11/10/10

20 ERROS ENSINADOS PELO ESPIRITISMO

1o.) O uso da Bíblia só segundo pareça conveniente, incoerentemente segmentando o seu conteúdo, usando e abusando de seus textos, sentenças e mesmo palavras isoladas, sem levar em conta O TEOR GLOBAL de seu ensino, mesmo desqualificando-a como um livro indigno de confiança quando suas palavras não pareçam convenientes, encontrando “contradições gritantes” em sua mensagem, o que torna o seu emprego pelos próprios espíritas como injustificável, já que é um livro que não serve para defender doutrinas (a não ser as espíritas, em segmentos seletos).

2o.) A visão distorcida da Divindade, negando que tenhamos um “Deus pessoal” e deixando de entender que Deus não é só AMOR, como também JUSTIÇA. Esse tipo de Deus “Saci Pererê” do espiritismo (que se apóia só sobre uma “perna”—a do amor), com a imagem do Deus bíblico condenada como injusto por causa de relatos do Velho Testamento que espíritas não conseguem entender à luz de sua contextualização cultural, histórica, e dentro do TEOR GLOBAL do ensino bíblico, impede-os de realmente entender que na cruz houve o encontro de AMOR e JUSTIÇA (Salmo 85:10).

3o.) A visão até ingênua de que o Novo Testamento é superior ao Velho no que tange aos atos divinos, por causa do muito "sangue derramado" da primeira parte das Escrituras, quando no Novo Testamento há até mais sangue derramado, como nos relato das fulminantes mortes de Ananias e Safira (Atos 5), o apedrejamento de Estêvão (Atos 7:54-50), a morte de Herodes, comido por vermes (Atos 12:20-23), e especialmente nas descrições detalhadas do castigo final aos ímpios em Apocalipse, especialmente 14:19, 20 (o lagar do castigo com sangue que se espalha por quase 300 km), com ainda a festança das aves sobre as carnes dos inimigos do povo de Deus (19:20, 21). Estas passagens mostram a severidade do castigo divino, pois Deus não é só amor, mas também justiça, como já destacado no 2o. tópico, acima.

4o.) A negação da Divindade de Cristo, colocando-O na categoria de um ser criado, em vez de ser Ele próprio o Criador de todas as coisas, como lemos em João 1:1-3 (“todas as coisas foram feitas por Ele [o Verbo que Se fez carne], e sem Ele nada do que foi feito se fez"), confirmado por Hebreus 1:2. Cristo tinha o título de “filho do homem” e “Filho de Deus” pois falava segundo duas perspectivas--como o próprio Deus feito carne, de modo muito além de nossa limitada compreensão, e como o submisso “Servo sofredor” que aceitou assumir a taça do sofrimento e dor humanos para pagar o preço do pecado. Assim, ninguém terá desculpas no Juízo de que Deus não pode Ser um justo juiz por desconhecer por experiência própria as lutas e sofrimento do homem nesta vida. Ele conhece, sim, as nossas dores, pois foi “ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Isaías 53:5).

5o.) A noção de que Cristo veio trazer uma nova e revolucionária legislação, eliminando os 10 Mandamentos como normativos aos cristãos e trocando-os pela “lei áurea” de “amor a Deus” e “amor ao próximo”, quando em tal “lei áurea” Ele apenas repete o que Moisés já havia dito em Lev. 19:18 e Deu. 6:5, sintetizando a lei divina. Sempre, em todos os tempos, a lei de Deus teve como princípio subjacente o amor—a Deus e aos semelhantes, pelo que Cristo não apresentou nenhuma “novidade cristã” como pensam os espíritas e outros mais.

6o.) A negligência em dedicar o sétimo dia da lei divina—que tem os primeiros quatro mandamentos tratando do aspecto do “amor a Deus sobre todas as coisas” da “lei áurea”—ao Senhor, enquanto destaca só a segunda parte dessa “lei áurea”, do “amor ao próximo como a nós mesmos”, embora Jesus tenha atribuído peso idêntico a ambos os preceitos básicos de Sua lei, com prioridade inclusive ao “amor a Deus sobre todas as coisas” (Mat. 22:36-40 e 10:37). Sendo que o sábado é indicado como “sinal” entre Deus e o Seu povo (Êxo. 31:17 e Eze. 20:12, 20), não contando com tal sinal (ou “selo”, cf. Rom. 4:11), os espíritas não podem identificar-se como pertencendo ao povo de Deus, especialmente quando negligenciam cumprir outras ordenanças típicas da fé cristã.

7o.) A negação do conceito de “pecado”, ante a alegação de que os homens é que formulam as suas leis, com o que a idéia de “lei de Deus” não faz sentido, por serem as leis “restritivas” e prejudiciais à liberdade humana. A Bíblia, porém, ensina que “a lei do Senhor é perfeita e restaura a alma” (Sal. 19:7) e que “pecado é a transgressão da lei” (1 João 3:4). Tal como as leis de um país nos informam sobre o tipo de governo que o dirige, a lei de Deus é um transcrito do Seu caráter. Assim como “Deus é amor”, Sua lei será de amor. E como Deus é justo, Sua lei será a máxima expressão de justiça. Ademais, a genuína liberdade só existe no respeito à lei divina, pois os que vivem sob a escravidão do erro e da maldade assim se acham exatamente por desconsiderarem tal lei, daí sofrendo severas conseqüências. As leis de Deus visam ao nosso melhor bem, e não a nosso prejuízo.

8o.) A não-adoção de sacramentos cristãos típicos e claramente instituídos ou endossados por Jesus Cristo, como o batismo e a Santa Ceia, confirmados por Paulo como essenciais para a expressão da fé no que Cristo realizou por nós, dedicação e reconsagração de vida segundo o Novo Caminho indicado na Palavra de Deus que é assumido por aquele que crê.

9o.) A negação da existência de Satanás e demônios a seu serviço, o que torna a Jesus um mentiroso, pois Ele deu testemunho claro da existência de tal ser ao dizer: “Eu via Satanás, como raio, cair do céu” (Luc. 10:18), além dos muitos relatos bíblicos de Seus confrontos com demônios que expulsava de vitimados por seu domínio, bem como o relato de Sua tentação no deserto, relatada por diferentes evangelistas, quando confrontou o diabo e o derrotou à base do Sola Scriptura. O “está escrito” foi a grande arma de Cristo, não realizações sobrenaturais, de que Ele poderia tranqüilamente valer-Se (ver Mateus 4 e Lucas 4).

10o.) A negação do castigo eterno aos pecadores impenitentes, já que se prega uma idéia de evolução constante pela qual os indivíduos aprenderão com os erros de uma vida para corrigi-los numa próxima existência, assim evoluindo na sua jornada pelas várias vidas mediante a reencarnação, com o que os malfeitos se eliminam gradualmente. Jesus, porém, advertiu: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela” (Mat. 7:13). E a linguagem de condenação eterna dos que forem até o fim sem se arrepender é claríssima em muitas passagens tanto do Velho quanto do Novo Testamento. O próprio Cristo anunciou que no final haverá a ressurreição da vida e a ressurreição da condenação, e que os que não aceitarem a oferta de Salvação propiciada por Deus Nele irão perecer, pois “quem crê e for batizado, será salvo; quem não crê, será condenado” (João 5:28, 29 e Mar. 16:16).

11o.) A tese de salvação universal, noção que não inspira ninguém a crescer espiritualmente, já que sempre se pode deixar para depois o devido preparo e progresso ético, moral, espiritual, sendo que no final todos terão o mesmo destino, mais cedo ou mais tarde chegando lá. Jesus não disse para ninguém conformar-se em ser um cristão “mais ou menos” e sim desafiou a todos: “Sede vós perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus” (Mat. 5:48).

12o.) A idéia de salvação dever-se às obras humanas, uma impossibilidade que contraria o TEOR GLOBAL do ensino bíblico, sobretudo diante da exposição clara, didática, insofismável de Paulo [o “codificador dos evangelhos”] quanto ao papel da graça de Deus como única fonte de salvação, sendo as obras mera demonstração da genuinidade da fé salvadora. Qualquer noção de que obras humanas, imperfeitas como sempre serão, “contem pontos” para a salvação é uma afronta ao Senhor e Salvador Jesus Cristo. É o mesmo que dizer-Lhe que o Seu supremo sacrifício expiatório foi incompleto, daí precisamos acrescentar algo de nossa própria experiência à experiência Dele, num impossível paralelo do humano e imperfeito com o divino e absolutamente perfeito.

13o.) O apego à experiência sobrenatural, o “ver” e o “sentir” como base da fé, quando Jesus louvou os que creram sem ver ou sentir: “Bem-aventurados os que não viram e creram” (João 20:29). Muitos gostam de sentir-se “especiais”, “usados por Deus”, e espíritas convertidos ao evangelho de Jesus Cristo contam que uma das coisas que os atraíram a essa religião foi justamente a vaidade que lhes é incutida de terem dons de “mediunidade”, ou uma “missão a cumprir” entre os homens. Paulo acentuou, citando um profeta bíblico, que “o justo viverá pela fé” (Rom. 1:17, cf. Hab. 2:4).

