
29/10/09
25/10/09
A COERÊNCIA E IMUTABILIDADE DA BÍBLIA
Entretanto, os escritores da Bíblia afirmam repetidas vezes que eles transmitiam a própria Palavra de Deus: infalível e tendo autoridade em si própria no mais alto grau possível. Este é uma afirmação muito forte para um escritor e se os cerca de quarenta homens que escreveram as Escrituras estavam errados, então eles estavam ou a mentir, ou eram loucos, ou as duas coisas.
Mas, por outro lado, se o maior e mais influente livro de todas as épocas – um livro que contém a mais bela literatura e o mais perfeito código moral já imaginado – foi escrito por um grupo de fanáticos, então há alguma esperança de encontrar sentido e propósito neste mundo?
Se alguém investigar seriamente as evidências bíblicas, esta pessoa irá descobrir que a afirmação de ser divinamente inspirada (declarada cerca de 3.000 vezes na Bíblia de diversas formas) é amplamente justificada.
Profecias cumpridas
Umas das mais incríveis evidências para a inspiração divina da Bíblia são as profecias que se cumpriram. Centenas de profecias feitas na Bíblia tiveram o seu cumprimento até ao último detalhe. E a maioria delas foi cumprida quando o seu escritor já tinha morrido.
Por exemplo: Em cerca de 538 AC (Daniel 9:24-27), Daniel, o profeta, predisse que Jesus viria como o Salvador e Príncipe prometido para Israel exactamente 483 anos depois que o imperador persa desse aos judeus permissão para reconstruir a cidade de Jerusalém que estava em ruínas nesta época. Essa profecia foi clara e definitivamente cumprida no tempo exacto.
A Bíblia também contém uma grande quantidade de profecias sobre as nações e cidades específicas ao longo da história, todas foram literalmente cumpridas. Mais de 300 profecias foram cumpridas pelo próprio Jesus Cristo durante a sua primeira vinda. Outras profecias referem a difusão do Cristianismo pelo mundo, falsas religiões e muitos outros assuntos.
Não há outro livro, antigo ou moderno, como a Bíblia. As profecias vagas e geralmente erróneas, feitas por pessoas como Jeanne Dixon, Nostradamus, Edgar Cayce e outros como eles, não podem, nem de longe, serem colocadas na mesma categoria das profecias bíblicas. Nem outros livros religiosos como o Alcorão, os escritos de Confúcio e literatura religiosa similar. Somente a Bíblia manifesta esta evidência profética e ela a faz em uma escala tão gigantesca que torna absurda qualquer outra explicação que não a sua inspiração divina.
Uma autoridade histórica única
A consistência histórica das Escrituras é também uma classe de evidências por si só, infinitamente superior aos registos escritos deixados pelo Egipto, Assíria e outras nações antigas. As confirmações arqueológicas do registo bíblico são quase inumeráveis. O Dr. Nelson Glueck, a maior autoridade em arqueologia israelita, disse:
“Nenhuma descoberta arqueológica contradisse qualquer referência bíblica. Dezenas de achados arqueológicos foram feitos que confirmam em exacto detalhe as declarações históricas feitas pela Bíblia. E, da mesma maneira, uma avaliação própria de descrições bíblicas tem geralmente levado a fascinantes descobertas no campo da arqueologia moderna.”
Autoridade científica
Uma outra espantosa evidência da inspiração divina da Bíblia é o facto de que muitos princípios da ciência moderna foram registados como factos da natureza na Bíblia muito antes que qualquer cientista os confirmasse experimentalmente. Uma amostra inclui:
A terra redonda (Isaías 40:22)
A quase infinita extensão do universo (Isaías 55:9)
A lei da conservação de massa e energia (II Pedro 3:7)
O cíclo hidrológico (Eclesiastes 1:7)
O vasto número de estrelas (Jeremias 33:22)
A lei do aumento da entropia (Salmo 102:25-27)
A suma importância do sangue para a vida (Levítico 17:11)
A circulação atmosférica (Eclesiastes 1:6)
A campo gravitacional (Jó 26:7)
e muitos outros
Estes factos obviamente não são referenciados nas grandes enciclopédias da ciência moderna, mas em termos da experiência básica no homem no dia-a-dia. Ainda assim, eles estão completamente de acordo com as descobertas modernas da ciência.
É significativo também que nenhum erro foi demonstrado na Bíblia, seja em ciência, história ou qualquer outro assunto. Muitos erros foram realmente declarados, mas eruditos bíblicos foram sempre capazes de encontrar soluções para esses problemas.
Estrutura única
A incrível estrutura da Bíblia deve ser colocada em perspectiva também. Embora ela seja uma colecção de 66 livros, escritos por cerca de quarenta homens ao longo de um período de cerca de 2.000 anos, a Bíblia ainda assim é um só Livro, em perfeita unidade e consistência.
Os escritores na época em que escreviam, não faziam ideia de que, os seus escritos seriam incorporados num só livro. No entanto, cada um desses escritos individuais preenche perfeitamente o seu lugar e serve a um único propósito. Qualquer pessoa que estude diligentemente a Bíblia irá encontrar padrões estruturais e matemáticos cuidadosamente bordados no seu tecido com uma intrincada simetria que não são passíveis de explicação através do acaso ou coincidência.
E o tema que a Bíblia desenvolve consistente e grandiosamente do Génesis ao Apocalipse é o majestoso trabalho de Deus na criação do universo e a redenção de todas as coisas através de seu único filho, o Senhor Jesus Cristo.
O efeito único da Bíblia
A Bíblia também é única no efeito sobre os homens tanto individual como sobre a história das nações. Ela é o livro mais vendido de todas as épocas, tocando corações e mentes, amada por pelo menos uma pessoa em qualquer raça, nação ou tribo para a qual foi levada. Ricos ou pobres, educados ou simples, reis ou plebeus, homens de qualquer origem ou modo de vida já forma atingidos por esse livro. Nenhum outro livro jamais teve tal apelo universal ou produziu efeitos tão duradouros.
