25/05/14

Só o Pai é Deus? De maneira alguma! (João 17:3)



“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”.
Alguns têm usado essa declaração de Jesus para negar a absoluta divindade de Cristo, tão bem definida em Isaías 9:6, que O chama de “Pai da Eternidade”; em Atos 3:15, que o qualifica como “Autor da Vida”; e tão claramente definida (entre muitos outros textos) em Colossenses 2:9, onde Jesus é apresentado como um ser absolutamente divino em quem “habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade”.
Todavia, se em João 17:3 Cristo estivesse dizendo que o Pai é “o único Deus verdadeiro” em comparação com Ele mesmo, teríamos de supor que Cristo é um deus falso. Percebe o grande problema? Cristo estaria depondo contra si mesmo, pois a Bíblia diz que Ele é Deus (Jo 1:1-3; Rm 9:5). Não tem como a Bíblia chamá-Lo de Deus e Ele mesmo afirmar que só o Pai é verdadeiro (e Ele, Jesus, falso), entende? Deus sempre será a verdade (Jr 10:10) e Cristo faz parte dessa divindade que é a verdade (ver Jo 14:6).
Em sua oração sacerdotal em João 17, Jesus não está contrastando Sua natureza com a do Pai, e sim contrastando a natureza divina do Pai com os falsos deuses pagãos. Ele está focando “a necessidade de as pessoas reconhecerem o único Deus verdadeiro em oposição aos ídolos e outros falsos deuses”, e também enfatiza nesse texto “a necessidade de reconhecê-Lo como meio de Salvação”[1].
Quando a Bíblia compara a Jesus com o Pai, ela não apresenta apenas Deus Pai como Deus Verdadeiro. Veja o que o mesmo autor do evangelho de João escreveu em sua 1ª Carta:
“Sabemos também que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento, para que conheçamos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1Jo 5:20).
Note que nesse texto o apóstolo João chama a Jesus de Deus verdadeiro e fonte de vida eterna.
Por isso, os antitrinitarianos (os que são contra a doutrina da Trindade) não deveriam usar João 17:3 para negar a absoluta divindade de Jesus Cristo. Fazer isso é desrespeitar o texto bíblico e tirar dele uma ideia que não existe.
Além disso, noutro contexto, em João 10:30, quando Jesus comentou sobre Sua relação com o Pai, Ele se colocou no mesmo nível de Deus, ao ponto de quererem apedrejá-Lo por blasfêmia (Jo 10:31-33). Em João 10:30 Ele afirmou claramente que Ele e o Pai eram “um” no sentido de serem unidos tanto em amor quanto na essência divina (veja-se também Colossenses 2:9).
Esse conceito de unidade essencial entre as Três Pessoas da divindade combate qualquer tipo de politeísmo porque, ao contrário da doutrina bíblica da Trindade, que ensina existir Três Pessoas distintas que formam a divindade e que possuem a mesma essência (Mt 28:19; Jo 14:16; 2Co 13:13, etc), o politeísmo ensina existirem deuses com diferentes essências divinas e distintos poderes. Enquanto que a doutrina da Trindade iguala as Pessoas que formam a divindade, o politeísmo desiguala, apresentando um deus melhor e mais poderoso do que outro.
Desse modo, o conceito de Triunidade encontrado na Bíblia nada tem a ver com politeísmo, como afirmam alguns que estão desinformados em relação ao assunto.

