01/02/13

1844: Coincidência ou Providência?

 Foram os eventos ocorridos no ano de 1844 apenas um acidente? Ou tem esse ano um significado mais profundo na compreensão bíblica do plano de Deus na história da redenção? Como adventistas do sétimo dia, deveríamos aceitar a segunda posição. Para nós, 1844 é o ano em que terminou a profecia dos 2300 dias de Daniel 8:14, o marco que assinala o início do julgamento pré-advento no céu, e a culminação do mais longo período profético da Bíblia, proclamando ao mundo que o fim não vai demorar e que a segunda vinda de Jesus está próxima.

O que muitos não sabem, inclusive entre os adventistas, é que 1844 é importante não apenas em relação à história sagrada, mas também em relação a outros eventos mundiais de grande magnitude que fazem desse ano uma espécie de divisor de águas. Antes, porém, vamos traçar a importância de 1844 para a Igreja Adventista do Sétimo Dia.
De um grande erro a uma poderosa mensagem
Por volta de 1840, muitos pregadores pelo mundo estavam proclamando que Jesus estava para voltar. O pesquisador Le Roy Edwin Froom indica que entre esses pregadores, de várias denominações cristãs, havia brancos, negros, mulheres e até mesmo crianças. Houve uma garota do campo na Europa que atraiu de três a quatro mil pessoas ao pregar sobre o fim do mundo. Grande foi o impacto que ela exerceu na vida de muitos.1
Nos Estados Unidos, foi a pregação e os escritos de Guilherme Miller, um fazendeiro que se tornou pregador, que despertou a paixão tanto de crentes quando de descrentes. Miller e seus associados proclamavam a seguinte mensagem: “Assim como o primeiro advento de Jesus Cristo foi predito em Daniel 9, Seu segundo advento é identificado em Daniel 8:14. Visto que a terra deve ser o ‘santuário’ a ser ‘purificado’, isso vai acontecer por meio do fogo quando Jesus voltar. Começando com 457 a.C., a profecia dos 2300 dias/anos de Daniel 8:14 culminará ao redor de 1843-1844. Jesus virá outra

28/01/13

É O Sacrifício de Jesus Antibíblico


No livro de Génesis, capítulo 22, Deus pede para Abraão sacrificar Isaque, seu filho unigénito. Deste episódio, podemos tirar muitas conclusões.
Vejamos alguns paralelos a partir do texto sagrado:
Ao mesmo tempo em que Abraão é pai de Isaque, ele também é filho de Deus. Como pai de Isaque, ele compreendeu de forma mais ampla a experiência de Deus ao entregar Seu único filho (João 3:16). Compreendeu o significado da substituição e da prefiguração de Jesus por aquele cordeiro que foi morto no lugar de Isaque. Jesus declara: “Abraão viu o meu dia e se alegrou” (João 8:56). Ele contemplou o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo morrendo no lugar de Isaque e de todos os pecadores (João 1:29).
Portanto, ao mesmo tempo em que Abraão é descrito como pai de Isaque, ele também é uma figura, um tipo do Pai que entregaria Seu único Filho, Jesus Cristo.
Agora vamos para o segundo personagem da história. Ao mesmo tempo em que Isaque era filho de

25/01/13

É PECADO PINTAR AS UNHAS?


Existem na Bíblia alguns princípios que devem nortear a vida do cristão. Infelizmente muitos costumes do mundo têm adentrado na igreja e isso já havia sido predito por Paulo quando disse: “nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes” (2 Timóteo 3:1-5).

O cristão deve ter a Bíblia como seu padrão normativo de fé e conduta e o primeiro princípio está no seguinte verso:

(1) “Portanto, quando vocês comem, ou bebem, ou fazem qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus” (1 Coríntios 10:31). Tudo deve ser feito para honrar o nome de Deus, quer seja com o vestuário, com o trabalho, dinheiro, passatempo, tudo para honrar Àquele que nos criou e com o Seu precioso sangue nos comprou!

