23/12/13

No Sacrifício de Cristo na Cruz, Morreu a Sua Natureza Humana e Divina?

Este é um assunto complexo e de fácil distorção, no qual muitos são tentados a substituir a revelação divina por suas próprias teorias especulativas. Mas existem algumas declarações inspiradas que nos ajudam a compreender melhor o assunto. Por exemplo, em Isaías 9:6, Cristo é chamado de “Pai da Eternidade”. Em João 11:25, Ele mesmo afirma: “Eu sou a ressurreição e a vida”. Em João 10:17, 18, Ele acrescenta: “porque Eu dou a Minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de Mim; pelo contrário, Eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la.” E no livro O Desejado de Todas as Nações, p. 530, Ellen G. White diz: “Em Cristo há vida original, não emprestada, não derivada.”
Em harmonia com essas declarações, Ellen

White argumenta no livro Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 301: “Aquele que disse: ‘Dou a Minha vida para tornar a tomá-la’ (João 10:17), ressurgiu do túmulo para a vida que estava nEle mesmo. A humanidade morreu; a divindade não morreu. Em Sua divindade, possuía Cristo o poder de romper os laços da morte. Declara Ele que tem vida nEle mesmo, para dar vida a quem quer. [...] É Ele a fonte, o manancial da vida. Unicamente Aquele que tem, Ele só, a imortalidade, e habita na luz e vida, podia dizer: ‘Tenho poder para a dar [a vida], e poder para tornar a tomá-la.’ João 10:18.”

Nos comentários de Ellen White em The Seventh-day Adventist Bible Commentary, v. 5, p. 1.113, o mesmo conceito é corroborado: “Foi a natureza humana do Filho de Maria transformada na natureza divina do Filho de Deus? Não. As duas naturezas foram misteriosamente fundidas em uma pessoa – o homem Cristo Jesus. Nele habitou corporalmente toda a plenitude da Divindade [Cl 2:9]. Ao ser Cristo crucificado, foi Sua natureza humana que morreu. A Divindade não sucumbiu nem morreu. Isso teria sido impossível. [...] Quando a voz do anjo foi ouvida dizendo: ‘O Teu Pai Te chama’, Aquele que havia dito: ‘Eu dou a Minha vida para a reassumir’ [Jo 10:17] e ‘Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei’ [Jo 2:19], ressurgiu da sepultura para a vida que havia em Si mesmo. A Divindade não morreu. A humanidade morreu; mas Cristo agora proclama sobre o sepulcro de José: ‘Eu sou a ressurreição e a vida’ [Jo 11:25]. Em Sua divindade Cristo possuía o poder de romper os laços da morte. Ele declara ter vida em Si mesmo para conceder a quem Ele quiser.”

Nas Meditações Matinais de Ellen G. White publicadas sob o título Exaltai-O! (1992), p.346, ela acrescenta: “Jesus Cristo depôs o manto real, Sua régia coroa e revestiu Sua divindade com a humanidade, a fim de tornar-Se um substituto e penhor pelo género humano, para que, morrendo em forma humana, por Sua morte pudesse destruir aquele que tinha o poder da morte. Ele não poderia ter feito isso como Deus; mas, tornando-Se como o homem, Cristo podia morrer. Pela morte venceu a morte.”

Mas, se mesmo “a vida de um anjo não poderia pagar a dívida” pela queda da raça humana (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 64, 65), seria suficiente que apenas a natureza humana de Cristo morresse na cruz? Este é, sem dúvida, um mistério para o qual não temos todas as respostas. No entanto, não devemos nos esquecer de que Cristo veio como o “último Adão” (1Co 15:45) para pagar o preço pelo resgate da raça humana (ver Rm 5:12-21; 1Co 15:20-22). Ele morreu como homem por todos os seres humanos. Além disso, Cristo morreu a “segunda morte” (Ap 2:11; 20:6, 14; 21:8) da qual não existe ressurreição de criaturas. Como essa morte representa a eterna alienação da criatura do seu Criador, somente Aquele que tem vida em Si mesmo poderia ressuscitar dessa morte.

Portanto, mesmo que não tenhamos respostas a todas as indagações que possam surgir com respeito ao “mistério da piedade” (1Tm 3:16), pela fé aceitamos as declarações inspiradas que nos dizem que na cruz morreu apenas a natureza humana de Cristo, e não a Sua natureza divina, que ficou misteriosamente velada durante a encarnação.


Texto de autoria do Dr. Alberto Timm Revista do Ancião (abril – junho de 2009).

08/12/13

Qual é a Função dos Anjos no Presente?


