10/09/10

RAZÕES PARA OBSERVAR O SÁBADO

Introdução: Vamos tratar de um assunto relevante, o Sábado. Um estudo cuidadoso a este respeito, tanto do ponto de vista doutrinário como histórico deixará bem claro que o dever do homem de guardar o Sábado permanece enquanto ele existir sobre a terra.
A palavra “Sábado” vem do hebraico “shabath”, significa: desistir, cessar, acabar, pausa, interromper, donde vem a idéia de descanso. Logo depois que se completou a grande obra da criação, foi instituído o Sábado (Gn. 2:1-3), e, por causa da sua origem divina, é dia que se deve santificar perpetuamente.

I- A INSTITUIÇÃO DO SÁBADO – GÊNESIS 2:1-3
O Sábado foi instituído no fim da Criação. No fim da semana da Criação, quando os três reinos (mineral, vegetal e animal), tinham saído com absoluta perfeição da mão do Criador, Deus estabeleceu o Sábado. A observância do Sábado não era desconhecida antes da entrega da lei no Sinai, como supõem muitos cristãos. Ela não é uma instituição privativa dos judeus. O Sábado é uma instituição que existe desde a Criação.
O Sábado foi abençoado e santificado por Deus. Após haver concluído todo o trabalho da criação, Deus descansou no sétimo dia e lhe conferiu a benção e a santificação, dois atributos que nenhum outro dia da semana possui. O Criador descansou não porque estivesse cansado, mas para dar exemplo ao homem criado (Is. 40:28). Deus o separou dos demais dias para nele o homem também santificar o Seu nome. Santo ou santificado quer dizer: separado para o fim do que é santo.

II- O SÁBADO NO ANTIGO TESTAMENTO

O Sábado foi observado por Abraão, o pai da fé (Gn. 26:5). Tanto no Antigo como no Novo Testamento, a experiência de Abraão é apresentada como grande exemplo de justiça pela fé em Cristo (Gl. 3:6-14). Abraão obedeceu, porém, às leis de Deus. A observância do Sábado não era uma experiência legalista para ele. Constituía uma benção, pois era um ato de fé no seu Criador.
O Sábado foi observado antes de ser dada a lei no Monte Sinai (Êx. 16:4,5,16-30). Os israelitas foram lembrados do Sábado antes da entrega dos Dez Mandamentos no Sinai. Eles deviam colher uma porção dobrada de maná no sexto dia, a fim de santificar o Sábado do sétimo dia. O período de escravidão no Egito (400 anos) interrompera a prática de sua observância religiosa. Depois do Êxodo, o Senhor reapresentou o Sábado. Note atentamente as palavras “prova” e “lei” no verso 4. Elas indicam claramente a existência da lei e do Sábado como prova de lealdade antes do Sinai.
A observância do Sábado foi incluída no quarto mandamento da Lei de Deus (Êx. 20:8-11). Quando Deus entregou Sua lei na forma escrita, incluiu o Sábado como o dia de repouso. Entre os dez mandamentos só no quarto pode-se identificar o Criador do Universo. É o centro da Lei e sinal entre Deus e o Seu povo (Êx. 31:12-17; Ez. 20:12,20). Entre os Dez Mandamentos, o 4º é o mais citado pelos escritores sagrados, demonstrando isto que Deus teve o cuidado de sempre lembrar ao homem o seu dever de santificá-lo.

III- CRISTO E O SÁBADO
1 - O Sábado foi observado por Jesus em seu ministério terreno (Lc. 4:14-16,31): A visita de Jesus à sinagoga da cidade em que Ele residiu ocorreu no fim de uma série de pregações e ensinos aos sábados. Em regra, tanto a presença de Jesus como a de Paulo, numa sinagoga, indicam a observância do Sábado. O “costume” (gr. Nomos: observância conforme a lei) de Jesus era freqüentar, regularmente, a sinagoga aos sábados, enfatiza o escritor Lucas.

2 - O Sábado, e todos os demais mandamentos, foram defendidos por Jesus (Mt. 5:17-20): Jesus respondeu as acusações farisaicas de que estava destruindo a lei e os profetas (as duas partes mais importantes do Antigo Testamento), dizendo que não veio para abolir a Lei ou os Profetas. Ele não veio para abolir, mas para cumprir. Cumprir não significa apenas levar a efeito as predições, mas a realização da intenção da Lei e dos profetas. Dessa forma ele reafirma que num só “i” (iota: letra menor do alfabeto grego) nem um só “til” (um pequeno acento que formava parte de uma letra hebraica) passariam, mas que a lei toda iria ser cumprida.

3 - Jesus reafirmou a verdadeira instituição do Sábado (Mc. 2:23-28): Os rabis haviam publicado, no Talmude, uma lista de 39 grandes trabalhos proibidos no Sábado. Cada um desses trabalhos se dividia em outros menores, que também eram proibidos. Colher, debulhar e joeirar faziam parte dessa lista. Foi por isso que os fariseus acusaram a Jesus de não reprimir Seus discípulos. Então Jesus disse: “O Sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do Sábado.” O Sábado foi estabelecido para ser uma bênção, benefício, não um fardo. Por esta razão, Jesus, que instituiu o Sábado, não o cobriu de muitas ordens negativas e positivas. Ele expôs um princípio que todo indivíduo deve interpretar por si mesmo. O preceito positivo de Cristo para a observância do sábado é o seguinte: “é lícito fazer bem aos sábados” (Mt. 12:12). A ocasião em que Ele proferiu estas palavras foi durante a cura, no Sábado, do homem da mão ressequida.

IV- OS APÓSTOLOS E O SÁBADO
1 - O Sábado foi observado pelos seguidores de Jesus após sua morte (Lc. 23:54-56): “Preparação” é a palavra judaica para Sexta-feira. Nessa época do ano, o Sábado começava, aproximadamente, às 18 horas. As mulheres prepararam as especiarias e ungüentos, substâncias aromáticas usadas para ungir o corpo dos mortos, antes do Sábado, enquanto esperavam uma primeira oportunidade para uma visita ao túmulo. Porém, “no Sábado repousaram conforme o mandamento”. Como Mateus relata que a primeira visita deu-se ao pôr-do-sol no dia de Sábado (Mt. 28:1), entende-se que o verdadeiro Sábado bíblico é o período de vinte e quatro horas do pôr-do-sol da Sexta- feira ao pôr-do-sol do Sábado (Lv. 23:32; Ne. 13:19; Mc. 1:21).

2 - O Sábado foi observado pelos Apóstolos em Antioquia (Atos 13:14,15; 42-44): Essas reuniões de Sábado ocorreram durante um período de dez anos (cerca de 45 a 55 d.C.). Por que Lucas relatou todas essas reuniões que os apóstolos realizaram no Sábado, sem dizer uma só palavra sobre alguma mudança com relação ao Sábado? Por certo, se houvesse algum conselho inspirado para prestar culto noutro dia, ou para não prestar culto em dia algum, Lucas teria mencionado isso.

3 - O Sábado era observado mesmo onde não havia Igreja (Atos 16:12-15): Em Filipos, Paulo e seus auxiliares guardaram o Sábado “junto do rio”. Eles não foram lá porque o lugar era conveniente para se encontrarem com judeu; e, sim, porque nesse local lhes “pareceu haver um lugar de oração”. O relato demonstra que os apóstolos observaram o Sábado como dia de oração e testemunho.

4 - O Sábado foi também observado em Tessalônica e Corinto (Atos 17:1,2; 18:1,4,11): Alguns cristãos crêem que Paulo ia às sinagogas no dia de Sábado só porque podia encontrar ali uma assistência de judeus dispostos a ouvir o evangelho. Sem dúvida, Paulo usava as sinagogas como centro evangelístico; mas ele guardava o Sábado, quer fosse a sinagoga, quer não.

V- TIRANDO DÚVIDAS SOBRE O SÁBADO
1 - Diferença entre o Sábado moral e os Sábados cerimoniais (Ez. 20:12,20; Os. 2:11): As Escrituras Sagradas fazem referência clara a dois sábados. A saber: o Sábado moral e o Sábado cerimonial. Um é o Sábado do sétimo dia da semana. O outro ocorria em datas fixas do ano, como se fosse um feriado nacional, visto que em hebraico não existe um termo para a expressão “feriado”, pois a própria palavra “shabath” significa cessar, pausa (veja Êx. 5:4,5, onde se usa a mesma palavra no original), denotando, portanto, um descanso religioso (como os que temos no Brasil). Assim é que, em forma ampla, “shabath” assinalava certos dias de festa instituídos por quando se exigia a pausa do trabalho, mas que necessariamente não caíam no dia da semana cognominado Sábado (Lv. 16:29-31). Esses Sábados cerimoniais eram em número de sete. Eles tinham uma finalidade: “Eram sombras das coisas futuras” (Hb. 10:1).

Esses festivais sabáticos eram os seguintes:
Páscoa – 15º dia do primeiro mês;
Festa dos Pães Asmos – 21º dia do primeiro mês;
Festa das Primícias (Pentecostes) – 6º dia do terceiro mês;
Memória da Jubilação (Festa das Trombetas) – 1º dia do sétimo mês;
Dia da Expiação – 10º dia do sétimo mês;
1º Dia da Festa dos Tabernáculos – 15º dia do sétimo mês;
Último Dia da Festa dos Tabernáculos – 22º dia do sétimo mês.
2 - O Sábado que foi abolido por Deus (Cl. 2:14-17): Como já dissemos anteriormente, todos aqueles sábados cerimoniais apontavam para um futuro, ou seja para Cristo, sendo dessa forma cravados na cruz do calvário, uma vez que já tinham cumprido o seu propósito profético.

3 - A instituição do Domingo como dia de guarda (Dn. 7:25): Na primeira parte do quarto século, Constantino, o imperador romano, se tornou cristão. Ele ainda era pagão quando decretou que os escritórios do governo, cortes e as oficinas dos artesãos deveriam fechar no primeiro dia da semana, "o venerável dia do Sol", como era chamado. E foi naquele mesmo século que o Concílio de Laodicéia (321 d.C.) expressou a preferência pelo domingo. Uma vez que muitos cristãos tinham sido adoradores do Sol antes de sua conversão ao cristianismo (os adoradores do Sol guardavam o primeiro dia da semana há séculos), tornar o domingo um costume cristão seria uma vantagem para a igreja.

