28/01/10

EXISTEM REALMENTE ATEUS?

A Mídia já está a comentar o mais recente livro do Dr. Richard Dawkins, um cientista britânico que se auto-proclama "ateu", e que gosta de ridicularizar a religião. É notável como os grandes meios de comunicação de massa, no Brasil e em geral no mundo Ocidental, dão muita publicidade aos ditos "ateus", mas raramente falam sobre os cientistas de notoriedade que mantém de forma saudável a harmonia entre a fé e a ciência. Na verdade, a religião ultimamente tem sido retratada de forma pejorativa, deturpada e constrangedora nas novelas, telejornais e programas de um modo geral.
Pessoas como o Dr. Dawkins, que é catedrático da prestigiada Universidade Oxford, tendem a considerar a fé no Criacionismo como sendo algo próprio para pessoas com mente "fechada" (aliás, um artigo de algumas meses atrás da Revista Época colocava o comentário do livro do Dr. Dawkins numa secção intitulada "Mente Aberta"; ou seja, para a Mídia, o ateísmo é próprio de pessoas intelectualizadas, enquanto que o cristianismo é relegado a indivíduos sem cultura, e, portanto, com uma "mente fechada").
Mas, será que REALMENTE existem ateus? A que se apegam essas pessoas tão "inteligentes" na hora de angústia e conflitos emocionais? Será nos livros, ou nos compêndios científicos da nanotecnologia? Como será que eles explicam a transformação de vida (e aqui falo de transformação verdadeira) que vemos constantemente entre os que professam o Cristianismo? Como eles racionalizam o vermos tantos "milagres" (que são, por definição, eventos que demonstram uma "quebra" nas leis naturais do Universo) ocorrerem entre os cristãos? Onde colocam os ateus a sua esperança na hora que a morte se aproxima, e eles estão limitados a um leito de hospital, agonizando com uma doença cruel (como Câncer ou AIDS, por exemplo) à espera do último momento?
Eu não acredito que existam ateus verdadeiros.
Na hora da dor, muitos destes pseudo-intelectuais irredutíveis sentem que suas teorias filosóficas, antropológicas, sociológicas... ateológicas... não os levou a lugar nenhum. Enquanto que o cristão enfrenta a morte com confiança e certeza do "depois", o ateu enfrenta este mesmo momento com uma implacável dúvida - E AGORA? SERÁ QUE EU ESTAVA CERTO?
Esporadicamente a Mídia dá uma abertura insípida para que um criacionista defenda o seu ponto de vista. Você deve lembrar-se, por exemplo, da entrevista que o Dr. Rodrigo Silva, erudito da área no Brasil (crente Adventista) deu no programa do Jô Soares há alguns anos.
Felizmente, os argumentos filosóficos de pessoas como o Dr. Dawkins não conseguem nem mesmo arranhar a fé daqueles que realmente entendem o papel de Deus nas suas vidas. Apenas os que não se dedicam ao estudo sistemático e relacional da Bíblia e dos seus conceitos, é que se deixam embalar por estas teorias meramente humanas. Ou poderíamos chamar de "ventos de doutrina"? (cf. Efés. 4:14).
Recentemente também foi publicado um excelente livro de um cientista e ex-ateu que se converteu ao Cristianismo Criacionista (sim, pois existem cristãos que não crêem na Criação). O mais interessante é que este cientista não é "qualquer um", é simplesmente o "pai" do Projecto Genoma, o Dr. Francis S. Collins, autor de "A Linguagem de Deus".
No final, tanto o Evolucionismo ateísta como o Criacionismo cristão dependem da fé, pois ambos não podem ser comprovados na totalidade de suas declarações.
É por isto que, no final das contas, eu acho que os ateus têm mais fé do que os cristãos... porque é necessário muita fé para acreditar que o mundo surgiu do nada, e que a complexidade que hoje conhecemos (basta olhar para a nossa própria estrutura fisiológica) tenha "evoluído" a partir de organismos unicelulares marinhos.
Como eu não tenho tanta "fé" assim, prefiro ficar com o que a Bíblia declara, e crer que existe um Arquiteto, Criador, Mantenedor e Redentor de todo o Universo.
"Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim Se levantará sobre a Terra..." (Jó 19:25).