Um anjo da guarda é designado a todo seguidor de Cristo. Estes vigias celestiais protegem aos justos do poder maligno. Isto, o próprio Satanás reconheceu, quando disse: “Porventura, teme Jó a Deus debalde? Porventura, não o cercaste Tu de bens a ele, e a sua casa, e a tudo quanto tem?” Jó 1:9, 10. O agente pelo qual Deus protege a Seu povo é apresentado nas palavras do salmista: “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem, e os livra.” Salmos 34:7. Disse o Salvador, falando daqueles que nEle crêem: “Vede, não desprezeis algum destes pequeninos, porque Eu vos digo que os seus anjos nos Céus sempre vêem a face de Meu Pai.” Mateus 18:10. Os anjos designados para ministrarem aos filhos de Deus têm em todo tempo acesso à Sua presença.
Não sabemos que conseqüências terão um dia, uma hora ou um momento, e nunca devemos começar o dia sem encomendar nossos caminhos ao Pai celeste. Anjos Seus são comissionados para cuidarem de nós, e se nos colocarmos sob sua proteção, no tempo de perigo estarão ao nosso lado. Quando inconscientemente estivermos em perigo de exercer influência má, os anjos estarão ao nosso lado, orientando-nos para um melhor procedimento, escolhendo-nos as palavras, e influenciando-nos as ações.
Os anjos de Deus estão ao nosso redor. … Oh, deveríamos saber essas coisas, temer e tremer, e assim pensar muito mais do que o havemos feito, no poder dos anjos de Deus que nos vigiam e guardam. … Os anjos de Deus são comissionados pelo Céu a fim de guardar os filhos dos homens, e ainda assim estes se afastam da influência protetora daqueles, dirigindo-se para onde possam ter comunicação com os anjos maus. … Oh, pudéssemos todos obedecer ao mandado do apóstolo! 2 Coríntios 6:17, 18.
Anjos são enviados para ministrar aos filhos de Deus que são fisicamente cegos. Anjos guardam os seus passos e livram-nos de milhares de perigos que, desconhecidos a eles, juncam o seu caminho.
Eu iria escrever hoje sobre Cristo andando sobre o mar e acalmando a tempestade. Oh! como essa cena impressionou-me a mente! … A majestade de Deus e Suas obras tomou posse de meus pensamentos. Ele segura os ventos em Suas mãos, Ele controla as águas. Seres finitos, simples pontinhos sobre as vastas e profundas águas do Pacífico, éramos nós à vista de Deus; contudo, anjos do Céu foram enviados de Sua excelente glória para proteger aquele pequeno barco à vela que estava singrando as águas.

Anjos envolvem-se na vida familiar

O Senhor é servido pelo fiel obreiro doméstico tanto quanto, ou ainda mais, do que por aquele que prega a Palavra. Pais e mães deveriam compreender que são os educadores de seus filhos. Estes representam a herança do Senhor; e deveriam ser treinados e disciplinados de modo a formar caráter que o Senhor possa aprovar. Quando esse trabalho é feito cuidadosamente, com fidelidade e oração, anjos de Deus guardam a família, e a vida mais simples se torna sagrada.
Antes de sair de casa para o trabalho, toda a família deve ser reunida; e o pai, ou a mãe na ausência dele, deve rogar fervorosamente a Deus que os guarde durante o dia. Vão com humildade, coração cheio de ternura, e com o senso das tentações e perigos que se acham diante de vocês e de seus filhos; pela fé, atem-nos ao altar, suplicando para eles o cuidado do Senhor. Anjos ministradores hão de guardar as crianças assim consagradas a Deus.
Os anjos de Deus, milhares de milhares, … nos guardam do mal, e repelem os poderes das trevas que nos estão procurando destruir. Não temos nós motivos de ser a todo momento agradecidos, mesmo quando existem aparentes dificuldades em nosso caminho?
Anjos de Deus vigiam sobre nós. Na Terra há milhares e dezenas de milhares de mensageiros celestes, enviados pelo Pai para impedir Satanás de obter qualquer vantagem sobre os que se recusam a andar no caminho do mal. E esses anjos, que guardam os filhos de Deus na Terra, estão em comunicação com o Pai, no Céu.
Precisamos conhecer melhor do que conhecemos a missão dos anjos. Convém lembrar que cada verdadeiro filho de Deus tem a cooperação dos seres celestiais. Exércitos invisíveis, de luz e poder, auxiliam os mansos e humildes que crêem nas promessas de Deus e as invocam. Querubins, serafins e anjos magníficos em poder, estão à destra de Deus, sendo “todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação”. Hebreus 1:14.

Anjos iluminam nossa mente

Deus exorta Suas criaturas a que afastem a atenção da confusão e perplexidade que as rodeiam, e admirem a Sua obra. Os corpos celestes são dignos de contemplação. Deus os fez para benefício do homem, e à medida que estudarmos Suas obras, anjos de Deus estarão ao nosso lado para iluminar nossa mente e guardá-la do engano satânico.
Anjos celestiais observam aqueles que buscam iluminação. Cooperam com os que procuram ganhar almas para Cristo.
Seu ministério aos enfermos é um procedimento exaustivo, e vocês consumiriam gradualmente as fontes da vida caso não houvesse nenhuma mudança, nenhuma oportunidade para recreação, e se anjos de Deus os não guardassem e protegessem. Se pudessem ver os muitos perigos através dos quais vocês são guiados a salvo cada dia por esses mensageiros do Céu, a gratidão lhes brotaria do coração e encontraria expressão em seus lábios. Se fizerem de Deus a sua força, poderão, sob as circunstâncias mais desanimadoras, atingir uma altura e uma amplitude de perfeição cristã que dificilmente pensariam ser possível alcançar. Seus conceitos podem ser tão elevados, poderiam ter tão nobres aspirações, percepções claras da verdade e propósito de ação que vocês serão elevados acima de todos os motivos sórdidos.
Foi-me mostrado o perigo em que você está [ela se dirige aqui a um médico], e também me foi mostrado que seu anjo da guarda o tem preservado vez após outra de naufragar na fé. Meu irmão, eleve suas normas, eleve-as, e não se entristeça nem se desanime. — Testimonies for the Church 8:175.

