16/05/12

Qual é o significado “inferno” no Salmo 9:17?

Infelizmente, os tradutores colocaram a palavra “inferno” na Bíblia em vez de conservar os termos originais ou traduzi-los da forma correta. A palavra inferno é latim (inferi) e significa inferior, que vai para baixo. O termo foi distorcido pela filosofia greco-romana e não faz parte do pensamento bíblico judaico.

Se a Bíblia original não foi escrita em latim, por que colocar um termo desses que gera mais confusão do que esclarecimento? Não questiono o lindo e sério trabalho dos tradutores, e sim a precisão deles. Queiramos ou não, somos influenciados por nossos pressupostos e isso, com certeza, interferiu na tradução dos termos hebraicos e gregos para “inferno”.

Deixando isso de lado, vamos entender o Salmo 9:17. Veja como ele é apresentado na versão Almeida, Revista e Atualizada:

“Os perversos serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus.” Salmos 9:17.

A palavra hebraica no texto é “sheol” e refere-se ao “mundo dos mortos”, “sepultura”, etc. Mas, JAMAIS é empregue na Bíblia com o sentido de lago de fogo (outros termos sim, mas, referindo-se ao fogo que castigará e consumirá os pecadores não arrependidos DEPOIS do milénio – ver Apocalipse 20).
Isto permite compreender a razão de outras versões traduzirem o termo “sheol” de outras maneiras:

“Eles acabarão no mundo dos mortos; para lá irão todos os que rejeitam a Deus”. Salmo 9:17 (BLH – Bíblia Na Linguagem de Hoje)

“Os ímpios serão trasladados ao sheol, todas as nações que se olvidam de Deus”. Salmo 9:17 (RVA – Versão Reina Valera, Espanhola.)

“Os mais volverão ao sepulcro; todos os gentios que se olvidam de Deus” Salmos 9:17, (SEV – Las 1569 Sagradas Escrituras).

A Nova Versão Internacional (NVI) traduz assim o termo:
“Voltem os ímpios ao pó, todas as nações que se esquecem de Deus!”
Desta forma, o Salmo 9:17, assim como outros versos, deve ser traduzido por “sepultura” (forma literal), “mundo dos mortos” (forma figurada), “pó”, etc., pois tanto num lugar como noutro os mortos estão inconscientes (Eclesiastes 9:5, 6, 10; Salmo 6:5) e ambas as expressões são equivalentes.

Todos, bons e maus, vão para sepulcro depois da morte. No entanto, a diferença está no fato de que os ímpios ficarão neste lugar (sepultura), em estado de inconsciência “para todo o sempre”, após o seu castigo (que varia em intensidade e duração – ver Lucas 12:47, 48), enquanto os justos serão ressuscitados para a vida eterna (ver 1 Coríntios 15:23, 51-54; 1 Tessalonicenses 4:13-16).
Escrito por Leandro Quadros
Um abraço e conte comigo sempre.

13/05/12

O Número 7 em Génesis 1:1 e Génesis 2:1-3

Génesis 1:1 - No princípio criou Deus os céus e a terra.
Dos números que carregam um significado simbólico no uso bíblico, sete é o mais importante. Ele é usado para significar integralidade ou totalidade. Subjacente a todos esses usos do número sete está a semana de sete dias, o que, de acordo com Gênesis 1:1 - 2:03 e Êxodo 20:11, pertence à estrutura divina da criação. Deus completou sua obra de criação em sete dias (Gn 2:2), e sete dias constituem um ciclo completo de tempo.1

1 Ryken, L., Wilhoit, J., Longman, T., Duriez, C., Penney, D., & Reid, DG (2000). Dicionário de imagens bíblicas (ed electrónico.) (774). Downers Grove, IL: InterVarsity Press

Leia agora algumas curiosidades interessantes:
1. Este versículo contém 7 palavras.
2. O número total de letras em hebraico é 28, ou 7 x 4
3. A frase se divide em duas partes iguais: as 3 primeiras palavras: "No-princípio, criou Deus", contém 14 letras. As 4 palavras restantes também contém 14 letras.
4. A segunda metade da frase divide novamente em duas partes iguais: As 2 palavras para "os céus" contém 7 letras, e as 2 palavras para "e-a-terra" contêm 7 letras.
5. O três substantivos, "Deus" os "céus" e a "terra" têm juntos 14 letras.
6. O valor numérico dos três nomes é 777, ou 7 x 111.
7. O valor numérico do verbo, "criado", é de 203, ou 7 X 29.
8. A palavra do meio (2 letras) e a anterior (5 letras), juntas têm 7 letras.
9. A palavra do meio e a que vem depois dela, juntas têm 7 letras.

Ainda mais notáveis são os numéricos, que estabelecem as letras individuais de modo que não podem ser alterados. Hebraico é chamada de uma linguagem sintética, isto é, o significado a ser expresso é indicado em grande parte pelo uso de prefixos e sufixos. Em alguns casos a mudança do prefixo pode inverter completamente o significado da frase inteira. É, portanto, mais importante que a primeira e a última letra das palavras sejam protegidas contra qualquer alteração. Agora veja como a estrutura numérica faz isso.