01/01/10

QUAL A VOSSA DOUTRINA SOBRE O INFERNO?

Penso muitas vezes em pessoas que morreram e não se podem salvar porque nem sequer acreditavam em Deus. Será verdade que vão sofrer eternamente?
N.L.

Vi recentemente gravuras que representavam o inferno e custa-me admitir que Deus seja capaz de infligir essa espécie de sofrimento a uma pessoa. Qual é a vossa doutrina sobre o inferno?
R.P.B.

As duas perguntas têm uma certa relação e por isso lhes respondemos em conjunto.
Em primeiro lugar, gostaríamos de relembrar o que as Sagradas Escrituras dizem quanto a natureza mortal do homem, tema que está de novo a ser discutido com grande interesse, devido à propagação de doutrinas enganosas, como a reencarnação e a imortalidade da alma.

A Palavra de Deus afirma categoricamente que somente Deus é imortal: “Aquele que tem, Ele só, a imortalidade (1Timóteo 6:16), clarifica o apóstolo Paulo. O homem é mortal e só por ocasião da ressurreição dos justos, se tiver aceitado a Jesus como seu Salvador, poderá receber a imortalidade, que será um dom de Deus. Enquanto esse dia não chega, ele dorme no pó da terra, os seus pensamentos pereceram e ele nada sabe do que se passa na terra, “porque os vivos sabem que hão-de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma” (Eclesiastes 9:5). A morte é para o homem como um sono sem sonhos, do qual só despertará quando Cristo voltar a este mundo, para dar a cada um conforme a sua recompensa: vida eterna aos que O recebe, morte eterna aos que O rejeitam. O próprio credo católico que alguns aprenderam em criança dizia isso mesmo: “Creio em Deus Pai, que há-de vir a julgar os mortos e os vivos (…)”.

A doutrina bíblica da salvação e vida eterna é muito simples. O próprio Jesus a definiu: “Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigénito, para que todo aquele que n´Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (S. João 3:16). O apóstolo Paulo refere a mesma verdade com outras palavras: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6:23).

Há, portanto, duas opções: crer e ter a vida eterna, ou não crer e perecer eternamente. Isto, aliás, já aconteceu no jardim do Éden. Adão e Eva podiam decidir obedecer ou desobedecer a Deus, mas sabiam perfeitamente que a consequência da sua desobediência seria a morte.
Deus dissera: “Mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerá; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Génesis 2:17). Ao longo da História, o homem tem tido sempre o poder de escolher, de decidir, sabendo o que a sua escolha comporta.

Assim, para os que aceitam a Jesus, Ele dirá: “Vinde, benditos de meu Pai e recebei por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”. Ao que O rejeitarem – os que não se salvam, como diz o nosso prezado leitor – Jesus dirá: “Apartai-vos de mim, que não vos conheço.” (S. Mateus 25:34, 41). E apartar-se de Jesus, a única fonte da vida, é a morte eterna.

Mas não esqueçamos: a Palavra de Deus diz que o salário do pecado é a morte, e não o sofrimento. O que é eterno são as consequências da recompensa ou da condenação – vida ou morte eternas.

Parece-nos perfeitamente justa a observação da nossa estimada leitora, que diz que lhe custa a admitir que Deus possa infligir sofrimentos eternos a seres humanos. Concordamos com a sua afirmação, pois a Sagrada Escritura diz textualmente que “Deus é amor” e o próprio Jesus, no texto acima citado, declara que Deus nos amou de tal maneira, que deu o Seu Filho unigénito para nos salvar. Ora, não cabe na nossa compreensão a ideia de um Deus mau e vingativo, capaz de fazer sofrer eternamente pessoas que Ele amou e desejou que fossem salvas.

A doutrina de um inferno, lugar de sofrimento atroz e contínuo, é completamente alheia aos ensinos das Sagradas Escrituras e é um daqueles erros pagãos que se foi insidiosamente infiltrando nos ensinos da igreja cristã. Inferno, na Bíblia Sagrada, significa apenas “lugar inferior, morada dos mortos”.