14o.) A noção típica de todos os povos pagãos, do presente e do passado, de que o homem é um ser dualístico, formado por um corpo material e uma alma imortal, que prossegue viva e consciente na morte, quando o ensino bíblico é de que Deus criou o homem para viver como um ser físico, num paraíso físico, e que por conseqüência do pecado passou a experimentar a morte. A única forma de restaurar a vida é pela RESSURREIÇÃO DOS MORTOS, que representa a vitória sobre a morte e a sepultura, como diz Paulo em 1 Cor. 15:54, 55. Entre a morte e a ressurreição nada existe, pois os que morrem, como no sono, nada sabem do que se passa, não têm conhecimento de coisa alguma e adentram o mundo do silêncio (Ecl. 9:5, 6, 10; Sal. 6:5 e 115:17).

15o.) A noção de reencarnação, negando o claro ensino bíblico de que só mediante a ressurreição dos mortos, bem detalhadamente descrita em várias passagens, como Ezequiel 37, 1 Coríntios 15, 1 Tessalonicenses 4:13-16, é que alcançaremos a vida eterna, que é apresentada na Bíblia como um dom de Deus aos que se habilitarem a para sempre habitar nos lugares que Cristo prometeu preparar para os Seus fiéis, e que iriam ser ocupados quando Ele retornasse para vir buscar os Seus (ver Rom. 2:7; 2a. Tim. 1:10 e João 14:1-3).

16o.) A negação da volta de Cristo em glória e majestade, embora citem textos como Mateus 16:27 que fala claramente dessa volta, e muitos outros claros versos das Escrituras. E Sua volta é a única saída para tirar o homem do “aperreio” em que se acha, em decadência moral e espiritual clara e evidente, e não o progresso rumo a um róseo futuro, como indicado pelo espiritismo.

17o.) A própria idéia de que graças às contínuas reencarnações a humanidade só tem melhorado e só haverá de melhorar mais e mais no futuro, quando isso não só está inteiramente fora da realidade, com nega as profecias bíblicas, proferidas pelo próprio Cristo, que fala que os tempos que antecederiam a Sua volta literal e visível seriam uma repetição da maldade de Sodoma e Gomorra, ou dos dias anteriores ao dilúvio. Isso é confirmado por Paulo, Pedro e outros autores bíblicos.

18o.) A possibilidade de comunicação entre vivos e mortos, sendo que a proibição divina é clara a respeito, tanto em Deu. 18:9-11 como séculos depois confirmada em Isa. 8:19, 20. Sendo que não há uma “alma imortal” que tenha consciência após a morte do corpo, e o indivíduo na morte permanecerá como num sono inconsciente até a ressurreição, qualquer suposta comunicação entre vivos e mortos é claramente suspeita, e proibida por Deus que quis proteger o Seu povo de terríveis enganos satânicos nessa linha.

19o.) A noção de que o espiritismo moderno, desde o século XIX, seria a promessa do Cristo de que o Consolador seria enviado (João 16:7), quando o verso seguinte diz que tal Espírito teria a função de convencer o mundo “do pecado, e da justiça e do juízo”. E o vs. 13 declara que “quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir”. Mas os espíritas NEM CRÊEM em “pecado”, nem em “juízo”, pois o sentido é claramente o que se harmoniza com o TEOR GLOBAL do ensino bíblico, e não reinterpretações extrabíblicas criadas para ajustar-se a pressupostos realmente alheios ao ensino de Jesus Cristo e Seus apóstolos. Nem os sinceros servos de Deus passaram a ser convencidos da “verdade, da justiça e do juízo” só a partir de Allan Kardec.

20o.) A prática comum de espíritas não só se considerarem “superiores” por não terem profissionais da religião, como porem-se a julgar com generalizações aéticas os demais religiosos como exploradores do povo, por causa do sistema de dízimos e ofertas nas Igrejas, atribuindo indiscriminadamente rótulos negativos a seus pastores, além de também tratarem os evangélicos em especial como “bibliólatras”, “fundamentalistas”, “bitolados” e outros títulos dessa linha, esquecendo-se do mandamento do Cristo, "não julgueis para que não sejais julgados" (Mat. 7:1).