Anjos nos ajudam a fazer o que é correto

Aprendam a confiar em Deus. Aprendam a ir Àquele que é poderoso para salvar. … Contem ao amoroso Salvador exatamente aquilo que necessitam. Aquele que disse: “Deixai vir a Mim os pequeninos e não os impeçais” (Lucas 18:16), não rejeitará as orações de vocês, antes enviará os Seus anjos para guardar e protegê-los dos anjos maus, e para facilitar-lhes a prática do bem. Assim será muito mais fácil do que se tentarem fazê-lo em suas próprias forças. O sentimento de vocês será então sempre este: “Pedirei a Deus que me ajude, e Ele o fará. Realizarei o que é correto em Sua força. Não entristecerei os queridos anjos que Deus enviou para me guardarem. Jamais seguirei uma conduta que os separe de mim.” — An Appeal to the Youth, 55, 56.
Se vocês procurarem suprimir todo mau pensamento ao longo do dia, então os anjos de Deus virão e habitarão com vocês. Esses anjos são poderosos em força. Lembrem-se de como o anjo veio ao sepulcro e como, diante da glória de sua presença, os soldados romanos caíram como mortos. Se um só anjo pôde demonstrar tal poder, que teria acontecido se todos os anjos que estão conosco houvessem estado presentes? Os anjos estão conosco todos os dias, guardando-nos e protegendo-nos dos assaltos do inimigo.
Vocês não estão sozinhos na batalha contra o mal. Pudesse erguer-se a cortina, vocês observariam os anjos do Céu lutando do lado de vocês. Isso eles precisam fazer; é seu trabalho guardar a juventude. “Não são, porventura, todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?” Hebreus 1:14. Milhares e dezenas de milhares, milhões e milhões de anjos ministram em favor da juventude. — The Youth’s Instructor, 1 de Janeiro de 1903.
Estou muito agradecida por poder visitar sua escola [que é agora o Colégio Oakwood]. Durante anos tenho feito o que está ao meu alcance para ajudar as pessoas negras, e em nenhum outro lugar encontrei o trabalho tão bem iniciado quanto aqui, no presente momento. Em todas as suas experiências, lembrem-se de que os anjos de Deus estão ao lado de vocês. Sabem o que vocês fazem, e estão presentes para guardá-los. Não façam coisa alguma que desagrade os anjos. À medida que vocês trabalharem e os anjos também, esta escola se tornará um lugar consagrado. Desejo ouvir dos êxitos que vocês alcançarem. Todo o Céu está interessado na atuação de vocês. Façamos o que estiver ao nosso alcance para ajudarmos uns aos outros a obter a vitória. Vivamos de tal modo que a luz do Céu brilhe em nosso coração e mente, habilitando-nos a apossarmos dos tesouros celestiais. — Southern Field Echo, 1 de Junho de 1909.

Anjos auxiliam nos esforços em favor dos perdidos

Quando as inteligências celestes observam aqueles que professam ser filhos e filhas de Deus empreenderem esforços cristãos para ajudar os errantes, manifestando um espírito terno e compassivo para com os arrependidos e caídos, os anjos colocam-se ao lado daqueles, trazendo-lhes à memória as próprias palavras que suavizarão e erguerão a alma. … Jesus ofereceu Sua preciosa vida e Sua atenção pessoal ao menor dos filhos de Deus; e os anjos excelentes em poder acampam-se ao redor dos que temem a Deus. — Healthful Living, 277.
Os anjos são enviados das cortes celestiais, não para destruir, senão para vigiar e guardar as almas em perigo, para salvar o perdido, para trazer de volta ao redil os extraviados. “Não vim para julgar o mundo, e sim para salvá-lo” (João 12:47), declarou Cristo. Não terão vocês, então, palavras de consolo para os errantes? Deixarão vocês que eles pereçam, ou lhes estenderão a mão ajudadora? Exatamente ao redor de vocês acham-se almas em perigo de perecerem. Não as conduzirão vocês, com as cordas do amor, para junto do Salvador? Não deixarão vocês de proferir condenações, falando antes palavras que as inspirem com fé e coragem? — The Review and Herald, 10 de Maio de 1906.
É privilégio de todos os que cumprem as condições, saber por si mesmos que o perdão é oferecido amplamente para todo pecado. Abandonem a suspeita de que as promessas de Deus não se referem a vocês. Elas são para todo transgressor arrependido. Força e graça foram providas por meio de Cristo, sendo levadas pelos anjos ministradores a toda alma crente. — Caminho a Cristo, 52, 53.
Aqueles que trabalham pelo bem dos outros, estão operando em união com os anjos celestiais. Contam sempre com a companhia destes, e com seu incessante ministério. Anjos de luz e poder sempre estão perto, a fim de proteger, confortar, curar, instruir e inspirar. A mais elevada educação, a mais genuína cultura e o mais exaltado serviço possíveis aos seres humanos neste mundo, pertencem-lhes. — The Review and Herald, 11 de Julho de 1912.
Os anjos do Céu atuam sobre a mente humana, a fim de despertar a pesquisa dos temas da Bíblia. Será realizada uma obra muito mais ampla que aquela até agora alcançada, e nenhuma glória será atribuída aos homens, pois os anjos que ministram em favor dos que hão de herdar a salvação, estão trabalhando noite e dia. — Counsels to Writers and Editors, 140.
Deus poderia ter confiado aos anjos celestiais a mensagem do evangelho e toda a obra de amoroso ministério. Poderia ter empregado outros meios para realizar o Seu propósito. Mas em Seu infinito amor preferiu tornar-nos cooperadores Seus, de Cristo e dos anjos, a fim de que pudéssemos participar da bênção, da alegria e do reerguimento espiritual que resultam desse abnegado ministério. — Caminho a Cristo, 79.