O segundo princípio tem a ver com a “modéstia” e o “bom senso.”

(2) “Da mesma sorte, que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso, não

21/01/13

COMO COMPREENDER COLOSSENSES 1:15?

“…o primogénito de toda a criação” (Col. 1:15)


Ao longo da história do cristianismo, houve muitas discussões sobre o significado do termo “primogénito” (grego protótokos) quando usado em relação a Cristo. No Novo Testamento, Cristo é chamado “o Primogénito” (Hb 1:6), “o primogénito de toda a criação” (Cl 1:15), “o Primogénito dos mortos” (Ap 1:5), “o primogénito de entre os mortos” (Cl 1:18) e “o primogénito entre muitos irmãos” (Rm 8:29).

Para entender essa questão, é importante ter em mente que, entre os israelitas, todo o primogénito deveria ser consagrado ao Senhor (Êx 13:1-16; ver Lc 2:22-24), recebendo herança “dobrada” em relação aos demais irmãos (Dt 21:15-17). Embora o termo “primogénito” seja normalmente usado para designar o primeiro filho de um casal, ele é também empregado na Bíblia em relação a um dos demais filhos, que não o mais velho, mas que se tenha destacado entre os seus irmãos. É neste sentido que Deus qualificou a Israel, que não era a nação mais antiga da terra, de

14/01/13

COMO APRENDER A LIDAR COM A TENTAÇÃO?


“É verdade que, por causa de um só homem e por meio do seu pecado, a morte começou a dominar a raça humana. Mas o resultado do que foi feito por um só homem, Jesus Cristo, é muito maior! E todos aqueles que Deus aceita e que recebem como presente a sua imensa graça reinarão na nova vida, por meio de Cristo” Romanos 5:17.

Houve apenas duas histórias de tentações desde o começo dos tempos. A tentação do primeiro Adão no Jardim que levou à queda do homem. E a tentação do segundo Adão, Jesus Cristo, que levou à queda de Satanás. Todas as tentações acabam como uma das duas. Ou cairemos como Adão caiu, ou ficaremos firmes como Jesus ficou e veremos Satanás cair.

A tentação é sempre um atalho. É o jeito de Satanás de lhe oferecer agora o que Deus quer lhe dar no futuro. Essa é a razão pela qual existem tantas pessoas praticando sexo antes do casamento nos dias de hoje. Satanás diz: “Você pode ter isso agora”. O que ele não diz é o preço e as consequências.

Satanás diz: “Eu posso fazer você ser alguém… posso ajudar sua imagem… posso lhe dar a diversão

18/12/12

É a Oração Necessária?


Orar é ter a comunhão com o Pai um contacto vital e pessoal com Deus que é mais do que suficiente. Nós devemos estar em constante comunhão com Ele “Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos. E os seus ouvidos estão atentos (abertos) a sua oração (1Pedro 3:12)
 A oração que produz resultado tem que ser baseada na palavra de Deus. “Porque a palavra de Deus é viva e cheia de poder tornando-a activa, energética e eficaz; é mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, penetrando até a linha divisória do fôlego da vida e do espírito e das juntas e medulas isto é as partes mais intimas da nossa natureza expondo, separando, avaliando e julgando os pensamentos do coração.
 Orar é esta palavra “VIVA” na nossa boca. A nossa boca deve

11/12/12

OS ADVENTISTAS CITAM MUITO O AT COMO PROVA DAS SUAS DOUTRINAS


Objeção: Os Adventistas citam muito o AT como prova das suas Doutrinas, especialmente a Lei e o Sábado. Já os cristãos encontram as suas orientações e doutrinas no NT.

RESPOSTA: Nós citamos muito o Antigo Testamento, como também citamos muito do Novo. Na verdade, nós não fazemos distinção de autoridade entre o Antigo e o Novo Testamento, e é por essa mesma razão que nós somos cristãos. Acreditamos que toda a Bíblia, do Génesis ao Apocalipse, é inspirada por Deus e, portanto, com razão, o GUIA para as nossas vidas.
 