06/10/10

CONSIDERAÇÕES SOBRE A TRINDADE

Ao crermos que Jesus é Deus, fazemos profissão de fé trinitária. E a doutrina da Trindade é verdadeira, não porque a possamos entender, mas porque é um facto da Revelação. E isto, para nós, os que cremos, é suficiente. Não conseguimos entender a origem do mal, o facto de Lúcifer ter-se tornado Satanás, a miraculosa operação do Espírito Santo e tantos outros assuntos. Mas constituem matéria da Revelação divina, e basta!
É infantilidade rejeitar a doutrina da Trindade sob a alegação de não existir este termo nas Escrituras. No livro divino também não se encontram palavras como Bíblia, Milénio, Teocracia e outras que igualmente não rejeitamos, porque o que se busca nas Escrituras são factos e não nomenclatura. Outro contra-senso é rejeitar a doutrina, porque nos parece mistério. Deus é mistério (Is. 45:15). Com Trindade ou sem ela, Deus é mistério. Cristo é mistério (Col. 1:26). Aceitemos com humildade a revelação das Escrituras sem precisarmos negar e distorcer as declarações límpidas e inequívocas da Bíblia relacionadas com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Seria loucura estabelecer diferença entre “segredo” e “mistério”, considerando o primeiro como algo ainda não conhecido e o último como coisa que não pode ser entendida. Um dos mais famosos dicionaristas do mundo, T. Barnhart, define deste modo: “Mistério: segredo, alguma coisa oculta ou desconhecida”. E também: “Segredo: alguma coisa secreta ou oculta; mistério.”
A Divindade Se constitui em TRÊS PESSOAS, todas eternas, todas iguais, todas divinas, permanecendo UMA em essência, em propósito, em acção. Melhor dito, a TRINDADE é o organismo da Divindade, é o meio pelo qual Se manifesta e existe em relação ao homem.
A negação da Trindade advém num primeiro tempo de um grande erro: ter criado o conceito de pessoas divinas como se tem o conceito de pessoas humanas.
“Em Teologia, como em qualquer outra ciência, há necessidade absoluta de alguns termos técnicos. Quando dizemos que há três pessoas distintas na Divindade, não queremos, com isso, dizer que cada uma delas é tão separada da outra, como um ser humano está separado de todos os demais. Embora se diga que Se amam, Se ouvem, orem uns aos outros, enviem uns aos outros, testifiquem uns dos outros, não são, no entanto, independentes entre si; porque, como já dissemos, a auto-existência e independência são propriedades, não das pessoas individuais, mas do Deus Triúno.” L. Boettner, The Trinity, p. 59.
Deixamos a seguinte citação:
“O Consolador que Cristo prometeu enviar depois de ascender ao Céu, é o Espírito em toda a plenitude da Divindade, tornando manifesto o poder da graça divina a todos quantos recebem e crêem em Cristo como um Salvador pessoal. Há três pessoas vivas pertencentes à Trindade celeste; em nome destes três grandes poderes - o Pai, o Filho e o Espírito Santo - os que recebem a Cristo por fé viva são baptizados, e esses poderes cooperarão com os súbitos obedientes do Céu em seus esforços para viver a nova vida em Cristo.” Special Testimonies, Série B, Nº 7, págs. 62 e 63.
Em segundo lugar, a negação da Trindade, vem da exploração dos textos que falam da subordinação do Filho ao Pai. Contudo Cristo – que é Deus – foi homem também. Daí o dizer-se que a Sua natureza é teantrópica (divina e humana). Esta subordinação não é de essência, mas de ordem e operação. Cada uma das Pessoas divinas tem a Sua esfera de actividade. “como se fora uma sociedade bem organizada”.
Outro factor da negação da doutrina é a pretensa ignorância, mas na verdade deliberada má fé de certos escritores arianos, supondo que cremos em três deuses. Por exemplo, no livro “Seja Deus Verdadeiro”, p. 97 lemos o seguinte sobre a doutrina da Trindade:
“Em resumo, a doutrina consiste em dizer-se que há três deuses em um.”
Esta é, quando muito, uma conclusão que os jeovistas (e todos os que não crêem na Trindade) querem extrair; nunca, porém, a crença cristã. Nunca isto foi escrito ou admitido por um cristão. Em tempo algum. É inteiramente gratuita a acusação de triteísmo que nos é feita, ao passo que nós podemos acusar os senhores jeovistas/etc de biteísmo. Ao afirmarem que Jeová é Deus Todo-poderoso e Cristo um deus poderoso, estão crendo em dois deuses! Um Deus maior gerando um deus menor: portanto dois deuses, não importa a categoria que procuram dar-lhes.
Na Divindade encontramos, por assim dizer, uma forma de Personalidade sui generis, sem termos de comparação, totalmente diferente da que se encontra no homem. A Revelação assegura que cada uma das Pessoas da Trindade possui in totó, numericamente, a mesma substância. Eis os textos: Col. 2:9 “Porque n´Ele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade”; João 14:11 “Crede-Me que Eu estou no Pai, e o Pai em mim”; João 10:30 “Eu e o Pai somos UM”. Mesmo estando na terra, encarnado, Jesus estava como Deus na terra e como Deus também no Céu. João 1:18 “O Filho Unigénito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer”. Jesus falava a Nicodemos, e empregava o tempo presente do verbo. Há traduções que consignam que João 3:13 “Ninguém subiu ao céu, senão Aquele que desceu do Céu, o Filho do homem que está no céu (Matos Soares, Figueiredo, Almeida Antiga e outras).
É verdade que pela razão jamais chegaremos à compreensão integral da Trindade, mas os que “andam por fé e não por visão à compreensão integral da Trindade, mas os que “andam por fé e não por visão” aceitam o que a Revelação apresenta.
Jesus Cristo é Deus porque as Escrituras expressamente O designam como Deus. Enumeremos os principais textos:
1) João 1:2
2) Mat. 1.23
3) Is. 9:6
4) Rom. 9:5
5) Luc. 23:40
6) João 20:28
7) Tito 2:13
8) Heb. 1:8
9) 1ª João 5:20
10) 2ª Pedro 1:1
11) João 1:18
12) Tito 1:3
13) João 10:33.
A Fórmula Baptismal
O mais citado texto trinitário é, sem dúvida, Mateus 28:19: “Ide, pois, fazei discípulos de todas as nações, baptizando-os em NOME do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.” Há a menção clara das três Pessoas da Divindade, porém a palavra “nome” na forma singular. Não diz: “baptizando-os nos nomes do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Também diz: “no nome do Pai, e no nome do Filho, e no nome do Espírito Santo”, para destacá-los como três Seres separados. Nada disso. Ao contrário, reúne os três dentro de um Nome único. Para os discípulos que ouviram a Grande Comissão, o único sentido que apreenderam foi o de que, dali por diante, Jeová passaria a ser conhecido pelo novo Nome: do Pai, do Filho, e do Espírito Santo.
Uma Saudação Paulina
Em 2ª Cor. 13:13 temos o registo da bênção apostólica para uso litúrgico nas igrejas, assim redigida: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo, seja com todos vós!” Não diz: “A graça, o amor, e a comunhão de Deus seja com todos vós”. As três Pessoas de Deus são reunidas e a elas se atribuem bênçãos redentoras.
Outros Apóstolos Mencionam a Trindade
Lemos em 1ª Pedro 1:2 “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo.” As três Pessoas surgem juntas em expressões de esperança cristã, porém a referência é a um só Deus.
Em Judas: “20 Mas vós, amados, edificando-vos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo, 21 conservai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.”
Um texto Impugnado
Proclamam os jeovistas tratar-se de uma interpolação o que se lê na Versão Almeida antiga, em 1ª João 5:7 “Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um.” Não necessitamos desse texto para provar o que se acha sobejamente revelado em outros passos. Diremos apenas que o texto impugnado é citado por antigos escritores, dentre eles Itácio, no século IV; Presciliano, noano 385 A.D., e Virgílio Tapsensis no século V, como autênticos
Outro texto Impugnado
Há versões em 1ª Tim. 3:16 que consignam “Deus foi manifestado em carne”. Uma nota à margem no “The Emphatic Diaglott” esclarece: “Quase todos os antigos manuscritos, e todas a versões dizem ´Aquele que foi manifestado´em lugar de ´Deus´ neste versículo, isto tem sido aprovado”. Não é exacto. Embora traduções e revisões recentes tenham aceite a versão “Aquele que”, não se segue que “quase todos os antigos manuscritos e todas as versões” a registem. A palavra “Deus” neste texto encontra-se em quatro dos poucos manuscritos unciais ainda existentes. Encontra-se em 260 dos manuscritos cursivos, e há 262. encontra-se em 30 exemplares dos apóstolos, nas Versões Harcleana Georgiana e Slavónica, e nos seguintes dos Santos Padres; no III século, Dionísio de Alexandria. No de Tarso, Gregório de Nissa (22 vezes), Crisóstomo (3 vezes). No V século: em Cirilo de Alexnadria (2 vezes), Teodureto de Chipre (4 vezes), Eutálio, e Macddónio. No VI século em Severo de Antioquia. No VIII século: em João Damasceno, Epifânio de Catana, Teodoro Studita, Osménio, Teofilacto, e Eutimio. Estes dados forma extraídos do “The Revision Revised” do erudito Burgon, que escreveu exaustivo trabalho sobre o assunto.
O “Plural de Majestade”
Os que se recusam a admitir uma união das três Pessoas na Trindade apela para uma fórmula cómoda denominada “plural de majestade”, diante do facto de o nome divino Elohim ser plural, e de passagens bíblicas em que Deus fala no plural, como “Façamos o homem”, “desçamos”, “vejamos”, “Eis que o homem é como um de nós”, “quem irá por nós?” Ora isto é invenção humana, pois as Escrituras não autorizam a invenção deste modus loquendi a que denominam “plural e majestade”. Atribui-se esta invenção a Gesénio que de uma feita apresentou esta ideia de que o plural era apenas a maneira de Deus se apresentar na Sua majestade senhorial, à moda dos monarcas antigos. Descobriu-se, no entanto, que tese de Gesénio era falsa, porquanto ficou provado que nenhum monarca se utilizou deste sistema. Faraó, nenhum monarca persa, e de nenhum outro reino antigo jamais falaram em nome seu e dos outros. Mas os jeovistas aceitam esta lenda. Em Gén. 41:44, por exemplo, diz Faraó: “Eu sou Faraó...” “tu estarás sobre a minha casa”. Nada de plural de majestade. A verdade é que quando a Bíblia usa o plural da primeira pessoa, quando devíamos esperar o singular, é que alguma realidade está em jogo. o plural envolve pluralidade de Pessoas na Divindade. O próprio Cristo empregou o plural. Em João 3:11 “Nós dizemos o que sabemos e testificamos o que temos visto, contudo não aceitais o nosso testemunho.” Ainda em Mateus 3:15, no baptismo: “Assim nos convém cumprir toda a justiça.” E nos versos seguintes ouve-se a voz do Pai, e se vê o Espírito Santo eram forma de pomba. As três pessoas Se manifestam. Se, como querem os jeovistas, se trata de plural de majestade, então Cristo é o mesmo Jeová, ou o Elohim, porque Eles também usaram o plural de majestade!
Mais um exemplo: “A que assemelharemos o reino de Deus? ou com que parábola o apresentaremos?” Mar. 4:30. Quando o apóstolo Paulo escreve: “...a tribulação que nos sobreveio na Ásia, acima das nossas forças” (2ª Cor. 1:8), ou “quisemos ir até vós...contudo Satanás nos barrou o caminho” (1^Tes. 2:18), estava associando consigo os companheiros de viagem, de tribulação e de trabalho. Por isso emprega o pronome “nós”. Não há por onde justificar o uso na antiguidade do pluralis majestatis, uso que, na verdade, não existia. O que há, de facto, é pluralidade de Pessoas.
E isto prova a existência da Trindade!

03/10/10

O ESPÍRITO SANTO E A OBEDIÊNCIA

LEITURA BÍBLICA: 1ª COR. 10:1-4; NEEMIAS 9:12-14.
E os guiaste de dia por uma coluna de nuvem, e de noite por uma coluna de fogo, para os alumiares no caminho por onde haviam de ir.
E sobre o monte de Sinai desceste, e falaste com eles desde os céus; e deste-lhes juízos rectos, e leis verdadeiras, estatutos e mandamentos bons.
E o teu santo sábado lhes fizeste conhecer; e preceitos, e estatutos, e lei lhes mandaste, pelo ministério de Moisés, teu servo.

Dois são os propósitos pelos quais devemos viver a plenitude do Espírito Santo:
1) Reflectir Jesus na nossa vida: 1 João 3:24
2) Receber poder para testemunhar: Actos 1:8.

Resumindo poderíamos dizer: Permitir que Jesus ministre aos outros por nosso intermédio.

A – Jesus e os Dez Mandamentos.
Jesus e a Lei de Deus são inseparáveis. Para dizer a verdade, foi Jesus, antes da Sua encarnação, quem entregou a Moisés os Dez Mandamentos. O Deus que comunicou os mandamentos, revelou-Se a Moisés como o “EU SOU” (Êxodo 3:14). Jesus reivindicou ser o “EU SOU” do Antigo Testamento: João 8:58.

Os textos lidos no inicio 1ª Cor. 10 e Neem. 9, eliminam qualquer dúvida de que foi Jesus que desceu na nuvem sobre o Monte Sinai e encontrou-SE com Moisés, para escrever o Decálogo com o Seu próprio dedo.

Jesus cumpriu na vida a Lei de Deus, afirmando categoricamente que o Seu propósito era cumprir os justos reclamos da lei, não destruí-la ou anulá-la (Mat. 5:17).

Existem dois tipos de obediência que os pretensos cristãos podem praticar. Uma que chamo obediência “externa”. Esta obediência é praticada quando o crente obedece à Lei de Deus simplesmente porque Deus disse para obedecer. Esse tipo de obediência não passa de legalismo, pois não vem do coração.

A segunda forma de obediência é a obediência “interna”. Essa obediência é praticada por um desejo interior e profundo que o crente tem de obedecer a Deus.

Obediência externa sem obediência de coração não é aceite por Deus
Salmo 51:16-17;
Porque te não comprazes em sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos.
Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.