Há uma passagem bíblica que, referindo-se a Jesus e à Sua ressurreição, usa este termo, que é a tradução de xeol. Diz assim: “Não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção” (Salmo 16:10). Algumas versões bíblicas mais modernas, com a Bíblia de Jerusalém (Edições Paulinas, S. Paulo, Brasil) e a Tradução interconfessional (da Sociedade Bíblica de Portual, Lisboa), usam já termos diferentes. A primeira usa a própria palavra xeol. “Não abandonarás minha vida no Xeol, nem deixará que teu fiel veja a cova”; a segunda diz: “Não me entregará ao poder da morte, não abandonarás na sepultura aquele que amas.” De facto, ao terceiro dia, e tal como havia predito, Jesus ressuscitou e não conheceu a corrupção, não permanecendo, por conseguinte, no xeol-inferno/sepultura.

Cremos que é tempo de estudar profundamente este tema, à luz da Palavra de Deus, e contemplar o nosso amantíssimo Pai Celestial na beleza da Sua santidade e na profundidade do seu amor pela humanidade.

31/12/09

O PRINCÍPIO DIA-ANO


É possível inferir de citações bíblicas e do Espírito de Profecia a idéia de que o princípio dia/ano não deve ser aplicado depois de 1844? E como fica a interpretação de Apoc 8:1 de que “quase meia hora profética” equivale a sete dias? — M. T. F.
Calculamos as 2300 tardes e manhãs de Daniel 8:14 como 2300 anos mediante a aplicação do princípio dia-ano. Considerando que a purificação do santuário terrestre ocorria num único dia, não deveria o juízo investigativo, nesse caso, ter durado apenas um ano? Por que esse princípio deixa, agora, de ser aplicado?

O princípio dia/ano é aplicável exclusivamente a períodos de tempos proféticos apocalípticos que se estendem no máximo até 1844. Não pode ser aplicado de outra forma.
É verdade que a purificação do antigo santuário terrestre ocorria num determinado dia do ano litúrgico de Israel. Mas não tomava o dia todo, para que valesse um ano completo pelo aludido princípio.
Mesmo que o tomasse, esse dia, a exemplo do que ocorria com outros dias de eventos religiosos, era apenas uma data de calendário e nada mais que isso; não perfazia um “período profético’ menos ainda apocalíptico; portanto, o princípio dia/ano nada tem que ver com aqueles dias, e vice-versa.
Se tivéssemos que aplicar o princípio a essas datas, entraríamos em sérias dificuldades. Por exemplo, a festa dos “pães asmos’ que apontava para o corpo de Jesus oferecido na cruz, durava sete dias, Se a aplicação fosse correcta, o corpo de Jesus deveria permanecer na forma de um sacrifício (na cruz, ou mesmo na sepultura), por sete anos.
A festa de Pentecostes, que apontava para a descida do Espírito Santo, era comemorada, a exemplo da Expiação, num dia apenas; deveria, então, o Espírito Santo ter vindo sobre a Igreja apenas durante um ano? E assim por diante.
Cada festa religiosa dos judeus tinha uma importante aplicação escatológica, concernente ao seu significado, mas não ao tempo de sua duração. Uma coisa é independente da outra.
Com respeito à primeira pergunta, lembro que toda vez que nos desviamos de nosso critério de interpretação profética, o historicismo, nos arriscamos a descambar para a fantasia. Ellen G. White sempre respeitou esse critério em seus comentários sobre as profecias (ver especialmente o livro O Grande Conflito), e é por isso que ela afirmou categoricamente que “o tempo não tem sido um teste desde 1844, e nunca mais o será” (Primeiros Escritos, pág. 75); depois de 1844 “não pode haver contagem definida de tempo profético” (Manuscrito 59, 1900).
É por isso também que ela afirma que “nenhum período profético se estende até ao segundo advento” (O Grande Conflito, pág. 456) e que “quanto mais frequentemente se marcar um tempo definido para o segundo advento, e mais amplamente for ele ensinado, tanto mais se satisfarão os propósitos de Satanás” (Ibidem, pág. 457). Tudo isto subentende que o princípio dia-ano não deve ser aplicado para além de 1844.
Apocalipse 10:6 afirma que já não haveria “mais demora” quando o anjo estivesse para tocar a sétima trombeta (v. 7). O termo original grego vertido como “demora” nesse texto é chronos, que quer dizer “tempo que transcorre” (vem daí a palavra cronómetro).
Entendemos que a sétima trombeta é tocada a partir de 1844. Em 1840 completou-se o período de 391 anos e 15 dias da sexta trombeta (9:15). A expressão “para tocar’: significando a iminência do toque, aponta para um pouco de tempo antes de 1844. Nessa ocasião, o estudo profético era intenso, e abriu a perspectiva do cumprimento do “mistério de Deus’: como previsto em Apoc. 10:7.
“Tempo que transcorre” é a condição sine qua non para qualquer período, não importando a sua duração. Naturalmente, “tempo que transcorre” não significa necessariamente “períodos de tempo” previamente estabelecidos; mas sem “tempo que transcorre” não haverá o estabelecimento de qualquer período.
O que o anjo está dizendo, portanto, não é que não haveria passagem de tempo desde o toque da sétima trombeta até a volta de Jesus, pois ninguém é tão tolo que afirme que o tempo, de lá para cá, não tem transcorrido. Significa, sim, que não haveria mais período definido, específico, de tempo profético a ser inserido em qualquer época após 1844. Os que propõem, por exemplo, o cumprimento dos 1290 e 1335 dias de Daniel 12:11 e 12 para imediatamente antes da volta de Jesus violam o que o Apocalipse declara.
Ellen G. White confirma tudo isso. Comentando Apocalipse 10:6, ela diz: “Esse tempo, que o anjo anuncia com solene juramento, não é o fim da história deste mundo, nem do tempo de graça, mas de tempo profético que precederia o advento de nosso Senhor; isto é, as pessoas não terão outra mensagem sobre tempo definido.
Após este período de tempo, que se estende de 1842 a 1844, não pode haver um delineamento definido de tempo profético. O cômputo mais longo se estende até o Outono de 1844” (SDABC, vol. 7, pág. 971). “Esta mensagem anuncia o fim dos períodos proféticos:’ — Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 108.
Portanto, se os períodos de tempo profético avançam, no máximo, até 1844, segue-se que o princípio dia-ano (necessário para o cálculo dos referidos períodos) não mais é válido para depois desta data. Isto significa que a interpretação correcta de Apoc. 8:1 não exigirá o emprego deste princípio, da mesma forma que não o empregamos na interpretação do milénio do capítulo 20.