Anjos fortalecem nossa fé

“O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem, e os livra.” Salmos 34:7. Deus encarrega Seus anjos de salvar Seus escolhidos da calamidade, de guardá-los da “peste que se propaga nas trevas”, e da “mortandade que assola ao meio-dia”. Salmos 91:6. Repetidas vezes têm anjos falado com homens, do mesmo modo como um homem fala com seu amigo, e os têm levado para lugares livres de perigo. Uma e outra vez têm as encorajadoras palavras dos anjos renovado o ânimo prostrado dos fiéis, desviando-lhes o espírito das coisas da Terra, levando-os a contemplar pela fé as vestes brancas, as coroas, as palmas da vitória que os vencedores receberão junto ao grande trono branco. — Atos dos Apostolos, 153.

Entre aqueles que nos rodeiam, estão os exércitos do inimigo, que tratam de dividir o povo de Deus, e também os exércitos celestiais, milhões de milhões de anjos, que vigiam e guardam o tentado povo de Deus, animando-o e fortalecendo-o. São estes os que estão à nossa volta. Deus diz àqueles que nEle crêem: “Vocês caminharão entre eles. Os poderes das trevas não triunfarão sobre vocês. Estarão em pé na Minha presença à vista dos santos anjos, que são enviados a ministrar em favor dos que herdarão a salvação.” — The General Conference Bulletin, 2 de Abril de 1901.
Ellen G.White, A Verdade sobre os Anjos, Capítulo 2.

05/12/13

Bandas e Cantores Acusados de Satanismo

Este grupo encontra no final
deste tema.
Roberth Johnson - Artista de blues da década de 30 que influenciou direta ou indiretamente todo o cenário do rock. Roberth Johnson dizia ter feito um pacto com o demónio em troca de sua musicalidade e do sucesso, tendo abordado este tema em suas músicas. O filme Crossroads (A Encruzilhada, com Ralph Machio, o garoto de Karate Kid) aborda superficialmente a história de Roberth Johnson, que morreu envenenado por um marido traído.

Rolling Stones - A primeira banda a abordar o tema satanismo em suas letras com a música Simpathy For The Devil (Simpatia pelo Demónio) e o disco intitulado Their Satanics Majesties Request (Serviço de Sua Majestade Satânica). Além disso em diversos discos colocaram referências a satanismo ou vodoo, como nos álbuns Goats Head Soup (gravuras do encarte) e no álbum Voodo Lounge.

Beatles - Em seus últimos discos abordaram religiões orientais com frequência além de terem abusado do experimentalismo com drogas. John Lennon foi um estudioso do bruxo inglês Aleister Crowley. Crowley é uma das figuras presentes na capa do álbum Sgt Peppers.

Black Sabbath - A primeira banda a adotar abertamente uma temática e visual satânicos. O nome Black Sabbath é uma referência a encontros de feiticeiras. Seus álbuns são algumas vezes adornados com cruzes e demônios. Além disso muitas letras falam de Satan, como NIB e War Pigs.

Ozzy Osbourne - Ex-vocalista do Black Sabbath. Embora não tenha abordado profundamente em suas letras a temática satanista, desenvolveu um visual demoníaco, com maquiagem pesada e mesmo lentes de contato vermelha. A música Suicide Solution foi acusada de gerar suicidios de jovens.

Led Zeppelin - Com certeza a banda mais acusada de ter temas satanistas escondidos em suas letras gravados de tras para frente. O certo é que o guitarrista Jimmy Page foi um profundo estudioso do bruxo inglês Aleister Crowley, chegando a comprar a mansão deste. A morte do baterista John Bonhan e frequentes acidentes envolvendo os membros restantes são considerados por muitos provas definitivas do pacto feito entre a banda e o demônio.

Alice Cooper - O cognome do vocalista (e da banda) segundo ele próprio foi sugerido numa mesa de ouija (algo semelhante ao "jogo do copo") por um espírito. O visual com maquilhagem viria a ser copiado exaustivamente.

Eagles - Embora não tenham absolutamente nenhuma aparência ou temática satânica das suas letras, um ex-produtor acusou a banda de ligações com a organização conhecida como Igreja de Satan. Logo mais descobriu-se que a música Hotel Califórnia possuía mensagens satânicas gravadas ao inverso e que tratava na realidade sobre a sede da Igreja de Satan no estado da Califórnia, que havia sido anteriormente um hotel.

Doors - O vocalista Jim Morrison se casou em um ritual pagão com uma bruxa. Além disto Jim Morrison dizia trazer dentro de si o espírito de um feiticeiro índio, um "shaman".

Iron Maiden - Após terem lançado o disco The Number of The Beast (o número da besta) passaram a ser frequentemente taxados de satanistas embora raramente abordem o tema. A mascote Eddie (um simpático morto vivo) das capas dos discos é frequentemente associada a um demónio.

