28/08/13
06/08/13
Só o Pai é Deus? De maneira alguma! (João 17:3)
João 17:3 afirma que Deus Pai é o único ser absolutamente divino? Não é isso o que o texto diz. Leiamos:
“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”.
Alguns têm usado essa declaração de Jesus para negar a absoluta divindade de Cristo, tão bem definida em Isaías 9:6, que O chama de “Pai da Eternidade”; em Atos 3:15, que o qualifica como “Autor da Vida”; e tão claramente definida (entre muitos outros textos) em Colossenses 2:9, onde Jesus é apresentado como um ser absolutamente divino em quem “habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade”.
Todavia, se em João 17:3 Cristo estivesse dizendo que o Pai é “o único Deus verdadeiro” em comparação com Ele mesmo, teríamos de supor que Cristo é um deus falso. Percebe o grande problema? Cristo estaria depondo contra si mesmo, pois a Bíblia diz que Ele é Deus (Jo 1:1-3; Rm 9:5). Não tem como a Bíblia chamá-Lo de Deus e Ele mesmo afirmar que só o Pai é verdadeiro (e Ele, Jesus, falso), entende? Deus sempre será a verdade (Jr 10:10) e Cristo faz parte dessa divindade que é a verdade (ver Jo 14:6).
Em sua oração sacerdotal em João 17, Jesus não está contrastando Sua natureza com a do Pai, e sim contrastando a natureza divina do Pai com os falsos deuses pagãos. Ele está focando “a necessidade de as pessoas reconhecerem o único Deus verdadeiro em oposição aos ídolos e outros falsos deuses”, e também enfatiza nesse texto “a necessidade de reconhecê-Lo como meio de Salvação”[1].
Quando a Bíblia compara a Jesus com o Pai, ela não apresenta apenas Deus Pai como Deus Verdadeiro. Veja o que o mesmo autor do evangelho de João escreveu em sua 1ª Carta:
“Sabemos também que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento, para que conheçamos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1Jo 5:20).
Note que nesse texto o apóstolo João chama a Jesus de Deus verdadeiro e fonte de vida eterna.
Por isso, os antitrinitarianos (os que são contra a doutrina da Trindade) não deveriam usar João 17:3 para negar a absoluta divindade de Jesus Cristo. Fazer isso é desrespeitar o texto bíblico e tirar dele uma ideia que não existe.
Além disso, noutro contexto, em João 10:30, quando Jesus comentou sobre Sua relação com o Pai, Ele se colocou no mesmo nível de Deus, ao ponto de quererem apedrejá-Lo por blasfêmia (Jo 10:31-33). Em João 10:30 Ele afirmou claramente que Ele e o Pai eram “um” no sentido de serem unidos tanto em amor quanto na essência divina (veja-se também Colossenses 2:9).
Esse conceito de unidade essencial entre as Três Pessoas da divindade combate qualquer tipo de politeísmo porque, ao contrário da doutrina bíblica da Trindade, que ensina existir Três Pessoas distintas que formam a divindade e que possuem a mesma essência (Mt 28:19; Jo 14:16; 2Co 13:13, etc), o politeísmo ensina existirem deuses com diferentes essências divinas e distintos poderes. Enquanto que a doutrina da Trindade iguala as Pessoas que formam a divindade, o politeísmo desiguala, apresentando um deus melhor e mais poderoso do que outro.
Desse modo, o conceito de Triunidade encontrado na Bíblia nada tem a ver com politeísmo, como afirmam alguns que estão desinformados em relação ao assunto.
DOIS TIPOS DE TEXTOS SOBRE JESUS
Algumas pessoas sinceramente não sabem (outros, ignoram) que na Bíblia há pelo menos dois tipos de versículos que tratam da natureza de Cristo. Precisamos considerá-los juntos, se quisermos aprender tudo aquilo que nos foi revelado sobre a Pessoa de Jesus na Bíblia.
Nas Escrituras encontramos textos que mostram o Salvador no mesmo nível que Deus Pai (Colossenses 2:9) e versos que O mostram numa condição inferior ao Pai (João 14:28).
