20/12/09
PROÍBE A BÍBLIA BEBER VINHO?
Pergunta: Se beber vinho é condenado na Bíblia, por que em Provérbios 31:5-6 há uma recomendação para dar de beber vinho aos angustiados?
Resposta: “Para que não bebam, e se esqueçam da lei, e pervertam o direito de todos os aflitos. Dai bebida forte aos que perecem e vinho, aos amargurados de espírito” Provérbios 31:5-6.
O comentarista Metodista Adão Clarke, assim explica esse texto em seu comentário bíblico: “Dai bebida forte para aquele que está morrendo. Já temos visto que bebidas embriagantes eram misericordiosamente dadas aos criminosos condenados, para torná-los menos sensíveis às torturas que enfrentariam na morte. Isto é o que foi oferecido a nosso Senhor, mas ele recusou” . Essas bebidas eram feitas misturando ervas narcóticas. Nos dias de Jesus, oferecia-se ao indivíduo uma mistura de vinagre efel (mesmo em momentos de dor, Cristo rejeitou tal substância, pois não queria perder a Sua consciência com os efeitos do álcool. Ver João 19:28 e 29 – compare com o Salmo 69:21, que profetizou esse evento. Que exemplo para o ser humano, que muitas vezes quer mergulhar-se no álcool para fugir dos seus problemas, sendo que a solução e cura vêm pelo “bater de frente” com a situação. Diante das situações desesperadoras, Jesus nos orienta a irmos a Ele [Mateus 11:28-30].
17/12/09
ESTUDO SOBRE A ÉTICA CRISTÃ
Em 1ª Coríntios 14:26-33 diz: Deut. 1:3
26. Portanto, meus irmãos, o que é que deve ser feito? Quando vocês se reúnem na igreja, um irmão tem um hino para cantar; outro, alguma coisa para ensinar; outro, uma revelação de Deus; outro, uma mensagem em línguas estranhas; e ainda outro, a interpretação dessa mensagem. Que tudo seja feito para o crescimento espiritual da igreja.
27. Se algum de vocês falar em línguas estranhas, então que apenas dois ou três falem, um depois do outro, e que alguém interprete o que está sendo dito.
28. Mas, se não houver ninguém que possa interpretar, então fiquem calados e falem somente consigo mesmos e com Deus.
29. No caso de dois ou três receberem a mensagem de Deus, estes devem falar, e os outros que pensem bem no que eles estão dizendo.
30. Se uma outra pessoa que estiver ali sentada receber a mensagem de Deus, quem estiver falando deve se calar.
31. Vocês todos podem anunciar a mensagem de Deus, um de cada vez, para que todos aprendam e fiquem animados.
32. Quem fala deve controlar o dom de anunciar a mensagem de Deus,
33. pois Deus não quer que nós vivamos em desordem e sim em paz.
Esta passagem nos mostra uma série de critérios a ser seguidos quando colocamos em pauta a liturgia do culto. Bom, primeiro passo, o que vem a ser (significar) a palavra liturgia? No dicionário Michaelis denota-se o seguinte: “Liturgia” – s. f. Ordem das cerimónias e preces de que se compõe o culto público e oficial instituído por uma igreja, resumindo, liturgia é nada mais e nada menos do que a organização cerimonial do culto, ou, pautar a maneira como o culto será conduzido.
Nos versículos acima, temos claramente as directivas (regras) para a liturgia de um culto, Paulo coloca bem nítido a maneira como as pessoas responsáveis e principalmente os membros devem se portar, se dirigir, durante o momento em que Deus está presente, sabendo que se fosse uma autoridade pública presente no local, haveria uma maneira mais respeitosa de se comportar mediante a presença dele. Mas como Deus não se faz fisicamente visível, então há uma certa displicência. Na minha visão, entendo claramente ao contrário, é exactamente neste momento que devemos nos manter numa postura de mais respeito e “inclinação patriótica espiritual” (vou falar disso mais na frente), para com o Senhor.
Em 1ª Coríntios 12:12-13, Paulo diz também:
12. Cristo é como um corpo, o qual tem muitas partes. E todas as partes, mesmo sendo muitas, formam um só corpo.
13. Assim, também, todos nós, judeus e não-judeus, escravos e livres, fomos baptizados pelo mesmo Espírito para formar um só corpo. E a todos nós foi dado de beber do mesmo Espírito.
Nesta passagem, Paulo exemplifica para a igreja de corintos algo de extrema importância mas simples e primária; Que a igreja do Senhor, todas, têm suas funções com seus respectivos responsáveis como membros, cada um executando uma acção/medida diferente do outro, mas com uma finalidade, o crescimento e o desenvolvimento do corpo.
A principal característica do corpo de Cristo está sendo mencionada no versículo 13, quando ele diz: “Assim, também, todos nós, judeus e não-judeus, escravos e livres, fomos baptizados pelo mesmo Espírito para formar um só corpo. E a todos nós foi dado de beber do mesmo Espírito.”, que é a prática da aceitação do homem espiritual, sem observar o que ele é por fora, rico ou pobre, velho ou novo, gordo ou magro e etc, cuja meta é formar um único corpo baptizado pelo mesmo espírito.