Assim, por vários séculos, ambos os dias foram observados lado a lado. De fato, essa prática paralela continuou até o século VI com o verdadeiro sábado sendo observado em muitas áreas do mundo cristão. Mas com o paganismo se infiltrando na igreja, sob a influência tanto da popularidade como da perseguição, o domingo foi enfatizado cada vez mais, e o sábado cada vez menos. Os escritos dos pais da igreja primitiva nos contam a história. Eles traçaram o caminho da apostasia. Eles registraram as práticas da igreja primitiva. Nenhum escritor eclesiástico dos primeiros três séculos atribuiu a origem da observância do domingo a Cristo nem aos apóstolos.

- Augusto Neander, um dos principais historiadores da era cristã, escreveu: “O festival do domingo, como todos os outros festivais, era apenas uma ordenança humana, e estava longe da intenção dos apóstolos estabelecer um mandamento divino a esse respeito. Não era intenção deles nem da igreja apostólica primitiva transferir as leis do sábado para o Domingo”
(A História da Religião e da Igreja Cristã, pág. 186).

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09/09/10

“ESTARÁS COMIGO NO PARAÍSO”

Nos manuscritos originais, como no texto de Lucas 23:43: “Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.”, não havia pontuação como hoje. Nem tinha o “que”, partícula que complica o entendimento do texto. Os textos eram escritos sem pontuação e geralmente com as palavras todas ligadas, assim (já transliterado): “kaieipenautôamensoilegosemeronmetemoueseentôparadeisô.” Em português: “Edisseaaeleemverdadeatidigohojeestaráscomigonoparaíso”. Separando-se as palavras: “E disse a ele em verdade a ti digo hoje estarás comigo no paraíso”.
O entendimento do texto depende do lugar em que colocarmos a pontuação, especialmente m relação ao advérbio de tempo “hoje”. Vejamos as duas possibilidades de pontuação:
1. “E disse a ele: Em verdade a ti digo, hoje estarás comigo no paraíso.” Por essa maneira de pontuar, colocando-se a vírgula antes de “hoje”, o texto quer dizer que foi prometido ao ladrão arrependido que naquela mesma Sexta-feira ele estaria com Jesus no paraíso. Essa tradução, porém, vai contra os ensinos da própria Bíblia quanto ao momento da recompensa, que, para os justos, será na ocasião da segunda vinda de Cristo (Mt. 25:31-34; 1ª Tes. 4:16) e, para os ímpios, após o Milénio (Ap. 20:5,7-9), e não quando se morre.
2. “E disse a ele: Em verdade a ti digo hoje, estarás comigo no paraíso.” Essa maneira de traduzir, combinando o advérbio de tempo “hoje” com o verbo “digo”, está de acordo com outras expressões bíblicas similares como, por exemplo, “Eu te ordeno hoje (ver Êx. 34:11; Dt. 4:40, etc.). além dessa concordância gramatical, essa maneira de traduzir o texto está de acordo com o ensino bíblico de que a recompensa para os justos será dada na segunda vinda de Cristo, e para os ímpios, após o Milénio, e não por ocasião da morte (como visto no parágrafo anterior). Traduzindo assim o texto, a promessa ao ladrão arrependido teria sido de que ele estaria no paraíso quando Jesus “viesse no Seu reino” (Lucas 23:42) e não ao morrer naquela Sexta-feira da crucificação.
A opção, na primeira maneira de traduzir o texto, apresenta um problema: teria Jesus mentido ao ladrão arrependido, visto que Ele não foi ao paraíso naquela Sexta-feira? No Domingo pela manhã, Jesus disse a Maria Madalena: “Não Me detenhas, porque ainda não subi para Meu Pai” (João 20:17). Ora, se Jesus, no domingo de madrugada, não tinha ainda ido ap paraíso, como teria estado nesse lugar, na Sexta-feira, com o ladrão arrependido? O Novo Testamento é claro em dizer que Jesus é Deus, e “é impossível que Deus minta” (Heb. 6:18).
A opção, no segundo modo de se traduzir o texto, está de acordo com outras expressões bíblicas, nas quais aparece o advérbio de tempo “hoje” com verbos similares a “digo”, como “ordeno”, “falo”; está de acordo com o ensino bíblico de que a recompensa não é dada quando se morre, mas por ocasião da segunda vinda de Cristo (para os justos) e após o Milénio (para os ímpios); além de estar de acordo com o próprio pedido do ladrão: “Lembra-Te de mim quando entrares no Teu reino” (Lc. 23:42).
Com a promessa feita ao ladrão, Jesus estava a dizer-lhe: “Estou a dizer-te hoje, agora: Morre tranquilo! Descansa confiando no que te estou a dizer hoje: Vais estar comigo no paraíso.”
Essa mesma promessa pertence a todo aquele que enfrenta o “vale da sombra da morte”. Um dia Jesus virá e ressuscitará todo aquele que fez d´Ele o seu Salvador e morreu confiando n´Ele, que é a “ressurreição e a vida” (João 22:25). Não é uma doce e confortadora promessa?

Ozeas C. Moura
Doutorado em Teologia Bíblica

01/09/10

O QUE SE PODE DIZER SOBRE OS ANJOS?