Uma evidência final de que a Bíblia é verdadeira é o testemunho dos que acreditaram nela. Multidões de pessoas, no passado e no presente, descobriram por experiência própria que suas promessas são verdadeiras, seu conselho é confiável, seus comandos e restrições são sábios e que sua maravilhosa mensagem de salvação vai ao encontro de qualquer necessidade para todo o tempo e eternidade.
24/10/09
TU ÉS FILHO DE DEUS
Conta-se que, após o sermão, o novo pastor cumprimentava a sua nova comunidade, à porta da igreja, quando um menino apressado tentou sair despercebido. “Quem é a tua família?” perguntou o pastor. O menino ficou paralisado. Essa era a última pergunta à qual ele queria responder. A sua mãe era solteira, e os seus colegas, naquela época e contexto, incomodavam-no muito por causa disso. Ele recebeu um apelido na igreja, que se tornou conhecido na escola e, em pouco tempo, tornou-se conhecido na localidade onde vivia.
A mãe mandava-o para a Escola Sabatina, aos Sábados, mas os pais dos outros meninos da igreja tentavam evitar que os seus filhos brincassem com ele, nem sempre o menino tinha o melhor comportamento, era até considerado como uma “má influência”. Embora decidido a não voltar mais à igreja, a criança não conseguiu vencer a curiosidade de conhecer o novo pastor. Mas a curiosidade tinha custado caro. Que responder a esta pergunta?
Antes que o menino pudesse responder, o pastor disse: “Eu sei quem és... posso perceber alguns traços fisionómicos que são característicos da tua família...”. Agora todos, não só o menino, estavam estarrecidos, finalmente, o pastor concluiu: “tu és filho de Deus!”
Não importa quão frágil seja a sua histórico familiar. Aqueles que recebem a Jesus como Salvador e Senhor passam a pertencer à mais nobre de todas as famílias.
Ore:
Obrigado, Senhor, por termos a oportunidade de pertencer à tua família. Ajuda-nos a receber afectuosamente todos aqueles que o senhor mesmo trouxer para o
Seu aprisco. Em nome
de Jesus. Amém.
Pense:
Todos os filhos de Deus são nossos irmãos.
22/10/09
QUE MÚSICA POSSO OUVIR?
Posso ouvir uma canção sertaneja, ou nordestina, ou arábica, ou africana, ou cigana, ou gaúcha, ou espanhola, ou americana?
E aquele sucesso que todo mundo canta?
E o grupo do momento, posso escutar como todo mundo faz?Encontramos, muitas vezes, dois tipos de comportamento entre os irmãos, e geralmente ambos criticam os que não agem como eles: o primeiro é o grupo RADICAL: queimam os seus cds de músicas não cristãs, deitam fora DVD´s vídeos de grupos mundanos, e dizem que os que não fazem isso são carnais e talvez nem crentes.
O outro grupo é o LIBERAL: ouvem qualquer coisa, não mudam seu gosto musical, apreciam todas as canções e todos os grupos, dançam suas baladas e consideram os radicais perniciosos ao evangelho.
Devemos ter um critério mínimo de escolha de músicas. Creio não serem correctas as posturas exemplificadas acima.
Os radicais tornam-se carnais e vaidosos, considerando-se mais santos que os outros. Os liberais, por sua vez, esquecem que muitas canções e ritmos são antagónicos ao Reino de Deus e aos ensinos do Senhor.
Penso que podemos escolher uma música, passando-as por quatro peneiras. É como se eu coasse a cevada ou o sumo quatro vezes. Então podemos ouvir e até recomendar a canção com tranquilidade, sem drama de consciência.
O primeiro crivo é: “ESTA MÚSICA EXALTA OUTROS DEUSES?” Então preste atenção à letra, e procure encontrar elementos que comprometam a canção: chamar os orixás, exaltar outras divindades, ensinar a praticar o ocultismo, etc. Se a música contiver isso, já não estará entre as seleccionáveis;
Segundo crivo: “A MÚSICA INCITA À REBELDIA?” A canção ensina filhos rebelarem-se contra os pais, cidadãos rebelarem-se contra o país ou as autoridades? A música desrespeita os mais velhos? A canção ensina a andar longe dos compromissos cristãos? Se ela enquadrar-se nisso, então devo tirá-la da minha selecção;
Terceiro crivo: “A MÚSICA APELA À PROSTITUIÇÃO, AO ADULTÉRIO OU AO COMPORTAMENTO MORAL PERVERTIDO? As músicas que ensinam a trair o cônjuge, a sair com pessoas casadas, a praticar o sexo antes do casamento, a enganar a namorado/a, a iludir os pais, a abandonar os valores morais cristãos, essas canções não prestam para mim.Para que irei encantar os meus ouvidos com aquilo que alego desagradar o meu coração e entristecer o meu Deus?
Por último, devo perguntar: “ESTAREI A ESCANDALIZAR O MEU IRMÃO?” Buscar coisas apenas para a minha satisfação, mesmo que custem a edificação dos meus irmãos, é um comportamento correcto? Não.
Então, se algo que se credenciou nas três primeiras peneiras, não se credenciar na quarta, deverá ficar só para mim, e não servir de tropeço aos meus irmãos. É importante que discirnamos entre o que é escandalizar a fé ou submeter-se às manias de quem se julga mais crente que os outros. Há escândalos justos, aqueles que se baseiam em princípios cristãos (como os registados acima), mas há também a atitude do "contra", isto é, aqueles que só admitem as coisas que lhes apetecem, e feitas ou escolhidas por eles. Esses são egoístas e insaciáveis, nunca estarão plenamente satisfeitos.
