10/11/11

COMPREENDER OS “ SÁBADOS” DE COLOSSENSES 2:16

Diz o texto: Colossenses 2:16: “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida ou bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados”.
1a. - Porque o apóstolo Paulo não iria contradizer em nada a lei divina que reconhecia como válida e vigente ao exaltá-la como santa, justa, boa, espiritual, prazenteira, digna de ser mantida em mente, segundo também o salmista dissera: “a lei do Senhor é perfeita, e restaura a alma” (Romanos 3:31; 7:12, 14, 22, 25; Salmo 19:7). E além de exaltar a lei divina, Paulo recomendava sua fiel observância e sua utilização de forma legítima (Rom. 13:8-10; Efé. 6:1-3; 1 Cor. 7:19; 1 Tim. 1:8).
2a. - Porque Paulo sabia que “o sábado foi feito por causa do homem” (Mar. 2:27), para o benefício físico e espiritual do homem desde a criação (Gên. 2:2, 3; Êxo. 20:8-11), e que, sendo “homem” aplicava-se a ele também. O Apóstolo nunca teria intenção de querer desfazer algo que Deus estabeleceu e sabia não ter autoridade para tanto.
3a. - Porque qualquer noção de “fim do sábado” implicaria em tê-lo como mandamento cerimonial, mas as leis cerimoniais foram instituídas APÓS o ingresso do pecado, exatamente como uma forma de compensá-lo e propiciar expiação mediante seu simbolismo, apontando ao “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29). O sábado não é cerimonial porque foi estabelecido ANTES da Queda (Gên. 2:2, 3). Aliás, as duas únicas instituições que ainda persistem no mundo desde antes do ingresso do pecado são o sábado e o matrimônio, ambos igualmente estabelecidos para o homem (ver Mar. 2:27 e Mat. 19:5).
4a. - Porque Paulo mesmo demonstra fidelidade à observância do sábado. Ele ia às sinagogas pregar aos

26/10/11

O Aborto à Luz da Bíblia

No Antigo Testamento, a Bíblia utiliza as mesmas palavras hebraicas para descrever os ainda não nascidos, os bebés e as crianças. No Novo Testamento, o grego utiliza, também, as mesmas palavras para descrever crianças ainda não nascidas, os bebés e as crianças, o que indica uma continuidade desde a concepção à fase de criança, e daí até a idade adulta.
A palavra grega brephos é empregue com frequência para os recém-nascidos, bebés e para as crianças mais velhas (Lucas 2.12,16; 18.15; 1 Pedro 2.2). Em Atos 7.19, por exemplo, brephos refere-se às crianças mortas por ordem de Faraó. Mas em Lucas 1:41,44 a mesma palavra é empregue referindo-se a João Batista, enquanto ainda não tinha nascido, estando no ventre de sua mãe.
Aos olhos de Deus ele era indistinguível com relação a outras crianças. O escritor bíblico também informa que João Batista foi cheio do Espírito Santo enquanto se encontrava no ventre materno, indicando, com isso, o inconfundível ser (Lucas 1.15). Mesmo três meses antes de nascer, João conseguia fazer um miraculoso reconhecimento de Jesus, já presente no ventre de Maria (Lucas 1.44).
Com base nisso, encontramos a palavra grega huios significando “filho”, utilizada em Lucas 1.36, descrevendo a existência de João Batista no ventre materno, antes do seu nascimento (seis meses antes, para ser preciso).
A palavra hebraica yeled é usada normalmente para se referir a filhos (ou seja, uma criança, um menino etc.). Mas, em Êxodo 21.22, é utilizada para se referir a um filho no ventre. Em Génesis 25.22 a palavra yeladim (filhos) é usada para se referir aos filhos de Rebeca que se empurravam enquanto ainda no ventre

