14/08/12

A Dança na Bíblia

Os adventistas e outros cristãos conservadores têm, em geral, se oposto à dança social, tão popularizada nos nossos dias. Contudo, o salmista, por duas vezes, convida os fiéis a louvarem a Deus “com dança” (Salmo 149:3; 150:4). Isso significa que a dança é apropriada para os cristãos hoje, dentro da igreja, mas imprópria fora?

Muitos vêem nessas referências dos salmos um favorecimento à dança religiosa na igreja, e à dança social fora dos átrios sagrados. Raciocinam que se a dança na Bíblia é um componente de culto, então deve ser uma forma legítima de entretenimento social. Essa suposição é baseada na leitura superficial dos dois textos acima, e numa compreensão errónea da natureza da dança social na Bíblia.

Os eruditos discutem a tradução correta do termo hebraico machowl, vertendo-o como “dançar”, no Salmo 149:3, e como “dança” no Salmo 150:4., machowl é derivado de chuwl, que significa “fazer uma abertura”1, numa possível alusão a um instrumento musical como a flauta. Em ambas as passagens, machowl ocorre no contexto de uma lista de instrumentos usados para louvar o Senhor. Como o salmista está a mencionar todos os instrumentos usados no louvor, é razoável supor que machowl seja também um instrumento musical. O paralelismo da expressão, tão típico da poesia hebraica, também apoia essa conclusão.

Ademais, a linguagem figurativa desses dois salmos não permite uma interpretação literal de dançar. O salmo 149 encoraja o povo a louvar o Senhor nos “leitos” e com “uma espada de dois gumes na mão”, que são, obviamente, expressões figurativas. O mesmo se pode dizer do salmo 150. O propósito dessas passagens não é de especificar o local ou os instrumentos usados para louvar a Deus durante o culto divino, nem é sua intenção conceder licença de dança em homenagem ao Senhor na igreja. Antes, o propósito é um convite ao louvor.

David fundou o ministério musical no templo. Ele instituiu não somente o tempo, o lugar e as palavras para o coral levítico, como também “fez” os instrumentos musicais a serem usados no seu ministério (I Crón. 23:5; II Crón. 7:6).

Os dois instrumentos que acompanhavam o coral levítico eram a lira e a harpa, chamados de “instrumentos de música” (II Crón. 5:13) ou “instrumentos para os cânticos de Deus” (I Crón. 16:42). Sua função era acompanhar os cânticos de louvor e de gratidão ao Senhor (I Crón. 23:5; II Crón. 5:13).

Gaten Wolf disse: “Os instrumentos de corda eram usados extensivamente para acompanhar o cântico, uma vez que não encobriam a voz da `Palavra de Jeová’, que estava a ser cantada”.2

A Bíblia fala sobre dança 28 vezes. Cada referência é uma celebração social de acontecimentos especiais, tais como uma vitória militar, um festival religioso ou uma reunião de família. As danças eram processionais, envolventes ou extasiantes, e praticadas principalmente por mulheres e crianças, que dançavam separadamente.

As Escrituras não indicam que homens e mulheres dançavam juntos, romanticamente, ao modo dos casais de hoje. Como H. M. Wolf observa: “Como o modo da dança não seja conhecido detalhadamente, é claro que homens e mulheres não dançavam juntos em geral, e não há evidência real de que jamais o fizessem”.3

Aqueles que apelam para as referências bíblicas à dança a fim de justificar a dança romântica moderna, dentro ou fora da igreja, ignoram a vasta diferença entre ambas. Aplicar a noção bíblica de dança ao bailado hodierno é um engano, para dizer o mínimo.
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Samuele Bacchiocchi (Ph.D., Pontifícia Universidade do Vaticano), autor de muitos livros, ensinou teologia e história da igreja na Andrews University. O artigo aqui publicado está baseado no capítulo 7 de seu livro The Christian and Rock Music (Berrien Springs, Mich.: Biblical Perspectives, 2000). Endereço: 4990 Appian Way; Berrien Springs, Michigan 49104; EUA.E-mail: sbacchiocchi@qtm.net Site na Web: http://www.biblicalperspectives.com

Notas e referências:
1. Ver, por exemplo, Adam Clarke, Clarke’s Commentary (Nashville, Tenn.: Abingdon, n. d.) 3:688.
2. Garen L. Wolf, Music of the Bible in Christian Perspective (Salem, Ohio: Schmul Publ. Co., 1996), pág. 287.
3. H. M. Wolf, “Dancing,” The Zondervan Pictorial Encyclopedia of the Bible, Merrill C. Tenney, ed. (Grand Rapids, Mich.: Zondervan, 1976), 2:12.