Algumas pessoas, quando discutem sobre a Lei e o Sábado, procuram estabelecer um contraste, ou mesmo conflitos entre o Antigo e o Novo Testamento, como se o primeiro fosse de pouco ou nenhum valor e completamente substituível por este último. Este falso contraste está na raiz de grande parte do raciocínio errado, que marca os argumentos daqueles que afirmam que a Lei e o Sábado foram abolidos na cruz.

A “Bíblia” dos apóstolos era o que hoje é conhecido como o Velho Testamento. Os primeiros escritos dos primeiros cristãos não começaram a surgir vinte, trinta ou mais anos após a ascensão de Cristo. Também não existiam prensas de impressão e serviços de correio para rapidamente distribuir esses escritos. Só aos poucos é que eles ganharam circulação. É inteiramente razoável acreditar que, durante o primeiro século da era cristã o termo Escrituras, mencionado várias vezes no Novo Testamento, era amplamente entendido como o que chamamos Antigo Testamento.
 
Cristo admoestou os judeus “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim“ (João 5:39). E então ele acrescentou: “… se, de fato, crêsseis em Moisés, também creríeis em mim; porquanto ele escreveu a meu respeito. Se, porém, não credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras?” (João 5:46-47). A razão pela qual os discípulos não compreenderam os acontecimentos da semana da crucifixão era que eles não entendiam corretamente as Escrituras, o Antigo Testamento. (Ver Lucas 24:27). No dia da ressurreição Ele mostrou-lhes como a Sua morte e ressurreição foram um cumprimento da profecia: “Então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras“ (Lucas 24:45).
 
Nem os apóstolos deram qualquer evidência de que deviam suprimir o Velho Testamento em favor de alguns escritos que eles começaram a produzir. Paulo escreveu a Timóteo: “…desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (2 Timóteo 3:15-17).
 
Tanto Cristo como os apóstolos citavam repetidamente o Antigo Testamento para a confirmação de seus ensinamentos. Para Satanás, Cristo disse: “Está escrito”, e três vezes citou o Antigo Testamento. (Ver Mateus. 4:4-10). Ele repreendeu os escribas e fariseus, citando o quinto mandamento, do livro do Êxodo, e citando as palavras de Isaías. (Ver Mateus. 15:1-9). Veja também o diálogo de Cristo com o jovem rico e com o doutor da Lei (Mateus 19:16-19, Lucas 10:25-28). Textos de grande importância, nestas referências ao Antigo Testamento estão de forma objetiva citações aos Dez Mandamentos.
 
Como pôde Paulo provar que todos os homens, judeus e gentios, eram culpados diante de Deus e, portanto, tinham necessidade da salvação oferecida por Cristo? Citando o Antigo Testamento. (Veja Romanos 3:9-18). E como sabia ele que era um pecador perante Deus e necessitava do evangelho? Chamando à mente o que foi escrito no Antigo Testamento, mais especificamente o que foi escrito nos Dez Mandamentos (Veja Romanos 7:7). Para a igreja de Roma, Paulo ordenou: “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei.” (Romanos 13:8). Ele professa estar estabelecendo um novo código, o qual foi o resultado de uma nova revelação a ele dada? Não. Ele cita o Antigo Testamento, especificamente os Dez Mandamentos. (Ver os versículos 9 e 10 de Romanos 13) E como é que Paulo apoiava o seu apelo para os filhos obedecerem a seus pais? Citando o Antigo Testamento, especificamente os Dez Mandamentos. (Cf. Efésios 6:1-3).
 
Como desenvolveu Tiago o seu argumento de se ter “respeito às pessoas”, ele estabeleceu novas leis? Não. Ele cita o Antigo Testamento, concentrando-se nas citações dos Dez Mandamentos. (Veja Tiago 2:8-12). E que prova ofereceu Pedro em apoio à sua declaração de que deveríamos ser “santos”? “porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.” (1 Pedro 1:16). A prova é uma citação de Levítico 11:44 “Eu sou o SENHOR, vosso Deus; portanto, vós vos consagrareis e sereis santos, porque eu sou santo“.
 
