18/08/14

É PEDRO O FUNDAMENTO DA IGREJA?

“Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.”. João 17:20-21

OBJETIVOS
1.         Levar o aluno a compreender a unidade e uniformidade da igreja;
2.         Conduzir o aluno a desfrutar de uma igreja como uma família espiritual;
3.         Incentivar o aluno a integrar-se com a igreja através de suas aptidões e recursos;

VERDADE CENTRAL
Fundamentada em Cristo, a igreja por sua representação deve revelar o que Cristo pode fazer pelos homens que se achegam a Ele.

O fundamento da igreja
Ao instituir Sua igreja na terra, Cristo desejava que os fiéis entendessem o que ela revela d´Ele. Como a “rocha” ilustra isto? Dt. 32:4,15,18,31; Sl. 62:2

Quando Cristo falava com Pedro, o assunto era quem era Ele, por isto afirmou ser a “rocha” que fundamenta a igreja. Sl.95:1; At.4:11; I Co. 10:4;

Foi Leão I que alegou em 445 que Pedro era o fundamento da igreja (Sdabc,453). Mas Pedro afirmou quem é a “rocha” (1Pd.2:4-8).

A igreja foi fundamentada na rocha que revela quem é o Deus dela (I Co3:11). Embora rejeitado (At.4:12), é sobre Cristo que se fundamenta a igreja dEle.

A oração de Cristo pela unidade
Embora estivesse preste a sofrer as mais terríveis consequências do pecado, com que Cristo estava mais preocupado? Pelo que Cristo orava? João 17:21-23

Embora Jesus tenha vindo para alcançar a todo mundo (Jo.3:16), se concentra na necessidade que

12/08/14

É Jesus o Único Caminho?

Algumas frases marcaram a era triunfal do Império Romano. Quem nunca ouviu as expressões “quem tem boca vai a Roma” ou “todos os caminhos levam a Roma”? Inadvertidamente, essas expressões foram importadas para a cultura sacra e não raramente ouço a frase: “todos os caminhos levam a Deus”. O que diz a Bíblia a tal respeito? Será que realmente todos os caminhos, todas as religiões, todos os mestres levam a Deus? Se não, porque “Jesus é único caminho”? para Deus?

Em primeiro lugar, precisamos compreender porque existe em nós a necessidade de sermos levados até Deus.

Fomos criados para nos relacionarmos intimamente com Ele e assim aconteceu no início. Porém uma coisa que Deus não suporta, fez separação entre os homens e Deus. Essa coisa é o pecado. Quando o

05/08/14

Pergunta: "Oração silenciosa – é bíblica?"


Resposta:A Bíblia talvez não menciona especificamente orar silenciosamente, mas isso não significa que é menos válida do que orar em voz alta. Deus pode escutar nossas orações com a mesma facilidade que Ele pode escutar nossas palavras (Salmos 139:23; Jeremias 12:3). Jesus sabia dos pensamentos maus dos fariseus enquanto blasfemavam e acusavam Jesus de ser um instrumento do diabo (Mateus 12:24-26; Lucas 11:7). Nada que dizemos, falamos ou pensamos é escondido de Deus. Ele não precisa escutar nossas palavras para conhecer nossos pensamentos e corações. Ele tem acesso a todas as orações a Ele dirigidas, quer sejam em voz alta ou não.

A Bíblia menciona orar em secreto (Mateus 6:6). Qual a diferença de orar em voz alta ou de forma silenciosa se você está sozinho? Há algumas situações que apenas oração silenciosa é apropriada, tais como: orar por algo que deve permanecer apenas entre você e Deus, orar por alguém que está presente, etc. Não há nada de errado com oração silenciosa – contanto que não estejamos orando assim por estarmos com vergonha de sermos vistos orando.