É compreensivel que haja uma escala ascendente da vida, desde o homem subindo para Deus, tanto como há uma escala descendente da vida, do homem para baixo. Uma contemplação da vastidão e da maravilha deste universo pode bem levantar a pergunta: É o homem a única criatura que "tem uma mente apreciar e contemplar este favor de Deus" e para louvá-Lo por isso? Sem a Bíblia seriamos deixados em cega conjetura, mais, nela, temos clara revelação de uma ordem de seres acima do homem, de ordens e graus existentes e ascendentes, chamados anjos.
I. A NATUREZA DOS ANJOS
1. SÃO SERES CRIADOS.
No Salmos 148:1-5 os anjos estão entre as entidades exortadas a louvarem o Senhor na base que "Ele mandou e eles foram criados". Que os anjos foram seres criados está bem provado em Colossenses 1:16, que diz: "Porque n´Ele foram criados todas as coisas, nos céus e sobre a terra, visíveis e invisíveis, quer sejam tronos ou domínios ou principalidades ou potestades".
2. ELES SÃO ESPIRITOS PUROS.
Não queremos dizer aqui que todos os anjos são sem pecado; porque, como veremos mais tarde, alguns são maus. O que queremos dizer é que a natureza dos anjos é espírito não misturado com materialidade. Os anjos não possuem corpos como parte do seu ser, mesmo que ainda assumam corpos para a execução de certos propósitos de Deus, como em Génesis 19. Afirmamos que os anjos são espíritos puros porque, em Hebreus 1:14, são chamados espíritos. O homem não é nunca designado assim. Cristo disse que "um espírito não tem carne e ossos" (Lucas 24:39).
3. ELES CONSTITUEM UMA ORDEM DE CRIATURAS MAIS ELEVADAS QUE O HOMEM.
Do homem se diz que ele foi feito "um pouco menor do que os anjos" (Hebreus 2:7). Dos anjos se diz serem maiores do que o homem em poder (2 Pedro 2:11). O seu poder superior está implicado também em Mateus 26:53; 28:2; 2 Tessalonicenses 1:7. Contudo, os anjos são servos ministrantes dos crentes (Hebreus 1:14) e pelos crentes serão julgados (1 Coríntios 6:3). Este último fato parecia indicar que o homem, ainda que agora inferior em natureza aos anjos será depois, no seu estado glorificado, como um troféu da graça redentora de Deus, exaltado com Cristo bem acima dos anjos (Efésios 1:20,21; Filipenses 2:6-9).
4. ELES NÃO TÊM SEXO.
Mateus 22:30 declara-se que os anjos não casam, o que os prova sem sexo. "Filhos de Deus" em Génesis 6:2 não são anjos, mas descendentes de Sete: os verdadeiros adoradores de Deus, como diferençados dos descendentes de Caim.
5. ELES SÃO IMORTAIS.
Judas 6 declara que os anjos não podem morrer, o que significa que eles não podem cessar de existir.
II. CLASSES DE ANJOS
Os anjos consistem em anjos eleitos e anjos decaídos. As seguintes passagens aludem a estas duas classes e as seguintes:
"Conjuro-te diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo e dos anjos eleitos que, sem prejuízo algum guardes estas coisas, nada fazendo por parcialidade" (1 Timóteo 5:21).
"Deus não poupou os anjos quando eles pecaram, mas os lançou no inferno, entregou-os às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo" (2 Pedro 2:4).
"Mas aos anjos que não guardaram sua principalidade, mas deixaram sua própria habitação, reservou debaixo da escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia" (Judas 6).
Os anjos eleitos são aqueles a quem Deus escolheu para conservar em santidade. Os outros, permitiu que caíssem, e para eles não se proveu nenhuma redenção. Não será difícil de compreender que Deus terá usado de toda a misericórdia e tempo para que estes reconsiderassem e, se arrependessem de tão grande mal.
III. ORGANIZAÇÃO, ORDENS E GRAUS ENTRE OS ANJOS
Em Judas 9 temos Miguel mencionado como um arcanjo. Vide Também 1 Tessalonicenses 4:16. "Arcanjo" significa o chefe dos anjos. Gabriel também parece ocupar um lugar relativamente alto entre os anjos. Vide Daniel 8:16; 9:16,21; Lucas 1:19.
A menção de tronos, domínios, principalidades e potestades entre as coisas invisíveis, em Colossenses 1:16, implica graus e organização entre os anjos. E em Efésios 1:21 e 3:10 temos a menção de regime, autoridade, potestade e domínio nos lugares celestiais. Das ordens nomeadas em Colossenses 1:16, E. C. Dargan, no seu comentário, representa "tronos" como "sendo o mais elevado, próximo a Deus e assim chamados, tanto por estarem perto de Deus e sustentarem o trono de Deus como por sentarem eles mesmos sobre tronos aproximando-se mais perto de Deus em glória e dignidade; depois "domínios", ou senhorios, aqueles que exercem poder ou senhorio sobre os inferiores ou homens; depois "principalidades", ou "principados", os de dignidade principesca; finalmente, "potestades", ou autoridades, aqueles que exercem poder ou autoridade sobre a ordem angélica mais baixa, logo acima do homem".
Consideramos mais satisfatório observar os "querubins" de Génesis, Êxodo e Ezequiel, com os quais identificaríamos também os "serafins" de Isaias e as criaturas viventes do Apocalipse, não como seres atuais senão como aparências simbólicas, ilustrando verdades da atividade e do governo divino. As criaturas viventes do Apocalipse parece simbolizarem o louvor da criação inferior de Deus por causa deles serem "livrados do cativeiro da corrupção para a liberdade da glória dos filhos de Deus" (Romanos 8:21). Os vinte e quatro anciãos associados às criaturas viventes parecem representar a humanidade redimida. E bom é notar que as criaturas viventes não se incluem entre aqueles redimidos para Deus. Essas, como representativas da criação inferior dando louvor a Deus, cumprem o Salmos 145:10, que diz: "Todas as Tuas obras Te louvarão, ó Senhor".
IV. OS ANJOS NÃO SÃO PARA SEREM LOUVADOS
"E quando ouvi e vi, prostrei-me ante os pés do anjo que me mostrava estas coisas, para o adorar: e ele disse-me: "Olha não faças tal, porque eu sou conservo teu e de teus irmãos os profetas e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus" (Apoc. 22:8,9).
Isto está também condenado em Colossenses 2:18.
V. O EMPREGO DOS ANJOS
1. DE ANJOS SANTOS.
(1) Eles louvam ao Senhor e cumprem os Seus mandamentos.
Salmos 103:20; 148:2.
(2) Eles regozijam-se com a salvação dos homens.
Lucas 15:7,10
(3) Eles ministram aos herdeiros da salvação.
Hebreus 1:14; 1 Reis 19:5-8; Daniel 6:22; Salmos 34:7; 91:11,12; Atos 12:8-11.
(4) Eles são mensageiros de Deus aos homens.
Génesis 19:1-13; Números 23:25; Mateus 1:20; 2:13,19,20; Lucas 1:11-13-19; Atos 8:26; 10:3-6; 27:23,24.
(5) Eles executam o propósito de Deus.
2 Samuel 24:16; 2 Reis 19:25; 2 Crónicas 32:21; Salmos 35:5,6; Mateus 13:41,42; 13:49,50; 24:31; Atos 12:23; Apocalipse 7:1,2; 9:15; 15:1.
(6) Eles deram a Lei.
Atos 7:53; Gálatas 3:19; Hebreus 2:2.
(7) Eles ministraram a Cristo.
Mateus 4:11; Lucas 22:43.
(8) Eles acompanharão Cristo na Sua segunda vinda.
Mateus 25:31,32; 2 Tessalonicenses 1:7,8.
(9) Eles estão presentes nos cultos da igreja.
1 Coríntios 11:10.
(10) Eles têm grande interesse na verdade divina e aprendem por meio da igreja.
1 Pedro 1:12; Efésios 3:10.
Não há nada supra para mostrar que há uma intervenção constante de anjos entre Deus e o homem. Eles não foram constituídos mediadores entre Deus e o homem. A sua intervenção é ocasional e excepcional; a sua atividade está sujeita à ordem e permissão de Deus.
Mas é evidente que o crente comum não tem ligado importância suficiente ao ministério dos anjos. Todavia, a noção de um anjo da guarda especial para cada individuo não encontra fundamento na Escritura. Diz J. P. Boyce:
"Guiados por fábulas rabínicas e guiados pelas ideias peculiares da filosofia oriental, alguns têm concebido que sobre cada pessoa nesta vida um anjo vigia para guardá-la e protegê-la do mal. Esta teoria de anjo da guarda tem sido sustentada de várias formas. Uns confinaram sua presença aos bons; outros a estenderam também aos ímpios; alguns supuseram dois em vez de um anjo, – um bom e outro mau. Do mesmo modo a teoria tem sido sustentada de anjos da guarda sobre nações; uns limitando-a a boas nações, outros estendendo-a a todas. Que tais ideias existiam entre os judeus e que prevaleceram também entre os cristãos primitivos, pode admitir-se; mas autoridade escriturística para elas falta" (Abstract of Systematic Theology, pág. 179).
Há, realmente, apenas duas passagens que sugerem mesmo esta doutrina de um anjo da guarda para cada individuo, que são Mateus 18:10 e Atos 12:15. Sobre Mateus 18:10 diz John A. Broadus: "Não há garantia suficiente aqui para a noção popular de "anjos da guarda", um anjo especialmente designado para cada individuo; diz-se simplesmente, de crentes como uma classe, que há anjos que são seus anjos, mas nada há aqui ou noutro lugar que mostre ter um anjo o cargo especial de um crente". (Commentary on Mathew).
Em Atos 12:15 diz H. B. Hackett: "Foi crença comum entre os judeus, diz Lightfoot, que cada individuo tem um anjo da guarda e que este anjo pode assumir uma aparência visível semelhante à da pessoa cujo destino lhe é cometido. Esta idéia aparece aqui, não como uma doutrina das Escrituras senão como uma opinião popular que não é afirmada nem negada" (Comentary on Acts). Sobre esta passagem Broadus também diz: "Os discípulos que estavam orando por Pedro durante sua prisão, quando a menina insistiu em que Pedro estava à porta, saltaram logo a conclusão que Pedro fora executado e o que se dizia ser ele era "seu anjo" (Atos 12:15), segundo a noção que o anjo da guarda de um homem estava apto a aparecer com a sua forma e sua voz aos amigos logo após sua morte; mas as ideias desses discípulos estavam erróneas em muitos pontos e não são autoridade para nós a menos que inspirada".
Encerramos o assunto com mais este comento de Broadus: "Não pode ser positivamente assegurado que a ideia de anjos da guarda seja um erro, mas não há passagem que prove ser verdadeira e as passagens que podiam meramente ser entendidas dessa maneira não bastam como base de uma doutrina".
2. DOS ANJOS MAUS.
A obra dos anjos maus será considerada mais extensivamente no próximo capítulo, o qual trata de Satanás, seu regente e guia. Basta dizer aqui que os espíritos ou anjos maus combatem contra Deus e Seus santos. Vê-se isto em Efésios 6:12 e na possessão demoníaca nos primeiros tempos do Novo Testamento.
Quanto à possessão demoníaca, precisa de ser dito que o que se regista é claríssimo e decisivo para admitir-se uma simples acomodação da parte de Cristo e dos apóstolos às noções populares mas erróneas dos judeus. É muito provável, contudo, que a possessão demoníaca foi mais comum no tempo do ministério terreno de Cristo do que agora. Isso podemos ver segundo o arquivo, que era mais prevalecente no princípio do que nos últimos tempos do Novo Testamento, ainda que não fosse inteiramente ausente nos últimos tempos do Novo Testamento (Atos 16:16-18); e provavelmente não é ausente hoje. Alguns médicos hoje crêem que algumas experiências e acções dos loucos são melhor explicadas pela suposição de a mente do paciente estar sob o controle de um poder estranho. J. P. Boyce dá uma boa razão da maior prevalência de possessão demoníaca nos tempos do ministério terreno de Cristo: "A grande batalha estava para se ferir entre Cristo e Satanás e liberdade incomum foi sem dúvida concedida ao Diabo e seus ajudantes".

02/08/10

SEPULTAMENTO OU CREMAÇÃO?

Por George W Reid
Um dos membros mais velhos de nossa família nos disse que, quando morrer, gostaria de ser cremado em vez de sepultado. O pedido gerou uma grande discussão entre nós. Todos somos cristãos. Tem a Bíblia alguma orientação sobre esse assunto tão delicado?
Os adventistas do sétimo dia nunca tomaram uma posição sobre cremação, porque nossa compreensão bíblica acerca da morte e ressurreição faz com que o assunto perca sua importância (veja Jó 19:27; Daniel 12:2; Lucas 24:39). Contrários à idéia de uma dicotomia entre corpo e alma, afirmamos que o ser humano tem uma existência física tanto antes da morte como na ressurreição. O Deus que nos criou no princípio é igualmente capaz de nos recriar das cinzas da incineração, ou do pó que resulta do lento processo da decomposição. Todas substâncias orgânicas retornam a seus elementos básicos. A única diferença é sobre quanto tempo isso leva.
Na verdade, não defendemos a idéia de que na ressurreição o novo ser será composto das mesmas células e átomos que antes lhe formavam o corpo. As células morrem e os átomos se dispersam, e a restauração de uma pessoa não consiste apenas na reunião e reestruturação dos átomos, mas na expressão do poder criativo de Deus, não importando quais átomos estejam envolvidos (Salmo 104:29-30). Sabemos que cada ser vivo é um conduto por onde novos átomos entram enquanto que os velhos se dispersam, de modo que, numa escala maior, em 10 anos cada pessoa será composta por átomos inteiramente diferentes.
A pessoa que morre permanece na mente de Deus e, por meio de Seu poder criador, Ele haverá de restaurar-lhe a vida segundo Sua vontade, num novo corpo isento dos efeitos os pecado (I Coríntios 15:52). Na ressurreição, o Criador não depende de elementos previamente existentes.
Alguns dentre nós têm usado Amos 2:1 para se opor à prática da cremação. O profeta afirma que Deus Se irou contra Moabe “porque queimou os ossos do rei de Edom, até os reduzir a cal” (ARA). O principal problema de interpretação nesse texto é a frase “até os reduzir a cal”, que reflete com precisão o texto hebraico. O substantivo sid não significa “cinzas” mas “cal”. A cal era usada para rebocar paredes e pedras. Alguns têm sugerido que, nesse caso em particular, os ossos foram queimados ou calcinados para se obter cal. Seja como for, não há dúvida de que Moabe está sendo reprovado por causa de seu desprezo para com restos mortais humanos. Portanto, o profeta está se referindo a um ato de ódio e vingança que resultou no desrespeito para com a dignidade humana. Isso não é o que chamaríamos de cremação.
Cremação, propriamente falando, poderia ser um ato de piedade. Em I Samuel 31:11-13 lemos como os israelitas tomaram o corpo de Saul e seus filhos “do muro de Bete-Seã e os levaram para Jabes, onde os queimaram” (NVI). Esse não foi um ato de vingança, mas uma maneira adequada de pôr fim à humilhação de um corpo humano, nesse caso, o do primeiro rei de Israel.
Para alguns cristãos, a questão do sepultamento em lugar da cremação é muito importante. Eles notam que a cremação é adotada em países como Índia e China, cuja cultura predominante não é cristã. Na verdade, esses países superpopulosos já enfrentaram há muito tempo o dilema de poucas terras férteis e a necessidade de cemitérios, introduzindo em sua religião a noção da cremação, compreendida em termos de uma espécie de purificação pelo poder do fogo. Do ponto de vista científico, esse método oferece vantagens relacionadas com a prevenção de infecções. É fato que na tradição judaica os mortos eram consistentemente sepultados, costume esse que foi incluído nos cânones católicos e assim perpetuados na comunidade cristã. Mas, quando analisado à luz de nossa compreensão acerca de como Deus age, a cremação não representaria nenhum problema.
Hoje em dia, cerca de 50% das pessoas que morrem nos Estados Unidos são cremadas, principalmente por causa dos altos custos envolvidos num sepultamento. A cremação, em geral, não custa mais de 10% do valor de um sepultamento. Em relação a esse assunto, os adventistas permitem que seus membros sigam a consciência, e pelas razões acima citadas será difícil adotarmos uma posição oficial a respeito.
George W Reid (Th D. pelo South-western Baptist Theological Seminary) atuou por 20 anos como diretor do Biblical Research Institute da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia.