02/08/12

ZOOFILIA & DOENÇAS VENÉREAS

Não te deitarás com animal algum, contaminando-te com ele...”. Lev 18.23

De onde vêm as Doenças Venéreas? Essa é uma boa pergunta.

Historicamente as doenças sexualmente transmissíveis foram denominadas de doenças venéreas em alusão a Vénus. Na mitologia grega, Venere, uma das denominações de Vénus, era a deusa grega do amor. Há relatos de sinais clínicos dessas doenças em diversas descrições bíblicas (BARRAVIERA; BARRAVIERA, 2003), sendo que muitos homens e mulheres padeceram em consequência de suas complicações.

Os microorganismos que causam as DSTs, não fazem parte da microbiota dos genitais humanos. Dentre as dezenas de bactérias, fungos, vírus e protozoários que causam as DSTs, citamos alguns: Cândida albicans; Chlamydia trachomatis; Donovania granulomatis; Haemophilus ducreyi; HIV; HPV; Neisseria gonorrhoea; Treponema pallidum; Trichomonas vaginalis – são os microorganismos mais conhecidos.

Possível Origem
Esses microorganismos causadores das DSTs são estranhos (invasores) e por isso se tornam potencialmente infectantes. De onde viriam esses microorganismos infectantes, que contaminam as pessoas?

Uma das hipóteses é que eles tenham vindo dos animais; através do contato sexual que algumas pessoas tem nas relações bestiais – sexo com animal.

Não são inseridos (pelo menos a maioria) em um contexto de falta de higiene, mas pelo contato sexual com pessoas ‘contaminadas’ (Lv 18.23). Ou por formas sexuais não naturais – Sexo Anal (Sodomia) 1 Co 6.9; de compartimentos biológicos humanos (intestino / fezes), mas que inseridos em compartimentos diferentes (genitais) causam infecções.

Parafilia
Devido a desvios sexuais (zoofilia) que algumas pessoas apresentam esse contato sexual permite que a flora bacteriana (microbiota) dos animais alcance a dos humanos. Animais como ovinos, bovinos, caninos e até aves são alvo da parafilia zoofilia.

Obs. O género Neisseria species mencionado na tabela, não é o microorganismo causador da gonorreia; o que causa esta doença é a Neisseria gonorrhoea.




A Microbiota Genital dos Animais
Na revista de Pesquisa Veterinária Brasileira vol.31 no.7 Rio de Janeiro July 2011, o artigo sobre Microbiota cérvico-vaginal de ovelhas apresenta que “das 60 amostras analisadas foram obtidos 94 isolados bacterianos. Foram observadas as seguintes frequências de microrganismos: Staphylococcus spp. (32,97%), Escherichia coli (14,90%), Micrococcus spp. (12,8%),Acinetobacter spp. (10,6%), Enterobacter spp. (10,64%), Klebsiella spp. (9,6%), Streptococcus spp. (7,5%) e Shigella spp. (1,1%). No gênero Staphylococcus foram identificadas as seguintes espécies: S. schleiferi (63,3%),S. epidermidis (20,0%), S. saprophyticus, S. arlettae e S. lentus respectivamente com 3,3% e Staphylococcus spp. (6,7%)”.

Dentre as 94 bactérias isoladas, apenas poucas são mencionadas no estudo; a grande maioria permanece não identificada. No entanto se percebe uma microbiota muito diversificada, com quase uma centena de bactérias. O estudo não menciona vírus e protozoários.

O Conselho Bíblico
Assim como outros artigos da Lei (Pentateuco) os artigos de Levítico e Êxodo que recomendam não se ter contato sexual com animais; são artigos de leis de saúde que garantem a integridade humana.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) ocorrem por ano, no mundo, aproximadamente 340 milhões casos de doenças sexualmente transmissíveis. No Brasil, as estimativas são de que ocorra na população sexualmente ativa 10 milhões de novos casos por ano, excepto os casos de AIDS.

Mas como a possibilidade de contato sexual com animais ainda estaria influenciando esses números em uma sociedade metropolitana? É o ciclo de permissividade que espalha os microorganismos – vários parceiros sexuais, prostituição, sexo anal e outros comportamentos sexuais que não estão dentro dos padrões de normalidade.

Você pode se perguntar: quem dita esses padrões? Deus e Suas Leis de Saúde nas Sagradas Escrituras.