Kiss - Embora não costume abordar temas satânicos em suas letras o visual carregado e truques de palco do baixista Gene Simons (que se veste e se maquia como um vampiro, vomita sangue e cospe fogo) levou parte da opinião pública a taxar a banda de satanistas. O nome Kiss (beijo) chegou a ser interpretado como sigla para Kids In Satan Service (Crianças a Serviço de Satan) ou Knights In Satan s Service (Cavaleiros a Serviço de Satan).

AC/DC - Com o álbum Highway To Hell (Auto Estrada para o Inferno) e músicas como Hells Bells (Sinos do Inferno) foi prontamente taxada de satanista. A situação piorou quando um conhecido assassino serial psicopata conhecido como "Night Stalker" (Rastejador Noturno) afirmou matar influenciado pelas letras da banda.

Mercyful Fate - banda Dinamarquesa de grande influência e cuja marca principal é o visual satânico do vocalista King Diamond (que mais tarde seguiu carreira solo). King Diamond afirmava dormir em um caixão e ser capaz de falar de trás para frente e imprensa acreditava. A banda usava (e usa) na decoração de seu palco restos humanos (ossos) reais, o que não constitui crime na Dinamarca.

Que Deus nos abençoe
Cortesia: Apocalyptica HP
http://br.geocities.com/apocalypticahp

boletim@linksdejesus.com

16/11/13

Maria continuou virgem após o nascimento de Jesus?

Este capítulo não consta na versão impressa do livro “A Virgem Maria: Está Morta
ou Viva?”. De autoria de Allen, digitalizador da versão digital do livro, foi feito com
o objetivo de sanar uma questão importante de que não foi tratada na versão impressa.
É do conhecimento universal, que Maria se achou grávida pela operação do
Espírito Santo, antes que tivesse mantido relações sexuais com José [seu marido] (ver
Mateus 1:18). É fato bíblico incontestável de que a virgem concebeu e deu a luz ao
Messias. (Mateus 1:23). A questão que se levanta aqui é: Maria continuou virgem após o nascimento de Cristo ou manteve, após o nascimento de Jesus, relações sexuais com o
seu marido, José? Será que a Bíblia traz alguma luz sobre este assunto?
Vejamos o que diz Mateus 1:25 em diversas traduções das Sagradas Escrituras:
1- Versão: João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada
“Contudo, não a conheceu, enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o
nome de Jesus.”
2- Versão: Nova Tradução na Linguagem de Hoje
“Porém não teve relações com ela até que a criança nasceu. E José pôs no menino
o nome de Jesus.”
3- Versão: João Ferreira de Almeida Atualizada
“…e não a conheceu enquanto ela não deu à luz um filho; e pôs-lhe o nome de
JESUS.”
4- Versão: Spanish: Reina Valera (1909)
“…Y no la conoció hasta que parió á su hijo primogénito: y llamó su nombre
JESUS.”
5- Versão: Spanish: Sagradas Escrituras (1569)
“…Yno la conoció hasta que dio a luz a su hijo Primogénito; y llamó su nombre
JESUS.”
6- Versão: English: King James Version (Versão do Rei James)
“And knew her not till she had brought forth her firstborn son: and he called his

name JESUS.”

28/10/13

Como saber se uma amizade é verdadeira ou falsa?

Muitas pessoas se preocupam em ir para o Céu, fazem sacrifícios para receber o Céu como recompensa, se esforçam para um dia desfrutar dos benefícios que o Céu poderá oferecer. Apesar de ser uma boa coisa querer ir para o Céu e se esforçar para alcança-lo, há uma coisa que pode ser feita na Terra que já antecipa as bênçãos que serão recebidas no Céu. Trata-se da amizade. Ellen G. White, escritora religiosa, escreve em Mente, Caráter e Personalidade, pág.211: “O calor da verdadeira amizade, o amor que liga coração a coração, é um antegozo das alegrias dos Céus.”
É interessante prestar atenção na qualidade que se emprega à amizade verdadeira. Amizade verdadeira parece ser redundante, mas nem toda amizade é verdadeira. Há amizades falsas, pretensas, aparentes e superficiais. Tanto uma como a outra têm profunda influência na pessoa que dela participa. A amizade verdadeira produz alegria, endorfina, calor e vida. A pretensa amizade age lentamente, como um veneno, um tóxico que imobiliza, congela e mata toda esperança de ser feliz. Uma é divina e outra é diabólica. É necessário escolher o tipo de amigo que se deseja ser e ter.
 Na amizade verdadeira há um aprofundamento da relação, da intimidade, transparência, ou seja, você se mostra cada vez mais na sua real maneira de ser, sem esconder o que se pensa, sente, gosta, valoriza, prefere, aprecia. Há uma abertura tal que você não tem medo de ser descoberto, pego de surpresa, exposto pelo que é, defende ou acredita. Porém, quando a amizade não é verdadeira, há medo de ser diferente na maneira de pensar, sentir e agir perante os outros. Numa amizade verdadeira, você é aceito, respeitado, considerado, valorizado, apesar de suas falhas, erros, deficiências e limitações. Em uma relação assim não estão presentes a ameaça, o perigo da rejeição, da crítica, do julgamento moral de suas ações, de suas convicções ou de sua pessoa. Mas se fazem presentes a segurança, a certeza do apoio, da compreensão e da simpatia.