14/07/10

COMO OBTER PAZ E ALEGRIA?

Int. Actos 16:30

* Esta é sem duvida a pergunta mais importante que um ser humano pode fazer: “Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar ?”

* A verdade porém, de uma ou outra forma, todas as pessoas, são levadas a esta grande questão:
- Porque não tenho paz ?
- Que vazio é este que tenho no peito ?
- Porque razão me falta sempre qualquer coisa para ser plenamente feliz ?

* De facto o carcereiro fez a pergunta que todo o ser humano mais cedo ou mais tarde se colocará.

* E isto porque todos nós, no mais profundo do nosso coração desejamos estar bem com Deus, fazer amizade com O Criador do Céu e da Terra.

* Que devo fazer para me salvar ?

1. Raptada e o preço do resgate.

* A nossa situação é em tudo semelhante à daquela jovem de 20 anos, herdeira de um multimilionario da Flórida. Esta jovem foi vitima de um crime horrendo.

* Na noite 17 de Dezembro de 1968, Barbara Mackle passava a noite num hotel com a sua mãe.
* Às 4,11’ da manhã, ouviu vozes à porta, de repente alguém bate à porta dizendo-se policia. Anunciava que o namorado de Barbara tinha tido um grave acidente.

* Ela teve um pressentimento que o que aquele homem dizia não correspondia à verdade. Porém não foi suficientemente rapida para impedir a sua mãe de abrir a porta.

* Um homem de grande porte fisico entrou acompanhado de um outro invidividuo vestido de rapariga. Ele tinha uma arma. Taparam o nariz da mãe com um lenço embebido em cloroformio, portanto um liquido anestésico, esta adormeceu imediatamente.

* A jovem levada a alta velocidade num automovel. Foi enterrada viva numa caixa forrada a contra-placado. Dentro encontrava-se um ventilador que ligado a uma bateria fazia circular o ar. Depois de lhe deixarem comida e agua, e algumas instruções para sobrviver, os raptores fecharam a caixa e enterraram-na a cerca de dois metros de profundidade, tapada com terra ficou completamente sepultada.

* Barbara contou mais tarde o que tinha passado, dizia no entanto que era indescritivel o que tinha sofrido a nivel emocional.

* Conta que quando começou a ouvir as pazadas de terra a cairem em cima da caixa, disse: “Eu gritava e continuei a gritar, depois parei e comecei a ver se ouvia alguma coisa, era um silencio completo, pensei então, que eles tinha desistido, pouco a pouco comecei a empurrar a tampa e foi então que verifiquei que estava estava realmente enterrada e abandonada. Estava histérica e gritava, depois fiquei em silencio esperando uma resposta. Mas nada, só o silencio.

* Durante este tempo o pai da Barbara, um milionario, soube o que se tinha passado com a sua filha, ela tinha sido raptada, estava prisioneira, sã e salva, mas enterrada viva dentro de uma caixa, pouco maior que um caixão, só seria solta em troca de um milhão de dolares.

* Foram-lhe dados pormenores como ele devia proceder para pagar o resgate. Se ele falhasse estava em causa a vida da vida da sua própria filha.

* Barbara esteve três dias e meio enterrrada. Cada dia ela sentia-se mais débil. A luz da bateria começou a perder intensidade bem como o ventilador. A um certo momento a luz foi cortada e ela conta que a escuridão ela total. Trevas, as mãos encostadas aos olhos e não as via.

** Há cerca de 6.000 anos um impostor bateu à porta deste mundo e foi recebido pelos nossos primeiros pais, Adão e Eva deram-lhe autorização para entrar.

* Foi admitido graças a um argumento mentiroso, falacioso. Ele disse que vinha trazer ajuda. Afirmou que o seu plano abriria os olhos, os tornaria mais inteligentes.

* Sem duvida que o fruto proibido era agradavel à vista e certamente fazia subir a agua à boca.

* Mas a beleza do pecado era exclusivamente exterior. Essa beleza dissimulava um veneno mortal.

* O plano de Satanás teve êxito. As suas propostas foram aceites. O homem abriu a porta completamente e o raptor entrou pela porta, não pela porta principal, que é a do coração. Mas pela porta das traseiras que é a porta dos desejos, da cobiça.

* Por isso diz o apostolo Paulo: Rom. 5:12.

* O pecado separa o home e a mulher de Deus e do lar que tão amorosamente se lhes tinha oferecido, o Éden.

* Tornaram-se escravos de Satanás.

* Paulo explicou essa experiencia ao seu filho espiritual Timoteo da seguinte maneira: 2ºTim. 2:26.

* O homem tinha colocado todas as suas expectativas no Diabo. Esperava muito, mas não recebeu nada. Foi Isaias que o disse: Is. 52:3.

* O homem esperou receber muito e não recebeu nada ! Quando pensamos vender qualquer coisa, esperamos receber o equivalente ou até mais do valor da coisa vendida.

* No tempo de Isaias e ainda hoje, há quem penhore certos valores, até que a vida se recomponha e poder recuperar a coisa penhorada. Mas Deus diz: “Por nada fostes vendidos, e sem dinheiro (prata) sereis resgatados”.

* Isaias diz que não somente o homem não recebeu nada em troca de se ter vendido ao Diabo, mas não têm nem nunca poderá obter os meios de se libertaar.

* Barbara, enterrada viva num tumulo secreto, não podia fazer nada para obter o resgate exigido pelos seus raptores, ela não podia pagar a sua vida a sua liberdade.

* Toda a humanidade se encontra na mesma condição.

* Leiam-me comigo o que diz o Salmista 49:8.
* O que diz São Paulo, Rom. 3:23; 6:23.

* A vida do homem foi colocada em penhora por causa da cobiça, do pecado e não pode ser resgatada, o ser humano não pode reaver o que é seu por meios próprios.

* Porque a vida só pode ser resgatada com o mesmo valor: VIDA.

* Dado que todos penhoraram a vida. Não há vida, não há preço para a vida.

2. Alguém pode pagar o resgate.

* Mas a Biblia proclama a Boa Nova. Alguém pôde pagar o resgate ! O Unico que o podia fazer, fê-lo cheio de amor, mas pagando um preço infino: Jesus Cristo, O UNICO.

* Certamente as palavras mais sublimes que descrevem este resgate, foram ditas por Isaías, o profeta: Is. 44:21,22.

* Um grito de alegria se ouve: Jesus salva, e “Em nenhum outro há salvação, pois também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” Act. 4:12

* Muitas pessoas não compreendem, muitos não entendem porque razão só Jesus pôde resgatar:

- Porque não um ser de um outro mundo que não tenha pecado ?
- Ou um santo anjo ?
- Ou mesmo o Espirito Santo ?

* Porque razão Jesus é o Unico que pôde pagar o preço e ser realmente o Salvador da Familia humana ?

* A resposta está num texto já lido: Isaías 44:21,22 “Eu te formei...eu te remi”.

* Estas duas declarações vão a par, são inseparáveis. Elas explicam porque Cristo, e somente Ele, pode salvar.

* Jesus é o Unico Salvador porque Ele é o Unico Criador.

* Não nos podemos salvar porque não nos fizemos a nós próprios, e pela mesma razão nenhum homem ou mulher pode salvar o seu irmão.

* O Criador assume a responsabilidade das faltas das criaturas que Ele formou. Por direito ela deviam ser imputadas exclusivamente ao homem: Galatas 6:7.

* Esta é a justiça, e se Deus a exercesse sem misericoridia, não tinhamos porque nos lamentar, ou a quem criticar senão a nós próprios.

* A minha mãe tinha o habito de citar um velho provérbio: “ Assim como fizeres a cama, assim nela te deitarás.”

* Mas Deus é amor, e o amor vai para além das exigencias e da justiça: citar João 3:16.

* Realmente queridos irmãos quando pensamos na maneira como o homem tem tratado Deus e os seus próprios semelhantes, como se tem destruido a si mesmo, vemos claramente que não foi a justiça, mas o amor, e o amor unicamente que fêz com que o Filho de Deus, deixasse o trono da Glória para vir a este vale de dôr, de lagrimas, de tragédia e de morte, para salvar o homem caído.

* Por isso gosto muito de ler São João 1:10,14.

* No horizonte da humanidade só duas possibilidades se apresentavam: 1) Cristo podia deixar morrer o homem nos seus pecados, 2) ou então descer sobre a terra como um de entre nós, viver sem pecado, e morrer pelas suas transgressões. Ele decidiu pela segunda alternativa.