As Escrituras, do Génesis ao Apocalipse, são um todo. A fonte do Antigo e do Novo Testamento é a mesma: a inspiração do Espírito de Deus. O seu objetivo é o mesmo: desdobrar o plano de Deus, revelar a Cristo, alertar contra o pecado, e apresentar o santo e correto padrão de Deus.
 
Alguém há muito bem observou: O Novo Testamento está escondido no Antigo, o Velho Testamento é revelado no Novo. Podemos compreender melhor a promessa no último livro da Bíblia, de uma recriação, uma nova terra, e uma árvore da vida, quando nos voltamos para o primeiro livro da Bíblia que os descreve. A terra boa, com a sua árvore original da vida, que saiu das mãos de Deus quando Ele primeiro criou este mundo. Compreendemos melhor o significado da cruz, e as palavras de Cristo: “E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo”, quando lemos o relato da queda do homem.
 
Nós não devemos esquecer que os títulos “Antigo Testamento” e “Novo Testamento” são títulos dados pelo homem. Os escritores da Bíblia, portanto, não dividiam assim as Escrituras. Ambos os Testamentos tratavam sobre o drama do pecado e da salvação. O Antigo Testamento apresenta a promessa de uma nova terra e um novo pacto, bem como retrata as iniquidades do homem desde os primeiros dias. O Novo Testamento descreve em pormenor o “velho homem” do pecado e o antigo problema da rebelião do homem, bem como descreve o “novo homem” em Jesus Cristo e as glórias de um mundo vindouro.
 
A inter-relação do Antigo Testamento com o Novo, a dependência um do outro, jamais foi compreendida pelo nosso adversário, o Diabo. É por isso que ele há muito tempo começou seus ataques contra a Bíblia, procurando minar a historicidade e autenticidade do Velho Testamento. Foi nesse ponto que a maior crítica a Bíblia começou. E com o velho destruído, o novo logo desmorona por falta de fundamento histórico e significado. É compreensível que os modernistas devam ter tido necessidade de minimizar a autoridade espiritual e o significado do Antigo Testamento. Mas o que é inexplicável é a atitude de alguns que se consideram fundamentalistas no que diz respeito ao Antigo Testamento.
 
Qual a razão de procurem rasgar em duas a túnica de uma única peça que é a Escritura? Porque estabelecem a doutrina de que uma santa ordem de Deus no Antigo Testamento deve aguardar ser reestabelecida no Novo antes que tenha autoridade na Era Cristã, quando o registo é claro de que os escritores do Novo Testamento, citavam o Velho, não apenas para informar os seus leitores que determinada passagem do Velho ainda era obrigatória, mas para corroborarem que as suas declarações recentemente proferidas no Novo Testamento concordavam com o velho e, portanto, eram igualmente vinculativas. Por outras palavras, os apóstolos, lembravam os seus leitores que os “homens santos de Deus” nos “velhos tempos” falaram inspirados pelo Espírito Santo, desejava que estes leitores vissem que eles, os apóstolos, falavam pelo mesmo Espírito Santo. (2 Pedro 1:21) Assim, repetidamente citavam em apoio à sua fundamentação doutrinária as admoestações e palavras dos homens “santos” que escreveram o Antigo Testamento.
 
É verdade que os rituais cerimoniais descritos no Antigo Testamento expiraram, por prescrição, na cruz, para, em seguida, a sombra conhecer a realidade. E os escritores do Novo Testamento, especificamente atestaram, que esses ritos, conforme definidos em uma série de leis cerimoniais, tinham chegado ao fim. Mas esse fato em nada faz o Velho Testamento inferior ao Novo ou justifica a alegação de que o novo suplantou o antigo.
 
Extraído do Livro “Answers to objections – Respostas a Objeções” de Francis D.Nichol págs 15 e 16.

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