27/04/14

Distorção de textos – Quanto à Lei de Deus (Os 10 Mandamentos)

Uma das “razões” apresentadas para “justificar” que a lei findou na cruz, é a indevida citação de Colossenses 2:14, 16 e 17, que assim reza: “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de algum modo nos era contrária, e a tirou no meio de nós, cravando-a na cruz…

Portanto ninguém vos julgue pelo comer ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da Lua Nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é Cristo.” – Sobre estes textos, procura-se armar duas teses: a da in vigência da lei pós-cruz, e a da ab-rogação do sábado do Decálogo. Vamos desmontá-las completamente, deixando que a própria Bíblia se interprete, sem forçar a nota.

Notemos os seguintes fatos, que saltam à vista:

→ Não há aí a mais leve referência à Lei Moral, ou à sua súmula: o Decálogo. Não há, em todo contexto, alusão a nenhum preceito dos Dez Mandamentos, mas sim a outros preceitos – isto é muito importante. Em Romanos 7:7, por exemplo, Paulo alude à “lei”, mas o contexto esclarece que se referia a Lei Moral, porque um dos seus preceitos é citado, “não cobiçarás”, Tiago também fala em “lei” (Tiago 2:10 e 11) e a seguir cita dois preceitos da Lei Moral. Mas, no caso que se discute, nada consta do Decálogo. Nem a palavra “lei” também é sequer mencionada nos textos, mas apenas uma cédula de ordenança.

Sabemos que o preceito cerimonial consistia de extensas instruções ritualistas a que os judeus ficavam obrigados. Um autêntico “escrito de divida” – como reza outra tradução. “Ordenança” são prescrições litúrgicas, e isto não se aplica Lei Moral. Compare em Hebreus 9:1. Ordenança “é um rito religioso ou cerimonial ordenada por autoridade divina ou eclesiástica” – define, com propriedade, o autorizado Standard Dictionary.

Coloquemos o quadro que Paulo nos pinta, na sua moldura contemporânea. A igreja de Colossos (a exemplo das de Galácia, Éfeso, Roma e outras) enfrentava dissensões internas em virtude da ação conservadora dos elementos judaizantes, isto é, judeus que aceitavam o evangelho, ingressavam na igreja, mas conservavam práticas do judaísmo e pretendiam impô-las aos cristãos vindos do gentilismo. Entre estas práticas estava a observância da lei cerimonial, notadamente os dias de festas (Páscoa, Pentecostes, Dia da Expiação, Festa dos Tabernáculos, Lua Nova e outras). Como é natural, no passo que estamos considerando, Paulo quis dizer aos cristãos de Colossos que estas ordenanças e festividades foram riscadas ou cravadas na cruz tendo vindo Cristo, a Realidade, automaticamente cessaram os tipos e “sombras” que para Ele apontavam.

→ O contexto esclarece alguma coisa do conteúdo desta “cédula de ordenança”. Alguns dos seus itens se acham registrados no versículo 16, ligado aos versículos anteriores pela conjugação “portanto”. Lemos que aí consta comer, beber, festividades, lua nova e sábados prefigurativos, tudo averbado de “sombras de coisas futuras”. Ora, resta ver em qual códigos constavam tais exigências ritualistas e festivas.

Consultaremos o Decálogo. Examinemos-lhe os preceitos. Há nele algum mandamento sobre comer ou beber? E sobre os dias de festas e Lua Nova? Não! Nele só há preceitos morais e éticos. Nenhuma “ordenança”, portanto. Sabemos que Moisés escreveu um livro, cujo o conteúdo consistia de estatutos civis, preceitos de higiene, ordenanças levíticas e regulamentos sobre festividades, Lua Nova, manjares, ofertas, sacrifícios, etc. (Deuteronómio 31:24 e Êxodo 24:4 e 7). A parte propriamente cerimonial e festival estava em Êxodo 23:14 a 19; capítulos 29 e 30; Levítico 1 a 7, 21, 22, 23, etc. E todas estas coisas estavam no livro de Moisés, mas não em tábuas do Decálogo, escritas pelo dedo de Deus. (Êxodo 31:18)