“Ele foi tratado como nós o mereciamos afim que nós sejamos tratados como Ele o merece. Ele foi condenado pelos nossos pecados, dos quais não participou, afim que sejamos justificados pela Sua justiça, à qual não tinhamos nenhum direito. Ele sofreu a nossa morte, para que nós possamos receber a vida que está nEle.”
Testemunhos para a Igreja vol. 1, p. 265 (frances).

3. Um resgate ilimitado.

* Voltemos à historia da Barbara Mackle. Um telefonema de um dos raptores informou o pai que uma mensagem datilografada tinha sido escondida na sua propriedade, essa mensagem dava todas as indicações em relação ao dinheiro e como se procederia à libertação da jovem. Eis o que dizia a mensagem:
“ Estimado senhor, temos a vossa filha em nosso poder, ela será liberta em troca de um resgtate de um milhão de dolares. Ela está sã e salva, ainda que se encontre numa posição extremamente penosa...numa caixa enterrada no meio de um terreno deserto e impossivel de encontrar. Ela tem alimentos e agua para 7 dias, depois desta data a energia que lhe fornece ar e luz será curtada...depois mencionavam os valores das notas e a data...etc.
Depois de ter tudo pronto, deve anunciar em varios jornais a seguinte mensagem: querida, rogo-te que voltes para casa...etc.

Entretanto a policia soube do que se estava a passar, e na altura em que o pai depositava o dinheiro no lugar combinado a policai apareceu. Mas a unica coisa que conseguiu foi interceptar o dinheiro.

Eles telefonaram para um pastor de uma igreja evangelica...e finalemente as coisas foram feitas como eles exigiam e ela foi liberta. Que alegria !

* A palavra resgate aparece varias vezes no Novo Testamento: Mat. 20:28; Marc.10:45; 1ºTim.2:6.

* O resgate da menina foi em troca de dinheiro. O resgate do ser humano, foi muito mais elevado: 1Ped. 1:18,19. “Sabendo que não foi com coisas corruptiveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, a qual por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o preciosos sangue de Cristo, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha.”

* O sangue de Cristo, tão precioso em consequencia da Sua vida sem pecado, é o resgate suficiente para todos, suficiente para todas as épocas do passado, do presente e do futuro.

* Quando Paulo e Silas na prisão oravam e cantavam hinos a Deus, “ e os outros presos os escutavam.”

* Quando veio um terremoto tão grande que os alicerces do carcere se moveram.

* Quando o carcereiro viu as portas das prisões se abriam e os grilhões de todoscaiam.

* Temendo que os prisioneiros fugissem, temendo pela sua vida. Tirou a espada e quis matar-se.

* Ele que estava numa posição de força estava agora numa posição de fraqueza.

* Deus amava Paulo e Silas, mas tinha um grande amor por aquele carcereiro. Deus ama aqueles que se consideram seguros.

* Deus ama aqueles que tem tudo para se sentirem seguros.

* Mas Deus na Sua misericordia, permite que estes homens caiam na fraqueza real que é a fraqueza humana, para poder dizer: “ Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo.” Act. 16:31.

* O carcereiro teve fé. Quer dizer aceitou o sacrificio de Jesus. Teve consciencia que não há segurança sem Jesus.

Experiencia: Um grande evangelista ilustrava o que é a fé, contando a sua própria experiencia. Ele quando menino gostava de seguir o seu pai por toda a parte, uma vez era noite e não havia luz, o pai desceu os degraus que levavam à cave.
- Pai acende a luz para eu descer.
- Nâo filho, salta na direcção da minha voz e eu seguro-te.
O menino não distinguia nada no escuro, tinha medo.
- Não te preocupes, salta, eu estou aqui e seguro-te, não precisas de me ver. Basta que saltes e eu seguro-te. Eu vejo-te.
Então o menino, perguntou:
- Paizinho, estás pronto ?
¬¬- Claro que sim. Salta !
O menino fechou os olhos e saltou. O pai segurou-o fortemente.

* Se o menino tivesse ficado no alto da escada, a raciocinar será que o meu pai está lá ? Será que ele cuidará de mim ? Será que ele terá suficiente força ?

* Ainda hoje lá estaria. Mas nunca teria aprendido o que significa confiança, nunca teria tido uma relação de amor profundo como teve ao confiar plenamente no seu pai.

* A salvação é uma operação de resgate. Todos conhecemos ou temos ouvido falar em operações de resgate.

*Experiência pessoal: Não há muito tempo aventurei-me a nadar sem olhar a distância, dava braçadas vigorosas a maré estava a descer e rápidamente distanciei-me da praia umas centenas de metros. Quando tentei regressar percebi que não tinha forças, comecei a boiar de costas para recuperar energia suficiente para combater o ímpeto do mar que me levava para mais longe. Todos os meus esforços resultavam em perda de força e distanciar-me da praia cada vez mais. Eu sentia orgulho, a minha família estava na praia eu nadava bem e não queria cair na humilhação de pedir socorro. Assim, continuei a lutar até que sem forças mal me sustinha à superfície. Decidi que não era momento apropriado para manter aquela atitude e comecei a fazer gestos desesperados. Em poucos minutos 4 nadadores-salvadores rodearam-me e trouxeram-me para terra firme. Estava finalmente resgatado, não salvo, mas na condição para ser salvo. Foi necessário algumas manobras para que a água que eu tinha engolido saísse, outras manobras de reanimação, massagens cardíacas. Finalmente, estava salvo.

* O que é resgatado é-lhe exigido fé. É o que salva que dirige os movimentos.

* Confia porque se meteu em apuros que não pode sair sem ajuda, a confiança é atitude correcta de quem se arrepende e não há salvação sem genuino arrependimento.

* Arrependimento é um sentimento de mágoa por se ter ofendido Deus.

* Arrependimento é o reconhecimento de ter transgrdido a Santa Lei de Deus, tal como foi escrita pelo Seu próprio Dedo.

* Arrependimento é a consciencia de se ter valorizado o ego, os seus desejos em detrimento da vontade soberana de Deus.

* Arrependimento é um desejo profundo de querer que Deus reine no céu e na terra.

* Arrependimento é viver com Jesus e para Jesus. Galatas 2:20.

Conclusão: O que significa que o arrependimento dá-nos uma esperança segura na salvação.

* No presente partilhamos do ambiente poluido contaminado por um Inimigo em revolta contra Deus.

* Mas nesta esperança vivemos a certeza que em breve e finalmente seremos libertados !

* Barbara Mackle pode dar-nos uma ideia, imaginemos o seu sentimento quando foi liberta e pode abraçar a sua mãe e o seu pai ?

* Ela tinha estado na sepultura, ela experimentou a morte psiquica e emocional.

* Que sentiremos quando enfim formos libertados desta prisão escura que é o pecado ?

* Quando o resgate foi pago. O FBI, recebeu um telefonena anonimo, a dizer onde se encontrava a jovem.

* De repente Barbara começou a ouvir barulho sobre a caixa prisão. Ela disse: “ Retive a respiração... era verdade, alguém estava ali para me salvar”

* A Policia telefonou para os pais, dizendo que a filha tinha estado prisioneira a mil Kms de distancia, mas agora estava salva.

* A unica coisa que os pais puderam dizer foi: “Deus vos abençoe, Deus vos abençoe !”
* Como será o dia da vitória final, Jesus em Glória, que se aproxima para nos libertar. Quais seão os nossos sentimentos, quando ouvirmos a trombeta de Deus e a voz de Jesus a chamar os mortos ?

* Que glória será ver o Sol da Justiça ?

* Ver Aquele Ser tão amado que veio a este mundo para nos resgatar ?

* Todos gritaremos: Isaias 25:9

12/07/10

COMO COMPREENDER O SANGUE E A SALVAÇÃO NA BÍBLIA?

Esta é talvez a verdade mais difícil do ser humano aceitar, a de que a vida de uma vítima inocente seria sacrificada em nome do culpado. Para entender isto completamente nós precisamos voltar para o jardim do Éden no Livro de Génesis.

1. Adão Entrega a Coroa Para o Diabo.
O Senhor criou o homem à Sua imagem. Não porque Deus se parece um homem ou com uma mulher. De acordo com Lucas 24:39, Deus não tem um corpo mas Ele é um Espírito eterno. (João 4:24). Adão e Eva foram criados como seres de natureza espiritual, imortais, eternos. Naquele estado, era impossível para eles deixarem de existir. Adão teve domínio absoluto e autoridade com só uma restrição, não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal. Tudo o que voou, nadou, e rastejou estava debaixo do domínio de Adão. Quando a serpente entrou no jardim, também estava debaixo dos pés da autoridade de Adão. Adão permitiu esta serpente (Heb. Nachash, "o envenenador" ) dialogar com a mulher (sua esposa) que é proibido nas Escrituras. Nem sequer Cristo falou com o diabo, pois isso o sujeitaria à vontade ao diabo.

Naquele estado perfeito de controle e domínio, Adão permitiu que a sua esposa dialogasse com esta criatura que estava debaixo de sua autoridade, a qual chamou a Deus de mentiroso, e em nenhum momento, em quaisquer dessas fases do pecado, Adão notou que os seus olhos e os de sua esposa estavam sendo abertos. É importante a nota de que ele não estava neutro, escolhendo a fruta, mas estava "com ela" quando ela foi enganada:

Gén 3:6 "E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela."

Paulo, o apóstolo, deixou também muito claro que Adão não foi enganado:

1 Tim 2:14 "E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão."

Adão soube exactamente o que ela estava fazendo, e como ela escolheu pecar, Adão que estava com ela também escolheu pecar e morrer por causa do amor dele para com sua mulher (um tipo de Cristo). Mas fazendo isto, ele deu literalmente ao diabo a coroa de poder espiritual e de domínio que ele possuiu anteriormente, e colocou isto na cabeça do Nachash. À partir daquele instante, a morte e Satanás passaram a dominar legalmente. Neste ponto, em 2 Cor 4:4, Satanás é denominado como o "deus deste mundo". A palavra 'mundo' no grego é interessante, significa "cosmos" que literalmente significa "o sistema mundial". Alguém pode perguntar, "Onde, na Escritura diz que Adão deu a coroa de autoridade ao diabo? " A resposta está na tentação de Jesus em Lucas 4:

Lucas 4:5-8 "E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero. Portanto, se tu me adorares, tudo será teu. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te para trás de mim, Satanás; porque está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás."