DOIS TIPOS DE TEXTOS SOBRE JESUS
Algumas pessoas sinceramente não sabem (outros, ignoram) que na Bíblia há pelo menos dois tipos de versículos que tratam da natureza de Cristo. Precisamos considerá-los juntos, se quisermos aprender tudo aquilo que nos foi revelado sobre a Pessoa de Jesus na Bíblia.
Nas Escrituras encontramos textos que mostram o Salvador no mesmo nível que Deus Pai (Colossenses 2:9) e versos que O mostram numa condição inferior ao Pai (João 14:28).
- Os versículos que colocam a Cristo no mesmo patamar que as demais pessoas da divindade se referem a Ele em Sua natureza divina.
- Já os versos que apresentam a Jesus numa condição “inferior” se referem a Ele em Sua condição encarnada, na qual se encontra subordinado ao Pai.
Essa subordinação de Cristo é apenas funcional e não essencial. Devido à Sua encarnação, Ele assumiu uma função inferior ao Pai, limitando voluntariamente até mesmo a própria Onisciência (Mt 24:36). Porém, na sua essência como Deus, Cristo em nada difere do Pai, tanto que reassume totalmente Sua Onisciência após Sua ascensão: “[...] para que o coração deles seja confortado e vinculado juntamente em amor, e eles tenham toda a riqueza da forte convicção do entendimento, para compreenderem plenamente o mistério de Deus, Cristo, em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos”.
Resumindo, podemos dizer, como Geisler e Howe[2]:
Ilustração - Divindade de Cristo
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Espero que essas breves considerações tenham lhe ajudado. Caso queira se aprofundar ainda mais no estudo da doutrina da Trindade, recomendo umas poucas obras que lhe serão bastante úteis:
A Trindade: como entender os mistérios da pessoa de Deus na Bíblia e na história do cristianismo, de Woodrow Whidden, Jerry Moon e John W. Reeve. Pode ser adquirida com a Casa Publicadora Brasileira pelo site www.cpb.com.br ou pelo telefone 0800-979 0606.
A Doutrina do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento, de Stanley M. Horton. Esse material foi publicado em língua portuguesa pela Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) e pode ser adquirido no site www.cpad.com.br
Evangelismo, de Ellen G. White. Nas páginas 613 a 617 ela apresenta declarações belíssimas sobre a divindade de Cristo e a personalidade e divindade do Espírito Santo. O material também é da Casa Publicadora Brasileira.
- A Teologia Sistemática de Norman Geisler também poderá ser bastante útil em sua pesquisa. No vol. 1, cap. 12, intitulado “A Unidade e a Trindade de Deus”, há inclusive uma seleção de textos que comprovam a identificação de Cristo com Javé do Antigo Testamento. Essa obra também pode ser adquirida através da CPAD.
Um abraço e que Deus lhe abençoe ricamente!

27/04/14

Distorção de textos – Quanto à Lei de Deus (Os 10 Mandamentos)

Uma das “razões” apresentadas para “justificar” que a lei findou na cruz, é a indevida citação de Colossenses 2:14, 16 e 17, que assim reza: “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de algum modo nos era contrária, e a tirou no meio de nós, cravando-a na cruz…

Portanto ninguém vos julgue pelo comer ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da Lua Nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é Cristo.” – Sobre estes textos, procura-se armar duas teses: a da in vigência da lei pós-cruz, e a da ab-rogação do sábado do Decálogo. Vamos desmontá-las completamente, deixando que a própria Bíblia se interprete, sem forçar a nota.

Notemos os seguintes fatos, que saltam à vista:

→ Não há aí a mais leve referência à Lei Moral, ou à sua súmula: o Decálogo. Não há, em todo contexto, alusão a nenhum preceito dos Dez Mandamentos, mas sim a outros preceitos – isto é muito importante. Em Romanos 7:7, por exemplo, Paulo alude à “lei”, mas o contexto esclarece que se referia a Lei Moral, porque um dos seus preceitos é citado, “não cobiçarás”, Tiago também fala em “lei” (Tiago 2:10 e 11) e a seguir cita dois preceitos da Lei Moral. Mas, no caso que se discute, nada consta do Decálogo. Nem a palavra “lei” também é sequer mencionada nos textos, mas apenas uma cédula de ordenança.

Sabemos que o preceito cerimonial consistia de extensas instruções ritualistas a que os judeus ficavam obrigados. Um autêntico “escrito de divida” – como reza outra tradução. “Ordenança” são prescrições litúrgicas, e isto não se aplica Lei Moral. Compare em Hebreus 9:1. Ordenança “é um rito religioso ou cerimonial ordenada por autoridade divina ou eclesiástica” – define, com propriedade, o autorizado Standard Dictionary.