Notemos que esta cédula de ordenanças nos era contrária. Sim, porque a complicadíssima e onerosa lei Cerimonial, com suas exigências difíceis e até penosas, tendo preenchido a sua passageira finalidade com a morte de Cristo, se tornou in vigente, desnecessária e mesmo contrária ao cristão. Não assim com a Lei Moral de Deus, que é santa, justa, boa, espiritual e prazerosa (Romanos 7:12, 14 e 22), e estabelecida na dispensação evangélica, Romanos 3:31. Não pode a Lei de Deus ser confundida com uma precária cédula de ordenanças que foi riscada. Comidas, bebidas, festividades… Evidentemente, que não se trata do Decálogo, mas meramente de coisas transitórias, “sombras de coisas futuras” – como o próprio texto afirma.

Portanto, segundo a conclusão irrecorrível a que nos leva a Bíblia, os textos em lide referem-se inequivocamente à lei Cerimonial. Foi riscada, é evidente, e cravada na cruz.

Tão clara é a Bíblia! E ainda para, subsidiariamente, concluir esta parte, citemos o notável comentador Adam Clarke, que sobre este ponto diz:

“‘Ninguém vos julgue pelo comer ou beber’… O apóstolo aqui se refere a algumas particulares do escrito de ordenanças, que foram abolidas, a saber, a distinção de carnes e bebidas… e a necessidade da observância de certos feriados e festivais, tais como a Luas Novas e sábados particulares ou aqueles que deviam ser observados com incomum solenidade; todos eles foram abolidos e cravados na cruz, e não mais eram de obrigação.” – Clarke’s Commentary. Aí está uma interpretação insuspeita e valiosa!


“Nunca devemos rebaixar o nível da verdade, a fim de obter conversos, mas precisamos procurar elevar o pecador corrupto à alta norma da Lei de Deus.” – Ellen G. White, Evangelismo, pág. 136.