Tudo eu
Na verdadeira amizade, você experimenta e vivencia uma relação de interdependência mútua. Você se entrega numa dependência total e tem plena confiança no outro. Ao mesmo tempo, mantém o auto controlo da própria vida e a autonomia das escolhas e opções de conduzir os próprios negócios e resolver os próprios problemas. Não é uma relação de intromissão, de invasão, interferência, mas de divisão, partilha, afeto e apoio. Na interdependência da verdadeira amizade, os dois se apoiam mutuamente, crescem com mais vigor, mais força e mais determinação de encarar os problemas existenciais de cada dia.
 Com o amigo de verdade, você não fica esperando que ele faça o primeiro movimento para você interagir ou participar. Pelo contrário, você é o primeiro a correr o risco de confiar, de ter fé no outro, de ter certeza de que as intenções são as melhores. Você é o primeiro a dar apoio, amparo, a dar o que for preciso sem se violentar como pessoa, para que o bem do outro seja atingido. A relação é o movimento espontâneo e autêntico, até mesmo sem a preocupação da ordem de quem é o primeiro ou quem fez o quê. É esse fluxo contínuo e ininterrupto de doação e participação que caracteriza a verdadeira amizade. Não importa se você é ou não traído em sua confiança; não importa se é ou não rejeitado em sua doação. O que mais importa é você continuar dono do próprio comportamento. Parece até um paradoxo: confiar, ser traído na confiança, mas continuar confiando. A traição de uma pessoa não desmerece a confiança no ser humano. Por outro lado, continuar confiando numa pessoa que lhe traiu é falta de inteligência, muita desvalorização pessoal ou baixa auto-estima.

Cada um na sua
Quando você permite que o outro pense, escolha, fale, sinta e aja por você, em nome da amizade, pode ter certeza de que a relação não é de amizade, mas de abuso, desrespeito e desconsideração. Jamais assume a sua posição. Quem faz isso não é amigo e quem aceita isso está muito mal na avaliação que faz de si mesmo. A pessoa que precisa aceitar uma pseudo-amizade em nome da verdadeira não tem uma visão adequada do que significa ser ou ter um amigo. Uma pessoa assim, por sua carência, pode estar tentando fazer tudo para agradar, mas de fato não consegue e acaba ficando cada vez mais carente, mais só. Muitas vezes, redobra seus esforços para agradar e descobre com tristeza que não consegue. Alguns nem entendem por quê.
 Quando a amizade é apenas uma fonte de desgaste, cansaço, vazio, quando você se sente com uma carga nas costas, com raiva, irritado, quando está ou se afasta do amigo, sua amizade não está fazendo bem para você. Não é verdadeira. Se você só sente sacrifício, desgaste e sofrimento na relação, é hora de parar e reavaliar toda a dinâmica da amizade. Se, ao se separar do amigo, você está abatido no seu ânimo, desanimado nos valores, pesado na consciência, é porque a relação não está sendo mútua. Você está sendo prejudicado. Isso porque numa relação de amizade verdadeira, a sua individualidade não é comprometida, o seu estado emocional é fortalecido e enriquecido. Mas é preciso ter pelo menos consciência de você mesmo nos momentos de interação para ver se está mais seguro, apoiado, amado e valorizado.

Solidariedade
Quando penso em amizade verdadeira, lembro-me de um amigo que passou por uma experiência fantástica e difícil no ano passado, em que foi feito um enorme sacrifício de solidariedade e apoio a um amigo injustiçado. Os dois trabalhavam numa empresa. O António era o diretor e o João era seu assistente. O diretor, por meio período de trabalho, ganhava perto de dez mil dólares. Ele era eficiente, honesto e trabalhador. Por causa da sua honestidade e respeito à hierarquia, foi demitido pelo dono da empresa. O dono não sabia que o seu diretor era a alma do empreendimento. Os negócios balançaram. Para substituí-lo, foi convidado o assistente com um salário de quase quinze mil dólares. O António abriu mão do sacrifício, liberando o amigo João para aceitar a proposta. O João entrou em crise. Ele precisava do emprego, mas… e a amizade? E a injustiça cometida com António? Como ficaria a cabeça do João ao receber um salário que custara a cabeça de seu melhor amigo? Dias de dilemas, angústias e preocupações. Por fim, João chegou à decisão. Renunciou ao dinheiro e ao cargo, preferiu conservar a fidelidade da amizade. Nem sempre a verdadeira amizade cobra um preço tão caro assim. Porém, alguns cínicos acham que João tinha outros motivos ou não precisasse de dinheiro. Muito pelo contrário, enquanto ele procura emprego, as suas contas estão sendo pagas pelo trabalho da esposa e pelo que recebeu pedindo demissão da empresa. O único motivo que o levou a essa atitude foi a dedicação a uma verdadeira amizade, de que João não abriu mão. O que acho mais incrível nesse caso foi o apoio da esposa de João com a atitude que ele tomou.
 Não ficam sem sentido as palavras iniciais de que “o calor da verdadeira amizade… é um antegozo das alegrias dos Céus”. Quem pode contar com um amigo é rico, é feliz, é saudável.