Coloquemos o quadro que Paulo nos pinta, na sua moldura contemporânea. A igreja de Colossos (a exemplo das de Galácia, Éfeso, Roma e outras) enfrentava dissensões internas em virtude da ação conservadora dos elementos judaizantes, isto é, judeus que aceitavam o evangelho, ingressavam na igreja, mas conservavam práticas do judaísmo e pretendiam impô-las aos cristãos vindos do gentilismo. Entre estas práticas estava a observância da lei cerimonial, notadamente os dias de festas (Páscoa, Pentecostes, Dia da Expiação, Festa dos Tabernáculos, Lua Nova e outras). Como é natural, no passo que estamos considerando, Paulo quis dizer aos cristãos de Colossos que estas ordenanças e festividades foram riscadas ou cravadas na cruz tendo vindo Cristo, a Realidade, automaticamente cessaram os tipos e “sombras” que para Ele apontavam.

→ O contexto esclarece alguma coisa do conteúdo desta “cédula de ordenança”. Alguns dos seus itens se acham registrados no versículo 16, ligado aos versículos anteriores pela conjugação “portanto”. Lemos que aí consta comer, beber, festividades, lua nova e sábados prefigurativos, tudo averbado de “sombras de coisas futuras”. Ora, resta ver em qual códigos constavam tais exigências ritualistas e festivas.

Consultaremos o Decálogo. Examinemos-lhe os preceitos. Há nele algum mandamento sobre comer ou beber? E sobre os dias de festas e Lua Nova? Não! Nele só há preceitos morais e éticos. Nenhuma “ordenança”, portanto. Sabemos que Moisés escreveu um livro, cujo o conteúdo consistia de estatutos civis, preceitos de higiene, ordenanças levíticas e regulamentos sobre festividades, Lua Nova, manjares, ofertas, sacrifícios, etc. (Deuteronómio 31:24 e Êxodo 24:4 e 7). A parte propriamente cerimonial e festival estava em Êxodo 23:14 a 19; capítulos 29 e 30; Levítico 1 a 7, 21, 22, 23, etc. E todas estas coisas estavam no livro de Moisés, mas não em tábuas do Decálogo, escritas pelo dedo de Deus. (Êxodo 31:18)

Notemos que esta cédula de ordenanças nos era contrária. Sim, porque a complicadíssima e onerosa lei Cerimonial, com suas exigências difíceis e até penosas, tendo preenchido a sua passageira finalidade com a morte de Cristo, se tornou in vigente, desnecessária e mesmo contrária ao cristão. Não assim com a Lei Moral de Deus, que é santa, justa, boa, espiritual e prazerosa (Romanos 7:12, 14 e 22), e estabelecida na dispensação evangélica, Romanos 3:31. Não pode a Lei de Deus ser confundida com uma precária cédula de ordenanças que foi riscada. Comidas, bebidas, festividades… Evidentemente, que não se trata do Decálogo, mas meramente de coisas transitórias, “sombras de coisas futuras” – como o próprio texto afirma.

Portanto, segundo a conclusão irrecorrível a que nos leva a Bíblia, os textos em lide referem-se inequivocamente à lei Cerimonial. Foi riscada, é evidente, e cravada na cruz.

Tão clara é a Bíblia! E ainda para, subsidiariamente, concluir esta parte, citemos o notável comentador Adam Clarke, que sobre este ponto diz:

“‘Ninguém vos julgue pelo comer ou beber’… O apóstolo aqui se refere a algumas particulares do escrito de ordenanças, que foram abolidas, a saber, a distinção de carnes e bebidas… e a necessidade da observância de certos feriados e festivais, tais como a Luas Novas e sábados particulares ou aqueles que deviam ser observados com incomum solenidade; todos eles foram abolidos e cravados na cruz, e não mais eram de obrigação.” – Clarke’s Commentary. Aí está uma interpretação insuspeita e valiosa!