JEJUM BÍBLICO
14/12/09
O MAIS IMPORTANTE CAMPO DE BATALHA - I
A mente humana tem sido comparada a um computador, em que a memória está a ser continuamente programada pró uma desta duas fontes: Cristo ou Satanás. Como um computador, o seu funcionamento depende da informação recebida. Depois de analisada a informação, a mente formula as suas decisões e o subsequente desenrolar da acção.
“Cristo é a fonte de todo o bom impulso.”(1) Ao contrário, “Satanás procura continuamente impressionar e controlar a mente, e ninguém estará a salvo a não ser que tenha uma constante ligação com Deus.” (2) “Há unicamente dois poderes que dominam a mente dos homens – o poder de deus e o de Satanás.” (3) “Satanás assume o domínio de qualquer mente que não esteja decididamente sob o domínio do Espírito Santo.” (4)
À clara e penetrante luz das afirmações anteriores, tentemos analisar como trabalham os dois grandes poderes, o Bem e o Mal. “Vinde pois, e arrazoemos…” (Is. 1:18) é a base do plano de trabalho de Deus com a família humana. “Em primeiro lugar, Deus pede o coração, os afectos.” (5)
“Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos.” (Prov. 23:26)
“O plano de começar pelo exterior e procurar operar interiormente tem sempre falhado e falará sempre. O plano de Deus para vós é começar na própria sede de todas as dificuldades – o coração – e então do coração hão-de jorrar os princípios da justiça; a reforma será tanto externa como interna.” (6)
Diz-se frequentemente sobre alguém que está a aprender a tornar-se cristão, “Só lhe falta abandonar este ou aquele mau hábito”. Posses, atitudes ou hábitos de vida não são o problema; são apenas sintomas do verdadeiro problema. Deus diz “…o homem olha para o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração” (1ª Sam. 16:7). “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, pois dele procedem as saídas da vida” (Prov. 4:23)
“Como o fermento, misturado à farinha, opera do interior para o exterior, assim é pela renovação do coração, que a graça de Deus actua para transformar a vida. Não basta a mudança exterior para nos pôr em harmonia com Deus. Muitos há que procuram mudar, corrigindo este ou aquele mau hábito, e esperam desse modo tornar-se cristãos, mas estão a começar no lugar errado. O nosso primeiro trabalho é no coração.” (7)
Podemos ver facilmente que o método usado por Deus para alcançar o Seu objectivo para o homem é começar pela mente ou coração. Mas mesmo isto deverá acontecer mediante a nossa permissão voluntária. “Eis que estou à porta e bato…” (Apoc. 3:20). “Se quiserdes, e ouvirdes, comereis o bem desta terra” (Isaías 1:19).
“…Deus apenas aceitará serviço feito de livre vontade.” (8) Portanto, Ele não pode aceitar a obediência que resulte da obrigação, da força, ou mesmo da vontade de satisfazer uma consciência culpada.
“O homem que tenta observar os mandamentos de Deus apenas por sentir que é uma obrigação – porque é requerido que assim faça – jamais sentirá o prazer da obediência. Não obedece. Quando, por contrariarem a inclinação humana, os reclamos de Deus são considerados um fardo, podemos saber que a vida não é uma vida cristã. A verdadeira obediência é a expressão de um princípio interior. Origina-se no amor à justiça, no amor à lei de Deus” (9)
O método de trabalho de Satanás começou no Céu, onde foi bem sucedido nos seus esforços para difundir a rebelião que se iniciou na sua própria mente. “A sua táctica consistia em perturbar com argumentos subtis referentes aos propósitos de Deus. Tudo o que era simples ele envolvia em mistério e, através de uma ardilosa perversão, lançava a dúvida sobre as mais claras declarações de Jeová.” (10)
O seu plano foi tão eficaz que ele o tem vindo a aplicar, aqui na Terra, há sis mil anos.
“O inimigo é obreiro mestre, e se o povo de Deus não for constantemente guiado pelo Espírito de Deus, será enredado e preso.
“Há já milhares de anos que Satanás está a fazer experiências sobre as propriedades da mentes humana, e tem aprendido a conhecê-la bem. Mediante a sua obra subtil nestes últimos dias, está a ligar a mente humana com a sua própria, imbuindo-a dos seus próprios pensamentos; e ele está a fazer esta obra de maneira tão enganadora, que os que aceitam a sua direcção não sabem que estão a ser conduzidos por ele segundo lhe apraz. O grande enganador espera confundir a mente de homens e mulheres de tal maneira que nenhuma outra voz, a não ser a sua, seja ouvida.” (11)
O trabalho de Satanás começou no Céu, sugerindo dúvidas, questões e pensamentos de uma forma tão subtil, que os anjos não caídos não se aperceberam de que estavam a ser manipulados por ele. Expressavam pensamentos que tinham a sua origem nele, pensando que eram deles próprios (12). Um plano que funcionou tão bem no céu, funcionaria, sem dúvida, bem na terra. Nós somos testemunhas do seu sucesso.