13/04/14

O Dom de Profecia

O Dom de profecia é dos dons mencionados pelo apóstolo Paulo com que Deus capacitaria a Sua Igreja; “profecia”. (I Cor. 12:10; Efés. 4:11.) Por meio do dom de profecia, o Espírito Santo liga-Se a terminados homens e mulheres que logo comunicam a outros a verdade sobre Jesus. Eis a descrição da função do Espírito: “Falar a respeito de” Jesus por meio de pessoas dotadas com o dom de profecia. Conhecer Jesus e aquilo que Ele nos pode dizer sobre Deus é a informação mais importante de que a família humana necessita, pois “conhecer [Jesus] é vida eterna”. João 17:3.
No livro de Apocalipse, o profeta João escreveu sobre a maneira como este dom atuava na sua própria vida: “Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar ao Seu servo João, o qual atestou a palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo.” Apoc. 1:1 e 2.
Vemos aqui o sistema divino de comunicação em funcionamento. O Revelador atuando
por intermédio do Espírito para revelar a verdade sobre Deus por meio do Seu profeta.
No capítulo 19, o anjo que visitava João lembra-lhe que o “testemunho de Jesus é o
Espírito de Profecia”. Verso 10.
A finalidade do dom de profecia é contar a história de Jesus. O Agente motivador que inspira o profeta humano a contar a verdade sobre Jesus é o Espírito Santo. No fraseado curto e simplificado da Bíblia, o Espírito de Profecia é “o testemunho de Jesus”.
Pedro compreendia este sistema divino de comunicação: “Vocês O amam, mesmo sem
O terem visto, e crêem n´Ele, mesmo que não O estejam vendo agora. Assim vocês se alegram com uma alegria tão grande e gloriosa, que as palavras não podem descrever.
Foi a respeito dessa salvação que os profetas perguntaram e procuraram saber com muito cuidado. Eles profetizaram a respeito da salvação que Deus ia dar a vocês e procuraram saber em que tempo e como essa salvação aconteceria. O Espírito de Cristo, que estava neles, indicava esse tempo, ao predizer os sofrimentos que Cristo teria de suportar e a glória que viria depois. Quando os profetas falaram a respeito das verdades que vocês têm ouvido agora, Deus revelou que o trabalho que faziam não era para o benefício deles, mas para o vosso bem.
Os mensageiros do evangelho, que falaram pelo poder do Espírito Santo mandado do Céu, anunciaram a vocês essas verdades. Essas são coisas que até os anjos gostariam de entender.” I Ped. 1:8-12.
Os profetas verdadeiros não são motivados por recompensa ou capricho pessoal, mas pela influência direta do Espírito de Cristo, o “Espírito Santo mandado do Céu”. Num sentido, o “Espírito de Profecia” é o Espírito de Cristo atuando por Seu Divino Auxiliador, o Espírito Santo, dado a conhecer a homens e mulheres por meio do profeta humano. Noutro sentido, o “Espírito de Profecia” é também o testemunho sobre Jesus, o alvo principal do dom de profecia.
Desde que Jesus voltou para o Céu, esta regra simples e de duplo aspecto tem constituído uma das maneiras mais claras e seguras de provar a autenticidade de alguém que alega ser “profeta”: Ele ou ela diz a verdade sobre Jesus? No espírito de Jesus? Por que o simples nome de Jesus tem, através dos anos, suavizado a voz e tranquilizado o coração de pessoas em todos os continentes?
Porque homens e mulheres lembram do ânimo que recobraram, da esperança que sentiram renascer dentro de si e da explosão de força que receberam para tornar a enfrentar os desafios da vida ao vir-lhes à memória o fato de que são importantes para Jesus, o mesmo Jesus que disse pelo Espírito de Profecia: “Não temas, porque Eu sou contigo.” Isa. 41:10. “De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei.” Heb. 13:5.

Essas pessoas aprenderam por experiência própria o que Jesus queria dizer quando afirmou: “Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros.” João 14:18.

08/04/14

QUEM FOI MARTIN LUTHER KING?

A MAIOR DE TODAS AS VIRTUDES É O AMOR. NESTE MUNDO QUE REPOUSA SOBRE A FORÇA, A TIRANIA E A VIOLÊNCIA, TENDE COMO MISSÃO SEGUIR O CAMINHO DO AMOR; DESCOBRIREIS ASSIM QUE O AMOR, DESARMADO, É A FORÇA MAIS PODEROSA DO MUNDO.

A VERDADEIRA MEDIDA DE UM HOMEM NÃO É COMO ELE SE COMPORTA EM MOMENTOS DE CONFORTO E CONVENIÊNCIA, MAS COMO ELE SE MANTÉM EM TEMPOS DE CONTROVÉRSIA E DESAFIO.

SUBA O PRIMEIRO DEGRAU COM FÉ. VOCÊ NÃO TEM QUE VER TODA A ESCADA, NECESSITA APENAS DE DAR O PRIMEIRO PASSO.

