19/02/14

PROFECIA CLÁSSICA E PROFECIA APOCALÍPTICA

Os profetas do Antigo Testamento tais como Amós, Isaías, Sofonías, Ezequiel e Jeremias são chamados profetas clássicos. Suas mensagens foram em primeiro lugar pronunciados em voz alta, seja ao reino rebelde do Israel no norte (as 10 tribos) ou à apóstata Jerusalém e Judá (as 2 tribos). Com frequência suas mensagens foram um clamor em favor da justiça social, económica e política para as classes oprimidas. Os profetas convocaram Israel e Judá para que voltassem para a torah ou lei do pacto do Moisés, e para que servissem a Deus com arrependimento verdadeiro. Se os líderes políticos e religiosos do povo eleito originavam justiça social e uma renovação da adoração, o reino de Deus viria sobre a terra em sua história futura. Em realidade, o "dia do Senhor", ou o "dia do Jeová", não viria como Israel o tinha antecipado popularmente.

Profecia Clássica
Amós: Este profeta, como porta-voz de Deus, pronunciou em forma fulminante estas horríveis palavras às 10 tribos:
"Ai de vós que desejais o Dia do Senhor! Para que desejais vós o Dia do Senhor? É dia de trevas e não de luz  ...Não será, pois, o Dia do Senhor trevas e não luz? Não será completa escuridão, sem nenhuma claridade?

"Por isso, vos desterrarei para além de Damasco, diz o Senhor, cujo nome é Deus dos Exércitos" (Amós 5:18, 20, 27).

Amós deu a conhecer dois castigos sobre Israel: Em primeiro lugar, a nação infiel seria levada cativa ao exílio em Assíria ("além de Damasco") como resultado da maldição do pacto do Deus do Israel, em harmonia com suas ameaças do pacto pronunciadas mediante Moisés (Deut. 28; Lev. 26). Esta sentença teve lugar no ano 722 a.C., e se conhece como o desterro assírio das dez tribos. Em segundo lugar, o significado pleno deste juízo nacional chega a compreender-se só quando se vê este acontecimento como um tipo ou prefiguração do juízo cósmico de Deus ao fim da história sobre todas as nações que se rebelem contra Deus.

Amós apontou ao juízo final de Deus quando se referiu aos sinais cósmicos: "Farei que fique o sol ao meio dia, e cobrirei de trevas a terra no dia claro" (Amós 8:9), e: "Não se estremecerá por isso a terra, e fará luto

18/02/14

As 95 Teses de Martinho Lutero


Em 31 de Outubro de 1517, Martinho Lutero afixou na porta da capela de Wittemberg 95 teses que gostaria de discutir com os teólogos católicos, as quais versavam principalmente sobre penitência, indulgências e a salvação pela fé. O evento marca o início da Reforma Protestante e representa um marco e um ponto de partida para a recuperação das sãs doutrinas.
1ª TeseDizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: Arrependei-vos…., certamente quer que toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo arrependimento.
2ª TeseE esta expressão não pode e não deve ser interpretada como referindo-se ao sacramento da penitência, isto é, à confissão e satisfação, a cargo do ofício dos sacerdotes.
3ª TeseTodavia não quer que apenas se entenda o arrependimento interno; o arrependimento interno nem mesmo é arrependimento quando não produz toda sorte de modificações da carne.
4ª TeseAssim sendo, o arrependimento e o pesar, isto é, a verdadeira penitência, perdura enquanto o homem se desagradar de si mesmo, a saber, até a entrada desta para a vida eterna.
5ª TeseO papa não quer e não pode dispensar outras penas, além das que impôs ao seu alvitre ou em acordo com os cânones, que são estatutos papais.

Quais os Efeitos sobre a Mente do Culto a Baal?

O Deus da Bíblia, do Antigo e do Novo Testamentos, Deus do Cristianismo, sempre recomendou a não adoração de Baal. Baal é um deus pagão. Podem existir vários e o plural de Baal é Baalin (masculino). Dentre os diferentes tipos de Baal, há um introduzido em Israel por Acabe, o Baal-Melkart, há também o Baal-Zebube, cuja pronúncia era Belzebu, ou o príncipe dos demónios, etc.

Baal era um falso deus. Nos tornamos parecidos com o deus que adoramos, com aquilo que mais contemplamos. Você fica parecido(a) com o deus que adora, seja por fixar-se na imagem como no caráter dele.