Talvez o melhor versículo para indicar a importância de orações silenciosas é 1 Tessalonicenses 5:17: “Orai sem cessar”. Orar sem cessar com certeza não pode significar que estamos sempre orando em voz alta. Na verdade, significa que devemos estar sempre conscientes da presença de Deus, levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo (2 Coríntios 10:5), e levando toda situação, plano, medo e preocupação diante do Seu trono. Parte de orar em cessar vai ser orações em voz alta, sussurradas, gritadas, cantadas e silenciosas à medida que direcionamos nossos pensamentos de louvor, petição, súplica e ações de graça a Deus.

01/08/14

O SIGNIFICADO DOS NOMES BÍBLICOS - Z -

Caverna de Zedequias
ZAÃ, hebraico: desgosto – 2 Cr 11.19 
ZAANÃ, hebraico: lugar de manadas – Mq 1.11 
ZAANANIM, hebraico: partidas – Js 19.33 
ZAAVÃ, hebraico: inquieto – Gn 36.27 
ZEBADE, hebraico: doador – 1 Cr 7.21; 11.41; 2 Cr 24.26 
ZABAL, hebraico: zumbido – Ed 10.28 
ZABDI, hebraico: dom de Jeová – Js 7.1; 1 Cr 8.19; 27.27; Ne 11.17 
ZABDIEL, hebraico: dom de Deus – 1 Cr 27.2; Ne 11.14 
ZABUDE, hebraico: doado – 1 Rs 4.5; Ed 8.14 
ZACAI, hebraico: puro – Ed 2.9 
ZACARIAS, hebraico: Jeová se lembra – Ed 5.1; Zc 1.1; 7.1 
ZACUR, hebraico: atento – Nm 13.4; 1 Cr 4.26; Ne 3.2 
ZADOQUE, hebraico: reto – 2 Sm 8.17; 2 Rs 15.33; Ed 7.1, 2 
ZAFENATE-PANÉIA, egípcio: salvador do mundo – Gn 41.45 
ZAFOM, hebraico: o norte – Js 11.27 ZAIR, hebraico: pequeno – 2 Rs 8.21 
ZALAFE, hebraico: fratura – Ne 3.30 
ZALMON, hebraico: sombrio – 2 Sm 23.28 
ZALMONA, hebraico: sombrio – Nm 33.41 
ZANOA, hebraico: água suja – Js 15.56 
ZAQUEL, grego: puro – Lc 19.2 
ZAZA, hebraico: abundância – 1 Cr 2.33 
ZEBADIAS, Jeová deu – 1 Cr 12.7; Ed 8.8; 10.20 
ZEBEDEU, grego: Zebadias – Mc 1.19, 20; Mt 27.56; Mc 15.40; Jo 18.15 
ZEBIDA, hebraico: dotado – 2 Rs 23.36 
ZEBINA, hebraico: adquirido – Ed 10.43 
ZEBOIM, hebraico: hienas – Gn 10.19; 14.2; Dt 19.23; Os 11.8; 1 Sm 13.18 
ZEBUL, hebraico: habitação – Jz 9.28 
ZEBULOM, hebraico: morada – Gn 30.19, 20 
ZEDEQUIAS, hebraico: Jeová é a minha justiça – 1 Rs 22.11; Jr 29.22 
ZEFATÁ, hebraico: torre 
ZAÃ, hebraico: desgosto – 2 Cr 11.19 
ZAANÃ, hebraico: lugar de manadas – Mq 1.11 
ZAANANIM, hebraico: partidas – Js 19.33 
ZAAVÃ, hebraico: inquieto – Gn 36.27 
ZEBADE, hebraico: doador – 1 Cr 7.21; 11.41; 2 Cr 24.26 
ZABAL, hebraico: zumbido – Ed 10.28 
ZABDI, hebraico: dom de Jeová – Js 7.1; 1 Cr 8.19; 27.27; Ne 11.17 
ZABDIEL, hebraico: dom de Deus – 1 Cr 27.2; Ne 11.14 
ZABUDE, hebraico: doado – 1 Rs 4.5; Ed 8.14 