- Os versículos que colocam a Cristo no mesmo patamar que as demais pessoas da divindade se referem a Ele em Sua natureza divina.
- Já os versos que apresentam a Jesus numa condição “inferior” se referem a Ele em Sua condição encarnada, na qual se encontra subordinado ao Pai.
Essa subordinação de Cristo é apenas funcional e não essencial. Devido à Sua encarnação, Ele assumiu uma função inferior ao Pai, limitando voluntariamente até mesmo a própria Onisciência (Mt 24:36). Porém, na sua essência como Deus, Cristo em nada difere do Pai, tanto que reassume totalmente Sua Onisciência após Sua ascensão: “[...] para que o coração deles seja confortado e vinculado juntamente em amor, e eles tenham toda a riqueza da forte convicção do entendimento, para compreenderem plenamente o mistério de Deus, Cristo, em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos”.
Resumindo, podemos dizer, como Geisler e Howe[2]:

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Espero que essas breves considerações tenham lhe ajudado. Caso queira se aprofundar ainda mais no estudo da doutrina da Trindade, recomendo umas poucas obras que lhe serão bastante úteis:
- A Trindade: como entender os mistérios da pessoa de Deus na Bíblia e na história do cristianismo, de Woodrow Whidden, Jerry Moon e John W. Reeve. Pode ser adquirida com a Casa Publicadora Brasileira pelo site www.cpb.com.br ou pelo telefone 0800-979 0606.
- A Doutrina do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento, de Stanley M. Horton. Esse material foi publicado em língua portuguesa pela Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) e pode ser adquirido no site www.cpad.com.br
- Evangelismo, de Ellen G. White. Nas páginas 613 a 617 ela apresenta declarações belíssimas sobre a divindade de Cristo e a personalidade e divindade do Espírito Santo. O material também é da Casa Publicadora Brasileira.
- A Teologia Sistemática de Norman Geisler também poderá ser bastante útil em sua pesquisa. No vol. 1, cap. 12, intitulado “A Unidade e a Trindade de Deus”, há inclusive uma seleção de textos que comprovam a identificação de Cristo com Javé do Antigo Testamento. Essa obra também pode ser adquirida através da CPAD.
Um abraço e que Deus lhe abençoe ricamente!
05/08/13
A Revelação de Deus é Progressiva
Deus é amor! Amor maravilhosamente revelado e transmitido. Amor nem sempre compreendido pelos seres humanos em face de tanta desgraça e destruição. Amor tão infinito que moveu Deus a dar “Seu filho unigénito para que todo aquele que n´Ele crê não pereça mas tenha a vida eterna” (João 3:16).
Necessitamos conhecer esse amor, conhecer esse Deus. Para isso, precisamos saber como Deus se revela e o que Ele tem revelado à humanidade. O grande propósito dessa revelação é demonstrar com clareza quem é Deus, Seu caráter, Sua pessoa, Seus planos. Quando conhecemos isto então poderemos aceitar o convite para sermos Seus amigos. Ele diz: “Com amor eterno te amei, por isso com bondade te atraí” (Jeremias 31:3). Deus deseja nos atrair para Ele pela força de Seu grande amor.
Mas, como podemos conhecer a Deus? Uma das maneiras de conhecermos a Deus é através da Natureza. Davi, o grande salmista, disse: “Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de Suas mãos” (Salmo 19:1).
Podemos ver Deus na Natureza. Ele é retratado no lindo pôr-do-sol, no grandioso oceano, na calma de um riacho, no vôo tranqüilo dos passarinhos.
Podemos pensar nEle ao contemplarmos o céu pontilhado de estrelas, os campos verdejantes e as lindas flores. Através da Natureza podemos aprender muito sobre o amor de Deus.
A revelação que a Natureza nos dá de Deus é muito importante. Suas obras maravilhosas nos fazem lembrar do amor e cuidado que Ele tem por todas as criaturas. E, mais: nos lembra também o fato de que Ele é o Criador e nós somos Seus filhos.
No entanto, a revelação da natureza não é completa. Há em toda parte evidências dos efeitos do mal. As flores secam, o calor excessivo maltrata, o rigor do inverno castiga, os animais sofrem e até nos cenários mais perfeitos vemos sinais de destruição. Mas, mesmo assim, podemos reconhecer a existência de um Deus que criou todas as coisas.