“Nunca devemos rebaixar o nível da verdade, a fim de obter conversos, mas precisamos procurar elevar o pecador corrupto à alta norma da Lei de Deus.” – Ellen G. White, Evangelismo, pág. 136.

13/04/14

O Dom de Profecia

O Dom de profecia é dos dons mencionados pelo apóstolo Paulo com que Deus capacitaria a Sua Igreja; “profecia”. (I Cor. 12:10; Efés. 4:11.) Por meio do dom de profecia, o Espírito Santo liga-Se a terminados homens e mulheres que logo comunicam a outros a verdade sobre Jesus. Eis a descrição da função do Espírito: “Falar a respeito de” Jesus por meio de pessoas dotadas com o dom de profecia. Conhecer Jesus e aquilo que Ele nos pode dizer sobre Deus é a informação mais importante de que a família humana necessita, pois “conhecer [Jesus] é vida eterna”. João 17:3.
No livro de Apocalipse, o profeta João escreveu sobre a maneira como este dom atuava na sua própria vida: “Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar ao Seu servo João, o qual atestou a palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo.” Apoc. 1:1 e 2.
Vemos aqui o sistema divino de comunicação em funcionamento. O Revelador atuando
por intermédio do Espírito para revelar a verdade sobre Deus por meio do Seu profeta.
No capítulo 19, o anjo que visitava João lembra-lhe que o “testemunho de Jesus é o
Espírito de Profecia”. Verso 10.
A finalidade do dom de profecia é contar a história de Jesus. O Agente motivador que inspira o profeta humano a contar a verdade sobre Jesus é o Espírito Santo. No fraseado curto e simplificado da Bíblia, o Espírito de Profecia é “o testemunho de Jesus”.
Pedro compreendia este sistema divino de comunicação: “Vocês O amam, mesmo sem
O terem visto, e crêem n´Ele, mesmo que não O estejam vendo agora. Assim vocês se alegram com uma alegria tão grande e gloriosa, que as palavras não podem descrever.
Foi a respeito dessa salvação que os profetas perguntaram e procuraram saber com muito cuidado. Eles profetizaram a respeito da salvação que Deus ia dar a vocês e procuraram saber em que tempo e como essa salvação aconteceria. O Espírito de Cristo, que estava neles, indicava esse tempo, ao predizer os sofrimentos que Cristo teria de suportar e a glória que viria depois. Quando os profetas falaram a respeito das verdades que vocês têm ouvido agora, Deus revelou que o trabalho que faziam não era para o benefício deles, mas para o vosso bem.
Os mensageiros do evangelho, que falaram pelo poder do Espírito Santo mandado do Céu, anunciaram a vocês essas verdades. Essas são coisas que até os anjos gostariam de entender.” I Ped. 1:8-12.
Os profetas verdadeiros não são motivados por recompensa ou capricho pessoal, mas pela influência direta do Espírito de Cristo, o “Espírito Santo mandado do Céu”. Num sentido, o “Espírito de Profecia” é o Espírito de Cristo atuando por Seu Divino Auxiliador, o Espírito Santo, dado a conhecer a homens e mulheres por meio do profeta humano. Noutro sentido, o “Espírito de Profecia” é também o testemunho sobre Jesus, o alvo principal do dom de profecia.
Desde que Jesus voltou para o Céu, esta regra simples e de duplo aspecto tem constituído uma das maneiras mais claras e seguras de provar a autenticidade de alguém que alega ser “profeta”: Ele ou ela diz a verdade sobre Jesus? No espírito de Jesus? Por que o simples nome de Jesus tem, através dos anos, suavizado a voz e tranquilizado o coração de pessoas em todos os continentes?
Porque homens e mulheres lembram do ânimo que recobraram, da esperança que sentiram renascer dentro de si e da explosão de força que receberam para tornar a enfrentar os desafios da vida ao vir-lhes à memória o fato de que são importantes para Jesus, o mesmo Jesus que disse pelo Espírito de Profecia: “Não temas, porque Eu sou contigo.” Isa. 41:10. “De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei.” Heb. 13:5.

