bíblico de Deus não é de um singular ser supremo sozinho consigo mesmo, anti-social, solitário e afastado. Deus é amor, e o amor anela companheirismo. Certamente Deus poderia conversar com os homens ou os anjos; porém mesmo Deus necessitaria de companheirismo e associação com alguém igual, que pudesse pensar como Ele. E assim Deus comunga com Deus, compartilhando e levando a efeito planos em comum acordo”.13 E neste contexto tornam-se mais claras as referências a planos sendo traçados no próprio seio da Divindade (Gén. 1:26; 11:7; Isa. 6:8; etc).
Portanto, mantenhamos firme a profunda convicção de que o Pai muito nos ama (João 3:16), que Jesus Cristo, após haver oferecido Sua vida por nós, permanece como o nosso Advogado junto ao Pai (I João 2:1) e que o Espírito Santo está connosco para nos assistir em nossas fraquezas (Rom. 8:26). E, no dizer do apóstolo São Paulo, que “a graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (II Cor. 13:13).
Referências:
1. Guillermo N. Clarke, Bosquejo de Teologia Cristiana. (Buenos Aires: Compañia de Publicidade Literária “La
Aurora”, s.d.), p. 181.
2. Leon Morris, I Coríntios – Introdução e Comentário. (São Paulo: Editora Mundo Cristão, 1981), p. 46.
3. George E. Ladd, A Theology of the New Testament. (Grnad Rapids: Wm. B. Eerdmans Publ. Co.,1977), p.
247.
4. Leon Morris, The Gospel According to John. (Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans Publ. Co., 1979), p. 105,
nota de rodapé.
5. Ibid.
6. Ladd. op. cit., p. 247.
7. Ibid.
8. Para um estudo mais detalhado sobre a palavra monogenes, veja o artigo intitulado “O Único Filho de
Deus” de autoria de Dale Moddy em: Raul Dederen. Cristologia. (São Paulo: Instituto Adventista de Ensino,
1984), pp. 11-26.
9. W. E. Vine, Expository Dictionary of New Testament Words. (London: Oliphants, 1979), vol. II, p. 104.
10. Morris The Gospel According to John, p. 76.
11. Augustus H. Strong, Systematic Theology. (Valley Forge: Judson Press, 1979), p. 304.
12. Ibid., p. 349.
13. Edwin R. Thiele, Knowing God. (Nashville: Southern Publ. Ass., 1979), p. 28.
Fonte:
Revista Decisão, Setembro de 1985, pp. 17-19.