Epidemiologia
De acordo com a OMS, as DSTs mais frequentes são: (DST Nº DE CASOS/ANO NO BRASIL)
Tricomoníase 4.326.500
Clamídia 1.967.200
Gonorreia 1.541.800
Sífilis 937.000
HPV 685.400
Herpes genital 640.900

O microorganismo que mais infecta no Brasil é um protozoário – Trichomonas vaginalis. Apesar da nomenclatura, ele não é um protozoário comum à vagina das mulheres; é um microorganismo invasor e causa infecção. Devido a sua mobilidade (flagelo) pode alcançar rapidamente seu hospedeiro, talvez por sua mobilidade esteja entre o maior causador de DSTs.

O segundo, terceiro e quarto maiores infectantes no Brasil são bactérias; são microorganismos agressivos que destroem o epitélio dos genitais e alguns possuem mobilidade, sendo transportados ativamente.

No quinto e sexto lugar em infecção por DSTs, estão os vírus; como dependem do mecanismo sexual para transportá-los e inseri-los, e muitas vezes de lesões para a inoculação nos tecidos, talvez estejam entre os menos infectantes.

Conselho Divino
É impressionante que a Bíblia já houvesse declarado – ““Não te deitarás com animal algum, contaminando-te com ele...” Lev 18.23.

A Bíblia sempre está certa; Deus sempre quer nosso melhor.
Postado por Ivair A. Costa

30/07/12

A Posição da Igreja Adventista Quanto ao Controlo de Natalidade

As tecnologias científicas de hoje permitem um maior controle da fertilidade e da reprodução humana do que no passado. Essas tecnologias tornam possível a relação sexual com uma expectativa muito reduzida de gravidez e de nascimentos.

O casal cristão tem o potencial de controlar a fertilidade, o que tem levado a muitos questionamentos com uma ampla gama de implicações religiosas, médicas, sociais e políticas. As novas técnicas oferecem oportunidades e benefícios, mas também apresentam desafios e desvantagens.

Várias questões morais devem ser consideradas. Os cristãos, que têm a palavra final em sua escolha pessoal quanto a essas questões, devem ser instruídos a fim de que possam tomar decisões sólidas baseadas em princípios bíblicos.

Entre as questões a serem consideradas, está o debate quanto a se é ou não apropriada a intervenção humana no processo biológico natural de reprodução humana. Se qualquer intervenção for apropriada, então devem ser tratadas as questões adicionais quanto ao que, quando e como. Outras preocupações relacionadas incluem:

- A probabilidade do aumento da imoralidade sexual com a disponibilidade e o uso que os métodos contraceptivos podem promover.
– O domínio de um dos sexos quanto aos privilégios e prerrogativas sexuais tanto do homem quanto da mulher.
- O debate sobre o direito de uma sociedade limitar a liberdade pessoal no interesse da coletividade, e a discussão sobre o apoio económico e educacional para os que estão em desvantagens.
- Aspectos relacionados com o crescimento populacional e o uso dos recursos naturais.

Entendemos que uma declaração com considerações morais sobre o controle da natalidade deve ser vista dentro de um contexto mais amplo dos ensinamentos bíblicos sobre a sexualidade, o casamento, a paternidade e o valor dos filhos, e que deve haver uma compreensão da inter-relação dessas questões.

Cientes da diversidade de opiniões na igreja, os seguintes princípios bíblicos são estabelecidos para instruir e pautar a tomada de decisões.

1. Mordomia responsável. Deus criou os seres humanos à Sua própria imagem, homem e mulher, com a faculdade de pensar e de tomar decisões (Isa. 1:18; Jos. 24:15; Deut. 30:15-20). Deus deu aos seres humanos o domínio sobre a Terra (Gén. 1:26 e 28). Esse domínio requer a supervisão e o cuidado da natureza.

A mordomia cristã também requer que se assuma a responsabilidade pela procriação humana. A sexualidade, como um dos aspectos da natureza humana sobre o qual o indivíduo exerce mordomia, deve ser expressa em harmonia com a vontade de Deus (Êxo. 20:14; Gén. 39:9; Lev. 20:10-21; 1 Cor. 6:12-20).

2. Propósito da reprodução. A perpetuação da família humana é um dos propósitos de Deus para a sexualidade humana (Gén. 1:28). Embora, de forma geral, possamos inferir que o casamento destina-se a produzir descendentes, a Escritura nunca apresenta a procriação como uma obrigação do casal a fim de agradar a Deus.