ZACAI, hebraico: puro – Ed 2.9 
ZACARIAS, hebraico: Jeová se lembra – Ed 5.1; Zc 1.1; 7.1 
ZACUR, hebraico: atento – Nm 13.4; 1 Cr 4.26; Ne 3.2 
ZADOQUE, hebraico: reto – 2 Sm 8.17; 2 Rs 15.33; Ed 7.1, 2 
ZAFENATE-PANÉIA, egípcio: salvador do mundo – Gn 41.45 
ZAFOM, hebraico: o norte – Js 11.27 
ZAIR, hebraico: pequeno – 2 Rs 8.21 
ZALAFE, hebraico: fratura – Ne 3.30 
ZALMON, hebraico: sombrio – 2 Sm 23.28 
ZALMONA, hebraico: sombrio – Nm 33.41 
ZANOA, hebraico: água suja – Js 15.56 
ZAQUEL, grego: puro – Lc 19.2 
ZAZA, hebraico: abundância – 1 Cr 2.33 
ZEBADIAS, Jeová deu – 1 Cr 12.7; Ed 8.8; 10.20
ZEBEDEU, grego: Zebadias – Mc 1.19, 20; Mt 27.56; Mc 15.40; Jo 18.15 
ZEBIDA, hebraico: dotado – 2 Rs 23.36 
ZEBINA, hebraico: adquirido – Ed 10.43 
ZEBOIM, hebraico: hienas – Gn 10.19; 14.2; Dt 19.23; Os 11.8; 1 Sm 13.18 
ZEBUL, hebraico: habitação – Jz 9.28 
ZEBULOM, hebraico: morada – Gn 30.19, 20 
ZEDEQUIAS, hebraico: Jeová é a minha justiça – 1 Rs 22.11; Jr 29.22 
ZEFATÁ, hebraico: torre de vigia – 2 Cr 14.10 
ZEFATE, hebraico: torre de vigia – Jr 1.17 
ZEFI, ZEFÔ, hebraico: vigia – 1 Cr 1.36 
ZEFOM, hebraico: vigilância – Nm 26.15 
ZELA, hebraico: riba – Js 18.28; 2 Sm 21.14 
ZELEQUE, hebraico: fenda – 1 Cr 11.39 
ZEMARAIM, hebraico: dois cortes – Js 18.22
ZEMIRA, hebraico: melodia – 1 Cr 7.8 
ZENÃ, hebraico: lugar de rebanhos – Js 15.37 
ZER, hebraico: pederneira – Js 19.35 
ZERÁ, hebraico: crepúsculo – Gn 46.12; 2 Cr 14.9 
ZERAÍAS, hebraico: o Senhor ressuscitou – 1 Cr 6.6; Ed 7.4 
ZEREDA, hebraico: refrigerante – 1 Rs 11.26 
ZERES, hebraico: ouro – Et 5.10 
ZERETE, hebraico: brilho da tarde – 1 Cr 4.7 
ZEROR, hebraico: feixe – 1 Sm 9.1
ZERUA, hebraico: leproso – 1 Rs 11.26 
ZERUIA, hebraico: separação – 1 Cr 2.16; 2 Sm 2.18 
ZETÃ, hebraico: olival – 1 Cr 7.10; 23.8 
ZIA, hebraico: temor – 1 Cr 5.13 
ZIA, hebraico: sombrio – Ed 2.43 
ZIBEÃO, hebraico: tinto – Gn 36.2 
ZIBIA, hebraico: gazela – 1 Cr 8.9; 2 Rs 12.1 
ZICRI, hebraico: famoso – 1 Cr 28.7; Ne 11.9; 12.17 
ZIFROM, hebraico: fragrância – Nm 34.9 
ZILÁ, hebraico: sombra – Gn 4.19 
ZIM, hebraico: palmeira baixa – Nm 34.4; 43.3; Js 15.1 
ZIMA, hebraico: artifício – 1 Cr 6.20 
ZIOR, hebraico: pequenez – Js 15.54 
ZIPOR, hebraico: passarinho – Nm 22.2 
ZÍPORA, hebraico: passarinho – Ex 2.21; 18.2-4 
ZIZ, hebraico: uma flor – 2 Cr 20.16 
ZIZÃ, hebraico: fertilidade – 2 Cr 11.20 
ZOAR, hebraico: pequeno – Gn 13.10; 14.2 
ZOBEBA, hebraico: movimento brando – 1 Cr 4.8 
ZOELETE, hebraico: réptil – 1 Rs 1.9 
ZOFA, hebraico: expansão – 1 Cr 7.35 
ZOFAR, hebraico: gorjeador – Jó 2.11 