27/12/09

ERAM MAGOS OU SÁBIOS OS QUE VISITARAM JESUS AQUANDO DO SEU NASCIMENTO?

Quando estudamos a profecia das Setenta Semanas, em Daniel 9:24-27, percebemos como ela é importante nos dias actuais para nós que estamos observando quando o Anticristo aparecerá na cena mundial. Prepare-se para um choque e para receber novos esclarecimentos.
Como os magos souberam que a estrela que viram no céu era tão especial que partiram em uma longa viagem a camelo para apresentarem presentes ao futuro Rei? Espere um minuto! Quem lhes disse sobre o Rei? Além disso, aqueles homens nem mesmo eram judeus; eram pagãos, adoradores de Zoroastro!
Como eles podiam saber algo sobre o recente nascimento do Messias judeu que tinha sido profetizado por tanto tempo? Quando avançamos 33 anos no tempo, vemos Jesus chorando pelo povo de Jerusalém, pois não o reconheceram como o Messias. Ele disse:
"... Ah! se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos. Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todos os lados; e te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação." [Lucas 19:42-44].
Mostraremos que Jesus tinha todo o direito de esperar que as pessoas soubessem quando Ele apareceria, pois esse segredo precioso tinha sido revelado ao profeta Daniel mais de 500 anos antes.
A Profecia Mais Importante de Toda a Bíblia
O fato de Daniel ser um funcionário graduado no governo babilónio é muito significativo no nosso estudo, pois somente os oficiais graduados e os líderes religiosos importantes daquele tempo tinham acesso aos livros, pois não havia imprensa, somente manuscritos. Os sábios que foram visitar o menino Jesus eram estudiosos e, portanto, tinham acesso aos escritos de Daniel. Além disso, eram magos, uma ordem da religião pagã de Zoroastro, na Média e na Pérsia. [1] Os magos eram antigos intérpretes dos sonhos e eram astrólogos (prognosticadores), encantadores, feiticeiros e mágicos. O rei os chamava de "sábios", pois eles o convenceram que podiam oferecer bons conselhos e interpretar seus sonhos. Hoje, entretanto, nós os chamaríamos de feiticeiros. Sempre que um rei pagão conquistava outra nação, ele tomava os melhores jovens e os melhores "sábios" e os levava para sua corte, para orientá-lo.
Na Bíblia, vemos os magos na corte do rei babilónio Nabucodonosor. Na verdade, os magos tinham muito respeito por Daniel, pois ele salvou as vidas dos magos do seu tempo. Você deve lembrar a história:
O rei Nabucodonosor teve um sonho terrível, dado por Deus, e ficou muito perturbado. No entanto, ele não conseguia se lembrar do sonho e nem sabia o que significava. O rei convocou todos os magos, incluindo Daniel, e exigiu que eles lhe dissessem qual tinha sido o sonho e qual era a interpretação. Ele os ameaçou de morte se não lhe dissessem qual tinha sido o sonho e o que significava. Quando os soldados foram cumprir a ordem do rei de matar todos os magos, Daniel pediu mais um prazo. Após muita oração de Daniel e de seus três companheiros, Hananias, Misael e Azarias, Deus revelou o sonho a Daniel e o rei Nabucodonosor poupou a vida dos magos. [Daniel 2:1-19].
Daquele momento em diante, os magos reverenciaram muito Daniel, pela grande visão que recebera de Deus. Provavelmente, eles não creram em Deus como o único Deus do universo; mas em vez disso, creram que era o mais poderoso daquele tempo e, certamente, muito poderoso em qualquer época. No entanto, ainda continuaram sendo politeístas.
Os magos que visitaram o menino Jesus conheciam os escritos de Daniel, sem dúvida tinham cópias do seu livro e conheciam a profecia das setenta semanas. Quando a estrela apareceu no céu, eles sabiam que estava na época para aquela profecia se cumprir. Quando viram a estrela, seu conhecimento daquela profecia incrivelmente precisa, mais a acção motivadora do Espírito Santo, fez com que embarcassem em uma longa jornada até Israel para prestar homenagem ao Messias judeu.
Vamos agora considerar essa impressionante profecia do maravilhoso livro de Daniel.