Deus também é revelado em Sua Palavra, a Bíblia. Através das Escrituras Sagradas podemos conhecer o caráter de um Deus que é misericórdia, bondade, justiça, paciência. Nas páginas do Livro de Deus vemos Sua vontade expressa em palavras e o desejo que Ele tem de que todos sejamos salvos.
Todavia, com nossa mente limitada, é possível que na própria Bíblia não consigamos obter uma completa compreensão de Deus, Seu caráter, e de como realmente Ele é. Mas, há uma revelação perfeita e completa. Jesus Cristo é essa revelação!
Os discípulos não compreendiam bem a Deus e nem O conheciam direito. Porém, queriam conhecer. Então se aproximaram de Jesus e Felipe, um dos doze, disse: “Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta.” E, Jesus, respondeu dizendo: “Felipe, há tanto tempo estou convosco e não Me tendes conhecido? Quem vê a Mim, vê o Pai” (João 14:8 e 9).
A missão de Jesus foi vir e demonstrar como o Pai é realmente e estabelecer a comunhão da humanidade com a divindade. Portanto, o melhor meio de conhecer a Deus é conhecer a Jesus. Ele disse: “Se vós me tivésseis conhecido, conheceríeis também a Meu Pai” (João 14:7).
Muitos pintam a Deus num quadro de severidade, como um juiz tirano pronto a castigar e praticar vingança. E a Jesus enquadram numa tela que retrata mansidão, bondade, misericórdia. Mas nosso Senhor demonstrou que essa é uma teoria falha. Ele deixou claro que na tarefa de “buscar e salvar o que se havia perdido” não estava sozinho. Nesta missão, tudo o que Ele fez e falou, foi em harmonia e em conjunto com o Pai. O próprio Cristo afirmou: “Em verdade, em verdade vos digo que o Filho nada pode fazer de Si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai, porque tudo o que Este fizer, o Filho também semelhantemente o faz” (João 5:19). Logo, por conseqüência, essa diferença entre Deus e Jesus não existe.
O fato é que, no coração, tanto de Deus como de Jesus, a misericórdia é igual à justiça. Na cruz nós vemos e compreendemos perfeitamente a união desses dois atributos divinos. O apóstolo Paulo complementa dizendo que “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (II Coríntios 5:19).
Sim, amigo, Jesus é a revelação completa e perfeita de Deus pois Ele mesmo é plenamente Deus e, por isso, o Único que pode apresentar-nos ao Pai como realmente Ele é.
Diante de tudo isso, cabe a pergunta: precisamos realmente conhecer a Deus e o que Ele tem revelado de Si mesmo? Essa é uma pergunta importante. Jesus disse que “vida eterna é conhecer a Deus e a Cristo” (João 17:3).
Se realmente algumas pessoas pensam que tudo nesta vida acaba por aqui mesmo, talvez rejeitem qualquer conhecimento de Deus e de Jesus. Tenho certeza de que você não pensa assim. Sei que lá no fundo do coração, você sente que o homem foi feito para uma vida superior e que tudo não termina num buraco frio e escuro de qualquer cemitério, então você e eu precisamos conhecer a Deus e a Jesus.
Este conhecimento é a diferença entre a vida e a morte. E Deus quer que tenhamos vida e vida em abundância. Deus não tem prazer na morte de ímpios e pecadores, antes quer que todos cheguem ao arrependimento; por isso veio Jesus, a revelação perfeita, demonstrar em palavras e atos este desejo do Pai celestial que tudo ama e cuida de Seus filhos. Aceitaremos seu convite para conhecermos Sua revelação? Meu é que você possa compreender o grande valor desta oferta de amor e que possa aceitá-la para conhecer a Deus e Seu grande amor por todos nós.
02/08/13
Qual a Relação entre o Anticristo e a Nova Era
“A Nova Era” é um
termo usado para descrever um coquetel de práticas, filosofias e crenças
fundamentadas no espiritualismo moderno, no humanismo secular e nas religiões
místicas, vindas do Oriente.