Mateus 5:18;
Porque, em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.

No Antigo Testamento, Deus prometeu dar aos Seus filhos um “coração novo” e fazer com que eles andassem nos Seus estatutos. Ez. 36:26,27.
E vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo, e tirarei o coração de pedra, e vos darei um coração de carne.
E porei dentro de vós o meu espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis.

Essa promessa cumpre-se na Nova Aliança, na qual Deus assegura:
”Na sua mente imprimirei as minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei…” Heb. 8:10.

Paulo aos Coríntios foi mais concreto ao dizer: 2 Cor. 3:3.
Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração.
- O crente e cada igreja devem ser cartas de Cristo diante do mundo. O material no qual se escreve é o coração e o que se escreve é a Lei de Deus, que reflecte o carácter de Cristo.
- No tempo do apóstolo Paulo em geral escrevia-se em papiro com canetas de cana, a tinta era feita de um material pigmentado de preto. Mas não se trata de escrever em papiro, nem no coração, mas na mente, é preciso muito mais do que um homem inspirado, necessita-se directamente do Espírito do Deus Vivo.
- A lei de Deus manifesta-se em santidade, obediência e santificação. Ou seja de forma espontânea. Atinge não só o intelecto, mas a vontade e os sentimentos (Sal. 1:2)

B – O Baptismo Santo e a Lei de Deus.

Esta Lei é inscrita de novo por Deus. É o Espírito Santo que escreve a eterna Lei no coração do crente que é baptizado pelo baptismo do arrependimento e pelo baptismo do Espírito.

É a esta experiência que a Bíblia chama estar selados com o Espírito Santo
Mas, o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus,
O qual, também, nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações. 2 Cor. 1:21-22;
- Selou, “marcou” “autenticou”, o selo que Deus coloca nos homens e nas mulheres como reconhecimento que são filhos e filhas do Altíssimo, confirmados em Cristo e dedicados para seu serviço.
Com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que primeiro esperámos em Cristo;
Em quem, também, vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa, Ef. 1:12-13.
Então como é que nós podemos saber que a Lei de Deus foi escrita no nosso coração? Como posso saber se tenho o selo do Espírito Santo?

Deixem-me dar alguns exemplos: todos nós temos televisão em casa. Estamos a assistir a um programa que tem como enredo o envolvimento de cenas de adultério (sétimo mandamento), linguagem obscena (terceiro mandamento), homicídio (sexto mandamento), engano e roubo (oitavo e nono mandamento).

Se faço vista grossa a essas cenas. Pergunto; está a Lei de Deus escrita no meu coração pelo Espírito Santo?

Se a Lei estivesse escrita no meu coração qual seria a minha atitude? Agrada-me esse programa?

Ou é isto atitude fanática? Mudou Deus com o tempo? Ou é Ele o mesmo ontem, hoje e eternamente?

As características que descrevem os habitantes de Sião preparados para se encontrar com Cristo na Segunda Vinda diz que esses crentes tapam “os ouvidos, para não ouvir falar de homicídio” e fecham “os olhos, para não ver o mal”: Isaías 33:15.
… o que tapa os seus ouvidos, para não ouvir falar de sangue, e fecha os seus olhos, para não ver o mal.
Os crentes que vivem sinceramente na esperança da Segunda Vinda deixaram o Espírito Santo escrever a Lei de Deus nos seus corações é por essa razão que vivem na esperança da volta do Senhor.

Hoje, quero concluir com uma citação da serva do Senhor:
C – Conclusão:
A Verdadeira Obediência.
“Toda a verdadeira obediência vem do coração. Do coração de Cristo também procedia a Sua obediência. E se consentirmos, Jesus se identificará como os nossos pensamentos e ideais, dirigirá o nosso coração e espírito em tanta conformidade com o Seu querer, que obedecendo-Lhe, não estaremos senão seguindo os nossos próprios impulsos. A vontade, refinada, santificada, encontrará o seu mais elevado deleite em fazer o Seu serviço. Quando conhecermos a Deus como nos é dado o privilégio de conhecer, a nossa vida será de contínua obediência. Mediante o apreço do carácter de Cristo, por meio da comunhão com Deus, o pecado se nos tornará aborrecível.” Desejado de Todas as Nações,

Quando isto acontece, passamos a reflectir o carácter de Jesus e a realizar as Suas obras. Passamos efectivamente a experimentar o que João diz: “E aquele que guarda os Seus mandamentos permanece em Deus, e Deus, nele. E nisso conhecemos que Ele permanece em nós, pelo Espírito que nos deu.” 1ª João 3:24.

O crente selado pelo Espírito Santo conhece verdadeiramente o Senhor, pois experimenta a Sua presença em cada momento da vida.

Quando o Senhor vier, não ouvirá as palavras: “Não vos conheço”, como foram dirigidas às virgens loucas que não levaram óleo extra – plenitude do Espírito Santo (Mateus 25:12).

Os que permitem que Cristo habite neles através do Espírito Santo são os que consumaram o seu casamento com Ele. Cristo “conhece” a sua verdadeira noiva.