Contudo, a Revelação divina confere um elevado valor aos filhos e expressa a alegria encontrada na paternidade (Mat. 19:14; Sal. 127:3). Ter e educar filhos ajuda os pais a entenderem a Deus e a desenvolverem compaixão, solicitude, humildade e abnegação (Sal. 103:13; Luc. 11:13).

3. Propósito unificador. A sexualidade tem um propósito unificador no casamento, ordenado por Deus, e diferente do propósito reprodutivo (Gén. 2:24). A sexualidade no casamento destina-se a incluir alegria, prazer e deleite (Ecl. 9:9; Prov. 5:18 e 19; Can. 4:16-5:1). E propósito de Deus que os casais mantenham comunhão sexual além da procriação (1 Cor. 7:3-5), uma comunhão que estabeleça laços fortes e que proteja os cônjuges de um relacionamento impróprio com outra pessoa (Prov. 5:15-20; Cant. 8:6 e 7). No propósito de Deus, a intimidade sexual não se destina apenas à concepção. A Escritura não proíbe o casal de desfrutar das delícias da relação conjugal, enquanto tomam medidas contraceptivas.

4. Liberdade de escolha. Na criação — e novamente pela redenção provida por Cristo — Deus deu ao ser humano a liberdade de escolha, e pede que a empreguem com responsabilidade (Gal. 5:1 e 13).

No plano divino, marido e mulher constituem uma unidade familiar única, tendo ambos a liberdade e a responsabilidade de tomarem decisões sobre sua família (Gén. 2:24). Os cônjuges devem levar um ao outro em conta ao tomarem decisões sobre o controle da natalidade, estando dispostos a considerar as necessidades do outro e também as suas próprias (Fil. 2:4).

Para o casal que decide ter filhos, a escolha da procriação deve ter limites. Vários fatores devem nortear sua escolha, incluindo a capacidade de atender as necessidades dos filhos (1 Tim. 5:8); a saúde física, emocional e espiritual da mãe (III João 2; 1 Cor. 6:19; Fil. 2:4; Efés. 5:25); as circunstâncias sociais e políticas nas quais os filhos nascerão (Mat. 24:19); e a qualidade de vida e os recursos globais disponíveis. Somos mordomos da criação de Deus e, portanto, devemos ir além de nossa própria felicidade e desejos e considerar as necessidades dos outros (Fil. 2:4).

5. Métodos contraceptivos apropriados. A decisão moral sobre a escolha do uso dos diferentes métodos contraceptivos deve provir da compreensão de seus prováveis efeitos sobre a saúde física e emocional, a forma pela qual atuam e os gastos financeiros envolvidos. Há uma diversidade de métodos para o controle da natalidade — incluindo métodos de barreira, espermicidas e esterilização — que impedem a concepção e que são moralmente aceitáveis.

Outros métodos contraceptivos1 podem impedir a união do óvulo com o espermatozóide (fertilização) ou podem impedir a fixação do óvulo já fertilizado (implantação). Devido à incerteza sobre como eles funcionarão em uma determinada situação, podem ser moralmente questionáveis para aqueles que crêem que a proteção da vida humana inicia na fecundação.

Contudo, considerando que a maioria dos óvulos fecundados não chega a se implantar ou se perde após a implantação, mesmo quando os métodos contraceptivos não são usados, os métodos hormonais de controle de natalidade e os DIUs, que representam um processo similar, podem ser vistos como moralmente aceitos. O aborto, isto é, a interrupção proposital de uma gravidez estabelecida, não é moralmente aceito no que diz respeito ao controle de natalidade.

6. Mau uso do controlo da natalidade. Embora a crescente capacidade de lidar com fertilidade e de se proteger de doenças sexualmente transmissíveis possa ser útil a muitos casais, o controle de natalidade pode ser mal empregue. Por exemplo, aqueles que se engajam em relações sexuais pré-nupciais ou extraconjugais podem mais prontamente ser indulgentes com tais comportamentos devido à disponibilidade dos métodos contraceptivos.
O uso desses métodos para proteger a relação sexual fora do casamento pode reduzir o risco de doenças sexualmente transmissíveis e/ou gravidez. No entanto, o sexo fora do casamento é prejudicial e imoral, tenham sido ou não esses riscos diminuídos.

7. Uma abordagem redentora. A disponibilidade dos métodos de controlo da natalidade torna a educação sobre a sexualidade e a moralidade ainda mais imperativa. Menos esforço deve ser gasto na condenação e mais na educação e nas abordagens redentoras que buscam permitir a cada indivíduo ser persuadido pelos apelos profundos do Espírito Santo.