Embora entrelaçada em todos os campos da atividade humana –
literatura, música, teatro, filmes, novelas, terapias alternativas, educação,
história em quadradinhos, horóscopo, cristais, pirâmides, ecologia e alimentação
– a Nova Era é um movimento difícil de ser identificado. Isso porque não tem um
corpo organizado, nem uma estrutura religiosa, nem princípios doutrinários
escritos e nem segue um líder visível. No entanto, está em todas as partes,
conquistando homens, mulheres, crianças, ateus, racionalistas, religiosos,
donas de casa, empresários e profissionais liberais. A Nova Era tem atividades
para todos os gostos e preferências.
24/07/13
Permitiu Deus que Raabe Mentisse?
Como explicar o fato da prostituta Raabe ter escondido os
espias de Josué, e ter mentido a esse respeito (Jos 2), e Deus ainda usar de
misericórdia para com ela e seus familiares? (Jos 6:22-25)
Somos propensos, muitas vezes, a pensar que Deus, para ser
justo, deve restringir a Sua oferta de salvação apenas às pessoas moralmente
dignas. Mas a mensagem bíblica, revelada tanto no Antigo Testamento como no
Novo, é que a oferta de salvação é extensiva a todos os pecadores.
São de Cristo as palavras: “Os sãos não precisam de médico,
e sim os doentes. Não vim chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento” (Luc
5:31 e 32). Em Isaías 1:18 é apresentado o convite: “Vinde, pois, e arrazoemos,
diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se
tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se
tornarão como a lã.”
A experiência da prostituta Raabe é uma das mais belas
histórias de salvação pela graça “mediante a fé” (Ef 2:8) encontradas nas
páginas
16/07/13
Jogos electrónicos X Comportamento infantil
“Em Sua sabedoria o Senhor determinou que a família seja a
maior dentre todos os fatores educativos. É no lar que a educação da criança
deve iniciar-se. Ali está a sua primeira escola. Ali, tendo seus pais como
instrutores, terá a criança de aprender as lições que a devem guiar por toda a
vida - lições de respeito, obediência, reverência, domínio próprio. As
influências educativas do lar são uma força decidida para o bem ou para o mal.
São, em muitos sentidos, silenciosas e graduais, mas, sendo exercidas na
direção devida, tornam-se fator de grande alcance em prol da verdade e justiça.
Se a criança não é instruída corretamente ali, Satanás a educará por meio de
fatores de sua escolha. Quão importante, pois, é a escola do lar!” Conselhos
aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 107.
__________
Hoje em dia muitos pais recorrem aos consultórios de
psicologia em busca de ajuda sobre o comportamento dos seus filhos. Dizem: “O meu
filho é hiperactivo; é agressivo na escola; não consegue concentrar-se; tem deficit
de atenção; tem dificuldade de aprendizagem…” enfim as reclamações são muitas e
estão aumentando cada vez mais à medida que os anos passam.
Será que podemos afirmar que o comportamento destas crianças
pode estar relacionado com o que vêem e/ou jogam? A resposta é SIM! Os jogos electrónicos
muitas vezes consomem uma quantidade considerável de tempo de uma criança e
produzem efeitos negativos. Vejamos alguns deles:
Isolamento social: de acordo com o National Institute on
Media e da Família, crianças que gastam uma quantidade de tempo jogando
videogames podem tornar-se socialmente isoladas. Muitas vezes, elas acabam
gastando a maioria de seu tempo na frente do computador ou jogo e tornam-se
menos envolvidos em relacionamentos reais.
Violência: apesar da violência nos jogos de vídeo ser uma
preocupação entre alguns pais e a sociedade, sua quantidade não tem abrandado,
pelo contrário tem sido cada vez mais real. Esta repetida visualização de atos
violentos cometidos pelo jogador, bem como as recompensas dadas para cometer
estes atos, pode dessensibilizar as crianças a este comportamento inaceitável
no mundo real.