28/09/10

O PECADO E AS SUAS NUANCES

É muito importante que tenhamos uma compreensão adequada do pecado. Muitos erros modernos a respeito da salvação não podem ser sustentados por aqueles que pensam logicamente, se tiverem uma concepção apropriada do pecado.
I. A NATUREZA DO PECADO
O pecado é uma coisa com cabeça de hidra. Ele apresenta diferentes fases. Um tratamento adequado do pecado deve jogar com estas diferentes fases:
1. O PECADO COMO UM ACTO.
Em 1 João 3:4 temos a definição do pecado como um ato. É um transgredir, ou um ir contrário à Lei de Deus.
2. O PECADO COMO UM ESTADO.
Muita gente há que não pode ou não quer ver que o pecado vai mais fundo que um ato manifesto. Um pouco de reflexão mostrará que os nossos actos não são senão expressões dos nossos seres interiores. A pecaminosidade íntima, então, deve preceder os actos manifestos do pecado. As seguintes provas escriturística mostram não só que o homem é pecaminoso na conduta como que ele existe num estado pecaminoso – uma falta de conformidade com Deus na mente e no coração:
(1) As palavras hebraica e grega traduzidas por "pecado" aplicam-se tanto a disposições e estados como a actos.
(2) O pecado tanto pode consistir de omissão em fazer a coisa justa como de comissão em fazer a coisa errada.
"Ao que se sabe fazer o bem e o não faz, ao tal é pecado" (Tiago 4:17).
(3) O mal se atribui a pensamentos e afectos.
Génesis 6:5; Jeremias 17:9; Mateus 5:22,26; Hebreus 3:12.
(4) O estado da alma que dá expansão a actos manifestos de pecados é chamado pecado, expressamente.
Romanos 7:8,11,13,14,17,20.
(5) Alude-se ao pecado como um princípio reinante na vida.
Romanos 6:21.
3. O PECADO COMO UM PRINCÍPIO.
O pecado como princípio, é rebelião contra Deus. É recusar fazer a vontade d´Ele que tem todo o direito de exigir obediência de nós.
4. O PECADO EM ESSÊNCIA.
"Podemos seguir o Dr. E. G. Robinson em dizer que, enquanto o pecado como um estado versus de Deus, como um princípio de oposição a Deus e como um ato é transgressão da Lei de Deus, a sua essência é sempre e em toda a parte egoísmo" (Strong, Systematic Theology, pág. 295).
O pecado pode ser descrito como uma árvore de vontade própria, tendo duas raízes mestras: uma é um "não" para Deus e Seus mandamentos, a outra é um "sim" para o Eu e interesses do Eu. Esta árvore é capaz de dar qualquer espécie de fruto no catálogo dos pecados. O egoísmo está sempre manifesto no pecador na elevação de "algum afecto ou desejo inferiores acima da consideração por Deus e Sua Lei" (Strong). Não importa a forma que o pecado tome; acha-se sempre ter o egoísmo por sua raiz. O pecado pode tomar as formas de avareza, orgulho, vaidade, ambição, sensualidade, ciúme, ou mesmo o amor de outrem, em cujo caso outros são amados porque são tidos como estando de algum modo ligado ao Eu ou contribuindo para o Eu. O pecador pode buscar a verdade, mas sempre por fins interesseiros, egoísticos. Ele pode dar seus bens para alimentar o pobre, ou mesmo o seu corpo para ser queimado, mas só por meio de um desejo egoísta de gratificação carnal ou honra ou recompensa. O pecado, como egoísmo, tem quatro partes: "(1) Vontade própria, em vez de submissão; (2) ambição, em vez de benevolência; (3) justiça própria, em vez de humildade e reverência; (4) auto-suficiência, em vez de fé" (Harris).
Para prova do facto que o pecado é essencialmente egoísmo, insistimos nas seguintes considerações:
(1) Na apostasia dos últimos dias está dito que "homens serão amante de si mesmos" e também "amantes dos prazeres antes que amantes de Deus" ( 2 Timóteo 3:2,4).
(2) Quando se revelar "o homem do pecado", ele será o que "se exaltará contra tudo o que se chama Deus" ( 2 Timóteo 2:4).
(3) A essência da Lei de Deus é amar a Deus supremamente e aos outros como a si mesmo.
O oposto disso, o supremo amor de si mesmo, deve ser a essência do pecado. Mateus 22:37-39.
(4) A apostasia de Satã consistiu na preferência de si mesmo e de sua ambição egoística a Deus e Sua vontade.
Isaías 14:12-15; Ezequiel 28:12-18.
(5) O pecado de Adão e Eva no jardim surgiu de uma preferência de si mesmo e de sua autogratificação a Deus e Sua vontade.
Eva comeu do fruto proibido porque ela pensou que isso daria a sabedoria almejada. Adão participou do fruto porque ele preferiu sua esposa a Deus. E a razão porque ele preferiu sua esposa a Deus é que ele concebeu sua esposa como contribuindo mais do que Deus para a sua autogratificação.
(6) A morte de Abel por Caim foi incitada pelo ciúme, o qual é uma forma de egoísmo.
(7) O egoísmo é a causa da impenitência do pecado.
Deus mandou que todos os homens se arrependam em toda a parte. Recusam os homens fazer isso porque preferem seus próprios caminhos à vontade de Deus.
Vemos, então, que o pecado não é meramente um resultado do desenvolvimento imperfeito do homem: é uma perversidade da vontade e da disposição. O homem nunca a sobrepujará enquanto ele estiver na carne. A regeneração põe um entrave sobre ela, mas não a destrói. Nem o pecado é mero resultado da união do Espírito com o corpo: o espírito mesmo é pecaminoso e seria apenas tão pecaminoso fora do corpo como no corpo se deixado no seu estado natural. Satanás não tem corpo e contudo é supremamente pecaminoso. Nem o pecado é mera finitude. Os anjos eleitos no céu são finitos e contudo estão sem pecado. Os santos glorificados ainda serão finitos e no entanto não terão pecado.
II. A UNIVERSALIDADE DO PECADO NA FAMÍLIA HUMANA
Todos os homens, salvos por única excepção o Deus – homem, Cristo Jesus nosso Senhor, são pecaminosos por natureza e expressam essa pecaminosidade interior em transgressão deliberada tão cedo atinjam a idade de responsabilidade. Este fato está provado:
1. A NECESSIDADE UNIVERSAL DE ARREPENDIMENTO, FÉ E REGENERAÇÃO.
Lucas 13:3; João 8:24; Atos 16:30-31; Hebreus 11:6; João 3:3,18.
2. DECLARAÇÕES CLARA DA ESCRITURA.
1 Reis 8:46; Salmos 143:2; Provérbios 20:9; Eclesiastes 7:20; Romanos 3:10, 23; Gálatas 3:22.
III. A EXTENSÃO DO PECADO NO SER HUMANO
As Escrituras ensinam que a extensão do pecado no ser humano é total. Isto é o significado de depravação total.
1. A DEPRAVAÇÃO TOTAL CONSIDERADA NEGATIVAMENTE.
A depravação é um assunto muito mal entendido. Por essa razão precisamos de entender que a depravação total não quer dizer:
(1) Que o homem por natureza está inteiramente privado de consciência.
Até mesmo o pagão tem consciência. Romanos 2:15.
(2) Que o homem por natureza está destituído de todas aquelas qualidades que são louváveis segundo os padrões humanos.
Jesus reconheceu a presença de tais qualidades num certo homem rico (Marcos 10:21).
(3) Que todo homem está disposto por natureza para toda forma de pecado.
Isto é impossível, porquanto algumas formas de pecado excluem outras. "O pecado de sovinice pode excluir o pecado de ostentação; o de orgulho pode excluir o de sensualidade" (Strong).
(4) Que os homens são por natureza incapazes de se comprometer em actos que são extremamente conformes com a Lei de Deus.
Romanos 2:14.
(5) Que os homens são tão corruptos como podiam ser.
Eles podem piorar e pioram. 2 Timóteo 3:13.
Esta depravação total não quer dizer que a depravação é total no seu grau. Ela tem que ver com a extensão somente.
2. A DEPRAVAÇÃO TOTAL CONSIDERADA POSITIVAMENTE.
A depravação total quer dizer que o pecado permeou cada faculdade do ser humano assim como uma gota de veneno permeia cada molécula de um corpo de água. O pecado urdiu cada faculdade no homem e assim ele polui todo ato seu.
(1) Prova de depravação total.
A. O homem está depravado na Mente. Génesis 6:5.
B. No coração. Jeremias 17:9.
C. Nos afectos, de maneira que o homem é oposto a Deus. João 3:19; Romanos 8:7.
D. Na consciência. Tito 1:15; Hebreus 10:22.
E. Na palavra. Salmos 58:3; Jeremias 8:6; Romanos 3:13.
F. Depravado da cabeça aos pés. Salmos 1:5,6; Isaías 1:6.
G. Depravado ao nascer. Salmos 51:5; 58:3.
(2) O efeito da depravação total.
A. Nenhum resquício de Bem Fica no Homem por Natureza. Romanos 7:18.
B. Portanto, o Homem, por Natureza, não pode sujeitar-se à Lei de Deus ou Agradar a Deus. Romanos 8:7,8.
C. O homem, por Natureza, está Espiritualmente Morto. Romanos 5:12; Colossenses 2:16; 1 João 3:14.
D. Logo, Ele não pode Compreender as Coisas Espirituais. 1 Coríntios 2:14.
E. Daí, Ele não pode, até que se vivifique pelo Espírito de Deus, voltar do Pecado a Deus em Piedoso Arrependimento e Fé. Jeremias 13:23; João 6:44,65; 12:39,40.
A base da depravação e da inabilidade espiritual jaz no coração. Ele é enganoso e irremediavelmente perverso (Jeremias 17:9). Do coração vêem as saídas da vida (Provérbios 4:23). Ninguém pode tirar uma coisa limpa de uma contaminada (Jó 14:4). Daí, nem a santidade nem a fé podem proceder do coração natural. As boas coisas procedem de um bom coração e as más de um coração mau (Mateus 7:17,18; Lucas 6:45).

21/09/10

A HISTÓRIA DA REDENÇÃO CONTADA PELAS 7 FESTAS DE ISRAEL

O livro bíblico de Levítico (Capítulo 23) esboça de maneira sucinta e cronológica as sete festas solenes instituídas por Deus. Cada festa com o seu significado soma a outra para contar de forma universal e profética o plano de Deus para salvar o ser humano.
Dessa forma, além de um significado contextual para o povo que a celebrava no Antigo Testamento, elas passam a assumir um significado mais abrangente na história tipificando alguns aspectos da obra salvífica de Jesus.
Sem detalhar as festas no seu plano histórico, vamos planificar seus cumprimentos proféticos no amplo contexto da história da salvação.