Quando o escândalo é justo devemos mudar de gosto e de atitude, comprovando nossa humildade e amor a Cristo. Já o criticismo de quem vive a colocar defeitos no próximo deve ser repreendido em nome de Jesus, pois isso sim é um escândalo, obra da carne, vaidade, egoísmo e jactância. Sejamos criteriosos diante do Senhor, na escolha de nossas músicas. E boa música para todos!
21/10/09
QUANDO NASCEU JESUS?
Antes de tentar responder a pergunta vale ressaltar que em nenhuma ocasião Jesus expressou a ideia de que os seus seguidores devessem celebrar seu aniversário. Pelo contrário, em duas ocasiões quando as pessoas queriam enfatizar os seus laços naturais (mãe e irmãos), Ele rapidamente rebateu esta atitude, realçando a importância dos seus laços espirituais (os discípulos e todos aquele que ouve e pratica sua palavra) – Lc. 11:27,28; Mc. 3:31-35. Por outras palavras, Ele não queria ser venerado como um grande astro e sim como o caminho pelo qual todos os homens poderiam chegar a Deus nas mesmas condições de filiação que Ele tinha. É com este propósito que Jesus realmente instituiu uma cerimónia em sua memória, não um aniversário, uma vez por ano, mas “todas as vezes que o beberdes, em memória de mim (1Co. 11:25)”. Ele queria que lembrássemos d´Ele sempre, não como uma figura histórica a ser homenageada, mas como o pão e o vinho da Ceia, que nos alimentam e nos dão o poder para nos tornarmos como Ele.Guardando isto em mente e lembrando que “as coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, mas as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos (Dt. 29:29)”, podemos declarar que a Bíblia nos dá pistas quanto à época do ano em que Jesus nasceu sem contudo precisar uma data exacta.
A informação principal encontra-se no evangelho de Lucas. Lucas era médico, e portanto, pessoa acostumada a tratar de minúcias, homem que devido à sua própria profissão se acostumara a ser meticuloso. Pois bem: no primeiro capítulo do seu evangelho, no versículo 5, encontramos fatos que não se não são encontrados em nenhum dos outros evangelhos: “Nos dias de Herodes, rei da Judeia, houve um sacerdote chamado Zacarias, do turno de Abias. A sua mulher era das filhas de Arão, e se chamava Isabel (Lc.1:5)”. Quero que anote esta expressão: DO TURNO DE ABIAS.
Continuando o relato nos versículos 8 e 9: “Ora, acontecendo que, exercendo ele diante de Deus o
sacerdócio na ordem do seu turno, coube-lhe por sorte, segundo o costume sacerdotal, entrar no santuário do Senhor para queimar incenso”.
sacerdócio na ordem do seu turno, coube-lhe por sorte, segundo o costume sacerdotal, entrar no santuário do Senhor para queimar incenso”.
O Espírito Santo insiste: NA ORDEM DO SEU TURNO.
Segundo os versículos seguintes, Zacarias teve uma visão de um anjo, que lhe disse que teria um filho. Por não ter crido, ele ficou mudo; essa mudez constituiu um sinal de que aquela visão realmente fora de Deus.
Lucas continua: “Sucedeu que, terminados os dias do seu ministério, voltou para casa. Passados esses dias (dias do seu ministério), Isabel, sua mulher, concebeu”.A conclusão a que chegamos até agora é a seguinte: João Baptista, o profeta, o precursor de Jesus, foi concebido imediatamente após o período em que ocorria o “turno de Abias”, quando Zacarias voltou para casa e para a sua esposa, depois de ministrar no templo.
Lucas 1:26-38 relata que um anjo visitou Maria, e ela “achou-se grávida pelo Espírito Santo” (Mt. 1:18). No final desta visita, o anjo lhe disse: “E Isabel, tua parenta, igualmente concebeu um filho na sua velhice, sendo este já o sexto mês para aquela que diziam ser estéril (Lc.1:26,36).
Ora bem: agora chegamos à conclusão de que Jesus foi concebido seis meses depois de João Baptista, ou seja, seis meses após o período ou “o turno de Abias”. (Veja o quadro no início do nosso estudo).O que é esse turno de Abias? Em que época do ano ocorre?Para responder, precisaremos voltar ao Antigo Testamento.
No livro de 1º Crónicas 24, se apresenta a relação dos turnos em foram organizados os sacerdotes para ministrarem na casa do Senhor. Foi esta relação que originou a tabela do início do nosso estudo. Eles começaram a ministrar no tabernáculo de David, posteriormente passaram a ministrar da mesma forma no templo de Salomão, conforme verificamos em Lucas 1:5 e seguintes, esses turnos de sacerdotes continuaram a ser obedecidos na ordem devida até à destruição do templo de Jerusalém por volta do ano 70 A.D. Nos versículos 7 a 18 encontramos uma relação de vinte e quatro turnos de sacerdotes (lembre-se do 24 anciãos que João viu), distribuídos entre as vinte e quatro famílias de sacerdotes descendentes de Arão, que se sucediam ministrando na casa do Senhor. É fácil concluir que essa escala devia ser cumprida no decorrer do ano religioso ou litúrgico dos judeus. Assim sendo, obviamente cada turno de sacerdotes oficiaria durante quinze dias. “Saiu a primeira sorte a Jeoiaribe, a segunda a Jedaías, a terceira a Harim, a quarta a Seorim, a quinta a Malquias, a sexta a Miamim, a sétima a Coz, a oitava a Abias (1º Crónicas 24:7-10).
REPARE: O TURNO DE ABIAS ERA O OITAVO.
REPARE: O TURNO DE ABIAS ERA O OITAVO.
Quando começava a funcionar o primeiro turno?Esta questão é importante, pois como deve ter percebido, o resultado será a resposta do tempo em que nasceu Jesus!O primeiro turno começava a funcionar no primeiro mês do ano religioso dos judeus.
– Quando era exactamente? Vejamos: “Disse o Senhor a Moisés e Arão na terra do Egipto: este mês vos será o principal dos meses; será o primeiro mês do ano (Ex.12:1,2; 13:4; Dt. 16:1). “No mês primeiro, aos catorze do mês, no crepúsculo da tarde, é a Páscoa do Senhor (Lev. 23:5)”.