1. Alguns exemplos atuais desses métodos incluem aparelhos intra-uterinos (DIU), pílulas de hormônio (incluindo a pílula do “dia seguinte»), injecções ou implantes. As perguntas sobre esses métodos devem ser encaminhadas a um médico.

Esta declaração foi votada em 29 de setembro de 1999, durante o Concílio Anual da Comissão Executiva da Associação Geral realizado em Silver Spring, Maryland.

26/07/12

Os Adventistas citam muito a Lei e o A.Testamento

PERGUNTA: Os Adventistas citam muito o AT como prova das suas Doutrinas, especialmente a Lei e o Sábado. Já os cristãos encontram as suas orientações e doutrinas no NT.

RESPOSTA: Nós citamos muito o Antigo Testamento, como também citamos muito do Novo. Na verdade, nós não fazemos distinção de autoridade entre o Antigo e o Novo Testamento, e é por essa mesma razão que nós, somos cristãos. Acreditamos que toda a Bíblia, do Génesis ao Apocalipse, é inspirada por Deus e, portanto, com razão, o guia para as nossas vidas.

Algumas pessoas, quando discutem sobre a lei e o sábado, procuram estabelecer um contraste, ou mesmo conflitos entre o Antigo e o Novo Testamento, como se o primeiro fosse de pouco ou nenhum valor e completamente substituível por este último. Este falso contraste está na raiz de grande parte do raciocínio errado, que marca os argumentos daqueles que afirmam que a lei e o sábado foram abolidos na cruz.

A “Bíblia” dos apóstolos era o que hoje é conhecido como o Velho Testamento. Os primeiros escritos desses primeiros ministros cristãos não começaram a vir de suas penas vinte, trinta ou mais anos após a ascensão de Cristo. Também não existiam prensas de impressão e serviços de correio para rapidamente distribuir esses escritos. Só aos poucos é que eles ganharam circulação. É inteiramente razoável acreditar que, durante o primeiro século da era cristã o termo Escrituras, mencionado várias vezes no Novo Testamento, era amplamente entendido como o que chamamos de Antigo Testamento.

Cristo admoestou aos judeus “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim“ (João 5:39). E então ele acrescentou: “… se, de fato, crêsseis em Moisés, também creríeis em mim; porquanto ele escreveu a meu respeito. Se, porém, não credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras?” (João 5:46-47). A razão pela qual os discípulos não compreenderam os acontecimentos da semana da crucificação era que eles não entendiam corretamente as Escrituras, o Antigo Testamento. (Ver Lucas 24:27). No dia de sua ressurreição Ele mostrou-lhes como a Sua morte e ressurreição foram um cumprimento da profecia: “Então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras“ (Lucas 24:45).

Nem os apóstolos deram qualquer evidência de que deviam suprimir o Velho Testamento em favor de alguns escritos que eles começaram a produzir. Paulo escreveu a Timóteo: “…desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o

19/07/12

Um ateu garante: “ateísmo é moda”

O funcionário público Rafael Schroder, 23 anos, por muito tempo frequentou a igreja apenas por causa dos pais, que queriam vê-lo participar da catequese, da eucaristia e da crisma. Apesar disso, ele sempre teve muitas dúvidas sobre a religião, até chegar o momento em que deixou de acreditar até mesmo na existência de Deus.
Nesta entrevista, concedida ao programa “Na Mira da Verdade”, Schroder conta sobre sua trajetória no ateísmo até chegar ao conhecimento de Jesus, e se tornar um membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia na cidade Rio Claro, interior de São Paulo.
Na Mira da Verdade: Quando você se tornou ateu?
Schroder: Considerei-me um ateu a partir dos 16 anos de idade, quando me aprofundei na filosofia ateísta e passei a ver Deus como um fruto da fraqueza humana.
Na Mira da Verdade: Quais foram as questões que mais o inquietaram e o levaram ao ateísmo?
Schroder: Eu acreditava demais na ciência. Para mim, a ciência explicava tudo. Eu era e sou até hoje um apaixonado por assuntos astronômicos, gosto das ciências naturais, sempre filosofei muito sobre essas áreas. Enfim, gostava de pesquisar e entender tudo ao nosso redor e não trabalhava com a hipótese de haver um ser superior autor de tudo isso.
Eu tinha pavor de evangélico, pois acreditava serem todos “farinhas do mesmo saco”. Escândalos entre denominações religiosas, supostas aparições de Maria em vidros de janelas, pessoas que viam ou falavam com pessoas já falecidas, aparições de anjos, numerologia… Tudo isso era uma coisa só na minha cabeça e