Agora analisemos juntos esses planos. Os dois poderes procuram um controlo completo da mente, com exclusão do outro. Deus, através da submissão voluntária do homem a Ele; Satanás, pela insistência do homem na independência – uma dádiva do próprio diabo.
“O inimigo preparara-se para a sua última investida contra a igreja. Tem-se dissimulado de tal forma que muitos dificilmente acreditam que ele existe, muito menos se convencem da sua extraordinária actividade e poder. Esqueceram em grande parte o registo do seu passado. E quando ele der um passo em frente não o reconhecerão como seu inimigo, a velha serpente, mas como um amigo, alguém que está a efectuar um bom trabalho. Gabando-se da sua independência, obedecerão, sob a sua influência enganosa e maligna, aos piores impulsos do coração humano e, contudo, acreditam que é Deus que os está a servir Deus, mas ao inimigo de toda a justiça. Poderiam ver que a sua proclamada independência é um dos mais pesados grilhões que Satanás pode colocar nas mentes desequilibradas.” (13)
10/12/09
A IGREJA CATÓLICA E O PURGATÓRIO

A Igreja Católica Romana não ensina ao seu povo que é possível confiar completamente no total perdão dos pecados por meio da morte de Cristo somente. Nem lhes ensina que a justiça de Deus, realizada por Jesus Cristo, é a sua herança permanente. Com isso, um católico fiel nunca aprende que pode ter completa segurança da salvação durante a sua vida terrestre, pois ainda é capaz de cometer “pecado mortal.” A Sagrada Escritura ensina que o “pecado mortal”, é o pecado contra o Espírito Santo, ou seja, o pecado do qual o pecador não se arrependeu e no poder de Jesus se afastou. A redenção católica passa sempre e depende da fidelidade à doutrina da igreja e prática.
Os católicos aprendem que quando morrerem, se eles não tiverem cometido pecados mortais (e com a excepção da classe especial de crentes chamados “santos”), todos vão para um lugar que a igreja chama de purgatório. O Catecismo afirma, "todos os que morrem na graça de Deus e em sua comunhão, mesmo que imperfeitamente purificados, estão verdadeiramente assegurados de sua eterna salvação; mas após a morte eles passam por uma purificação, como para obter a santidade necessária para entrar no gozo do céu..."
"A Igreja formulou a sua doutrina da fé no purgatório especialmente nos Concílios de Florença e de Trento" (Catecismo 1030-1031). Esse conceito de purgatório levou a uma doutrina católica antibíblica de orações pelos mortos (Catecismo 1032). Os católicos aprendem que "é o único pensamento santo e salutar orar pelos mortos, a fim de que eles possam ser libertados dos seus pecados" (Catecismo 958).
Conselho: João 3:16
Actos 4:12
Mateus 11:28
1ª Tes. 4:13-17
1ª Cor. 15:51-54
03/12/09
COMO SER OPTIMISTA?
“Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.” (Mat. 6:34)A palavra preocupação por si só já nos ensina algumas coisas. É a “pré” ocupação, ou seja, é ter a mente ocupada com acontecimentos que ainda não tiveram lugar. Aliás, essa é uma das diferenças marcantes entre os pessimistas e os optimistas. Enquanto aqueles estão sempre preocupados pensando que nada vai dar certo estes, os optimistas, estão sempre lutando para que tudo dê certo.
A diferença entre um optimista e um pessimista é bem simples. Um alegra-se com o que tem, enquanto que o outro está sempre a lamentar por tudo aquilo que não tem. O optimista olha para uma garrafa com água, e exclama: “oh! Quem bom, a garrafa está meio cheia.” Enquanto que o pessimista, no meio dos seus lamentos, diz: “Ih! A garrafa está meio vazia.”
Temos desconvir que o ser humano, desde que entrou o pecado no mundo, tem tudo para ser pessimista (se o desejar); pois pesam sobre ele o seu habitat, a Terra, maldições que culminam com a morte. Entretanto, os que crêem em Deus e na Sua Palavra sabem que existe mais do que “meia garrafa” de esperança. Há uma plenitude de bênçãos de saúde, paz, felicidade e de vida à espera deles. Por isso, são realistas ao enfrentarem o problema do pecado. Sabem que o “salário do pecado é a morte”, mas encontram sólidos argumentos para olhar para o amanhã com segurança, pois sabem também que “o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rom. 6:23).
O cristão tem o dever de ser optimista. A fé nas promessas divinas anima-o a levantar os olhos das mazelas e problemas deste mundo e olhar para tudo aquilo que o aguarda no mundo vindouro. Isto, entretanto, não quer dizer que ele passa a viver num mundo irreal, não! Do alto, pela graça de Deus, ele encontra forças, tanto para superar problemas como para os suportar com ânimo e coragem. Deus dá ao coração do crente um claro discernimento para saber distinguir entre aquilo que é passageiro e efémero, e aquilo que é eterno. Por isso, a sua preocupação está sempre voltada para o que é eterno. Por isso, a sua preocupação está sempre voltada para o que é mais importante; isto é, o eterno.
“Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal. “ (Mat. 6:34).