– Quando era exactamente? Vejamos: “Disse o Senhor a Moisés e Arão na terra do Egipto: este mês vos será o principal dos meses; será o primeiro mês do ano (Ex.12:1,2; 13:4; Dt. 16:1). “No mês primeiro, aos catorze do mês, no crepúsculo da tarde, é a Páscoa do Senhor (Lev. 23:5)”.
O primeiro mês do calendário religioso judaico (mês de Abibe – Êxodos 23:15) coincide mais ou menos com o nosso mês de Março (veja o quadro!).
É de facto bem sabido que a Páscoa é uma festa móvel, que cai em Março ou Abril. Ela é móvel justamente porque a sua data não é marcada segundo o nosso calendário, mas segundo o calendário judaico, que se baseia no ano lunar (o nosso é romano, gregoriano).
As pessoas que estão familiarizadas com os costumes modernos dos israelitas ficarão surpreendidas com esta questão, pois na verdade os judeus dos nossos dias, em todo o mundo, comemoram o Ano Novo na data da Festa dos Tabernáculos (ou Festa das Trombetas), isto é, entre Setembro ou Outubro. Esta discrepância com a determinação bíblica deve-se ao facto de que os israelitas, no decorrer dos séculos, por razões que não vêm ao caso neste estudo, mudaram o início do ano civil para o meio, ou seja, do ano religioso – a data da Festa dos Tabernáculos, e por isto existem dois inícios do ano judaico: o secular começar na Festa de Tabernáculos, no primeiro dia do sétimo mês do ano religioso (Lv. 23:23-25), e o religioso começa catorze dias antes da Páscoa (Celebrando a saída do Egipto). Contudo, para nós as modificações feitas pelos homens nada nos interessam. Interessa-nos a Palavra do Senhor: “Este mês (o mês de Abibe, o da Pascoa)... será o primeiro mês do ano (Ex. 12:1,2)”. Assim, o ano religioso começa a primeira festa bíblica, Páscoa, enquanto que o ano civil começa com a terceira festa Bíblica, a Festa de Tabernáculos.Com todos estes dados em mãos, você agora deve estudar com atenção redobrada, o quadro que iniciamos este estudo, a fim de entender melhor.
RESUMINDO...João Baptista foi gerado logo depois do período em que os sacerdotes do turno de Abias serviam no templo, ou seja, no fim de Junho ou começo de Julho, em nosso calendário. Jesus nosso Senhor, foi gerado pelo Espírito Santo seis meses depois, isto é, no fim de Dezembro ou começo de Janeiro (provavelmente durante os dias da festa de Hanuká – a festa das luzes). Contando-se os nove meses normais de gestação, segundo estes cálculos cronológicos, Maria veio dar à luz ao nosso Senhor no fim de Setembro ou começo de Outubro – nos dias da Festa de Tabernáculos, no ano seguinte, ou sétimo mês do calendário judaico – o mês de Etanim (I Reis. 8:2). O sétimo mês judaico era marcado pela soleníssima Festa dos Tabernáculos, a terceira e última das grandes festas instituídas por Deus por intermédio de Moisés.
A conclusão surpreendente a que chegamos é de que Jesus não nasceu nem poderia ter nascido em Dezembro, nem poderia usar para nascer uma data de festividade pagã, como a Saturnália romana ou o natalis invicti solis , mas usou uma festa judaica, a Festa dos Tabernáculos, como ocasião para vir ao mundo.
É importante notarmos a esta altura que estamos tratando com O Deus sábio e lógico, autor da matemática celeste e das ciências exactas, que determinou a órbita dos astros e dos electrões com exactidão inestimável, e que não faz nada por acaso ou coincidência, nem é tomado de surpresa pelo desenrolar dos acontecimentos, pois é Omnisciente.
19/10/09
O ESPIRITISMO FACE À BÍBLIA
Ocorre, nesse aspecto, um verdadeiro sincretismo religioso que atrai pessoas adeptas da própria religião principal, o catolicismo, quanto aqueles que se empolgam com as teorias kardecistas. É o caso da Umbanda, Quimbanda ou Candomblé, praticado nas mais diversas regiões do país, com participação tanto de pessoas humildes e sem cultura, quanto de figurões da política e das artes. Nessas religiões, os santos da Igreja Católica recebem nomes diferentes, e são identificados e cultuados como deuses da mitologia desses cultos.
Mas não é só no Brasil que esse fenómeno pode ser testemunhado. Nos Estados Unidos, as seitas e crenças exóticas, inspiradas em filosofias orientais que contêm muitos elementos do espiritismo clássico, vêm tendo crescente aceitação nestas últimas décadas. Os próprios jovens oriundos do movimento hippies adoptaram em massa as religiões da Índia, China e Japão, de onde procedem alguns dos alicerces do espiritismo moderno. Uma famosa ex-artista de Hollywood passou a escrever livros defendendo teses de reencarnação e comunicação com os mortos, popularizando ainda mais tal filosofia.
Num giro pela Europa em uns anos passados, observei publicidade em estações de rádio na Itália e França proclamando as virtudes de certos indivíduos dotados de capacidade supostamente sobrenatural, inclusive com acesso aos que morreram, para ajudar os que precisam de ajuda, obviamente mediante pagamento. . .
Os Princípios Básicos da Fé Espírita
Alegando não se tratar meramente de religião, mas ser três coisas—religião, filosofia e ciência—o espiritismo prega a caridade como básica para o aprimoramento do indivíduo em preparação para uma vida superior no além. Tendo por fundamento a ideia da reencarnação e, subjacente a ela, a da imortalidade da alma, os espíritas ensinam que o corpo não passaria de uma prisão material da verdadeira essência do indivíduo, sua alma, ou espírito. E segundo o admitido princípio da evolução, o homem vai superando gradativamente suas deficiências e purificando-se, através de muitas vidas sucessivas, em diferentes épocas e mesmo formas, até chegar à pureza absoluta. Nessa linha de pensamento, os que vivem agora em sofrimento é porque certamente foram maus na vida e estão sendo refinados para uma existência superior e mais feliz numa outra vida.