Essas pessoas aprenderam por experiência própria o que Jesus queria dizer quando afirmou: “Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros.” João 14:18.

08/04/14

QUEM FOI MARTIN LUTHER KING?

A MAIOR DE TODAS AS VIRTUDES É O AMOR. NESTE MUNDO QUE REPOUSA SOBRE A FORÇA, A TIRANIA E A VIOLÊNCIA, TENDE COMO MISSÃO SEGUIR O CAMINHO DO AMOR; DESCOBRIREIS ASSIM QUE O AMOR, DESARMADO, É A FORÇA MAIS PODEROSA DO MUNDO.

A VERDADEIRA MEDIDA DE UM HOMEM NÃO É COMO ELE SE COMPORTA EM MOMENTOS DE CONFORTO E CONVENIÊNCIA, MAS COMO ELE SE MANTÉM EM TEMPOS DE CONTROVÉRSIA E DESAFIO.

SUBA O PRIMEIRO DEGRAU COM FÉ. VOCÊ NÃO TEM QUE VER TODA A ESCADA, NECESSITA APENAS DE DAR O PRIMEIRO PASSO.

Quem foi

Martin Luther King, Jr. foi um importante pastor evangélico e ativista político norte-americano. Lutou em defesa dos direitos sociais para os negros e mulheres, combatendo o preconceito e o racismo. Defendia a luta pacífica, baseada no amor ao próximo, como forma de construir um mundo melhor, baseado na igualdade de direitos sociais e económicos.
Biografia
- Marthin Luther King nasceu em 15 de janeiro de 1929 na cidade de Atlanta (estado da Geórgia).
- Formou-se em sociologia em 1948 na Morehouse College.
- Em 1951 formou-se no Seminário Teológico Crozer.
- Em 1954, tornou-se pastor da Igreja Batista da cidade de Montgomery (estado da Virgínia).
- Em 1953, casou-se com Coretta Scott King com quem teve quatro filhos.
- Em 1955, tornou-se Phd em Teologia Sistemática pela Universidade de Boston.
- Em 1955, foi um dos líderes ao boicote às empresas de autocarros da cidade de Montgomery. Este boicote era para pressionar o governo a acabar com a discriminação que havia contra os negros nos transportes públicos dos Estados Unidos. A Corte Suprema Americana acatou as reivindicações dos ativistas e terminou com a discriminação no sistema de transportes públicos.
- Em 1957, participou da fundação da Conferência de Liderança Cristã do Sul. Luther King liderou a CLCS, que lutava pelos direitos civis.
- Na década de 1960, Luther King liderou várias marchas de protesto e manifestações pacíficas em defesa dos direitos iguais entre brancos e negros e o fim do preconceito e da discriminação racial.
- Em 14 de outubro de 1964, Luther King recebeu o Prémio Nobel da Paz em função do seu trabalho, combatendo pacificamente o preconceito racial nos Estados Unidos.
- Em 1967, King fez vários discursos protestando contra a participação dos Estados Unidos na Guerra do Vietname.
- Em 1968, King organizou a Campanha dos Pobres, pregou sobre a justiça social e económica.
- Em função da sua atuação social e política, Luther King despertou muito ódio naqueles que defendiam a segregação racial nos Estados Unidos. Durante quase toda a sua vida adulta, foi constantemente ameaçado de morte por estas pessoas e grupos.
- Na manhã de 4 de abril de 1968, antes de uma marcha, Martin Luther King foi assassinado no quarto de um hotel na cidade de Memphis.
- A sua atuação política e sociai foi fundamental nas mudanças que ocorreram nas leis dos Estados Unidos nas décadas de 1950 e 1960. As leis segregacionistas foram caindo, dando espaço para uma legislação mais justa e igualitária. Embora a sua atuação tenha sido nos Estados Unidos, Luther King é até hoje lembrado nos quatro cantos do mundo como símbolo de luta pacífica pelos direitos civis.
Frases de Luther King
·        "Um líder verdadeiro, em vez de buscar consenso, molda-o."
·        "O que mais preocupa não é o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem carácter, dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons."
·        "Quase sempre minorias criativas e dedicadas transformam o mundo num lugar melhor."
·        "Se um homem não descobriu algo por que morrer, ele não está preparado para viver."
·        "Sonho com o dia em que a justiça correrá como água e a retidão como um caudaloso rio."
·        "O ser humano deve desenvolver, para todos os seus conflitos, um método que rejeite a vingança, a agressão e a retaliação. A base para esse tipo de método é o amor.
·        "A Verdadeira paz somente não é a falta de tensão, é a presença de justiça."
·        "Nós temos que combinar a dureza da serpente com a suavidade da pomba, uma mente dura e um coração tenro."
·        "Nada no mundo é mais perigoso que a ignorância sincera e a estupidez conscienciosa."