As primeiras quatro festas estão relacionadas com a primeira vinda de Cristo, e as três últimas com a segunda vinda do nosso Senhor.
São elas: Páscoa - Pães Asmos - Primícias - Pentecostes - Trombetas - Dia da Expiação - Tabernáculos. (Para fácil memorização, note que as quatro primeiras começam com a letra "P", e duas das três últimas começam com a letra "T")
1 - Páscoa (Lev. 23:4 e 5): Festa instituída quando o povo de Israel foi libertado da escravidão do Egito (Ex. 12). Um cordeiro era morto no dia quatorze do primeiro mês (Abib) do calendário hebraico.
Cumpriu-se de forma precisa numa sexta-feira ao pôr-do-sol quando Cristo foi morto como um cordeiro (I Cor. 5:7; I Ped. 1:18 e 19).
2 - Pães Asmos (Lev. 23:6 a 8): No dia seguinte à Páscoa (15 de Abib) começava um período de sete dias onde o povo deveria comer pão sem fermento e oferecer oferta queimada ao Senhor. No verso sete o texto diz que no primeiro dia, ou seja, o dia seguinte a Páscoa, o povo não poderia trabalhar.
Essa festa se cumpriu a partir do dia seguinte à morte de Cristo, quando em Lucas 23:54 a 56 diz que as mulheres na sexta-feira de Páscoa embalsamaram o corpo de Jesus e então no Sábado (dia seguinte) descansaram. Começa então o período de consagração daqueles que eram povo de Deus, na esperança da ressurreição de Cristo, que morreu sem pecado, tipificado pelo pão sem fermento (Fermento representa o pecado, leia Mat. 16:6).
3- Primícias (Lev. 23:9 a 14): Acontecia no dia imediato à festa dos pães asmos (16 de Abib) e festejava o início da colheita. Sem entrarmos em detalhes sobre sua contagem, que divergia entre os Fariseus e Saduceus, vamos esboçar seu significado profético no plano de redenção. Jesus morreu literalmente no dia 15 do primeiro mês (Páscoa) e ressuscitou no dia 16, "como primícias dos que dormem" (I Cor. 15:20). Assim como o povo dedicava ao Senhor os primeiros frutos da colheita, Jesus dedica ao Pai os primeiros frutos da salvação, quando na Sua morte muitos ressuscitaram (Mat. 27:51 a53) e depois foram levados ao Céu com Ele.
4- Pentecostes ou Festa das Semanas (Lev. 23:15 a 22): Parece haver uma ligação desta festa com as anteriores, como sendo uma continuação (v. 15 e 16). Essa festa comemorava o fim da colheita, uma espécie de segunda festa das primícias.
O Pentecostes cumpriu-se cronologicamente em tempo exato (Atos 2:1) e com a descida do Espírito Santo, os seguidores de Deus entregaram "quase três mil pessoas" (Atos 2:41) como frutos da grande colheita desde a morte e ressurreição de Jesus.
Depois da Festa do Pentecostes havia um intervalo até a próxima festa. Assim acontece na história, temos um grande intervalo desde o Pentecostes até a retomado dos cumprimentos proféticos prefigurados pela festa.
5 - Trombetas (Lev. 23:24 e 25): No primeiro dia do sétimo mês era tocada a trombeta para anunciar o primeiro dia do ano civil, ou ano novo. A trombeta também alertava ao povo da proximidade do Dia da Expiação, que era dia de juízo onde se exigia preparação e solenidade. A Festa das Trombetas era um dia de descanso e consagração, representado pelas ofertas queimadas oferecidas a Deus neste dia.
Seu cumprimento profético se deu, no anúncio da proximidade do grande Dia da Expiação, claramente estampado na Primeira Mensagem Angélica: "Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo" (Apoc. 14:7).
6- Dia da Expiação (Lev. 23:26 a 32): Acontecia no décimo dia do sétimo mês. O Santuário era purificado das transgressões daqueles que um dia sacrificaram um cordeiro e tiveram seus pecados transferidos simbolicamente através do sangue do animal que era aspergido no tabernáculo.
Segundo a profecia de Daniel 8:14, no dia 22 de outubro de 1844 teve início esse grande dia, quando Jesus passou literalmente para o Lugar Santíssimo do Santuário celestial para julgar aqueles que aceitaram um dia o sacrifício de Cristo na cruz como cordeiro de Deus (Heb. 9:23 a 28).
7- Tabernáculos (Lev. 23:33 a 44): No décimo quinto dia acontecia a última festa do ano religioso, a Festa dos Tabernáculos. Os israelitas, em memória ao tempo em que eram errantes no deserto e viviam em tendas, deviam voltar a morar em barracas durante sete dias. Ao contrário da contrição da festa anterior, havia muito júbilo e alegria nesta ocasião. O juízo havia passado e o perdão dos pecados estava garantido.
Era uma festa de colheita também (uvas e azeitonas, ver William L. Coleman, Manual dos Tempos e Costumes Bíblicos, 268 e 269), e havia um espírito de gratidão por tudo que o Senhor havia feito durante o ano.
Seu cumprimento está no futuro, depois do término do Dia da Expiação, na ocasião da volta de Cristo.
Ele virá para fazer a colheita final (Apoc. 14:14 a 16) e seremos levados ao Céu com Ele. Note a descrição deste dia por Ellen G. White: "Todos nós entramos na nuvem, e estivemos sete dias ascendendo para o mar de vidro". Primeiros Escritos, pág. 16.
Será um dia de muito louvor e gratidão pelo perdão dos pecados (concluído na festa anterior - O Grande Dia da Expiação) e seguirá por sete dias até recebermos de Jesus as coroas da vitória (ver Primeiros Escritos, 16 e 17).
A Bíblia também relaciona essa festa com a restauração final do povo de Deus: "Todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém subirão de ano em ano para adorar o Rei, o Senhor dos Exércitos, e para celebrar a Festa dos Tabernáculos" (Zac. 14:16).
Conclusão: As sete festas de Israel contam de forma universal e cronológica, a história da salvação desde a morte de Cristo na cruz, como cordeiro pascoal, até Sua segunda vinda de forma gloriosa.
Apesar de não celebrarmos hoje essas comemorações como Israel no Antigo Testamento fazia, podemos estudá-las e aprender muitas lições de vida cristã. Sobretudo, não devemos nos esquecer que estamos vivendo no contexto do Dia da Expiação e Cristo está hoje no Santo dos Santos fazendo o juízo investigativo antes de retornar a essa Terra.
É hora de reflexão, contrição e expectativa do glorioso dia que nos aguarda.

13/09/10

A CRIAÇÃO EM 6 DIAS OU EM 42.000 ANOS?