O espiritismo também promove a consulta aos que morreram, como não só uma possibilidade real, mas um privilégio a qualquer pessoa que consiga recorrer a seus médiuns, que seriam indivíduos superdotados com a capacidade de evocar os espíritos dos que se foram, atraindo-os mesmo à visão dos que os busquem.
Tendo elementos do cristianismo e de outras religiões antigas, os espíritas chegam a citar a Bíblia como base de tais ideias. Mas o Mestre Jesus é tido por um grande filósofo, como outros grandes fundadores de religiões e promotores de ideias revolucionárias—a exemplo de Buda, Maomé, Confúcio, etc.—e guru de superior intelecto e espiritualidade.
Quando Jesus se entrevista com o líder judaico Nicodemos e lhe diz—“importa-vos nascer de novo” (João 3:7), os espíritas não têm dúvida de que isto representa a reencarnação sendo admitida pelo Cristo. O problema nessa concepção é o costume de partir de ideias preconcebidas como premissa básica e buscar a comprovação para tais ideias em qualquer trecho que tenha a mais leve referência a elas, mesmo indirecta.
João 3:7 7 “Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo.”
Respeitando o Contexto
Alguém já disse que um texto fora do contexto não passa de um pretexto. Se o estudioso do assunto se der ao trabalho de examinar os ensinos de Cristo globalmente, em lugar de apanhar segmentos isolados que aparentemente lhe favoreçam a ideia, não encontrará harmonia de Seus ensinos com o que pregaram os mestres do passado a respeito da morte. Cristo fala em ressurreição, não reencarnação. A própria ideia de “novo nascimento” é tornada clara no verso 5 ao Jesus falar em “nascer da água”. Tendo por base um costume já existente entre os judeus de uma lavagem purificadora para indicar renovação espiritual, fica claro pelo contexto literário e histórico que a referência é ao baptismo, simbolizando a morte para a vida pecaminosa, e um renascer para nova vida segundo o Espírito de Deus. O apóstolo Paulo tornou isto bem claro em Romanos, capítulo 6.
João 3:5 5 “Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.”
A evidência de que ressurreição não é o mesmo que reencarnação se acha nos relatos dos Evangelhos ao descreverem como Jesus miraculosamente trouxe de volta à vida pessoas que haviam exalado o último suspiro. Há o episódio da filha de Jairo, do filho da viúva de Naim, e, de modo destacado, a volta à vida de seu amigo Lázaro, que já estava sepultado há quatro dias e até “cheirava mal”, todos sobrenaturalmente trazidos de volta à vida por Jesus, com seus mesmos corpos (ver Lucas 8: 41-56; 7: 11-16; João, cap. 11). Portanto, por uma questão de coerência, uma vez que se recorra à Bíblia como documento comprobatório de uma tese, todo o seu contexto deve ser levado em conta para validar ou negar a ideia.
Lucas 8: 41-56 41 “E eis que veio um homem chamado Jairo, que era chefe da sinagoga; e prostrando-se aos pés de Jesus, rogava-lhe que fosse a sua casa; 42 porque tinha uma filha única, de cerca de doze anos, que estava à morte. Enquanto, pois, ele ia, apertavam-no as multidões. 43 E certa mulher, que tinha uma hemorragia havia doze anos [e gastara com os médicos todos os seus haveres] e por ninguém pudera ser curada, 44 chegando-se por detrás, tocou-lhe a orla do manto, e imediatamente cessou a sua hemorragia. 45 Perguntou Jesus: Quem é que me tocou? Como todos negassem, disse-lhe Pedro: Mestre, as multidões te apertam e te oprimem. 46 Mas disse Jesus: Alguém me tocou; pois percebi que de mim saiu poder. 47 Então, vendo a mulher que não passara despercebida, aproximou-se tremendo e, prostrando-se diante dele, declarou-lhe perante todo o povo a causa por que lhe havia tocado, e como fora imediatamente curada. 48 Disse-lhe ele: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz. 49 Enquanto ainda falava, veio alguém da casa do chefe da sinagoga dizendo: A tua filha já está morta; não incomodes mais o Mestre. 50 Jesus, porém, ouvindo-o, respondeu-lhe: Não temas: crê somente, e será salva. 51 Tendo chegado à casa, a ninguém deixou entrar com ele, senão a Pedro, João, Tiago, e o pai e a mãe da menina. 52 E todos choravam e pranteavam; ele, porém, disse: Não choreis; ela não está morta, mas dorme. 53 E riam-se dele, sabendo que ela estava morta. 54 Então ele, tomando-lhe a mão, exclamou: Menina, levanta-te. 55 E o seu espírito voltou, e ela se levantou imediatamente; e Jesus mandou que lhe desse de comer. 56 E seus pais ficaram maravilhados; e ele mandou-lhes que a ninguém contassem o que havia sucedido.”
Lucas 7: 11-16 11 “Pouco depois seguiu ele viagem para uma cidade chamada Naim; e iam com ele seus discípulos e uma grande multidão. 12 Quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam para fora um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade. 13 Logo que o Senhor a viu, encheu-se de compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores. 14 Então, chegando-se, tocou no esquife e, quando pararam os que o levavam, disse: Moço, a ti te digo: Levanta-te. 15 O que estivera morto sentou-se e começou a falar. Então Jesus o entregou à sua mãe. 16 O medo se apoderou de todos, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós; e: Deus visitou o seu povo.”