ZOFIM, hebraico: vigiar – Nm 23.14 
ZORÁ, hebraico: lugar de vespões – Js 15.53; Jz 13.2; 16.31; 2 Cr 11.10 
ZOROBABEL, hebraico: nascido em Babilónia – 1 Cr 3.19; Lc 3.27 
ZUAR, hebraico: pequenez – Nm 1.8 
ZUR, hebraico: rocha – Nm 25.15; 31.8; 1 Cr 8.30 
ZURIEL, hebraico: a minha rocha é Jeová – Nm 3.35 
ZURISADAI, hebraico: a minha rocha é o Todo-poderoso – Nm 1.6 - See more at: http://biblia.com.br/blog/curiosidades/nomes-biblicos-e-seus-significados/#sthash.aYwSYQUk.dpuf de vigia – 2 Cr 14.10 
ZEFATE, hebraico: torre de vigia – Jr 1.17 
ZEFI, ZEFÔ, hebraico: vigia – 1 Cr 1.36
ZEFOM, hebraico: vigilância – Nm 26.15 
ZELA, hebraico: riba – Js 18.28; 2 Sm 21.14 
ZELEQUE, hebraico: fenda – 1 Cr 11.39 
ZEMARAIM, hebraico: dois cortes – Js 18.22 
ZEMIRA, hebraico: melodia – 1 Cr 7.8 
ZENÃ, hebraico: lugar de rebanhos – Js 15.37 
ZER, hebraico: pederneira – Js 19.35 
ZERÁ, hebraico: crepúsculo – Gn 46.12; 2 Cr 14.9 
ZERAÍAS, hebraico: o Senhor ressuscitou – 1 Cr 6.6; Ed 7.4 
ZEREDA, hebraico: refrigerante – 1 Rs 11.26 
ZERES, hebraico: ouro – Et 5.10 
ZERETE, hebraico: brilho da tarde – 1 Cr 4.7 
ZEROR, hebraico: feixe – 1 Sm 9.1 
ZERUA, hebraico: leproso – 1 Rs 11.26 
ZERUIA, hebraico: separação – 1 Cr 2.16; 2 Sm 2.18 
ZETÃ, hebraico: olival – 1 Cr 7.10; 23.8 
ZIA, hebraico: temor – 1 Cr 5.13 ZIA, hebraico: sombrio – Ed 2.43 
ZIBEÃO, hebraico: tinto – Gn 36.2 
ZIBIA, hebraico: gazela – 1 Cr 8.9; 2 Rs 12.1 
ZICRI, hebraico: famoso – 1 Cr 28.7; Ne 11.9; 12.17 
ZIFROM, hebraico: fragrância – Nm 34.9 
ZILÁ, hebraico: sombra – Gn 4.19 
ZIM, hebraico: palmeira baixa – Nm 34.4; 43.3; Js 15.1 
ZIMA, hebraico: artifício – 1 Cr 6.20 
ZIOR, hebraico: pequenez – Js 15.54 
ZIPOR, hebraico: passarinho – Nm 22.2 
ZÍPORA, hebraico: passarinho – Ex 2.21; 18.2-4 
ZIZ, hebraico: uma flor – 2 Cr 20.16 
ZIZÃ, hebraico: fertilidade – 2 Cr 11.20 
ZOAR, hebraico: pequeno – Gn 13.10; 14.2 
ZOBEBA, hebraico: movimento brando – 1 Cr 4.8 
ZOELETE, hebraico: réptil – 1 Rs 1.9 
ZOFA, hebraico: expansão – 1 Cr 7.35 
ZOFAR, hebraico: gorjeador – Jó 2.11 
ZOFIM, hebraico: vigiar – Nm 23.14 
ZORÁ, hebraico: lugar de vespões – Js 15.53; Jz 13.2; 16.31; 2 Cr 11.10 
ZOROBABEL, hebraico: nascido em Babilónia – 1 Cr 3.19; Lc 3.27 
ZUAR, hebraico: pequenez – Nm 1.8 
ZUR, hebraico: rocha – Nm 25.15; 31.8; 1 Cr 8.30 
ZURIEL, hebraico: a minha rocha é Jeová – Nm 3.35 
ZURISADAI, hebraico: a minha rocha é o Todo-poderoso – Nm 1.6 - See more at: http://biblia.com.br/blog/curiosidades/nomes-biblicos-e-seus-significados/#sthash.aYwSYQUk.dpuf