O livro “Seja Deus Verdadeiro” – título que não casa com o conteúdo contraditório – traz às páginas 174 e 175 o dogma da cosmogonia jeovista, segundo a qual o nosso mundo foi criado em 42.000 anos, ou seis dias de 7 mil anos cada um. Desta forma, o sétimo dia, o “descanso” de Deus, segundo eles , ainda está transcorrendo, acha-se em pleno exercício, pois, tendo começado em Gén. 2:2, está agora completando 6.000 anos. E os últimos 1.000 anos deste “descanso” começarão logo com o Armagedom, iniciando-se o reino milenar de Cristo, com Satanás amarrado, etc. imaginação não lhes falta.
Em que base assenta esta fantasia? Simplesmente no facto de ter Deus cessado a Criação no “sétimo dia”. E, num rasgo de genialidade, concluem: este “sétimo” leva-nos à conclusão de que cada “dia” deve ter durado “sete mil” anos! Não é sensacional! Procuram buscar reforço para esta mirabolante interpretação no argumento de que em Gén. 2:4, por exemplo, a palavra “dia” significa mais do que um período de 24 horas.
Vamos esclarecer este absurdo. O “argumento” é por demais velho e poluído, de tão usado pelos evolucionistas e modernistas religiosos de todos os matizes. É a velhíssima história da palavra yom (dia) ter no hebraico um sentido elástico. Concordamos. No entanto, vamos estudar o assunto em profundidade.
Antes, porém, de prosseguirmos, convém dizer que a hipótese jeovista, do “dia” criativo com duração de sete milénios, não veio assim como uma revelação indiscutível, líquida, intocável. Surgiu como coisa admissível, razoável. Só há alguns anos a seita a admitiu como dogma.
Leio no livro “Criação”, da autoria de Rutherford, edição de 1923 (quando o nome da seita ainda era “Associação Internacional dos Estudantes da Bíblia) à página 27, o seguinte: “Desde que o Senhor dividiu os períodos da Criação em sete, É RAZOÁVEL admitir que este fossem de igual duração.”
Ora, isto não é evidência, nem prova. É uma afirmação inteiramente livre, temerária e fantasiosa, sem o apoio de um “Assim diz o Senhor”. Perguntamos honestamente: Que relação podem ter os sete períodos, com a sua hipotética duração? Que identidade lógica pode haver? Com tal método, pode-se afirmar livremente que o “dia” tanto pode ter 7 mil anos, como sete milhões de anos sem que se incorra em incoerência! Notemos, sobretudo, a insegurança contida na expressão: “É Razoável…”.
Num outro livro publicado ainda apela Associação Internacional dos Estudantes da Bíblia, em 1943, denominado “A Verdade Vos Tornará Livres” voltam ao assunto à página 58, com estas palavra tíbias e incertas: “Por conseguinte, este grande dia de descanso do Criador para com a terra PARECE SER de cerca de sete mil anos de duração. Sendo de tal duração este sétimo dia, É RAZOÁVEL concluir que os seis dias de trabalho precedentes eram cada qual da mesma duração.”
Também aqui o “Juiz” (Rutherford), inseguro e vago, sem convicção e sem certeza, usa as expressões “parece ser “ e “é razoável concluir” – que lhe tiram toda a autoridade de “doutrina”.
Feitos estes reparos, passemos directo ao assunto:
1. Em primeiro lugar, e para abrir a nossa argumentação, convém denunciar a incoerência hermenêutica em tomar um numeral ordinal (sétimo) para o transformar em cardinal (sete). Isto esboroa todo o princípio estabelecido e consagrado em exegese. Isto, na terra do bom senso e da lógica, destrói a pretensão jeovista.
2. Quem invoca as línguas originais da Bíblia em abono de uma tese terá que arcar com todas as implicações válidas e comprovados que elas encerram. Um estudo imparcial e acurado dos manuscritos hebraicos revela este facto surpreendente: em todos os casos em que a palavra yom (dia) é acompanhada de um numeral ordinal, o sentido é infalivelmente o de um dia de 24 horas. É só verificar os textos sagrados. Ver-se-á que este é o sentido quando a Bíblia diz “ o segundo yom da festa”, “o terceiro yom da jornada”, “o décimo sétimo yom do mês”, e assim por diante. Ora, esta regra aplica-se aos versículos da Criação, nos quais se verifica a existência do numeral ordinal junto destes períodos de tempo. Lemos: por exemplo, “o primeiro dia” (Gén. 1:5), “o segundo dia” (v.8), “o terceiro yom” (v.13), “o sexto yom” (v.31), e assim por diante. Isto prova, sem sombra de dúvida, que, neste registo, os dias eram solares, de 24 horas, e nunca longos períodos de tempo, ou 7.000 anos.
3. Num assunto como este, não é de desprezar o testemunho dos grandes lexicógrafos hebraicos, entre os quais apontamos Buhl, Koening, Brown, Driver e Briggs, todos unânimes em afirmar que os dias mencionados em Génesis 1 são dia de 24 horas.
August Dillmann, na sua festejada obra “Die Génesis”, tem estas palavras sobre a Criação: “As razões desenvolvidas por escritores antigos e modernos no esforço de interpretarem estes dias como longos períodos de temos são inconsistentes.”
Outro estudioso desinteressado de apologia sobre o assunto, John Skinner, no seu conhecido trado “International Critical Commentary”, Vol. 1, página 21, na secção Génesis, diz: “As interpretações de yom como significado aeon – recurso favorito dos que querem harmonizar a ciência com a Revelação – opõem-se ao sentido claro da passagem e não tem nenhum abono do emprego gramatical do hebraico”.
Portanto não há porque inventar-se um prolongamento de tempo indefinido ou mesmo de 7.000 anos, quando o “dia” é inequivocamente solar!
4. Os últimos três dias da Criação foram, inquestionavelmente, controlados pelo Sol, que surgiu no quarto dia. Pois bem, estes últimos dias são referidos, no texto, exactamente nos mesmos termos dos dias anteriores. E o Sol só pode demarcar dias de 24 horas. Nunca uma extensão de 7.000 anos.
5. A própria redacção da narrativa, no original, indica um espaço limitado de tempo, a rapidez da Criação, a momentaneidade dos factos. Senão vejamos:
a) No caso da luz, por exemplo, há um fortíssimo imperativo do verbo hebraico hayah (ser, tornar-se). “Faça-se a luz!” Este “faça-se” não contempla delongas. “E a luz se fez”. Também nesta última frase, é obrigatório sentido de instantaneidade, e não de uma demora de 7.000 anos. Não teria cabimento a luz demorar tão longo tempo para se fazer, para surgir, para brilhar. Onde fica o pode de Deus? O relato indica que houve execução imediata segundo a ordem do Senhor.
b) Outro exemplo do forte imperativo hebraico ocorre em relação ao terceiro dia. Lemos em Génesis 1:11: “Produza a terra a relva…!” No original está literalmente “Terra, nasça, renovos!” Da`sha, significa: faça brotar agora! E o registo indica que imediatamente a terra produziu. E as plantas yatsá (saíram).
c) O mesmo ocorre no versículo 20. “Povoem-se as águas de enxames…” No original está: “Água, enxameia enxames!” De novo o vigoroso imperativo hebraico aí está para desmentir o castelo de cartas dos jeovistas, evolucionistas e modernistas!!! E o que mais admira é eles que tanto alardeiam basear-se nas línguas originais da Bíblia, coando mosquitos aqui e ali, engulam sapos tão volumosos e indigestos como este!
d) O fraseado hebraico de Génesis 1 é confirmado, de modo inequívoco, em Salmo 33:9, onde referindo-se à Criação, se lê: “Pois Ele falou, e tudo se fez; Ele ordenou e tudo passou a existir”. Esta linguagem é totalmente inadequada para longos períodos de tempo, pois o que ela diz é que tudo se concretizou imediatamente.
A conclusão é fatal: os dias da Criação foram dias solares.
e) Diz a Bíblia, na sua linguagem cristalina, que houve “tarde” e “manhã” em cada dia da Criação. No hebraico, manhã é a parte clara do dia propriamente dito, ao passo que a “tarde” é a parte escura, nocturna. Se num único dia houve tarde e manhã, então, a hipótese jeovista levar-nos-ia fatalmente a admitir que essas 24 horas tiveram uma extensão ininterrupta correspondente a um tempo longuíssimo de 7.000 anos, sendo 3.500 anos de parte clara, e 3.500 de uma noite interminável. Isto não tem sentido. Imagine-se o Sol com a sua intensidade durante um espaço de 3.500 anos! Teria queimado tudo. Ou então, se começou pelas 3.500 noites, o mundo vegetal teria perecido na escuridão.
Afirmar, por outro lado, que os 7.000 anos do “dia” da Criação não eram um só período, mas compunham-se de dois milhões d quinhentos e vinte mil dias literais, complica ainda mais a questão, e não honra a inteligência dos jeovistas!
6. o facto de as plantas, a relva, a forragem terem surgido no terceiro dia, e continuaram a viver nos dias subsequentes da Criação, sendo de alimento para os animais, comprova que este dias eram de sem dúvida dias solares. Primeiro porque no dia imediato surgiu o Sol; segundo porque os animais criados no quinto e sexto dias precisavam de vegetação para sobreviverem.
7. O homem foi criado no sexto dia, dia que na concepção dos jeovistas teve a duração de 7.000 anos. Pediríamos que os amigos nos esclarecessem estes pontos:
1º) Se Adão nasceu no sexto dia, e viveu 930 anos segundo a Bíblia, viveu-os dentro do período dos 7.000 anos que durou o “dia”, o sexto? Se foi assim, como pode a Bíblia relatar factos da vida de Adão depois do Sábado (sétimo dia), e anos posteriores?
2º) Se o “sábado da Criação”, o sétimo dia dela ainda está em pleno decorrer, segundo a ideia jeovista, pois ainda faltam mais de mil anos para terminar, então logicamente Adão ainda está a viver. Onde estará ele? Porque razão a Bíblia diz que ele viveu depois do sábado. Se o “sábado” não acabou, os acontecimentos posteriores ainda não se deram, nem a queda, nem nasceram os filhos de Adão, nem se formou a humanidade! Porque razão a Bíblia diz que ele viveu depois do sábado. Se o “sábado” não acabou, os acontecimentos posteriores ainda não se deram, nem a queda, nem nasceram os filhos de Adão, nem se formo a humanidade!
8. No mesmo livro “Seja Deus Verdadeiro”, há um capítulo intitulado “Por que a Evolução Não Pode Ser Verdadeira”, que bem demonstra a insegurança das afirmações doutrinárias das “testemunhas”. Ali fazem pesada carga contra o evolucionismo. Combatem a chamada “selecção natural das espécies”, e dizem que todas as raças provieram de um casal original. E para justificarem a argumentação neste ponto, na página 81, escrevem textualmente: “A Geologia mostra que as formas complexas de vida apareceram subitamente numa grande variedade de famílias, como seria o caso da Criação”. Se confessam que as formas de vida surgiram subitamente na Criação, então como harmonizar esta declaração com a outra declaração de que cada “dia” da Criação teve a duração de 7.000 anos? Isto em bom português chama-se contradição!
9. Outra questão importante. O mandamento do sábado, que subtilmente a ele ser refere como um dia solar de 24 horas, reporta-se à Criação. “Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, e ao sétimo descansou.” Não tem lógica, seria mesmo absurdo guardar um dia de 24 horas como memorial de seis dias de 7.000 anos. Notemos especialmente que em Lev. 23:32 se diz que o sábado devia ser guardado “duma tarde a outra tarde”. E ali se emprega a mesma palavra hebraica usada em Génesis 1 para “tarde” em cada dia da Criação.
Conclui-se que a teoria sem cabimento da Criação em 42.000 anos é mais uma fantasia entre as tantas outras que constituem a dogmática ou engenharia religiosa desta seita.
“Pela fé entendemos que foi o universo formado pela Palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aprecem.” Hebreus 11.3.
Graças a Deus que é assim!

10/09/10

RAZÕES PARA OBSERVAR O SÁBADO

Introdução: Vamos tratar de um assunto relevante, o Sábado. Um estudo cuidadoso a este respeito, tanto do ponto de vista doutrinário como histórico deixará bem claro que o dever do homem de guardar o Sábado permanece enquanto ele existir sobre a terra.
A palavra “Sábado” vem do hebraico “shabath”, significa: desistir, cessar, acabar, pausa, interromper, donde vem a idéia de descanso. Logo depois que se completou a grande obra da criação, foi instituído o Sábado (Gn. 2:1-3), e, por causa da sua origem divina, é dia que se deve santificar perpetuamente.

I- A INSTITUIÇÃO DO SÁBADO – GÊNESIS 2:1-3
O Sábado foi instituído no fim da Criação. No fim da semana da Criação, quando os três reinos (mineral, vegetal e animal), tinham saído com absoluta perfeição da mão do Criador, Deus estabeleceu o Sábado. A observância do Sábado não era desconhecida antes da entrega da lei no Sinai, como supõem muitos cristãos. Ela não é uma instituição privativa dos judeus. O Sábado é uma instituição que existe desde a Criação.
O Sábado foi abençoado e santificado por Deus. Após haver concluído todo o trabalho da criação, Deus descansou no sétimo dia e lhe conferiu a benção e a santificação, dois atributos que nenhum outro dia da semana possui. O Criador descansou não porque estivesse cansado, mas para dar exemplo ao homem criado (Is. 40:28). Deus o separou dos demais dias para nele o homem também santificar o Seu nome. Santo ou santificado quer dizer: separado para o fim do que é santo.