2. O Plano de Deus.
Assim o mundo inteiro ficou desesperadamente mergulhado em escuridão e morte. Embora Adão e Eva só houvessem morrido fisicamente muitos anos depois, foi a morte espiritual que veio primeiro, como Deus os tinha advertido, "no dia em que dela comeres, certamente morrerás.". Morte significa separação de Deus. Eles não conheciam a morte, mas eles souberam que Deus havia dito "Não" e quando eles desobedeceram a Deus, a morte passou a reinar em seus espíritos e corpos. Seus espíritos eram a parte eterna, e a parte deles que tomou conhecimento de Deus, estavam agora cheios de escuridão e de morte reinando neles, contudo em Génesis 3, onde a queda aconteceu, no verso 15 Deus dá a primeira luz de profecia messiânica onde ele prediz "Aquele que virá" (Heb. Haba):

Gén 3:15 "E porei inimizade (guerra) entre ti (Satanás) e a mulher (o Israel), e entre a tua semente (Género humano) e a sua semente (Messias); esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar."

Este verso é muito importante para se lembrar, porque é a primeira menção da linha de escarlata da redenção de Deus, e de como as promessas são reveladas ao longo da história de Israel (O Antigo Testamento) e termina na cruz do Calvário, quando o sangue do Cordeiro de Deus é derramado. Assim Génesis 3:15 é o ponto de partida, quando Deus lança de Sua primeira promessa d'Aquele que um dia virá, o Messias, que transformará tudo. Em todas as épocas, as pessoas estavam a esperar por Ele.

Assim, Adão e Eva ao desobedecer, mergulharam todo o género humano em escuridão, e trazendo neles a natureza caída, e tudo aquilo que a árvore personificava, que era a natureza rebelde de Satanás. Daquele ponto em diante é o epitáfio da humanidade:

Isa 53:6 Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.

Rom 3:23 Tudo pecaram destituídos estão da glória de Deus.

O género humano inteiro é categorizado como esses, que buscam o seu próprio caminho. Em Romanos 8:2 Paulo fala sobre "a lei espiritual de pecado e morte". Assim quando Adão e Eva pecaram, naquele momento eles estavam nus, perdidos, em total escuridão e mortos espiritualmente, eles estão limitados, e em um novo reino, escravos dos seus desejos e com a natureza rebelde de Satanás a habitar neles. Mas neste momento algo acontece.

3. O Sangue.
Neste momento Deus lhes dá vestes, através do sangue de um animal inocente:

Gen 3:21-24 "E fez o SENHOR Deus a Adão e à sua mulher túnicas de peles, e os vestiu. Então disse o SENHOR Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente, o SENHOR Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra de que fora tomado. E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida."

Note que Ele os vestiu com túnicas de "pele", e que houve um sacrifício para vestir a ambos. A palavra vestidos fala de expiação pelo sangue. Eles nunca tinham visto qualquer coisa morrer, e eles viram Deus, o doador da vida, sacrificando uma vida, porque quando Deus os vestiu, Ele tinha sacrificado um animal inocente para fazer isto, e eles souberam que a partir daí, eles só poderiam se aproximar de Deus somente através do sangue de um substituto, porque este substituto era um tipo do Cordeiro de Deus que estava por vir. Deste ponto em diante, qualquer pessoa só pode se aproximar de Deus pelo sangue. Este seria o meio de redenção. Sem o sangue não havia nenhum outro meio possível para o homem ser salvo. Não importa quão bom ele seja.

Lev 17:11 "Porque a vida da carne está no sangue; pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que fará expiação pela alma."

Sangue (Heb. dam) é vida, e a vida é o sangue. Quando o sangue é derramado, uma vida é derramada. O sangue se torna o veículo de redenção ao longo da Bíblia inteira. Se você não puder entender o sangue, você não pode entender a Jesus. Jesus não veio curar o doente, Ele fez isto com sua vida. Ele veio e determinou a si mesmo, ir para Jerusalém, e morrer. Jesus disse, "Para esta causa eu vim."

João 10:18 "Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai."

Jesus veio por uma razão, derramar o sangue dele. Lembre-se, Jesus veio restaurar o que Adão e Eva haviam perdido.

1 Cor 15:21-22 "Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo."

Quando João Batista viu Jesus, ele disse, "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo ". Por que João chamou Jesus de O Cordeiro de Deus? Porque o cordeiro era o animal cujo sangue foi derramado em lugar do pecador. Todo ser humano era culpado de pecar e o salário do pecado é a morte, e plano de Deus era que o sacrifício de um inocente sem pecado cobriria a culpa de muitos pecadores.

Deus é santo. O Céu é santo. Tudo o que está perfeito e justo na presença de Deus. Adão e Eva deveriam ter sido destruídos pelo anjo do juízo de Deus, "O Querubim," contudo as suas espadas foram suspensas porque Deus, em Seu amor lhes permitiu contemplar o sangue precioso. Veja a espada de juízo descendo sobre Adão e Eva, e no último momento, Deus revela que, em sua omnisciência, já havia preparado um substituto de forma que a espada pararia o seu curso e cairia sobre ele. Cai sobre aquele substituto toda a justiça, e Adão e Eva poderiam ir livres. Pense nisto como uma dívida, e que era tempo da dívida ser paga, e no último minuto alguém paga isto por completo.

Mas há algo mais que Deus quer que o homem saiba sobre o sangue.

4. O Sangue - Um Significado mais Profundo.
Quando nós olhamos Génesis 9, precisamos nos lembrar de que Deus instituiu um plano, chamou o plano de redenção pelo sangue, e nós vamos começar a ver sangue por todo o Antigo Testamento. Desde o princípio, haviam aqueles que não concordaram e chamaram isto de "a religião do matadouro" , mas Deus ainda está advertindo do mesmo modo que ele advertiu Caim. Assim, vemos o sangue ao longo do Antigo Testamento em todos os lugares. Em certos momentos durante a celebração da Páscoa haviam mais de 250.000 cordeiros sacrificados por todos os lados, com sangue, por todo o Templo, e fluiu tanto sangue como o riacho Cedron, que foi chamado de uma "visão horrorizante." Vendo o cordeiro que em casa, se tornou um animal de estimação por quatro dias, e depois, assistir a isto: golpes e gritos, e então ele é sido sacrificado na presença da família, e para as crianças era uma lição, um legado que as marcaria para sempre.

Pode nos fazer encolher, ver uma garganta de animais ser cortada, mas é a nossa garganta que merecia ser cortada. Aquele animal estava nos representando. Deus nos amou, e por sua graça, proveu para nós um meio pelo qual a sua justiça seria completamente satisfeita, e não seria executada em nós. Deus tinha permitido que a medida da sua justiça se completasse nisto, não um pouco, mas completamente. O substituto "suportaria" o juízo que pertenceu ao pecador, e "identificaria com a sua condição ", porque, literalmente "se fez pecado " Deus só pretendia que os pecados do povo estivessem nele, mas aquele animal aos olhos de Deus se tornou a mesma natureza pecadora odiada, e o juízo cheio de Deus caiu sobre ele. Lembra-se do que a Escritura diz de Jesus?

2 Cor 5:21 " Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus."

Jesus não suportou somente um pouco dos nossos pecados, mas, Ele se tornou a mesma coisa pútrida, odiada que havia dentro de Adão, e que o separou de Deus. Quando Cristo se tornou pecado e se identificou completa e totalmente com a condição de homem caído, Ele não suportou somente os nossos pecados, mas, Ele suportou toda a natureza do pecado, e Ele a suportou para se identificar completamente com a nossa condição. E quando Cristo se identificou com a nossa condição, Ele se tornou o "objecto da Ira ". Todo o juízo de Deus foi posto n'Ele, e por isso não é nenhuma maravilha que Jesus bradou em alta voz , " Eli, Eli, sabactâni" o que significa "Meu Deus, Meu Deus, por que me desamparaste?" porque Ele literalmente se tornou pecado para o mundo. Todo pecado, passado, presente, e futuro, todo pecado que foi ou que será, estava naquele instante sobre Ele.

1 Cor 15:21-22 "Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo."

Assim, ao longo do Antigo Testamento, quando eles sacrificavam um cordeiro, quando a penalidade recaía completamente no substituto inocente, e o homem, que era o verdadeiro culpado, já não era nenhum pouco culpado, porque o preço do pecado foi pago. Ele poderia proclamar que ele estava perdoado, e que a dívida foi liquidada, até que pecasse novamente, e então ele viria novamente a cada vez, e uma vez por ano no Yom Kippur, onde todos os pecados da nação eram expiados. Claro que isto era ano a ano, todos os anos, até que veio o Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, e levou o pecado para sempre.

5. Restrições do Sangue.
Como nós vemos em Génesis 9, notamos que depois do dilúvio Deus permitiu que o homem comesse carne animal. Noé e sua família (8 pessoas) sobreviveram ao dilúvio. Noé fez um sacrifício, e então Deus disse:

Gén 8:20-9:3 "E edificou Noé um altar ao SENHOR; e tomou de todo o animal limpo e de toda a ave limpa, e ofereceu holocausto sobre o altar. E o SENHOR sentiu o suave cheiro, e o SENHOR disse em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice, nem tornarei mais a ferir todo o vivente, como fiz. Enquanto a terra durar, sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite, não cessarão.
E abençoou Deus a Noé e a seus filhos, e disse-lhes: Frutificai e multiplicai-vos e enchei a terra. E o temor de vós e o pavor de vós virão sobre todo o animal da terra, e sobre toda a ave dos céus; tudo o que se move sobre a terra, e todos os peixes do mar, nas vossas mãos são entregues. Tudo quanto se move, que é vivente, será para vosso mantimento; tudo vos tenho dado como a erva verde."