Vamos estudar a profecia referente ao tempo da vinda de Jesus Cristo, dada com detalhes inacreditáveis quase 500 anos antes de Ele nascer. Você verá que Deus anunciou o dia exacto em que Jesus se apresentaria aos judeus como o longamente aguardado Messias! [cumprido ao pé da letra em Mateus 21:1-11].
Uma Profecia Inigualável
"Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações." [Daniel 9:24-26].
A semana mencionada no verso 27, refere-se à última semana de anos, um período que chamamos de Tribulação.
O termo "semana" referindo-se a sete anos era comum entre os judeus. O termo vem da ordem de Deus em Levítico 25:1-7 para cultivar um campo por seis anos, permitindo que descanse no sétimo ano. Esse período de sete anos veio a ser conhecido como "semana de anos". Portanto, Setenta Semanas (de Anos) são 490 anos.
Observe que essa profecia contém três partes:
1. Sete semanas de anos (49 anos)
2. Sessenta e duas semanas de anos (434 anos)
3. Uma semana de anos (7 anos)
No ponto exacto na história quando as 7+62 Semanas de Anos se cumpriram, Israel podia esperar que o Messias se apresentasse. Que grande notícia! Isso significava que Israel não poderia deixar de perder o Messias! Tudo o que os israelitas precisavam fazer era contar, acompanhar os eventos actuais que se desdobravam e conhecer essa profecia.
Este estudo mostra-nos várias coisas:
1. Que os magos sabiam que o tempo da vinda do Messias estava próximo.
2. Por que Israel deixou de esperar o Messias.
3. Como isso se aplica a nós hoje.
Vamos agora considerar o significado da profecia:
1. Duração da Profecia
Essa profecia estipulava que o Messias seria apresentado a Israel e que seria morto após a passagem de 69 semanas de anos desde o ponto inicial. Quando multiplicamos 69x7, compreendemos que o tempo envolvido aqui é igual a 483 anos. Como no calendário judaico lunar o ano tem 360 dias, podemos facilmente ver que Deus está falando sobre 173.880 dias. Portanto, podemos esperar que 173.880 dias após o período inicial dado na profecia, o Messias se apresentaria a Israel como o Rei.
2. Ponto Inicial da Profecia (Daniel 9:25a)
Neste verso, Deus disse que a profecia iniciaria "desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém..." Quando Deus deu essa profecia a Daniel, Israel estava cativo na Babilónia; no entanto, Deus já tinha anunciado anteriormente, por meio do profeta Jeremias, que esse cativeiro duraria setenta anos. Esse período de setenta anos estava terminando rapidamente; na verdade a história regista que o rei medo-persa Artaxerxes emitiu o decreto autorizando a reconstrução de Jerusalém em 457 AC. Portanto, era fazer contas e ter a data do maior evento da História até então. Israel não o fez, lamentavelmente!
3. A Matemática da Profecia
A. As Primeiras Sete Semanas
Se você estudar o livro de Neemias, verá o relato da migração dos judeus para reconstruírem Jerusalém após o decreto de Artaxerxes. Neemias assumiu a liderança dos esforços para a reconstrução, que foi realizada com tantas dificuldades e sob tantas ameaças dos inimigos, que os construtores carregavam espadas na cintura enquanto trabalhavam na reedificação dos muros. Assim, a profecia do verso 25b foi cumprida: "as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos".
Esse esforço começou em 445 AC e culminou em 396, exactamente 49 anos, conforme profetizado.
B. O Segundo Período (62 Semanas de Anos, ou 483 anos)
Daniel 9:26 fala sobre o "Ungido", que viria após esse período de tempo e que seria morto. Os estudiosos mais conservadores compreendem que essa passagem se refere a Jesus Cristo, não no seu nascimento, mas em sua apresentação como o Príncipe, o Messias. [2]. "Existem dois eventos na vida de Cristo em que ele foi apresentado oficialmente. Um foi no seu baptismo e o outro foi quando entrou triunfantemente em Jerusalém." [3] Esse último evento tornou-se conhecido como Domingo de Ramos. Quando ocorreu? O Messias Jesus veio a Jerusalém na Páscoa, em 6 de Abril do ano 32 DC." [4].
Notas de Rodapé
1. "Dictionary of the Bible", editado por William Smith, The S. S. Scranton Company, 1904 pg 501
2. John MacArthur Jr., "The Future of Israel", Word of Grace Communications, pg 21
3. Ibidem
4. Ibidem