Jesus citava repetidamente o Antigo Testamento, que era a Escritura vigente em Seu tempo. Reconhecia sua autoridade como livro histórico e como um manual de instrução da vida prática, e fonte de doutrina religiosa. No Antigo Testamento fala-se sobre a ressurreição, não reencarnação, havendo uma detalhada descrição da ressurreição em Ezequiel 37. É por demais claro que a ideia da imortalidade da alma não encontra apoio ali (ver Ecles. 9:5, 10; Sal. 146:3,4). Igualmente, a prática comum do espiritismo de consultar os mortos, muito difundida entre os povos antigos que circundavam Israel, é claramente condenada nas Escrituras (ver Êxodo 22:18 e Deuteronómio 18:11-14).
Ecles. 9:5, 10; 5 “Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque a sua memória ficou entregue ao esquecimento. 10 Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças; porque no Seol, para onde tu vais, não há obra, nem projecto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.”
Sal. 146:3,4 3 “Não confieis em príncipes, nem em filho de homem, em quem não há auxílio. 4 Sai-lhe o espírito, e ele volta para a terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos.”
Êxodo 22:18 18 “Não permitirás que viva uma feiticeira.”
Deuteronómio 18:11-14 11 “nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; 12 pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti. 13 Perfeito serás para com o Senhor teu Deus. 14 Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém, quanto a ti, o Senhor teu Deus não te permitiu tal coisa.”
O profeta Isaías, muitos séculos depois que as leis de Moisés foram proclamadas, exorta o povo de Israel a não contaminar-se com ritos religiosos dos povos pagãos que os rodeavam:(Isaías 8:19, 20).
(Isaías 8:19, 20). 19 “Se disserem: Consultai os encantadores e os adivinhos, que sussurram falando, responde: Não consultará o povo ao seu Deus? Consultará os mortos pelos vivos? 20 À lei e ao testemunho! Se eles não falarem conforme a esta palavras, é porque não têm iluminação”.
Evolução ou Salvação?
Uma das premissas fundamentais do espiritismo—no que se revelaria o seu aspecto de ciência—é a teoria da evolução das espécies. Sabe-se hoje que as posições evolucionistas, popularizadas a partir de Darwin no século XIX—têm sido cada vez mais disputadas. Não se tem podido demonstrar a existência de “elos perdidos” que comprovariam que o homem procede de formas inferiores, e os descobrimentos da Astronomia têm lançado dúvidas sobre as teorias da origem do universo.
Crer que o homem está sempre evoluindo por meio da reencarnação produz uma dúvida difícil de responder: Como se explica o aumento do crime, da corrupção, do divórcio, das intrigas políticas, do consumo de drogas, do suicídio e do desamor em geral, quando tudo isso contradiz a ideia de que a humanidade está evoluindo moral e espiritualmente há séculos e milénios?
Finalmente, a ideia de praticar obras para ganhar a aceitação de Deus e merecer uma vida superior choca-se claramente com o fundamento da mensagem bíblica e cristã. Contrariamente a essa doutrina própria de religiões não-cristãs, as Escrituras ensinam que a salvação do pecador deriva, não de seus próprios actos meritórios, mas da morte de Jesus, que foi perfeito e obedeceu plenamente a toda a lei divina, tomando o lugar dos seres humanos falíveis. (Efésios 2:8-10). Todas as nossas obras estão maculadas pelo pecado, e somente graças à intercessão dAquele que foi feito pecado por nós (Romanos 5:6-12) é que lograremos o perdão e aceitação do Pai, não para continuar tendo existências experimentais e refinadoras sobre esta Terra de sofrimento e dor, mas para viver eternamente na companhia de Deus e de Seus anjos. (João 14:1-3, Apoc. 22:3-5).
Efésios 2:8-10 8 “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; 9 não vem das obras, para que ninguém se glorie. 10 Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas.”
Romanos 5:6-12 6 “Pois, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu a seu tempo pelos ímpios. 7 Porque dificilmente haverá quem morra por um justo; pois poderá ser que pelo homem bondoso alguém ouse morrer. 8 Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. 9 Logo muito mais, sendo agora justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. 10 Porque se nós, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. 11 E não somente isso, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora temos recebido a reconciliação. 12 Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram.”
João 14:1-3 1 “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. 2 Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. 3 E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.”
Apoc. 22:3-5 3 “Ali não haverá jamais maldição. Nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão, 4 e verão a sua face; e nas suas frontes estará o seu nome. 5 E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de luz de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumiará; e reinarão pelos séculos dos séculos.”
É indiscutível que a Bíblia nos oferece a alternativa verdadeira e, por conseguinte, a melhor. Estudemo-la, pois, e sigamos os seus ensinos.
SERÁ QUE OS ASTROS DIRIGEM A NOSSA VIDA
Nas penúltimas eleições presidenciais brasileiras, uma famosa astróloga previu que certo candidato seria vitorioso, e divulgou suas previsões com toda certeza. Embora as pesquisas de opinião indicassem que o candidato tinha poucas possibilidades de ser o preferido dos eleitores, ela insistia em que antes das eleições “um fato novo” viria a se passar que o poria disparado à frente dos concorrentes. E houve deveras um tal “fato novo”, o que deu a ela maior convicção de sua previsão, baseada no mapa astrológico daquele candidato em comparação com os dos demais. No entanto, embora os astros, na sua opinião, preferissem o tal aspirante presidencial, o que pesou realmente foi o número de votos acumulados por aquele que por fim se saiu vitorioso. E o “favorecido” pelos astros terminou amargando um longínquo sexto lugar.
Tais episódios servem para demonstrar o elevado status que a astrologia alcançou nestes últimos anos e seu potencial de até mesmo influenciar os rumos de um governo, a partir de quando passou a servir como directriz para a vida de nobres babilónicos dois milénios antes da Era Cristã.
Lembra um estudioso do assunto que na Índia alguns governantes buscaram na astrologia directrizes para conduzir os negócios nacionais, e nem por isso a situação daquele país revelou-se menos problemática. Com crises políticas sucessivas, disputas étnicas e uma economia em bancarrota, o misticismo dos indianos, de onde procedem muitas das ideias de modernos esotéricos, não parece contribuir para a superação das dificuldades que a nação vem atravessando ao longo de sua história. Tal realidade nos lembraria também o Haiti.