Amizade versus Popularidade
Não se pode confundir amizade com popularidade. Muitas vezes, para se tornar popular, a pessoa precisa sacrificar seus princípios, seus ideais, suas convicções e até o seu próprio corpo. Precisa entregar-se para o uso e abuso de quem manipula a opinião pública. Precisa deixar de ser gente para ser uma imagem vazia, sem sentimentos, adorada à distância. A amizade não exige sacrifício, mas você pode se sacrificar, a amizade é calor humano num encontro face a face. Promove o sentimento, o bem-estar e a felicidade de uma pessoa viva. A amizade verdadeira enobrece sempre o crescimento. Muitos adolescentes em carência afetiva, anseiam pela popularidade, quando o que mais necessitam é de uma amizade verdadeira e fiel.
 Na inversão de valores em que vivemos, a busca pela popularidade é muito mais propaganda do que amizade. É muito comum, num grupo, alguém querer ser popular humilhando e ridicularizando um amigo – só para ter a atenção de todos. Não é de se estranhar que a sequência dessa dinâmica seja uma profunda sensação de estar só, algo experimentado por aqueles que não conhecem os benefícios de uma intimidade profunda numa relação de amizade. Ser popular é ser solitário, é ser de todos e não ser de ninguém. Ser amigo é ter companhia e ser de alguém.
 É muito fácil saber quem é um verdadeiro amigo. Basta observar e querer perceber, basta prestar atenção ao seguinte: o verdadeiro amigo vibra com o seu sucesso, enquanto o falso amigo “murcha”; o verdadeiro amigo empolga-se com a sua vitória, enquanto o falso se desanima; o amigo de verdade se alegra com os seus ganhos, enquanto o falso se entristece; o verdadeiro amigo se regozija com o seu progresso, mas o falso se abate; o verdadeiro amigo se identifica com o seu trunfo, o falso amigo se desvincula da sua felicidade. O verdadeiro amigo está sempre ao seu lado, e não se sente prejudicado, diminuído ou ameaçado pelo seu crescimento. Ele não sente ciúmes de suas vantagens, nem inveja suas qualidades, não faz uso de você nem do que é seu para benefícios e fins pessoais. O verdadeiro amigo não controla o outro para satisfazer os seus próprios desejos, para segurança pessoal. Ele não se prende a você como uma cola, nem o fixa como o peixe no anzol ou a âncora no barco.

Na verdadeira amizade, através de um respeito profundo pelo outro, conserva-se a individualidade, mantém-se a separação, preserva-se a entidade independente e autónoma, e sustenta-se a integridade do ser do outro.
 Uma reflexão importante deve ser: sou um amigo verdadeiro? Que espécie de amigo sou? Estou mais preocupado em ter ou ser um verdadeiro amigo?
 É na relação, sendo e tendo amigos, que como seres humanos nos desabrochamos para atingir ao máximo as potencialidades de que somos capazes.

Dr Belisário Marques
* Amigo e Amigo (Revista Mocidade, de 1994)

 EQUIPE DE CONSELHEIROS BÍBLIA ONLINE

Quem era Amom?

Nnome de um povo (1 Sm 11.11 – Sl83.7) – mais geralmente amonitas, filhos de Amom. Segundo se lê em Gn 19.38, eles descendiam de Ben-Ami, o filho de Loth. Os amonitas eram uma raça de terríveis salteadores, tão cruéis que chegavam a vazar os olhos aos seus inimigos (1 Sm 11.2), e rasgavam o ventre das mulheres grávidas (Am 1.13). O território amonita ficava ao oriente do Jordão e nordeste do mar Morto, estando o país de Moabe ao sul. A sua principal cidade era Rabá (2 Sm 11.1 – Ez 2L5 – Am 1.14). Eles nunca obtiveram um palmo de terreno do lado ocidental do rio Jordão, apesar das suas incursões. Os israelitas não podiam ver os amonitas, porque estes não os auxiliaram, quando do Egito se dirigiam para Canaã (Dt 23.4), e porque tomaram parte no caso de Balaão (Dt 23.4, e Ne 13.1). A animosidade entre os dois povos continuou em numerosas lutas, de que reza a sua história. Todavia, certa mulher amonita, Naamá, foi uma das mulheres de Salomão, e mãe de Roboão (1 Rs 14.21). O deus da tribo era Milcom (uma semelhança do ídolo Moloque), a abominação dos filhos de Amom (1 Rs 11.5).

25/10/13

Durou a Lei de Deus até João?

Os sinceros cristãos que militam hoje sob as mais diversas bandeiras denominacionais, ainda que não descobriram a verdade sobre a Lei de Deus em seu esplendor magno, admitem e crêem que ela findou na cruz, estribando-se para isso em Colossenses 2:14 – “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e atirou do meio de nós, cravando-a na cruz.”

Por outro lado, há também os que ensinam que a Lei durou até a posteridade que é Cristo (Gálatas 3:16). E outros, mais afoitos, afirmam que o fim da Lei se deu com o advento de João Batista, e para tanto citam: “A lei e os profetas duraram até João” – Lucas 16:16. Deduzimos daí, lamentavelmente, que os adeptos da abolição da Lei de Deus sequer chegam a um acordo mútuo, uma unidade. Se houve três abolições intercaladas no tempo, qual deve basear-se o crente para firmar sua fé?

A coluna basilar para uns é que foi até João, para outros findou com Jesus. Como é isso? Afinal, quando foi exatamente que a Lei de Deus foi “abolida”, ou “cessou de vigorar”? Porque a premissa lógica é que, “se durou até João, já estava abolida e nada mais teria Jesus que abolir”.