QUAL É O SEU NOME PREFERIDO A COMEÇAR COM A LETRA Z?
VC IMAGINOU QUE FOSSE TÃO LINDO?

28/07/14

Quer ter Prazer na Bíblia e na Oração?

Frequentemente ouço as pessoas, principalmente os jovens, diferem: Não tenho vontade de ler a Bíblia, de orar ou ir à igreja.
A resposta que dou em tal situação é recorrente e não consigo ver essa situação de vontade das coisas de Deus de outra forma. Eis aí o que respondo:
Não ter vontade de fazer as coisas relacionadas a Deus é fácil de entender. Você come porque tem vontade, não é assim? Se você comer um pacote de biscoito recheado, mais duas bolas de sorvete, mais um pedaço de bolo e tudo isso meia hora antes do almoço, você vai ter fome para comer o delicioso almoço que foi preparado para você com tanto carinho e amor? Claro que não.
Pois bem, vontade de Deus, de orar, de ler a Bíblia, vontade de ir à igreja é como uma fome que Deus coloca dentro de nós. Se você está se alimentando de novelas, filmes, músicas mundanas, literaturas seculares, excesso de internet, e tantas coisas mais, naturalmente você perderá a fome de Deus e da igreja.
O filho pródigo não comeu a comida dos porcos. Em Lucas 15:16, a Bíblia diz que ele tinha vontade de comer, mas não comeu. E por não comer, teve fome, e, por ter fome, voltou para a casa do pai.
É o vazio da vida, a fome pelo Seu amor, a falta da sua presença, a ânsia de estar diante da Sua face que nos levam de volta, depressa, para a casa do Pai.
A pergunta é: Quer ter fome de Deus novamente? Quer ter vontade de voltar à casa do Pai? Quer ter prazer na Bíblia e na oração? Então, amigo, pare de comer as coisas do mundo, pare de se alimentar das bolotas de porcos, então, a fome e o apetite espirituais serão renovados imediatamente.

Deus vos abençoe nas vossas decisões.

30/05/14

Distorção de textos – Quanto à Lei de Deus ( Os 10 Mandamentos)

Uma das “razões” apresentadas para “justificar” que a lei findou na cruz, é a indevida citação de Colossenses 2:14, 16 e 17, que assim reza: “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de algum modo nos era contrária, e a tirou no meio de nós, cravando-a na cruz…

Portanto ninguém vos julgue pelo comer ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da Lua Nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é Cristo.” – Sobre estes textos, procura-se armar duas teses: a da invigência da lei pós-cruz, e a da ab-rogação do sábado do Decálogo. Vamos desmontá-las completamente, deixando que a própria Bíblia se interprete, sem forçar a nota.