20/12/09

FÉ E ACCÇÃO NO BRASIL

PROÍBE A BÍBLIA BEBER VINHO?

Pergunta: Se beber vinho é condenado na Bíblia, por que em Provérbios 31:5-6 há uma recomendação para dar de beber vinho aos angustiados?

Resposta: “Para que não bebam, e se esqueçam da lei, e pervertam o direito de todos os aflitos. Dai bebida forte aos que perecem e vinho, aos amargurados de espírito” Provérbios 31:5-6.

O comentarista Metodista
Adão Clarke, assim explica esse texto em seu comentário bíblico: “Dai bebida forte para aquele que está morrendo. Já temos visto que bebidas embriagantes eram misericordiosamente dadas aos criminosos condenados, para torná-los menos sensíveis às torturas que enfrentariam na morte. Isto é o que foi oferecido a nosso Senhor, mas ele recusou” . Essas bebidas eram feitas misturando ervas narcóticas. Nos dias de Jesus, oferecia-se ao indivíduo uma mistura de vinagre efel (mesmo em momentos de dor, Cristo rejeitou tal substância, pois não queria perder a Sua consciência com os efeitos do álcool. Ver João 19:28 e 29 – compare com o Salmo 69:21, que profetizou esse evento. Que exemplo para o ser humano, que muitas vezes quer mergulhar-se no álcool para fugir dos seus problemas, sendo que a solução e cura vêm pelo “bater de frente” com a situação. Diante das situações desesperadoras, Jesus nos orienta a irmos a Ele [Mateus 11:28-30].