Novamente lembramos, quando quiser descobrir a verdade que o versículo bíblico quer ensinar, não o isole do contexto, nem se sirva dele separadamente, para não comprometer-se a um grande engano. Porque se ensinam que depois de João não houve mais profetas, é uma heresia tal ensinamento e este verso jamais financiou tal afirmativa. Por exemplo:

• Atos 2:17 e 18 – “E nos últimos dias acontecerá diz o Senhor, que do Meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e vossas filhas profetizarão… e também sobre os Meus servos… e profetizarão.”
• Atos 19:6 – “E impondo-lhes as mãos… profetizaram.”
• Atos 21:9 e 10 – “E tinha este quatro filhas donzelas, que profetizavam. E demorando-nos ali… chegou da Judeia um profeta por nome Agabo.”
• I Coríntios 14:29 e 32 – “E falem dois ou três profetas… E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.”

Pela leitura destes textos do Novo Testamento, fica comprovado que depois de João Batista houve profetas, efetivamente. Quanto à existência e permanência da Lei de Deus após João é uma evidente afirmação. Veja: depois de Lucas registrar – “A lei e os profetas duraram até João…”, um moço rico procurou a Jesus com as palavras, conhecidas: “… Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?” (Mateus 19:16). Resposta de Jesus: “Se queres entrar na vida, guarda os mandamentos” (Mateus 19:17).

Estas palavras são do Mestre e ninguém pode negar que estes mandamentos são do Decálogo, porque Jesus definiu dizendo para o jovem: “Não matarás; não cometerás adultério; não furtarás; não dirás falso testemunho; honra teu pai e tua mãe” (Mateus 19:18 e 19).

→ Aqui entram cristãos com o dedo apontado, afirmando que Jesus cancelou o Sábado porque não o repetiu para o moço rico guardar.

Ξ Então nós respondemos: Se por Jesus ter omitido – “Lembra-te do Sábado para o santificar”, Jesus o cancelou, então o Mestre fez pior, ao omitir a proibição daquilo que é repulsivo para Ele próprio e para Seu Pai, que é a idolatria, admitindo a negação do próprio Deus. Porque Jesus também não recitou para o moço – “Não terás outros deuses diante de Mim; não farás para ti imagens de esculturas.”

→ Agora perguntamos: Por essas omissões tais cristãos deixaram de adorar a Deus? Terão ídolos? Lógico que não! Então porque aceitar uma declaração e negar a outra? É coisa seria entrar na vida eterna, e a condição foi estipulada e estabelecida por Cristo: obediência aos Dez Mandamentos. Se a Lei foi abolida, ou vigorou até João Batista apenas, porque ordenaria Cristo a obediência a esta Lei “abolida”? E têm mais: como poderia estabelecer a guarda dela como norma para entrar na vida eterna, já que Ele “veio para mudar ou abolir”? Considere isso.

Antes de prosseguir, deixe-nos dizer-lhe por que Cristo citou apenas parte dos Dez Mandamentos para o jovem. Jesus estava diante de um israelita guardador do Sábado, como os demais judeus. Para eles este mandamento era o de maior valor, porque eram desamorosos e avarentos. Eram de fato extremosos na guarda do Sábado, porém falhavam abertamente noutros pontos; por isso Jesus focalizou apenas o que negligenciavam. Quanto ao Sábado, estavam certos, é o dia de guarda, não precisaria relembrar-lhes.

Jesus referindo-se aos doutores da Lei, disse: “Observai pois, e praticai tudo o que vos disserem; mas não procedais em conformidade com as suas obras , porque dizem e não praticam” (Mateus 23:3). Ora, o Mestre sabia que os ensinamentos dos sacerdotes concernentes com à Sua Lei eram certos, apenas praticavam errado, ou seja, guardavam a letra.

Então, como entender o versículo de Lucas 16:16 que menciona: “A Lei e os profetas duraram até João”? Volte ao texto; leia-o. Verifique com cuidado e bastante atenção como está grifada a palavra “duraram”. Observou? Está grifada no texto, isto é, escrita com as letras de forma diferente das demais, um pouco inclinadas. O que isso quer disser? É para chamar a atenção que o tradutor não encontrou no original grego esta palavra, apenas a empregou por considerar a melhor para complementar o sentido do verso. Todas as palavras grifadas, encontradas na Bíblia, não constam do original.

Ξ Agora, leia Mateus 11:13: “Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João.” – Agora sim, está clara e explícita a verdade que Jesus queria ensinar.

A “lei e os profetas” formam uma expressão que designa os ensinos do Antigo Testamento (João 1:45), incluindo o Pentateuco e os escritos de todos os profetas, porque “os escritos do Antigo Testamento constituíam o primeiro guia do homem para a salvação. Estes escritos eram tudo que os homens tinham em matéria de revelação. O evangelho veio, não para abolir os escritos antigos, mas para suplementá-los, reforçá-los e confirmá-los.

O evangelho veio, não para ser colocado no lugar do Antigo Testamento, mas em acréscimo a ele.” (Subtilezas do Erro, pág. 97, A. B. Christianini – CPB)

Logo, quis o Mestre dizer que até João Batista todas as Escrituras dos profetas, referentes à Sua primeira vinda contidas nos livros do Antigo Testamento, com o Seu advento, batismo e ministério, enfim as profecias referentes a Sua vinda encontraram cumprimento in-loco.


Até João Batista, a lei e os profetas (escritos do Antigo Testamento) indicavam, através da palavra escrita, dos símbolos e do sistema sacrifical (sombras de Jesus), o tempo em que o reino de Deus seria anunciado, e, de fato, com a pregação do reino, novo tempo raiava. O próprio João Batista afirmava: “… arrependei-vos porque é chegado o Reino dos Céus…” (Mateus 3:2).