·        "O Amor é a única força capaz de transformar um inimigo num amigo."

06/04/14

Podem os anjos aparecer?



EXISTE VERDADE ABSOLUTA?

VERDADE OU MENTIRA?


Eu tenho certeza que você já deve ter passado por esta situação. Você expondo uma doutrina bíblica para alguém e essa pessoa refutando-a dizendo que isto é uma verdade relativa. Verdade relativa?! Isso mesmo, eu e você provavelmente já ouvimos muitas vezes este termo. Desculpas como “essa verdade não se aplica mais a nós”“na nova aliança não é assim” ou até mesmo “nada haver” são sinônimos das verdades relativas criadas pelo homem. Então ai vem a questão chave:se existem verdades relativas, como eu posso saber o que é realmente verdade ou o que é mentira (o oposto dessa verdade)?
Nosso mundo está cheio de pessoas que preferem acreditar na mais variada gama de coisas. Coisas que podem ser grandes como os astros ou pequenas como cristais. No final das contas, as pessoas tendem a acreditar naquelas coisas com base no seu contexto social, na educação que tiveram ou até mesmo nelas mesmas, pois nada como eu mesmo para saber o que é realmente bom para mim, não é? Errado! A bíblia fala “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo?” Jer. 17:9 (NVI). E você pode comprovar isso por você mesmo. Quantos de nós já não nos decepcionamos ou entramos em verdadeiras roubadas por seguir o nosso próprio entendimento? Se já fizemos isso e deu errado, podemos concluir que o mapa que estamos seguindo pode conter algum erro.
Ok, mas se este erro vir de Deus, ai como fica? Para responder a essa pergunta precisamos criar uma simples linha de pensamento: se o erro vem de Deus, Deus erra; se Deus erra, não posso confiar; Se não posso confiar, não vou usar; se não uso, não serve para mim. Se retiramos Deus da equação, sobra novamente a nossa própria consciência e decisão. Consegue ver o problema? É um loop sem fim que acaba sempre te traindo. Para consertar isso, precisamos resolver aonde está o erro. O erro está simplesmente na fonte no qual estamos extraindo todas as nossas decisões e pensamentos.
Chegará o tempo em que Deus simplesmente permitirá que as pessoas se deixem levar por suas próprias convicções. Ou seja, Deus permitirá que a fonte de toda linha de pensamento venha de qualquer outra coisa menos da única fonte de verdade absoluta deixada para a humanidade:a bíblia.
Os mandamentos e conselhos deixados por Deus nos revelam a forma de um caráter perfeito que não pode ser enganado pelo coração falho do Homem. A meia verdade prega que infidelidade pode ser causado pela situação do casal num determinado momento. Enquanto, a bíblia diz “não adulterarás.” a meia verdade afirma que existe mentira branca e que você sempre tem que olhar para o fim e não para o meio na condução das suas atitudes. A verdade absoluta diz “não dirás falso testemunho” e “teme primeiro a Deus do que os Homens” a meia verdade diz que você precisa dar muito dinheiro para receber mais bençãos, enquanto a única verdade promete bençãos bem diferentes das materiais devido a sua fidelidade e confiança em Deus. Eu poderia listar muitos outros exemplos, mas meu ponto é: será que estamos sendo “enganados por Deus” ou apenas estamos seguindo nosso coração e mente naquilo que queremos realmente acreditar?
Então como distinguir a verdade da meia verdade=mentira? Somente através da única fonte de verdade absoluta. Essa nos ditará os parâmetros de contrafação para nos dizer exatamente no que devemos acreditar? A biblía mesmo nos ensina “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo. 8:32) e “Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo. 17:17).
Mas ainda podemos falhar na famosa interpretação como eu comecei o texto lá em cima. Porém, a mesma verdade absoluta diz que “quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir” (Jo. 16:13). Somente através do Espírito de Deus poderemos ser guiados em toda a verdade. Eu oro para que esse mesmo Espírito possa estar presente em cada um de nós todos os dias para nos guiar, ensinar e corrigir para que nunca possamos usar nossas próprias decisões a fim de interpretar as verdades absolutas de Deus. E esse é o maior desejo de Deus: “Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade” ( I Tim. 2:4). E essa verdade é simplesmente Jesus Cristo. “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo.14:6).
Que Deus possa te abeçoar hoje e vá com fé em busca das verdades absolutas, porque elas existem e estão bem ai ao seu alcance num livro chamado bíblia.
Robson Teles