A Popularização dos Horóscopos
Desde que começaram a surgir nos jornais britânicos na década de 30, revistas e diários por todo o mundo publicam colunas de horóscopos que atraem a atenção de muitas pessoas e rendem um bom dinheiro para os que se beneficiam com essa difundida credulidade. Não são poucos os que levam realmente a sério tais previsões, e não tomam nenhuma decisão, no campo sentimental, comercial, profissional, sem conferirem “o que dizem os astros” para aquele dia. Tais pessoas certamente não se dão ao trabalho de examinar os diferentes horóscopos oferecidos por publicações variadas, pois perceberiam muitas incoerências. Não é para menos—as previsões dos astros “que não mentem” dependem do redactor de cada horóscopo.
A Popularização dos Horóscopos
Desde que começaram a surgir nos jornais britânicos na década de 30, revistas e diários por todo o mundo publicam colunas de horóscopos que atraem a atenção de muitas pessoas e rendem um bom dinheiro para os que se beneficiam com essa difundida credulidade. Não são poucos os que levam realmente a sério tais previsões, e não tomam nenhuma decisão, no campo sentimental, comercial, profissional, sem conferirem “o que dizem os astros” para aquele dia. Tais pessoas certamente não se dão ao trabalho de examinar os diferentes horóscopos oferecidos por publicações variadas, pois perceberiam muitas incoerências. Não é para menos—as previsões dos astros “que não mentem” dependem do redactor de cada horóscopo.
Enquanto fazia meu curso de jornalismo, um colega contava que no jornal em que trabalhava havia um colaborador regular de horóscopos que certo dia falhou em levar a sua matéria antes do tempo de fechamento do periódico. Para não deixarem de atender ao grande público que religiosamente consultaria o seu horóscopo na manhã seguinte, ele tomou a iniciativa de criar o texto de previsões astrológicas para substituir o do astrólogo regular. Assim, pediu aos colegas de redacção opiniões sobre o que poderia conter cada signo. Com as várias sugestões colectadas—por exemplo, “coloque aí que o dia será favorável aos aquarianos para fazer novas amizades, mas que devem cuidar com a saúde. . .”—pôde preencher o espaço sem que os leitores percebessem o “amadorismo” dos que compuseram o seu horóscopo. Aliás, uma das características dos horóscopos é a maneira genérica, vaga e mesmo ambígua em que as previsões são emitidas. Em vários lugares há profissionais que se dedicam a preparar mapas astrológicos, até mesmo com o auxílio de computadores, para, supostamente, orientar as pessoas “sobre os melhores períodos, alertando-as para os piores. É como se fosse um mapa de previsões e alertas para um ano”, explica Neide Sampaio, que mantém um escritório de astrologia em Belo Horizonte. Segundo a astrologia, cada planeta representa uma força a influenciar os indivíduos de algum modo. Nessa crença, os astrólogos indicam, por exemplo, datas apropriadas para a abertura de lojas, como no caso das boutiques quando, “é bom saber a posição de Vénus, ligado à estética e à beleza”, segundo a alegação de um adepto da consulta aos astros. Do mesmo modo, “se o seu negócio é comida, fique de olho na Lua”. Supostamente, a posição tanto do planeta quanto do satélite no dia da inauguração poderia levar o negócio da boutique ao sucesso ou ao fracasso.
Ciência ou Mito?
Mas que evidência científica existe para indicar que Vénus tem influência sobre questões de estética e beleza? Seria tão-somente a mitologia, e suas incríveis histórias dos deuses do Olimpo, de tantas intrigas e fraquezas nada divinas?
Ciência ou Mito?
Mas que evidência científica existe para indicar que Vénus tem influência sobre questões de estética e beleza? Seria tão-somente a mitologia, e suas incríveis histórias dos deuses do Olimpo, de tantas intrigas e fraquezas nada divinas?
O planeta Vénus tem tal nome atribuído por astrónomos do passado em homenagem à deusa da beleza entre os romanos, que se identificava com a Afrodite dos gregos. Casada com Vulcano, Vénus teve “um caso” com Marte, o deus-guerreiro que inspirou o nome de outro planeta de cor avermelhada (daí sugerindo guerra). Mas tudo isso, como o próprio nome diz, não passa de Mitologia.
Não seriam muitas das concepções da moderna astrologia meros mitos? Aliás, o astrólogo Renato Quintino chega a admitir isso candidamente ao explicar que “os planetas têm o mesmo nome dos deuses gregos e não é por acaso. Portanto, é fundamental que o astrólogo conheça a Mitologia. Só assim ele saberá, por exemplo, que Plutão, que é o deus dos infernos, rege, na Astrologia, os infernos interiores dos homens” (“Tudo [ou quase tudo] que você precisa saber sobre Astrologia”, O Estado de Minas, 25/8/91, p. 6).
Qualquer estudante do nível elementar sabe que a Terra e os demais planetas giram em torno do Sol, dentro da concepção heliocêntrica. Os astrólogos, porém, ainda vivem a cultura dos astrónomos de milénios atrás, quando prevalecia o conceito geocêntrico—de que a Terra fica ao centro, girando em torno dela o Sol, a Lua e as estrelas. Ademais, os cinco planetas conhecidos pelos babilónios (Mercúrio, Marte, Vénus, Júpiter e Saturno, com o Sol e a Lua acrescentados para formar o “mágico” número sete), passaram a nove, incluída a própria Terra, pela descoberta posterior de Neptuno e Plutão.