Quem foi

Martin Luther King, Jr. foi um importante pastor evangélico e ativista político norte-americano. Lutou em defesa dos direitos sociais para os negros e mulheres, combatendo o preconceito e o racismo. Defendia a luta pacífica, baseada no amor ao próximo, como forma de construir um mundo melhor, baseado na igualdade de direitos sociais e económicos.
Biografia
- Marthin Luther King nasceu em 15 de janeiro de 1929 na cidade de Atlanta (estado da Geórgia).
- Formou-se em sociologia em 1948 na Morehouse College.
- Em 1951 formou-se no Seminário Teológico Crozer.
- Em 1954, tornou-se pastor da Igreja Batista da cidade de Montgomery (estado da Virgínia).
- Em 1953, casou-se com Coretta Scott King com quem teve quatro filhos.
- Em 1955, tornou-se Phd em Teologia Sistemática pela Universidade de Boston.
- Em 1955, foi um dos líderes ao boicote às empresas de autocarros da cidade de Montgomery. Este boicote era para pressionar o governo a acabar com a discriminação que havia contra os negros nos transportes públicos dos Estados Unidos. A Corte Suprema Americana acatou as reivindicações dos ativistas e terminou com a discriminação no sistema de transportes públicos.
- Em 1957, participou da fundação da Conferência de Liderança Cristã do Sul. Luther King liderou a CLCS, que lutava pelos direitos civis.
- Na década de 1960, Luther King liderou várias marchas de protesto e manifestações pacíficas em defesa dos direitos iguais entre brancos e negros e o fim do preconceito e da discriminação racial.
- Em 14 de outubro de 1964, Luther King recebeu o Prémio Nobel da Paz em função do seu trabalho, combatendo pacificamente o preconceito racial nos Estados Unidos.
- Em 1967, King fez vários discursos protestando contra a participação dos Estados Unidos na Guerra do Vietname.
- Em 1968, King organizou a Campanha dos Pobres, pregou sobre a justiça social e económica.
- Em função da sua atuação social e política, Luther King despertou muito ódio naqueles que defendiam a segregação racial nos Estados Unidos. Durante quase toda a sua vida adulta, foi constantemente ameaçado de morte por estas pessoas e grupos.
- Na manhã de 4 de abril de 1968, antes de uma marcha, Martin Luther King foi assassinado no quarto de um hotel na cidade de Memphis.
- A sua atuação política e sociai foi fundamental nas mudanças que ocorreram nas leis dos Estados Unidos nas décadas de 1950 e 1960. As leis segregacionistas foram caindo, dando espaço para uma legislação mais justa e igualitária. Embora a sua atuação tenha sido nos Estados Unidos, Luther King é até hoje lembrado nos quatro cantos do mundo como símbolo de luta pacífica pelos direitos civis.
Frases de Luther King
·        "Um líder verdadeiro, em vez de buscar consenso, molda-o."
·        "O que mais preocupa não é o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem carácter, dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons."
·        "Quase sempre minorias criativas e dedicadas transformam o mundo num lugar melhor."
·        "Se um homem não descobriu algo por que morrer, ele não está preparado para viver."
·        "Sonho com o dia em que a justiça correrá como água e a retidão como um caudaloso rio."
·        "O ser humano deve desenvolver, para todos os seus conflitos, um método que rejeite a vingança, a agressão e a retaliação. A base para esse tipo de método é o amor.
·        "A Verdadeira paz somente não é a falta de tensão, é a presença de justiça."
·        "Nós temos que combinar a dureza da serpente com a suavidade da pomba, uma mente dura e um coração tenro."
·        "Nada no mundo é mais perigoso que a ignorância sincera e a estupidez conscienciosa."

·        "O Amor é a única força capaz de transformar um inimigo num amigo."

06/04/14

Podem os anjos aparecer?



EXISTE VERDADE ABSOLUTA?

VERDADE OU MENTIRA?