Problemas de concentração e irritabilidade: segundo o
professor de neurologia (Akio Mori) da Universidade
03/07/13
Jesus é o Cordeiro de Deus

Quando Jesus é chamado de Cordeiro de Deus em João 1:29 e João 1:36, é uma referência ao fato de que Ele é o sacrifício perfeito e definitivo pelo pecado. Para podermos compreender quem Cristo era e o que Ele fez, precisamos começar no Velho Testamento, onde encontramos as profecias sobre a vinda de Cristo como “expiação do pecado” (Isaías 53:10). Na verdade, o sistema de sacrifícios estabelecido por Deus no Velho Testamento preparou o terreno para a vinda de Jesus Cristo – o perfeito sacrifício que Deus providenciou como expiação pelos pecados de Seu povo (Romanos 8:3; Hebreus 10).
O sacrifício de cordeiros fez um papel muito importante na
vida religiosa dos judeus e no seu sistema de sacrifícios. Quando João Batista
se referiu a Jesus como o “Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo” (João
1:29), os judeus que o escutaram provavelmente pensaram imediatamente em um dos
vários sacrifícios importantes. Com a época da páscoa judaica se aproximando, o
primeiro pensamento pode ter sido o sacrifício do cordeiro da páscoa. A festa
da páscoa era uma das mais importantes festas judaicas e uma celebração em
memória de quando Deus livrou os israelitas da escravidão no Egito. Na verdade,
o sacrifício do cordeiro da páscoa e o processo de marcar com sangue as ombreiras
e as vergas da porta das casas para o anjo da morte passar pelas pessoas que
estavam “cobertas pelo sangue” (Êxodo 12:11-13) é um lindo retrato do trabalho
expiatório de Cristo na cruz.
Um outro sacrifício importante que envolvia cordeiros era os
sacrifícios diários no Templo de Jerusalém. Todas as manhãs e tardes, um
cordeiro era sacrificado no Templo pelos pecados do povo (Êxodo 29:38-42).
Esses sacrifícios diários, como todos os outros, tinham como propósito apenas
direcionar as pessoas para o sacrifício perfeito de Cristo na cruz. Na verdade,
a hora da morte de Jesus na cruz corresponde à hora do sacrifício noturno que
estaria sendo realizado no Templo. Os judeus daquele tempo também teriam
conhecimento dos profetas do Velho Testamento como Jeremias e Isaías, cujas
profecias previram a vinda daquele que seria como “cordeiro levado ao
matadouro” (Jeremias 11:19; Isaías 53:7) e cujo sofrimento e sacrifício
providenciariam a redenção para Israel. Naturalmente, a pessoa que foi
profetizada pelos profetas do Velho Testamento era Jesus Cristo, “o Cordeiro de
Deus”.
Enquanto a ideia de um sistema de sacrifícios pode nos
parecer estranha nos dias de hoje, o conceito de pagamento ou restituição ainda
é um que podemos facilmente entender. Sabemos que o salário do pecado é a morte
(Romanos 6:23) e que nossos pecados nos separam de Deus. Também sabemos que a
Bíblia ensina que somos todos pecadores e que nenhum de nós é justo diante de
Deus (Romanos 3:23). Por causa de nosso pecado, somos separados de Deus, e permanecemos
culpados diante d´Ele; portanto, a única esperança que podemos ter é se Deus
vai providenciar um caminho para nos reconciliar a Ele e foi isso o que Ele fez
ao mandar Seu Filho Jesus Cristo para morrer na cruz. Cristo morreu para fazer
expiação pelo pecado e para pagar pela penalidade dos pecados daqueles que têm
colocado sua fé n´Ele.
É através de Sua morte na cruz como o sacrifício perfeito de
Deus pelo pecado e pela Sua ressurreição três dias depois que agora podemos ter
vida eterna se acreditarmos nEle. O fato de que Deus mesmo tem providenciado o
sacrifício que expia (paga) pelo nosso pecado é parte da gloriosa boa notícia
do Evangelho que é tão claramente descrita em 1 Pedro 1:18-21: “sabendo que não
foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do
vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue,
como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com
efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por
amor de vós que, por meio dele, tendes fé em Deus, o qual o ressuscitou dentre
os mortos e lhe deu glória, de sorte que a vossa fé e esperança estejam em
Deus.”
JESUS, O CORDEIRO DE DEUS.
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