26/03/14

Como Podemos Entender Mateus 15:10-20?

“Não é o que Entra Pela Boca o que Contamina o Homem” (verso 11).

Não é necessário ser um perito em exegese bíblica para perceber que Cristo está a referir-Se aqui não à contaminação física e sim à contaminação espiritual do homem. Se realmente pudéssemos ingerir qualquer coisa, sem que isso prejudicasse o nosso organismo, então não haveria necessidade de conhecermos os princípios básicos de nutrição e higiene, de procurarmos consumir apenas os alimentos da melhor qualidade e de advertirmos os jovens a respeito dos malefícios das drogas.

Para compreendermos a declaração de Mateus 15:11, precisamos levar em consideração o fato de que ela foi proferida por Cristo em resposta à acusação dos “fariseus e escribas”, de que os discípulos transgrediam “a tradição dos anciãos”, ao comerem sem antes lavar as mãos (versos 1 e 2). Esse ato de lavar ritualmente as mãos não era motivado por razões de higiene, mas para evitar a contaminação religiosa. Mesmo destituído de qualquer fundamentação bíblica, o rito era considerado pelos fariseus tão normativo como a própria lei mosaica.

Tentando romper com essa tradição infundada, Cristo declarou que a contaminação religiosa do ser humano não reside na prática de ritos exteriores, mas na degradação interior do coração que se manifesta exteriormente. Ele esclarece: “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfémias. São estas as coisas que contaminam o homem; mas o comer sem lavar as mãos não o contamina” (Mat. 15:19 e 20; ver também 23:1-39). Em outras palavras, Cristo deixou claro “que o mal que sai da boca é muito maior do que qualquer mal que possa entrar nela quando se come alimento ritualmente impuro” (R.V. G. Tasker).

O mesmo incidente de Mateus 15:1-20 é também registado em Marcos 7:1-23, com o acréscimo das palavras: “E, assim, considerou ele puros todos os alimentos” (verso 19). É importante notarmos que, mesmo nesta afirmação, Cristo não está dizendo que todas as coisas, quer animais ou vegetais, são puras e apropriadas para a alimentação. O que o texto enfatiza é simplesmente o fato de que todas as coisas divinamente criadas com o propósito de servirem como alimento aos seres humanos são apropriadas, independente da falsa contaminação a elas atribuídas pelas tradições farisaicas sobre o lavar ritual das mãos antes das refeições.


Fonte: Sinais dos Tempos, maio de 1998, p. 29