II- O SÁBADO NO ANTIGO TESTAMENTO

O Sábado foi observado por Abraão, o pai da fé (Gn. 26:5). Tanto no Antigo como no Novo Testamento, a experiência de Abraão é apresentada como grande exemplo de justiça pela fé em Cristo (Gl. 3:6-14). Abraão obedeceu, porém, às leis de Deus. A observância do Sábado não era uma experiência legalista para ele. Constituía uma benção, pois era um ato de fé no seu Criador.
O Sábado foi observado antes de ser dada a lei no Monte Sinai (Êx. 16:4,5,16-30). Os israelitas foram lembrados do Sábado antes da entrega dos Dez Mandamentos no Sinai. Eles deviam colher uma porção dobrada de maná no sexto dia, a fim de santificar o Sábado do sétimo dia. O período de escravidão no Egito (400 anos) interrompera a prática de sua observância religiosa. Depois do Êxodo, o Senhor reapresentou o Sábado. Note atentamente as palavras “prova” e “lei” no verso 4. Elas indicam claramente a existência da lei e do Sábado como prova de lealdade antes do Sinai.
A observância do Sábado foi incluída no quarto mandamento da Lei de Deus (Êx. 20:8-11). Quando Deus entregou Sua lei na forma escrita, incluiu o Sábado como o dia de repouso. Entre os dez mandamentos só no quarto pode-se identificar o Criador do Universo. É o centro da Lei e sinal entre Deus e o Seu povo (Êx. 31:12-17; Ez. 20:12,20). Entre os Dez Mandamentos, o 4º é o mais citado pelos escritores sagrados, demonstrando isto que Deus teve o cuidado de sempre lembrar ao homem o seu dever de santificá-lo.

III- CRISTO E O SÁBADO
1 - O Sábado foi observado por Jesus em seu ministério terreno (Lc. 4:14-16,31): A visita de Jesus à sinagoga da cidade em que Ele residiu ocorreu no fim de uma série de pregações e ensinos aos sábados. Em regra, tanto a presença de Jesus como a de Paulo, numa sinagoga, indicam a observância do Sábado. O “costume” (gr. Nomos: observância conforme a lei) de Jesus era freqüentar, regularmente, a sinagoga aos sábados, enfatiza o escritor Lucas.

2 - O Sábado, e todos os demais mandamentos, foram defendidos por Jesus (Mt. 5:17-20): Jesus respondeu as acusações farisaicas de que estava destruindo a lei e os profetas (as duas partes mais importantes do Antigo Testamento), dizendo que não veio para abolir a Lei ou os Profetas. Ele não veio para abolir, mas para cumprir. Cumprir não significa apenas levar a efeito as predições, mas a realização da intenção da Lei e dos profetas. Dessa forma ele reafirma que num só “i” (iota: letra menor do alfabeto grego) nem um só “til” (um pequeno acento que formava parte de uma letra hebraica) passariam, mas que a lei toda iria ser cumprida.

3 - Jesus reafirmou a verdadeira instituição do Sábado (Mc. 2:23-28): Os rabis haviam publicado, no Talmude, uma lista de 39 grandes trabalhos proibidos no Sábado. Cada um desses trabalhos se dividia em outros menores, que também eram proibidos. Colher, debulhar e joeirar faziam parte dessa lista. Foi por isso que os fariseus acusaram a Jesus de não reprimir Seus discípulos. Então Jesus disse: “O Sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do Sábado.” O Sábado foi estabelecido para ser uma bênção, benefício, não um fardo. Por esta razão, Jesus, que instituiu o Sábado, não o cobriu de muitas ordens negativas e positivas. Ele expôs um princípio que todo indivíduo deve interpretar por si mesmo. O preceito positivo de Cristo para a observância do sábado é o seguinte: “é lícito fazer bem aos sábados” (Mt. 12:12). A ocasião em que Ele proferiu estas palavras foi durante a cura, no Sábado, do homem da mão ressequida.

IV- OS APÓSTOLOS E O SÁBADO
1 - O Sábado foi observado pelos seguidores de Jesus após sua morte (Lc. 23:54-56): “Preparação” é a palavra judaica para Sexta-feira. Nessa época do ano, o Sábado começava, aproximadamente, às 18 horas. As mulheres prepararam as especiarias e ungüentos, substâncias aromáticas usadas para ungir o corpo dos mortos, antes do Sábado, enquanto esperavam uma primeira oportunidade para uma visita ao túmulo. Porém, “no Sábado repousaram conforme o mandamento”. Como Mateus relata que a primeira visita deu-se ao pôr-do-sol no dia de Sábado (Mt. 28:1), entende-se que o verdadeiro Sábado bíblico é o período de vinte e quatro horas do pôr-do-sol da Sexta- feira ao pôr-do-sol do Sábado (Lv. 23:32; Ne. 13:19; Mc. 1:21).

2 - O Sábado foi observado pelos Apóstolos em Antioquia (Atos 13:14,15; 42-44): Essas reuniões de Sábado ocorreram durante um período de dez anos (cerca de 45 a 55 d.C.). Por que Lucas relatou todas essas reuniões que os apóstolos realizaram no Sábado, sem dizer uma só palavra sobre alguma mudança com relação ao Sábado? Por certo, se houvesse algum conselho inspirado para prestar culto noutro dia, ou para não prestar culto em dia algum, Lucas teria mencionado isso.

3 - O Sábado era observado mesmo onde não havia Igreja (Atos 16:12-15): Em Filipos, Paulo e seus auxiliares guardaram o Sábado “junto do rio”. Eles não foram lá porque o lugar era conveniente para se encontrarem com judeu; e, sim, porque nesse local lhes “pareceu haver um lugar de oração”. O relato demonstra que os apóstolos observaram o Sábado como dia de oração e testemunho.

4 - O Sábado foi também observado em Tessalônica e Corinto (Atos 17:1,2; 18:1,4,11): Alguns cristãos crêem que Paulo ia às sinagogas no dia de Sábado só porque podia encontrar ali uma assistência de judeus dispostos a ouvir o evangelho. Sem dúvida, Paulo usava as sinagogas como centro evangelístico; mas ele guardava o Sábado, quer fosse a sinagoga, quer não.

V- TIRANDO DÚVIDAS SOBRE O SÁBADO
1 - Diferença entre o Sábado moral e os Sábados cerimoniais (Ez. 20:12,20; Os. 2:11): As Escrituras Sagradas fazem referência clara a dois sábados. A saber: o Sábado moral e o Sábado cerimonial. Um é o Sábado do sétimo dia da semana. O outro ocorria em datas fixas do ano, como se fosse um feriado nacional, visto que em hebraico não existe um termo para a expressão “feriado”, pois a própria palavra “shabath” significa cessar, pausa (veja Êx. 5:4,5, onde se usa a mesma palavra no original), denotando, portanto, um descanso religioso (como os que temos no Brasil). Assim é que, em forma ampla, “shabath” assinalava certos dias de festa instituídos por quando se exigia a pausa do trabalho, mas que necessariamente não caíam no dia da semana cognominado Sábado (Lv. 16:29-31). Esses Sábados cerimoniais eram em número de sete. Eles tinham uma finalidade: “Eram sombras das coisas futuras” (Hb. 10:1).

Esses festivais sabáticos eram os seguintes:
Páscoa – 15º dia do primeiro mês;
Festa dos Pães Asmos – 21º dia do primeiro mês;
Festa das Primícias (Pentecostes) – 6º dia do terceiro mês;
Memória da Jubilação (Festa das Trombetas) – 1º dia do sétimo mês;
Dia da Expiação – 10º dia do sétimo mês;
1º Dia da Festa dos Tabernáculos – 15º dia do sétimo mês;
Último Dia da Festa dos Tabernáculos – 22º dia do sétimo mês.
2 - O Sábado que foi abolido por Deus (Cl. 2:14-17): Como já dissemos anteriormente, todos aqueles sábados cerimoniais apontavam para um futuro, ou seja para Cristo, sendo dessa forma cravados na cruz do calvário, uma vez que já tinham cumprido o seu propósito profético.

3 - A instituição do Domingo como dia de guarda (Dn. 7:25): Na primeira parte do quarto século, Constantino, o imperador romano, se tornou cristão. Ele ainda era pagão quando decretou que os escritórios do governo, cortes e as oficinas dos artesãos deveriam fechar no primeiro dia da semana, "o venerável dia do Sol", como era chamado. E foi naquele mesmo século que o Concílio de Laodicéia (321 d.C.) expressou a preferência pelo domingo. Uma vez que muitos cristãos tinham sido adoradores do Sol antes de sua conversão ao cristianismo (os adoradores do Sol guardavam o primeiro dia da semana há séculos), tornar o domingo um costume cristão seria uma vantagem para a igreja.

Assim, por vários séculos, ambos os dias foram observados lado a lado. De fato, essa prática paralela continuou até o século VI com o verdadeiro sábado sendo observado em muitas áreas do mundo cristão. Mas com o paganismo se infiltrando na igreja, sob a influência tanto da popularidade como da perseguição, o domingo foi enfatizado cada vez mais, e o sábado cada vez menos. Os escritos dos pais da igreja primitiva nos contam a história. Eles traçaram o caminho da apostasia. Eles registraram as práticas da igreja primitiva. Nenhum escritor eclesiástico dos primeiros três séculos atribuiu a origem da observância do domingo a Cristo nem aos apóstolos.

- Augusto Neander, um dos principais historiadores da era cristã, escreveu: “O festival do domingo, como todos os outros festivais, era apenas uma ordenança humana, e estava longe da intenção dos apóstolos estabelecer um mandamento divino a esse respeito. Não era intenção deles nem da igreja apostólica primitiva transferir as leis do sábado para o Domingo”
(A História da Religião e da Igreja Cristã, pág. 186).

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