Mais uma curiosidade: o 7 em Génesis 2:1-3
1 ASSIM os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados.
2 E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito.
3 E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera.
Que dia é o sétimo dia?

03/05/12

Quem é o Novo Israel?

O Conceito de Israel no Novo Testamento
O material abaixo foi extraído de outro artigo do Dr. Bacchiocchi mais completo e profundo sobre a campanha do “Deixados Para Trás”, abaixo anunciado. Trata em maior detalhe sobre um importante aspecto nessa discussão, o papel de Israel nas profecias. Contudo, eis algumas reflexões sobre esta questão do papel de Israel nas profecias:

Avaliação do Ponto de Vista dos “Dois Povos”

É o conceito de uma distinção radical entre o plano de Deus para Israel e para a Igreja um ensino bíblico válido ou um pressuposto infundado? Acaso o ponto de vista neotestamentário para a Igreja é o de um povo diferente e separado do povo do “Israel natural”? A resposta é abundantemente clara. O Novo Testamento considera a Igreja, não como uma “intercalação” temporária, mas como continuação do verdadeiro Israel de Deus. Para verificar esta última posição, breve alusão será feita a algumas sigificativas declarações de Cristo, Pedro e Paulo.

O Ajuntamento do Verdadeiro Israel por Cristo

Ao chamar e ordenar doze discípulos como Seus apóstolos, Cristo manifestou a intenção de reunir o remanescente messiânico das doze tribos de Israel num novo organismo, chamado a Igreja (Mat. 16:18-19). Este não é um organismo independente designado a repor Israel temporariamente mas um rebanho que reúne tanto as “ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mat. 10:6; cf. 15:24; Atos 1:8) como as ovelhas perdidas do mundo gentílico.

Referindo-se à profecia de Isaías com respeito à reunião dos gentios, Cristo anunciou: “Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a Mim Me convém conduzi-las; elas ouvirão a Minha voz; então haverá um rebanho e um pastor” (João 10:16; cf. Isa. 56:6-8). Como pastor messiânico, Cristo veio reunir o remanescente de Israel e gentios, não em dois rebanhos separados, mas num só rebanho.

Quando elogiando a fé do centurião, Jesus disse: “Digo-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus. Ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas”. (Mat. 8:11-12). É digno de nota que Cristo não promete o Reino de Deus a uma futura geração de judeus, como alguns dispensacionalistas mantêm, mas a crentes de todas as nações, “do Oriente e do Ocidente”.

Uma Realidade Presente

O reino messiânico prometido no Velho Testamento é visto por Cristo não como um evento futuro envolvendo a restauração territorial e política de Israel, mas como uma realidade presente que raiou mediante Seu ministério vitorioso sobre o pecado, Satanás e a morte.

“Se, porém, Eu expulso demónios, pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós” (Mat. 12:28). O reino de Cristo é composto, não por dois povos separados, Israel e a Igreja, mas por um povo, o “Novo Israel”, consistindo de judeus e gentios crentes.

Aos discípulos Jesus declarou: “Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai Se agradou em dar-vos o Seu reino” (Lucas 12:32). Notem que o prometido Reino messiânico é dado não a uma futura geração de judeus (Mat. 11:29; 13:38; 8:11-12).

F. F. Bruce comenta adequadamente: “O chamado de Jesus por discípulos para estarem junto a Si a fim de formarem o ‘pequenino rebanho’ que receberia o Reino (Lucas 12:32; cf. Dan 7:22, 27) O assinala com o fundador do Novo Israel”.

Os profetas falam de Israel como rebanho ou ovelha de Deus (Isa. 40:11; Jer. 31:10; Ezeq. 34:12-14). Ao chamar Seus discípulos de “pequenino rebanho” ao qual Deus estava dando o Reino, está inegavelmente identificando Seus discípulos quanto ao verdadeiro remanescente de Israel.

Ademais, ao comissionar Seus apóstolos para “fazer discípulos de todas as nações” (Mat. 28:19), Cristo revelou que a missão profética do Israel nacional (Isa. 49:6; 60:3) estava sendo cumprida por Seu rebanho messiânico, a Igreja, que consiste de discípulos procedentes de todas as nações. Israel prossegue existindo, não à parte da Igreja, mas como parte dela.

A Descrição do Novo Israel por Pedro

Pedro, à semelhança de Cristo, via a Igreja como cumprimento das promessas feitas ao antigo Israel. No dia de Pentecoste, Pedro declarou que a profecia de Joel concernente à restauração messiânica de Israel (Joel 2:28-32) se estava cumprindo através do derramamento do Espírito Santo sobre a Igreja (Atos 2:16-21).

Para Pedro, a Igreja não é uma entidade não-predita no Velho Testamento, nem uma interrupção temporária do plano divino para Israel; antes, é o cumprimento do remanescente escatológico de Israel.