Adorar algo falso lesa a mente, pois somente as virtudes, como a verdade, a justiça, a misericórdia, a honestidade, etc., constroem uma mente saudável. E cada um faz a escolha de quem quer adorar, copiar, imitar.

Por isto, para preservar a saúde mental e espiritual dos Seus seguidores, o Deus da Criação recomendou já no Antigo Testamento expressamente que não se adorasse Baal, qualquer Baal.

Mas o que seria adoração a Baal hoje? Culto a Baal em pleno século 21 envolve a exaltação do humano sobre o divino; louvor de líderes populares; culto à riqueza material; exaltação dos ensinos da ciência sobre as verdades da Revelação e exaltação da razão humana sobre a Palavra.

Acho irritante ouvir na média as exaltações extremamente exageradas de personagens do mundo do desporto, dando-se apelidos que promovem uma adoração destes indivíduos, como “fenómeno”, “imperador”, etc. Será que deram algum apelido destes para algum cientista da Fio Cruz, da UFRJ, UERJ, USP, etc.?

Quando você quer exaltar a si mesmo, uma ótima maneira de fazer isto é exaltando outra pessoa ou instituição. É uma mediocridade, no fundo, um vazio este culto a Baal feito pela média ao exaltar personagens, em nosso país, especialmente do futebol, de modo superexagerado.

Há uma diferença entre admitir que determinado atleta é realmente talentoso, e exaltá-lo como se ele fosse um deus. Mas como costumam fazem isto, surgem os Baalins, ganhando salários absurdos e adorados pela multidão fanática.

Você quer preservar sua mente de destruição neuronal? Não fique exaltando seres humanos, ou instituições, líderes, pessoas mortais como eu e você. Respeitar a pessoa, valorizar os feitos dela, reconhecer que ela tem talento e se esforça para desenvolve-lo e praticá-lo, é importante, e podemos fazer isto sem cair no culto a Baal. Mas também é importante pensarmos se as pessoas que a média vive exaltando produzem algo de útil para a sociedade. Produzem? Ou será que muitos destes endeusados, na verdade são um mal exemplo para nossa juventude? Não são alguns deles indisciplinados, impulsivos, agressivos, com amizades suspeitas, vida familiar irregular, etc.?

Já não seria um bom avanço se a média falasse 80% sobre cientistas (sem fazer deles também Baalin) que se esforçam para fazer algo de bom para a humanidade, e deixasse só uns 20% para falar destes personagens que não contribuem nada para a sociedade, a não ser ganhar um campeonato?

Assisti parte de uma entrevista com um piloto de Fórmula 1. O jornalista entrevistador, como de costume, ficava exaltando o piloto com perguntas envolvendo elogios exagerados (culto a Baal). O piloto falou duas coisas, basicamente, num certo momento que, para ele, eram o motivo de correr: (1) ganhar corridas para o povo brasileiro e (vou usar as palavras dele), (2)”Eu preciso correr, eu preciso correr, eu preciso correr!” Falou isto demonstrando uma compulsão. O jornalista estava cultuando e promovendo o culto de um indivíduo com compulsão para correr e que, por tabela, acaba ganhando corridas, segura a bandeira do Brasil e o povo cultua Baal.

Parece antipático escrever sobre isto, não é? Mas é algo sério. A gente se torna parecido com aquilo que mais contemplamos. O que a média mais divulga e o que o povo mais contempla? O bom ou o mal? O útil ou o inútil? Quer neurónios que funcionem bem? Evite os cultos a Baal.


 Dr. Cesar Vasconcellos de Souza

10/02/14

Por que gostamos de música

Na revista Veja recentemente, trazia um artigo interessante que tentava responder à pergunta: Por que fazemos e gostamos de música? O livro que o artigo toma como base é This Is Your Brain on Music [Esse é seu cérebro na música], lançado no ano anterior nos Estados Unidos. O autor, o neurocientista americano Daniel Levitin, da Universidade McGill, em Montreal, Canadá, comandou uma equipa que realizou exames de ressonância magnética no cérebro de 13 pessoas enquanto elas ouviam música. “O resultado do trabalho é a mais detalhada descrição já obtida pela ciência da – para usar as palavras de Levitin – ‘refinada orquestração entre várias regiões do cérebro’ envolvidas na ‘coreografia musical’”, diz Rosana Zakabi, autora da matéria.