Eu tenho certeza que você já deve ter passado por esta situação. Você expondo uma doutrina bíblica para alguém e essa pessoa refutando-a dizendo que isto é uma verdade relativa. Verdade relativa?! Isso mesmo, eu e você provavelmente já ouvimos muitas vezes este termo. Desculpas como “essa verdade não se aplica mais a nós”“na nova aliança não é assim” ou até mesmo “nada haver” são sinônimos das verdades relativas criadas pelo homem. Então ai vem a questão chave:se existem verdades relativas, como eu posso saber o que é realmente verdade ou o que é mentira (o oposto dessa verdade)?
Nosso mundo está cheio de pessoas que preferem acreditar na mais variada gama de coisas. Coisas que podem ser grandes como os astros ou pequenas como cristais. No final das contas, as pessoas tendem a acreditar naquelas coisas com base no seu contexto social, na educação que tiveram ou até mesmo nelas mesmas, pois nada como eu mesmo para saber o que é realmente bom para mim, não é? Errado! A bíblia fala “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo?” Jer. 17:9 (NVI). E você pode comprovar isso por você mesmo. Quantos de nós já não nos decepcionamos ou entramos em verdadeiras roubadas por seguir o nosso próprio entendimento? Se já fizemos isso e deu errado, podemos concluir que o mapa que estamos seguindo pode conter algum erro.
Ok, mas se este erro vir de Deus, ai como fica? Para responder a essa pergunta precisamos criar uma simples linha de pensamento: se o erro vem de Deus, Deus erra; se Deus erra, não posso confiar; Se não posso confiar, não vou usar; se não uso, não serve para mim. Se retiramos Deus da equação, sobra novamente a nossa própria consciência e decisão. Consegue ver o problema? É um loop sem fim que acaba sempre te traindo. Para consertar isso, precisamos resolver aonde está o erro. O erro está simplesmente na fonte no qual estamos extraindo todas as nossas decisões e pensamentos.
Chegará o tempo em que Deus simplesmente permitirá que as pessoas se deixem levar por suas próprias convicções. Ou seja, Deus permitirá que a fonte de toda linha de pensamento venha de qualquer outra coisa menos da única fonte de verdade absoluta deixada para a humanidade:a bíblia.
Os mandamentos e conselhos deixados por Deus nos revelam a forma de um caráter perfeito que não pode ser enganado pelo coração falho do Homem. A meia verdade prega que infidelidade pode ser causado pela situação do casal num determinado momento. Enquanto, a bíblia diz “não adulterarás.” a meia verdade afirma que existe mentira branca e que você sempre tem que olhar para o fim e não para o meio na condução das suas atitudes. A verdade absoluta diz “não dirás falso testemunho” e “teme primeiro a Deus do que os Homens” a meia verdade diz que você precisa dar muito dinheiro para receber mais bençãos, enquanto a única verdade promete bençãos bem diferentes das materiais devido a sua fidelidade e confiança em Deus. Eu poderia listar muitos outros exemplos, mas meu ponto é: será que estamos sendo “enganados por Deus” ou apenas estamos seguindo nosso coração e mente naquilo que queremos realmente acreditar?
Então como distinguir a verdade da meia verdade=mentira? Somente através da única fonte de verdade absoluta. Essa nos ditará os parâmetros de contrafação para nos dizer exatamente no que devemos acreditar? A biblía mesmo nos ensina “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo. 8:32) e “Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo. 17:17).
Mas ainda podemos falhar na famosa interpretação como eu comecei o texto lá em cima. Porém, a mesma verdade absoluta diz que “quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir” (Jo. 16:13). Somente através do Espírito de Deus poderemos ser guiados em toda a verdade. Eu oro para que esse mesmo Espírito possa estar presente em cada um de nós todos os dias para nos guiar, ensinar e corrigir para que nunca possamos usar nossas próprias decisões a fim de interpretar as verdades absolutas de Deus. E esse é o maior desejo de Deus: “Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade” ( I Tim. 2:4). E essa verdade é simplesmente Jesus Cristo. “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo.14:6).
Que Deus possa te abeçoar hoje e vá com fé em busca das verdades absolutas, porque elas existem e estão bem ai ao seu alcance num livro chamado bíblia.
Robson Teles

26/03/14

Como Podemos Entender Mateus 15:10-20?

“Não é o que Entra Pela Boca o que Contamina o Homem” (verso 11).

Não é necessário ser um perito em exegese bíblica para perceber que Cristo está a referir-Se aqui não à contaminação física e sim à contaminação espiritual do homem. Se realmente pudéssemos ingerir qualquer coisa, sem que isso prejudicasse o nosso organismo, então não haveria necessidade de conhecermos os princípios básicos de nutrição e higiene, de procurarmos consumir apenas os alimentos da melhor qualidade e de advertirmos os jovens a respeito dos malefícios das drogas.