Notemos os seguintes fatos, que saltam à vista:
→ Não há aí a mais leve referência à Lei Moral, ou à sua súmula: o Decálogo. Não há, em todo contexto, alusão a nenhum preceito dos Dez Mandamentos, mas sim a outros preceitos – isto é muito importante. Em Romanos 7:7, por exemplo, Paulo alude à “lei”, mas o contexto esclarece que se referia a Lei Moral, porque um dos seus preceitos é citado, “não cobiçarás”, Tiago também fala em “lei” (Tiago 2:10 e 11) e a seguir cita dois preceitos da Lei Moral. Mas, no caso que se discute, nada consta do Decálogo. Nem a palavra “lei” também é sequer mencionada nos textos, mas apenas uma cédula de ordenança.

Sabemos que o preceito cerimonial consistia de extensas instruções ritualistas a que os judeus ficavam obrigados. Um autêntico “escrito de divida” – como reza outra tradução. “Ordenança” são prescrições litúrgicas, e isto não se aplica Lei Moral. Compare em Hebreus 9:1. Ordenança “é um rito religioso ou cerimonial ordenada por autoridade divina ou eclesiástica” – define, com propriedade, o autorizado Standard Dictionary.

Coloquemos o quadro que Paulo nos pinta, na sua moldura contemporânea. A igreja de Colossos (a exemplo das de Galácia, Éfeso, Roma e outras) enfrentava dissensões internas em virtude da ação conservadora dos elementos judaizantes, isto é, judeus que aceitavam o evangelho, ingressavam na igreja, mas conservavam práticas do judaísmo e pretendiam impô-las aos cristãos vindos do gentilismo. Entre estas práticas estava a observância da lei cerimonial, notadamente os dias de festas (Páscoa, Pentecostes, Dia da Expiação, Festa dos Tabernáculos, Lua Nova e outras). Como é natural, no passo que estamos considerando, Paulo quis dizer aos cristãos de Colossos que estas ordenanças e festividades foram riscadas ou cravadas na cruz tendo vindo Cristo, a Realidade, automaticamente cessaram os tipos e “sombras” que para Ele apontavam.

→ O contexto esclarece alguma coisa do conteúdo desta “cédula de ordenança”. Alguns dos seus itens se acham registados no versículo 16, ligado aos versículos anteriores pela conjugação “portanto”. Lemos que aí consta comer, beber, festividades, lua nova e sábados prefigurativos, tudo averbado de “sombras de coisas futuras”. Ora, resta ver em qual código constavam tais exigências ritualistas e festivas.

Consultaremos o Decálogo. Examinemos-lhe os preceitos. Há nele algum mandamento sobre comer ou beber? E sobre os dias de festas e Lua Nova? Não! Nele só há preceitos morais e éticos. Nenhuma “ordenança”, portanto. Sabemos que Moisés escreveu um livro, cujo o conteúdo consistia de estatutos civis, preceitos higiénicos, ordenanças levíticas e regulamentos sobre festividades, Lua Nova, manjares, ofertas, sacrifícios, etc. (Deuteronómio 31:24 e Êxodo 24:4 e 7). A parte propriamente cerimonial e festival estava em Êxodo 23:14 a 19; capítulos 29 e 30; Levíticos capítulos 1 a 7, 21, 22, 23, etc. E todas estas coisas estavam no livro de Moisés, mas não em tábuas do Decálogo, escritas pelo dedo de Deus. (Êxodo 31:18)

Notemos que esta cédula de ordenanças nos era contrária. Sim, porque a complicadíssima e onerosa lei Cerimonial, com suas exigências difíceis e até penosas, tendo preenchido a sua passageira finalidade com a morte de Cristo, tornou-se in vigente, desnecessária e mesmo contrária ao cristão. Não assim com a Lei Moral de Deus, que é santa, justa, boa, espiritual e prazerosa (Romanos 7:12, 14 e 22), e estabelecida na dispensação evangélica, Romanos 3:31. Não pode a Lei de Deus ser confundida com uma precária cédula de ordenanças que foi riscada. Comidas, bebidas, festividades… Evidentemente, que não se trata do Decálogo, mas meramente de coisas transitórias, “sombras de coisas futuras” – como o próprio texto afirma.