Segundo Veja, a equipa de Levitin desvendou processos neurológicos que até então tinham escapado aos pesquisadores. Um dos mais surpreendentes é que a percepção musical não é resultado do trabalho de uma área específica do cérebro, como ocorre com muitas atividades, mas da colaboração simultânea de grande quantidade de sistemas neurológicos.

O cientista descobriu que, quando ouvimos música, o ouvido envia o som não apenas para regiões especializadas do cérebro, mas também para o cerebelo, que se “sincroniza” com o ritmo, tornando possível acompanhar a melodia. Interessante é que o cerebelo parece ter prazer no processo de sincronização.

Essa descrição técnica não lhe soa como design inteligente?

Que vantagem evolutiva a apreciação estética trouxe ao ser humano? Por que gostamos de música e fazemos música? A resposta seria talvez: Porque fomos criados para gostar dela. Creio que sim.

“Todo ser que respira louve ao SENHOR. Aleluia!”

Salmos 150:6

24/01/14

Tem Minha Vida Alguma Importância para Deus?

Em certas manhãs, o mundo parece um paraíso. Você acorda, abre a janela, inspira profundamente o ar puro e observa os raios dourados de sol refletindo sobre as árvores. Alguns momentos fazem a vida parecer muito preciosa: o rosto de um amigo querido quando se despede de você, uma peça musical bem executada e que combina com seu estado de espírito, um carinho inesperado de uma criança pequena.

Mas noutras manhãs, o mundo parece ser um lugar de horror. Você acorda com as manchetes do jornal anunciando sobre outro atentado à bomba terrorista que aleijou ou cegou uma criança, outro matador em série que acabou de exterminar sua décima vítima, ou quem sabe fome, enchentes, guerras, terremotos. Esses são momentos nos quais nada faz sentido, nada parece justo.

Qual o significado de tudo isso? Será que temos como descobrir algum sentido no nosso maravilhoso e terrível mundo? Por que estamos aqui? Será que minha vida realmente importa para Deus, ou será que sou apenas uma peça secundária em alguma imensa engrenagem cósmica?

1. DEUS CRIOU UM MUNDO PERFEITO
Deus é o Criador, o arquiteto e o projetista de tudo, desde as estrelas até as asas da borboleta.

“Mediante a palavra do Senhor foram feitos os céus, e os corpos celestes, pelo sopro de Sua boca… Pois Ele falou, e tudo se fez; Ele ordenou, e tudo surgiu”. Salmos 33:6, 9 (A não ser quando indicado, todos os textos bíblicos da série DESCOBERTAS BÍBLICAS são da Nova Versão Internacional da Bíblia [NVI].).

Deus tem apenas que falar e os elementos obedecem a Sua vontade.

2. SEIS DIAS PARA FAZER O MUNDO
“Pois em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles existe, mas no sétimo dia descansou. Portanto, o Senhor abençoou o sétimo dia e o santificou”. Êxodo 20:11

O Criador eterno e Todo-Poderoso poderia ter formado o mundo num momento “pelo sopro de Sua boca”. Mas Deus escolheu usar seis dias para fazer – seis minutos, ou até seis segundos, teriam sido suficientes. O primeiro capítulo da Bíblia, Génesis 1, descreve o que Deus criou em cada dia da semana da criação. Que obra-prima para coroar a criação Deus criou no sexto dia?

“CRIOU DEUS O HOMEM À SUA IMAGEM, à imagem de Deus o criou; HOMEM E MULHER OS CRIOU”. Génesis 1:27

Deus decidiu criar indivíduos semelhantes a Si, que poderiam conversar, sentir e amar. Cada pessoa é feita à “imagem” de Deus.

Por volta do sexto dia, o mundo estava cheio de plantas e animais, e então Deus introduziu Sua obra-prima da criação. De acordo com Génesis 2:7, o Todo-Poderoso formou o corpo de Adão a partir do pó da terra. Então, quando Deus soprou em suas narinas o “fôlego de vida”, o homem se tornou “alma vivente”, isso é, ele viveu. Deus chamou o primeiro homem criado à Sua imagem, Adão, uma palavra que simplesmente significa “homem”. A primeira mulher chamou Eva, que significa “viva” (2:20; 3:20). Um amorável Criador viu a necessidade do ser humano de ter companhia.

Recém-saídos das mãos de Deus, tanto Adão quanto Eva refletiam a Sua imagem. Deus poderia ter