Note que Deus permitiu que o homem comesse carne animal. Até então eles eram vegetarianos. Mas, note que Deus começa a dar instruções restritivas, com relação ao sangue:

Gen 9:4 " A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis."

Gen 9:6 " Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem."

Desde então, o sangue não poderia ser comido, e nem poderia ser derramado. Também em Levítico:

Lev 17:10 " E qualquer homem da casa de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam entre eles, que comer algum sangue, contra aquela alma porei a minha face, e a extirparei do seu povo."

Lev 7:26-27 " E nenhum sangue comereis em qualquer das vossas habitações, quer de aves quer de gado. Toda a pessoa que comer algum sangue, aquela pessoa será extirpada do seu povo."

Por que Deus deu ordens tão restritas sobre não comer ou não derramar sangue? Porque o sangue era o instrumento de redenção. Era santo, rigidamente separado. Deus teve que dizer literalmente que Ele mataria qualquer um que comesse sangue. Ele santificou o sangue, e fez com que o sangue fosse assim limitado, para que em todo o mundo ele fosse tratado com reverência. Até mesmo durante o período menstrual da mulher, ela era considerada imunda, e não podia ser tocada nem sequer pelo seu marido, antes da sua purificação. Até mesmo após dar à luz, havia restrições por causa de contacto com o sangue.

Assim por que Deus pôs tal proibição no sangue? Por que Ele pôs tal restrição, em toda possibilidade de contacto com ele? Porque o sangue era o meio de redenção. O sangue não podia ser manuseado em qualquer outro contexto, a não ser o do sacrifício. Deus estabeleceu o sangue separadamente como uma coisa santa.

6. A Fé e o Sangue.
Não bastava só trazer uma vítima substituta. Era necessário derramar o seu sangue de modo correcto e colocar correctamente a sua gordura no altar. Lembra-se de Abel e Caim? Caim ficou transtornado porque ele pensou ser uma pessoa melhor que seu irmão, e ainda mais, porque Deus aceitou o sacrifício de Abel. Caim era uma pessoa melhor que Abel em todos os sentidos, afinal de contas, ele apareceu para trazer uma oferta primeiro. Ele mostrou o primeiro ato de devoção religiosa. Mas Abel que clama à Deus acerca da indignidade, aproximou-se dele com o sangue de um substituto. Qual seria justificado? Qual Deus aceitaria? Caim trouxe o fruto do solo. Caim trouxe o melhor das suas boas obras e foi rejeitado por Deus. Não há nenhuma boa obra em um homem apartado de Jesus Cristo. Abel soube que ele era indigno, e por isso que, pela fé ele trouxe um substituto. Note o que diz em Hebreus 11:

Heb 11:4 " Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala."

Não era porque ele trouxe do modo ritualmente correcto, fazendo a coisa certa, mas foi a atitude dele. Note que diz, "Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício mais excelente, " ele soube que ele merecia morrer e que o Senhor na Sua misericórdia, proveu um substituto para ele. Era a condição do coração. Não era o ato cerimonial do Antigo Testamento que justificava e trazia perdão, mas a aceitação do ritual adicionada à fé.

Somente o Ritual, com a atitude errada nunca foi aceito. Lembra-se quando Jesus condenou as cerimónias e tradições dos fariseus? Imagine que o Messias a tanto esperado, tinha finalmente chegado à Israel e os líderes do Judaísmo estavam tão endurecidos e cegados em seus costumes, que eles perderam tudo completamente. Jesus disse a eles, "Não me verás novamente até venha a dizer, Bendito é Aquele que vem em nome do Senhor ".

É duro para a pessoa religiosa, que dedica-se severamente aos seus rituais e obras de caridade, aceitar o fato de que Deus aceita o mais miserável pecador, que, porém, vem com um coração justo, um coração de fé. O amor de Deus cobre uma multidão de pecados.

Ao longo de toda a história, e igualmente hoje, é a atitude de fé que o Senhor deseja. É um coração que verdadeiramente acredita nas promessas de Deus, não importando o quão ruim ele tenha sido. Não importa qual a profundidade do pecado no qual ele tenha caído.

Quando um Israelita trazia um cordeiro, Deus não queria apenas a cerimónia. Ele não queria um ritual formal. Ele queria um coração confiante nas promessas mantidas por Deus. É por isso que o louvor era sempre uma parte do sacrifício. Você não pôde louvar a Deus verdadeiramente, de coração, a menos que você soubesse que foi perdoado.

Se você fosse bater o ombro de um dos Israelitas ao altar e lhe perguntar, "Por que você está aqui?" Se ele era um homem de fé ele diria: "porque eu sou um pecador e mereço morrer, mas o Senhor meu Deus, Bendito seja, me deu um meio, chamado de Sua Lei, e de acordo com a lei cerimonial, este animal, quando eu coloco minha mão em sua cabeça, torna-se eu, e eu me torno tão inocente como ele é, e a sua inocência torna-se minha, o meu julgamento torna-se dele, e quando eu o mato, eu percebo que era eu quem deveria ser morto, mas por causa daquilo que Deus disse, eu sou perdoado".

Sempre haviam essas pessoas que, há pouco passaram por estes sinais, e nunca compreenderam a misericórdia de Deus. Eles levavam o animal como perfeitamente justos, punham as suas mãos como justos, cortavam sua garganta como justos, punham seus pedaços no altar como justos, e olhavam para o sujeito ao lado vendo suas falhas, porém o coração estava errado, e ele então, era rejeitado por Deus. O olho desnudo mostra apenas duas pessoas idênticas, porque nós olhamos o exterior, porém, Deus vê o interior.

Jesus falou acerca desses dois homens. Um construiu a sua casa em uma fundação de pedra e o outro construiu a sua em uma fundação de areia. Ambas as casas eram iguais, contudo elas foram construídas em duas fundações diferentes. Mas você não percebe, até que vem o juízo.
A Fé age simplesmente pelas promessas de Deus. "Eu acredito no que Tu dizes e eu recebo Teu perdão.

Heb 11:1 "ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem."

06/07/10

DEUS EXISTE?