Portanto, segundo a conclusão inquestionável a que nos leva a Bíblia, os textos em lide referem-se sem dúvida à lei Cerimonial. Foi riscada, é evidente, e cravada na cruz.

Tão clara é a Bíblia! E ainda para, subsidiariamente, concluir esta parte, citemos o notável comentador Adam Clarke, que sobre este ponto diz:

“‘Ninguém vos julgue pelo comer ou beber’… O apóstolo aqui se refere a algumas particulares do escrito de ordenanças, que foram abolidas, a saber, a distinção de carnes e bebidas… e a necessidade da observância de certos feriados e festivais, tais como a Luas Novas e sábados particulares ou aqueles que deviam ser observados com incomum solenidade; todos eles foram abolidos e cravados na cruz, e não mais eram de obrigação.” – Clarke’s Commentary. Aí está uma interpretação insuspeita e valiosa!


“Nunca devemos rebaixar o nível da verdade, a fim de obter conversos, mas precisamos procurar elevar o pecador corrupto à alta norma da Lei de Deus.” – Ellen G. White, Evangelismo, pág. 136.

25/05/14

Só o Pai é Deus? De maneira alguma! (João 17:3)



“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”.
Alguns têm usado essa declaração de Jesus para negar a absoluta divindade de Cristo, tão bem definida em Isaías 9:6, que O chama de “Pai da Eternidade”; em Atos 3:15, que o qualifica como “Autor da Vida”; e tão claramente definida (entre muitos outros textos) em Colossenses 2:9, onde Jesus é apresentado como um ser absolutamente divino em quem “habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade”.
Todavia, se em João 17:3 Cristo estivesse dizendo que o Pai é “o único Deus verdadeiro” em comparação com Ele mesmo, teríamos de supor que Cristo é um deus falso. Percebe o grande problema? Cristo estaria depondo contra si mesmo, pois a Bíblia diz que Ele é Deus (Jo 1:1-3; Rm 9:5). Não tem como a Bíblia chamá-Lo de Deus e Ele mesmo afirmar que só o Pai é verdadeiro (e Ele, Jesus, falso), entende? Deus sempre será a verdade (Jr 10:10) e Cristo faz parte dessa divindade que é a verdade (ver Jo 14:6).
Em sua oração sacerdotal em João 17, Jesus não está contrastando Sua natureza com a do Pai, e sim contrastando a natureza divina do Pai com os falsos deuses pagãos. Ele está focando “a necessidade de as pessoas reconhecerem o único Deus verdadeiro em oposição aos ídolos e outros falsos deuses”, e também enfatiza nesse texto “a necessidade de reconhecê-Lo como meio de Salvação”[1].
Quando a Bíblia compara a Jesus com o Pai, ela não apresenta apenas Deus Pai como Deus Verdadeiro. Veja o que o mesmo autor do evangelho de João escreveu em sua 1ª Carta:
“Sabemos também que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento, para que conheçamos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1Jo 5:20).
Note que nesse texto o apóstolo João chama a Jesus de Deus verdadeiro e fonte de vida eterna.
Por isso, os antitrinitarianos (os que são contra a doutrina da Trindade) não deveriam usar João 17:3 para negar a absoluta divindade de Jesus Cristo. Fazer isso é desrespeitar o texto bíblico e tirar dele uma ideia que não existe.
Além disso, noutro contexto, em João 10:30, quando Jesus comentou sobre Sua relação com o Pai, Ele se colocou no mesmo nível de Deus, ao ponto de quererem apedrejá-Lo por blasfêmia (Jo 10:31-33). Em João 10:30 Ele afirmou claramente que Ele e o Pai eram “um” no sentido de serem unidos tanto em amor quanto na essência divina (veja-se também Colossenses 2:9).
Esse conceito de unidade essencial entre as Três Pessoas da divindade combate qualquer tipo de politeísmo porque, ao contrário da doutrina bíblica da Trindade, que ensina existir Três Pessoas distintas que formam a divindade e que possuem a mesma essência (Mt 28:19; Jo 14:16; 2Co 13:13, etc), o politeísmo ensina existirem deuses com diferentes essências divinas e distintos poderes. Enquanto que a doutrina da Trindade iguala as Pessoas que formam a divindade, o politeísmo desiguala, apresentando um deus melhor e mais poderoso do que outro.
Desse modo, o conceito de Triunidade encontrado na Bíblia nada tem a ver com politeísmo, como afirmam alguns que estão desinformados em relação ao assunto.