Para compreendermos a declaração de Mateus 15:11, precisamos levar em consideração o fato de que ela foi proferida por Cristo em resposta à acusação dos “fariseus e escribas”, de que os discípulos transgrediam “a tradição dos anciãos”, ao comerem sem antes lavar as mãos (versos 1 e 2). Esse ato de lavar ritualmente as mãos não era motivado por razões de higiene, mas para evitar a contaminação religiosa. Mesmo destituído de qualquer fundamentação bíblica, o rito era considerado pelos fariseus tão normativo como a própria lei mosaica.

Tentando romper com essa tradição infundada, Cristo declarou que a contaminação religiosa do ser humano não reside na prática de ritos exteriores, mas na degradação interior do coração que se manifesta exteriormente. Ele esclarece: “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfémias. São estas as coisas que contaminam o homem; mas o comer sem lavar as mãos não o contamina” (Mat. 15:19 e 20; ver também 23:1-39). Em outras palavras, Cristo deixou claro “que o mal que sai da boca é muito maior do que qualquer mal que possa entrar nela quando se come alimento ritualmente impuro” (R.V. G. Tasker).

O mesmo incidente de Mateus 15:1-20 é também registado em Marcos 7:1-23, com o acréscimo das palavras: “E, assim, considerou ele puros todos os alimentos” (verso 19). É importante notarmos que, mesmo nesta afirmação, Cristo não está dizendo que todas as coisas, quer animais ou vegetais, são puras e apropriadas para a alimentação. O que o texto enfatiza é simplesmente o fato de que todas as coisas divinamente criadas com o propósito de servirem como alimento aos seres humanos são apropriadas, independente da falsa contaminação a elas atribuídas pelas tradições farisaicas sobre o lavar ritual das mãos antes das refeições.


Fonte: Sinais dos Tempos, maio de 1998, p. 29

17/03/14

Igrejas Para Todos os Gostos

Qualquer pessoa que ande pelas ruas das grandes cidades brasileiras há-de ficar impressionado com a quantidade de igrejas evangélicas.

São templos, pontos de pregação, salas e até portinhas, onde o nome de Jesus é exaltado e o povo de Deus reúne-se para exercer a sua fé.

Símbolo da expansão do segmento evangélico na sociedade brasileira, a proliferação de igrejas, se por um lado possibilita a disseminação da Palavra de Deus, por outro, gera situações curiosas.

Há ruas com vários templos e até mesmo congregações que funcionam coladas parede a parede. Agora, engraçado mesmo – com todo respeito, claro! – é conferir o nome de algumas igrejas.

Existe, por exemplo, uma certa Assembléia de Deus Com Doutrinas e Sem Costumes, no subúrbio do Rio de Janeiro. No interior de Minas, funciona a Igreja Evangélica A Última Trombeta Soará. Isso sem falar na Igreja Cuspe de Cristo, em São Paulo.

Pode-se discutir o gosto de quem inventa tais nomes, mas o fato é que os aproximadamente 26 milhões de evangélicos brasileiros têm à disposição um variadíssimo cardápio de opções para filiação religiosa.

Curiosos, bizarros e imaginativos, os nomes de igrejas, digamos, originais, compõem uma extensa lista: há, por exemplo, a Igreja Pentecostal Alarido de Deus, de Anápolis (GO), cujos cultos não devem ser nada silenciosos; a Igreja Evangélica Deus Pentecostal da Profecia, de São Mateus (ES), que não deixa dúvidas sobre o caráter avivado do povo que se reúne ali; ou ainda a Igreja Evangélica Vida Profunda, da Itaperuna (RJ), onde o crente, já na entrada, recebe um estímulo para deixar de lado a superficialidade na sua relação com Deus.

Já a Igreja da Revelação Rápida parece ter sido feita de encomenda para os fiéis mais apressadinhos. Há ainda muitas outras (ver quadro), quase sempre pequenas denominações pentecostais dirigidas por líderes leigos, onde o que vale é a espontaneidade litúrgica e uma boa dose de improvisação.