22/09/11

LIVRE PARA ESCOLHER

Perguntas:
Fomos toralmente corrompidos pelo pecado?
Como ficou o nosso livre arbítrio?
Temos, ainda, capacidade para escolher entre o bem e o mal?
Não posso responder a três perguntas em tão pouco espaço. Na verdade, o tema sobre o efeito do pecado sobre nós, e sobre a natureza do livre arbítrio tem sido estudado e discutido há séculos, sem uma conclusão unânime. Vou partilhar alguns conceitos para estimular o vosso pensamento. Quero iniciar com um paradoxo: A Bíblia afirma que temos livre arbítrio, mas ensina que somos escravos do pecado. Considerem este paradoxo e pense sobre ele.
1. Escravizados pelo pecado – A queda de Adão e Eva alterou radicalmente a natureza humana. O coração, centro racional e volitivo do ser humano, foi corrompido: “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e a sua doença é incurável. Quem é capaz de o compreender? (Jer. 17:9). O dano foi irreparável; os seres humanos não são apenas incapazes de se compreenderem, também se enganam uns aos

13/09/11

O ESPÍRITO SANTO NO APOCALIPSE

Pergunta: Ouvi algumas dúvidas sobre a pessoa do Espírito Santo no livro do Apocalipse. O Espírito é um membro da Trindade no Apocalipse?

O Espírito desempenha um papel importante no livro do Apocalipse. De facto, o livro começa e termina com referências ao Espírito (Ap. 1:4; 22:17). Para alguns, porém , o facto do Espírito não ser descrito como estando sentado no trono como o Pai e o Filho, significa que Ele não é uma pessoa, muito menos um membro da Trindade. Vamos examinar as evidências.
1. O Papel do Espírito no Apocalipse – O Espírito é chamado “Espírito de vida” (Ap. 11:11), algumas versões dizem “o sopro de vida”), ou seja, Ele é vida e dá

08/09/11

QUAIS AS DIFERENÇAS ENTRE OS ADVENTISTAS E OS LUTERANOS?

Amigos realmente sinceros e de longos anos, cristãos dedicados e leais a Deus, dispostos a doar-se um ao outro nas dificuldades, às vezes vêem-se diante de problemas que turvam a amizade por serem de religiões diferentes, problemas que gostariam de superar, mas que, por não conseguirem entender bem a sua causa, se entristecem e até se desanimam. Muitas e lindas amizades correm o risco de se terminar quando esbarram num obstáculo muito sério: o Preconceito Religioso.
Qual a razão do  Preconceito Religioso ser assim tão perigoso? Porque ele é o pai dos gêmeos da Intolerância e Desrespeito, que são

31/08/11

CONTRA QUEM GUERREIA O ANTICRISTO?

"NINGUÉM DE MANEIRA ALGUMA VOS ENGANE." II TESSALONICENSES 2:3.
NOS DIAS DO IMPÉRIO ROMANO, PISA, NO CENTRO NORTE DA ITÁLIA, TINHA UM IMPORTANTE PORTO PARA A MARINHA IMPERIAL. DURANTE A ÉPOCA MEDIEVAL, A CIDADE TEVE GRANDE DESTAQUE ECONÓMICO E POLÍTICO. HOJE, PISA É FAMOSA PELA UNIVERSIDADE, OS TESOUROS DE ARTE E OS MONUMENTOS HISTÓRICOS. E A MAIS NOTÁVEL DAS ATRAÇÕES É A TORRE, QUE TEM UMA INCLINAÇÃO DE CINCO METROS PARA O

29/08/11

AS QUATRO FACES DE JESUS

Por que existem quatro evangelhos no Novo Testamento? Por certo um seria suficiente. Essa foi, pelo menos, a opinião de Taciano, pai da igreja no segundo século, o qual compôs o DIATESSARON, uma tradução dos evangelhos em língua siríaca. Em vez de traduzir os quatro evangelhos, ele compilou uma “harmonia” tomando a versão de cada história importante e inserindo-a numa harmonização dos evangelhos. João Calvino escreveu um comentário sobre cada livro da Bíblia, excepto os evangelhos, para os quais preparou também uma harmonia; então escreveu um comentário a respeito.
Contudo, Taciano e Calvino são excepções. Os quatro evangelhos têm figurado no Novo Testamento desde a primeira vez que alguém perguntou que escritos deveriam ser nele incluídos. As razões por que os primeiros cristãos decidiram conservar os quatro evangelhos no Novo Testamento não são conhecidas. Mas por que o fizeram, temos agora quatro testemunhos ligeiramente diferentes sobre Jesus. Assim como diversas