Contradições e Perigos
Sabe-se que os factores a influenciar o comportamento, ou mesmo o futuro de alguém, dependem de aspectos de formação moral, educacional, e mesmo físicos. Como argumenta Isaltino G. Coelho Filho, em artigo sobre o assunto, uma criança “filha de pais pobres, sem alimentação adequada, com gestação tumultuada, nascida em um país miserável e em guerra, terá o mesmo temperamento, o mesmo carácter e o mesmo destino de uma criança filha de pais ricos, bem alimentada, que teve gestação tranquilo, nascida em uma mansão, só porque ambas nasceram em 10 de Fevereiro?” (“Qual é o Seu Signo?”–Mulher Cristã Hoje, Agosto de 1991, p. 9). O mesmo autor lembra o caso dos gémeos, nascidos no mesmo dia, sob o mesmo signo e supostas influências planetárias, que revelam temperamentos diferentes. “Tendo a mesma data e a mesma hora de nascimento, além dos mesmos antecedentes, deveriam ter temperamentos e destinos idênticos. Mas isso não sucede”. (Ibid.) E recorda o exemplo bíblico dos gémeos Esaú e Jacó para confirmá-lo.
Contradições e Perigos
Sabe-se que os factores a influenciar o comportamento, ou mesmo o futuro de alguém, dependem de aspectos de formação moral, educacional, e mesmo físicos. Como argumenta Isaltino G. Coelho Filho, em artigo sobre o assunto, uma criança “filha de pais pobres, sem alimentação adequada, com gestação tumultuada, nascida em um país miserável e em guerra, terá o mesmo temperamento, o mesmo carácter e o mesmo destino de uma criança filha de pais ricos, bem alimentada, que teve gestação tranquilo, nascida em uma mansão, só porque ambas nasceram em 10 de Fevereiro?” (“Qual é o Seu Signo?”–Mulher Cristã Hoje, Agosto de 1991, p. 9). O mesmo autor lembra o caso dos gémeos, nascidos no mesmo dia, sob o mesmo signo e supostas influências planetárias, que revelam temperamentos diferentes. “Tendo a mesma data e a mesma hora de nascimento, além dos mesmos antecedentes, deveriam ter temperamentos e destinos idênticos. Mas isso não sucede”. (Ibid.) E recorda o exemplo bíblico dos gémeos Esaú e Jacó para confirmá-lo.
A Astronomia também indica que os céus não se mantêm constantes desde o período em que os magos de Babilónia perscrutavam o espaço sideral e especulavam quanto às “vibrações” que os diferentes astros emitiam sobre a vida das pessoas. Assim, os seus mapas de astros e estrelas hoje estão inteiramente desactualizados. Como explica o astrofísico Hubert Reeves, “Tendo nascido em 13 de Julho, os astrólogos me dizem que sou de Câncer. O que deveria significar que o Sol, no meu nascimento, se encontrava na constelação de Câncer. Isso era verdade há dois mil anos, mas no dia do meu nascimento, o Sol estava em Gémeos”. (O Estado de S. Paulo, 9/02/86, citado por Isaltino G. Coelho Filho, Ibid). Portanto, alguém que fosse sagitário ao tempo dos sábios de Babilónia hoje seria Capricórnio! Mas os astrólogos não levam em conta essa “decalagem” cósmica ao emitirem suas previsões.
Um psicólogo avaliou da seguinte maneira os perigos que a astrologia representa na formação de uma pessoa: “Podemos ver o perigo pelo aspecto dos sérios distúrbios psicológicos; o medo da vida, o desespero e o desequilíbrio mental são produzidos por ela em pessoas sensíveis. A astrologia paralisa a iniciativa e a capacidade para avaliar. Ela entorpece as faculdades mentais e encoraja a superficialidade”. (Citado por Axel Hart em “O Golpe das Estrelas”, Decisão, janeiro de 1990, pp. 25 e 26).
Para o cristão, não é o condicionamento cego da mecânica planetária que lhe determinará o rumo da existência. Sabe que Deus o criou com o livre arbítrio para decidir seu próprio destino e depositará confiança na Sua direção, seguindo a Sua palavra.
Parafraseando o salmista, diríamos, “Uns confiam em horóscopos, outros em cartomantes, mas nós faremos menção ao Senhor nosso Deus” (cf. Salmo 20:7).
NOTA: Após a publicação deste artigo, uma cientista britânica trouxe ao conhecimento da sociedade humana que os especuladores do Zodíaco teriam que fazer um ajuste essencial nos seus horóscopos, se quiserem dar um mínimo de feição científica a seus estudos, pois há um mais a ser acrescentado. Assim, em lugar de 12, seriam 13 signos. A reacção da comunidade astrológica e seus adeptos foi típica dos que, na intenção de guiar-se pelos astros, preferem “tapar o sol com a peneira”: simplesmente disseram que não alterariam o que têm sido crido e ensinado por milhares de anos. Alguém, entrevistado por uma jornalista da TV a respeito de ter de possivelmente alterar o seu signo diante do novo fato, expressou-se mais ou menos assim: “Pode até ser que realmente haja um signo a mais; contudo, continuarei a crer como sempre cri, pois do contrário teria que alterar muito o meu modo de pensar. . .”
NOTA: Após a publicação deste artigo, uma cientista britânica trouxe ao conhecimento da sociedade humana que os especuladores do Zodíaco teriam que fazer um ajuste essencial nos seus horóscopos, se quiserem dar um mínimo de feição científica a seus estudos, pois há um mais a ser acrescentado. Assim, em lugar de 12, seriam 13 signos. A reacção da comunidade astrológica e seus adeptos foi típica dos que, na intenção de guiar-se pelos astros, preferem “tapar o sol com a peneira”: simplesmente disseram que não alterariam o que têm sido crido e ensinado por milhares de anos. Alguém, entrevistado por uma jornalista da TV a respeito de ter de possivelmente alterar o seu signo diante do novo fato, expressou-se mais ou menos assim: “Pode até ser que realmente haja um signo a mais; contudo, continuarei a crer como sempre cri, pois do contrário teria que alterar muito o meu modo de pensar. . .”
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