Mais do que simples tendência, a proliferação das igrejas evangélicas, há alguns anos, já chama a atenção como fenómeno sociológico. Nos anos 90, o Instituto Superior de Estudos da Religião (Iser) debruçou-se sobre os números e chegou a uma conclusão de espantar: só no Grande Rio, cinco novas igrejas surgiam… por semana!

E as coisas só aumentaram de lá para cá. Números confiáveis não existem, mas levantamentos realizados por entidades missionárias apontam para a existência de cerca de 150 mil templos e casas de culto evangélicas no país.

“Hoje, há uma média de 1,5 mil pessoas por igreja no Brasil”, diz o pesquisador Louranço Kraft, do Serviço para a Evangelização da América Latina (Sepal). Claro, elas concentram-se nos centros urbanos. Em regiões como a Amazónia ou o interior do Nordeste, a presença evangélica permanece extremamente rarefeita.

Razões para tanto crescimento não faltam – além do evangelismo ostensivo, responsável por novas conversões, as igrejas evangélicas costumam receber muitos ex-fiéis de outras confissões, como o catolicismo e o espiritismo.

Há ainda outro aspecto – a ruptura com antigos dogmas, como restrições quanto a usos e costumes e normas rígidas de vestuário. “Os evangélicos aboliram a vida ascética que antes preconizavam”, avalia o doutor em sociologia Ricardo Mariano, autor do livro Neopentecostais – Sociologia do novo pentecostalismo no Brasil (Edições Loyola).

Segundo ele, os crentes, cada vez mais adaptados à sociedade, conseguem fazer seu discurso penetrar com mais facilidade, atraindo novos adeptos até mesmo em setores das classes média e alta, tradicionalmente mais avessos à mensagem do Evangelho.

Bem menos académico, mas igualmente sintomático, é o estudo desenvolvido por Orlando Corrêa Neves Castor, 17 anos, estudante de tradições e cultos religiosos. Ele, que mora em Teresópolis (RJ), criou um site sobregrejas com nomes curiosos (www.igrejologia.hpg.ig.com.br).

Evangélico, o rapaz conta que a ideia de elaborar a página virtual veio depois de ver tantos nomes diferentes de igrejas. “Comecei o trabalho procurando em listas telefónicas de vários estados”, conta. “Depois, muitas pessoas se interessaram e começaram a mandar colaborações para a lista. Alguns nomes adotados são bem exóticos.”

“Sede mundial” – Segundo Orlando, a maioria das igrejas com este perfil tem localização restrita, ao contrário das denominações mais antigas e tradicionais, como Metodista, Quadrangular ou Luterana, cuja abrangência é nacional.

“Noventa por cento delas funcionam em pequenos imóveis alugados, em bairros pobres”, comenta o estudante. No meio do bolo, há uma proliferação desenfreada de congregações evangélicas, muitas delas funcionando sem alvará e à margem de outras exigências legais.

“Além disso, a falta de cultura e informação de seus criadores é patente”, aponta. Como exemplo, ele cita uma certa Igreja Evangélica Muçulmana Javé É Pai, e outra, tão bizarra quanto: Igreja Cristã Evangélica Espírita Nacional.

“Nos dois nomes há união de religiões que não se relacionam entre si. Como um evangélico pode ser muçulmano ou espírita ao mesmo tempo?”, indaga.

Orlando não esconde que o objetivo do bem humorado levantamento que fez é, também, “criticar abusos praticados em nome da fé das pessoas”.

Há pouco tempo, o jornal carioca Balcão, especializado em classificados de todo tipo – ali vende-se varas de pesca, violoncelos, apartamentos, coleção de gibis do Homem-Aranha e tudo o que se possa imaginar –, publicou um anúncio esquisitíssimo.

Anunciava-se a oferta de uma igreja evangélica, equipada com som e móveis e que tinha “cerca de 200 membros”, que talvez jamais imaginassem virar objeto de uma transação do género.

O problema é que fica muito difícil separar o trigo, ou seja, aqueles crentes sérios cujo objetivo ao abrir uma