DOIS TIPOS DE TEXTOS SOBRE JESUS
Algumas pessoas sinceramente não sabem (outros, ignoram) que na Bíblia há pelo menos dois tipos de versículos que tratam da natureza de Cristo. Precisamos considerá-los juntos, se quisermos aprender tudo aquilo que nos foi revelado sobre a Pessoa de Jesus na Bíblia.
Nas Escrituras encontramos textos que mostram o Salvador no mesmo nível que Deus Pai (Colossenses 2:9) e versos que O mostram numa condição inferior ao Pai (João 14:28).
- Os versículos que colocam a Cristo no mesmo patamar que as demais pessoas da divindade se referem a Ele em Sua natureza divina.
- Já os versos que apresentam a Jesus numa condição “inferior” se referem a Ele em Sua condição encarnada, na qual se encontra subordinado ao Pai.
Essa subordinação de Cristo é apenas funcional e não essencial. Devido à Sua encarnação, Ele assumiu uma função inferior ao Pai, limitando voluntariamente até mesmo a própria Onisciência (Mt 24:36). Porém, na sua essência como Deus, Cristo em nada difere do Pai, tanto que reassume totalmente Sua Onisciência após Sua ascensão: “[...] para que o coração deles seja confortado e vinculado juntamente em amor, e eles tenham toda a riqueza da forte convicção do entendimento, para compreenderem plenamente o mistério de Deus, Cristo, em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos”.
Resumindo, podemos dizer, como Geisler e Howe[2]:
Ilustração - Divindade de Cristo
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Espero que essas breves considerações tenham lhe ajudado. Caso queira se aprofundar ainda mais no estudo da doutrina da Trindade, recomendo umas poucas obras que lhe serão bastante úteis:
A Trindade: como entender os mistérios da pessoa de Deus na Bíblia e na história do cristianismo, de Woodrow Whidden, Jerry Moon e John W. Reeve. Pode ser adquirida com a Casa Publicadora Brasileira pelo site www.cpb.com.br ou pelo telefone 0800-979 0606.
A Doutrina do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento, de Stanley M. Horton. Esse material foi publicado em língua portuguesa pela Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) e pode ser adquirido no site www.cpad.com.br
Evangelismo, de Ellen G. White. Nas páginas 613 a 617 ela apresenta declarações belíssimas sobre a divindade de Cristo e a personalidade e divindade do Espírito Santo. O material também é da Casa Publicadora Brasileira.
- A Teologia Sistemática de Norman Geisler também poderá ser bastante útil em sua pesquisa. No vol. 1, cap. 12, intitulado “A Unidade e a Trindade de Deus”, há inclusive uma seleção de textos que comprovam a identificação de Cristo com Javé do Antigo Testamento. Essa obra também pode ser adquirida através da CPAD.
Um abraço e que Deus lhe abençoe ricamente!