Se o início da Igreja é visto por Pedro como cumprimento de uma profecia concernente a Israel, temos razões em crer que os eventos finais da Igreja devem também representar o cumprimento de certas profecias do Velho Testamento relativas a Israel.

A Igreja é o Novo Israel
É digno de nota que Pedro aplica à Igreja aqueles títulos do Velho Testamento que designam a Israel:

24/04/12

Não Espere por Amanhã para Fortalecer a FÉ

Muitos cristãos não assumem um compromisso sério com a fé que abraçaram, ficam as margens de um cristianismo raso e sem compromisso, uma fé superficial, podemos assim dizer. O resultado de uma vida dessa natureza é a apostasia, desvio da sã doutrina e mornidão espiritual. Convicções fracas não levam uma alma para uma devoção forte. Será que existe possibilidade de mudar, cristãos de convicções rasas e superficiais podem ser tornar fortes e cheios da graça de Deus? Claro que sim! Quero deixar aqui, alguns princípios que irão revolucionar a sua vida espiritual e espero que o mesmo venha contribuir para um progresso bem elevado do seu cristianismo.
1-Esteja disposto a sacrificar-se para fortalecer as suas convicções relacionadas a doutrinas básicas do cristianismo. É isso mesmo, comece a ler e estudar sistematicamente a Bíblia, decore os textos relacionados às doutrinas cristãs. A divindade de Cristo, pessoa e obra do Espírito Santo, inerrância das Escrituras, Vinda de Jesus, adoração, redenção, pecado, propiciação, adoção, novo nascimento, arrependimento, igreja, céu, estado dos mortos, reino de Deus, profecias, etc. dedique-se, invista em si mesmo, na edificação pessoal e no conhecimento das coisas espirituais. Há uma série de bons livros (Desejado de Todas as Nações, As 28 Crenças Adventistas, Revista Adventista, Meditações Matinais e o Trimensário entre outros livros cristãos) que tratam deste assunto, que podem ser uma referência para a leitura e estudo sistemático da Bíblia. Faça isso com intensidade, todos os dias. E com o passar do tempo você descobrirá que as convicções fortes fortalecem a sua fé, lhe dará discernimento espiritual, e produzirá uma fé inabalável. Quanto mais a verdade se torna precisa e claro mais nosso cristianismo será fortalecido. Tenha cadernos para anotações, marque os textos na bíblia, enfim tenha dedicação em conhecer ao máximo possível sobre as doutrinas centrais da fé cristã.
2-Procure ter um relacionamento mais intima com Deus, uma vida plena de oração, jejum. Seja mais contemplativo, não do modo místico, mas na medida de pensar em Deus e no reino dos céus. Tenha o seu ser mais voltado para Deus e para as coisas de Deus, procure se consagrar mais. Seja mais reservado, mais adorador, mais agradecido a Deus. Desenvolva o hábito da oração de madrugada e passeios solitários por lugares tranquilos.
3-Procure ter uma vida ativa no testemunho e no evangelismo pessoal. As pessoas à sua volta precisam ouvir sobre Jesus e sobre a salvação. A lei espiritual é simples confesse a Jesus diante dos homens e ele te confessará diante do Pai Celestial, negue-o diante dos homens, e Ele te negará diante do Pai celestial. Portanto ai está, fale e não te cales, clame e proclame, sem se importar com a reação das pessoas, pregue em tempo e fora do tempo, seja ativo, use sua boca e suas mãos, entregue folhetos, presenteie pelo menos uma vez por ano, um amigo com uma bíblia, entregue folhetos, enfim, seja uma testemunha viva, ousada e destemida do evangelho, porque isso vai fortalecer a sua vida cristã, principalmente quando você observar os resultados positivos dessa santa conduta.
4-Procure ser uma pessoa atenciosa e concentrada nos cultos. Aprenda a ouvir com dedicação, seja prudente na conduta dentro do templo, procure aprender ouvindo a pregação, e buscar ajuda dos líderes ou irmãos competentes no assunto, quando a duvida chegar. Seja atencioso ao ouvir os hinos, participe dos cânticos com vida tenha um coração aberto para a adoração e para a mensagem, esteja vivo ciente e consciente dentro do templo, discipline a sua mente para não deixa-la vagar para outros lugares, faça com que ela seja prisioneira do culto.
5-Procure o amor fraternal, aperte os laços da comunhão, seja mais amigo dos irmãos, ajude quem precisa de ajuda, visite quem precise de visita. Faça do amor uma realidade ativa na congregação. Desenvolva o hábito do relacionamento sagrado, comparecendo às reuniões de oração com mais frequência, promovendo laços de amizade dentro da comunidade santificada. Seja amigo dos santos, procure andar entre os mais consagrados, seja amigo dos mais fiéis.
Creio que se colocares em prática estes princípios, a sua vida cristã se fortalecerá mais, e você estará a desenvolver uma espiritualidade mais eficaz e aprofundando mais nas coisas sagradas, portanto amado irmão, dê um adeus à superficialidade e vamos ser cristãos de verdade.