O fato da existência de Deus é tanto o ponto de partida lógico como o escriturística de um estudo sistemático da doutrina da Bíblia. É o ponto de partida lógico porque o fato da existência de Deus supõe a todas as outras doutrinas da Bíblia. Sem a existência de Deus todas as outras doutrinas da Bíblia seriam sem sentido. É o ponto de partida escriturística porque disso nos capacita o primeiro verso da Bíblia. “No princípio criou Deus os céus e a terra.” Génesis 1:1
I. A existência de Deus está assumida na Bíblia.
A Bíblia principia por assumir e declarar a existência de Deus sem empreender prová-la. Isto é um fato digno de nota. Ao comentá-lo, diz J. M. Pendleton em "Christian Doctrines": "Moisés, sob inspiração divina, teve, sem dúvida, as melhores boas razões para o curso adotado por Moisés; a saber:
1. ISRAEL, EM CUJO BENEFÍCIO MOISÉS ESCREVEU PRIMÁRIAMENTE, JÁ CRIA EM DEUS
Daí, o propósito de Moisés, que foi mais prático que teológico, não erigiu uma discussão de provas da existência de Deus.
2. AS EVIDÊNCIAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS SÃO VISÍVEIS E VIGOROSAS
Assim, foi necessário, mesmo para a raça humana como um todo, que um discurso prático tratasse das evidências da existência de Deus. Mas o nosso estudo é teológico bem como prático; logo, é-nos oportuno notar estas evidências visíveis e vigorosas. Elas nos vêem da:
(1) Criação Inanimada
A. A matéria não é eterna e, portanto deve ter sido criada.
George McCready Price, autor de "Fundamentals of Geology" e outros livros científicos, diz: "Os fatos da radioactividade proíbem muito positivamente a eternidade passada da matéria. Daí, a conclusão é silogística: a matéria deve ter-se originado ao mesmo tempo no passado..." (Q. E. D., pág. 30). O Professor Edward Clodd diz que "tudo aponta para uma duração finita da criação atual" (Story of Creation, pág. 137). "Que a forma presente do universo não é eterna no passado, mas começou a ser, atesta-nos não só a observação pessoal senão também o testemunho da geologia" (A. H. Strong Sistematic Theology, pág. 40).
B. A matéria deve ter sido criada por outro processo que não os naturais; logo, a evidência de um criador pessoal.
Diz o Prof. Price.: "Há uma ambiguidade de evidência. Tanto quanto a ciência moderna pode lançar luz sobre a questão, deve ter havido uma criação real dos materiais de que se compõe o nosso mundo, uma criação inteiramente diferente de qualquer processo agora em voga, tanto em qualidade como em grau". (Q. E. D. pág. 25). A origem das coisas não se pode computar sobre uma base naturalística. Buscando assim fazer, Darwin foi obrigado a dizer: "Estou num lamaçal desesperado." Alguém podia falar tanto de livros serem escritos pelas leis da soletração e da gramática como do universo ser feito pela operação de mera lei.
Assim está a Bíblia de inteiro acordo com os achados da ciência moderna quando ela declara: "No princípio Deus criou os céus e a terra." (Génesis 1:1).
(2) Criação Animada
A. A Matéria viva não pode provir da não-viva.
Escrevendo no "London Times", disse Lord Kelvin: "Há quarenta anos perguntei a Liebig, andando nalgum lugar pelo campo, se ele acreditava que o capim e as flores que víamos ao nosso redor cresciam por meras forças químicas". Ele respondeu: "Não mais do que eu podia crer que um livro de botânica que as descrevesse pudesse crescer por meras forças químicas". Numa prelecção perante o Instituto Real de Londres, Tyndall afirmou candidamente os resultados de oito meses de árduos experiências como segue: "Do princípio ao fim do inquérito não há, como vistes, uma soma de evidência a favor da doutrina de geração espontânea... Na mais baixa como na mais elevada das criaturas organizadas o método da natureza é: que a vida será o produto de vida antecedente". O Professor Conn diz: "Não há a mais leve evidência de que a matéria viva possa surgir da matéria morta. A geração espontânea está universalmente vencida" (Evolution of Today, pág. 26). E o Sr. Huxley foi forçado a admitir: "A doutrina que a vida somente pode vir da vida está vitoriosa em toda a linha" (The Other Side of Evolution, pág. 25).
B. Desde que a matéria não é eterna, a vida física, que envolve a matéria viva, não pode ser eterna.
O fato de a matéria não ser eterna proíbe a suposição que a vida física é o resultado de uma série infinita de gerações. E desde que, como vimos, a matéria não pode provir da não-viva, somos forçados a aceitar o fato de um criador pessoal, não-material.
(3) A Consciência Humana
Para fins práticos, a consciência pode ser definida como a faculdade ou poder humano de aprovar ou condenar suas acções numa base moral. O apóstolo Paulo, um dos maiores eruditos do seu tempo, afirmou que os pagãos, que não tinham ouvido de Deus ou de Sua lei, mostravam "a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência e seus pensamentos, ora acusando-se, ora defendendo-se" (Romanos 2:15). Paulo assim afirmou de homens que não aprenderam de um padrão moral autorizado e tinham um senso comum do direito e do errado. Eruditos modernos nos dizem que os povos mais rudimentares da terra têm consciência.
Não se pode dizer, portanto, que o homem tem consciência por causa dos ensinos morais que ele recebeu. Não se pode duvidar que a instrução moral aguça a consciência e faz sua sensibilidade mais pungente; mas a presença da consciência no pagão ignorante mostra que a educação moral não produz consciência.
A consciência, então, nos capacita da existência da lei. A existência da lei implica a existência de um legislador; logo a consciência humana atesta o fato da existência de Deus.
(4) Ordem, Desígnio e Adaptação no Universo,
Ordem, desígnio e adaptação permeiam o universo. "Desde que a ordem e a colocação útil permeiam o universo, deve existir uma inteligência adequada para dirigir esta colocação a fins úteis" (Strong, Systematic Theology, pág. 42).
Vemos ordem maravilhosa nos movimentos dos corpos celestes. Observamos desígnio admirável no fato de o homem respirar ar, tira muito do oxigénio e devolve o ar carregado de dióxido de carbono, que é inútil ao homem. As plantas, por sua vez, tomam o dióxido de carbono, um alimento essencial da planta, do ar, e deitam oxigénio. Temos admirável adaptação no ajuste do homem para viver sobre a terra e no ajuste da terra para lugar de habitação do homem.
Tudo disto evidencia um criador inteligente. É o suficiente para convencer a quaisquer cujas mentes não estão cegadas pelo preconceito. Alguém podia crer do mesmo modo que é por acidente que os rios nos países civilizados banham povoações e cidades como crer que a ordem, o desígnio e a adaptação no universo são produtos de mero acaso.
(5) A Bíblia
A referência aqui não é ao testemunho da Bíblia concernente à existência de Deus. É ilógico dar a autoridade da Bíblia como prova da existência de Deus, porque a autoridade da Bíblia implica a existência de Deus. Semelhante curso vale por perguntar a pergunta: Mas referimos aqui a:
A. A natureza do conteúdo da Bíblia
Bem falado foi que a Bíblia é um livro tal que o homem não o podia ter escrito, se o quisesse, como não o teria escrito, se pudesse. Ela revela verdades que o homem, deixado a si mesmo nunca podia ter descoberto. Uma discussão mais ampla desta fato virá no próximo capítulo. E, se o homem pudesse, porque escreveria ele um livro que o condena como criatura pecaminosa, falida, rebelde, merecendo a ira de Deus? É da natureza humana condenar-se assim a si mesma?
B. A profecia cumprida
O cumprimento minucioso de dezenas de profecias do Velho Testamento está arquivado em o Novo Testamento, o qual traz a evidência interna de uma história verosímil. O cumprimento da profecia evidencia um ser supremo que inspirou a profecia.
C. A Vida de Jesus
Aceitando o testemunho do Evangelho como possuindo as credenciais de uma história verosímil, vemos em Jesus uma vida singular. Nem a hereditariedade, nem o ambiente, as duas forças naturais na formação do carácter, podem dar conta de Sua vida. Assim temos evidência de um ser divino que habitou Jesus.
D. A Ressurreição de Jesus
A ressurreição de Jesus, como um fato sobrenatural e bem atestado mostra que Ele era divino. Temos assim subsequente evidência de que há um ser divino.
Prova da ressurreição de Jesus. Depois de ouvir uma conversação num trem entre dois homens que discutiam a possibilidade de ser enganado sobre a ressurreição de Jesus, W. E. Fendley, advogado de Mississippi, escreveu um artigo que foi publicado no "Western Recorder" de 9 de Dezembro de 1920. Ele abordou a matéria como advogado e deu as três seguintes razões para negar a plausibilidade da sugestão que o corpo de Jesus foi roubado: (1) "Não era ocasião oportuna para roubar o corpo". O fato que três festas judaicas ocorreram no tempo da crucificação certifica que as ruas de Jerusalém estariam cheias de gente. Por essa razão o Sr. Fendley diz que não era boa ocasião para roubar-se o corpo. (2) "Havia cinco penalidades de morte ligadas ao roubo do corpo e nenhuma delas foi imposta ou executada". As penalidades são dadas como sendo: primeira, por permitir que o selo fosse rompido; segunda, por quebrar o selo; terceira, por roubar o corpo; quarta, por permitir roubar o copo; quinta, por dormir quando em serviço. (3) "Nego outra vez o alegado sobre o fundamento de testemunho premeditado e não premeditado." E então ele mostra como os soldados vieram do sepulcro e disseram que um anjo os expulsara de lá e que, quando questionados pelos fariseus, disseram que o corpo de Jesus fora roubado enquanto eles, soldados, dormiam.
O Sr. Fendley prossegue dando cinco pontos que se devem crer para aceitar este relatório dos soldados, que são: (1) "Devem crer que sessenta e quatro soldados romanos sob pena de morte dormiram todos de uma vez". (2) "Devem aceitar o testemunho dos pessoas estremunhas". (3) "Devem crer que os discípulos, que estavam tão medrosos, todos de uma vez se tornaram tremendamente ousados". (4) "Outra vez, devem crer que os ladrões tiveram bastante tempo de dobrar as roupas mortuárias e colocá-las cuidadosamente de lado". (5) "Também devem crer que esses discípulos arriscariam as suas vidas por um impostor defunto, quando o não fizeram por Salvador vivo".
3. O FATO DA EXISTÊNCIA DE DEUS É ACEITO QUASE UNIVERSALMENTE
Isto se dá como a terceira razão que justifica o curso seguido por Moisés em assumir e declarar o fato da existência de Deus sem oferecer quaisquer provas. Os raros que negam a existência de Deus são insignificantes. "As tribos mais baixas tem consciência, temem a morte, crêem em feiticeiras, propiciam ou afugentam maus destinos. Mesmo o fetichista, que a uma pedra ou a uma árvore chama de um deus, mostra que já tem a ideia de Deus" (Strong, Systematic Theology, pág. 31). "A existência de Deus e a vida futura são em toda a parte reconhecidas na África" (Livingstone).
Os homens sentem instintivamente a existência de Deus. Por que, então, alguns a negam? É por causa de falta de evidência? Não, é somente por não lhes agradar este sentimento. Ele os perturba na sua vida pecaminosa. Portanto, conjuram argumentos que erradiquem o pensamento de Deus de suas mentes. Todo ateu e agnóstico lutam, principalmente para convencer-se. Quando eles apresentam os seus argumentos a outrem, é em parte por um desejo de prová-los e em parte em defesa própria, nunca por um sentimento que suas ideias podem ser de qualquer auxílio a outros.
Um ateu é um homem que, por amor ao pecado, entremeteu-se na sua mente e a trouxe a uma condição de guerra com o seu coração em que a mente assalta o coração e tenta arrebatar dele o sentimento de Deus. O coração contra-ataca e compele a mente a reter o pensamento de Deus. A mente, portanto, está constantemente procurando argumentos para usar como munição. Ao passo que descobre esses argumentos, desfere-os contra o coração com o mais alto barulho possível. Isto é porque o ateu gosta de expor o seu pensamento. Está em guerra consigo mesmo e ela lhe dá confiança quando ele ouve os seus canhões dispararem.
Há evidências, contudo, de que a mente do ateu nunca está inteiramente vitoriosa sobre o seu coração. Hume disse a um amigo quando andavam numa noite estrelada: "Adão, há um Deus". Shelley, que foi excluído de Oxford por escrever um panfleto sobre a "Necessidade de Ateísmo", deliciou-se em pensar de um belo espírito intelectual permeando o universo. Voltaire, diz-se, orou numa tempestade alpina e, ao morrer, disse: "Ó Deus - se houver um Deus - tem misericórdia de mim". Portanto, pode-se concluir com Calvino: "Os que julgam rectamente concordarão sempre em que há um senso indelével de divindade gravado sobre as mentes dos homens."
Antes de passar adiante, presume-se bom notar as fontes desta crença quase universal na existência de Deus. Há duas fontes desta crença; a saber:
(1) A Tradição.
Cronologicamente, nossa crença em Deus vem da tradição. Recebemos nossas primeiras ideias de Deus de nossos pais. Não há dúvida que isto tem sido verdade de cada sucessiva geração desde o princípio. Mas não basta a tradição para dar conta da aceitação quase universal do fato da existência de Deus. O fato que somente uns poucos repelem esta aceitação (é duvidoso que alguém sempre a rejeite completamente) mostra que há uma confirmação íntima na crença tradicional da existência de Deus. Isto aponta-nos à segunda fonte desta crença, que é:
(2) Intuição.
Logicamente, nossa crença em Deus vem da intuição. Intuição é a percepção imediata da verdade sem um processo cônscio de arrazoamento. Um fato ou verdade assim percebidos chama-se uma intuição. Intuições são "primeiras verdades", sem as quais séria impossível todo pensamento reflectivo. Nossas mentes são constituídas de tal modo a envolverem estas "verdades primárias" logo que se apresentem as devidas ocasiões.
A. Prova que a crença quase universal em Deus procede logicamente da intuição e não de arrazoamento.
(a) A grande maior dos homens nunca tentou arrazoar o fato da existência de Deus, nem são capazes de semelhante arrazoamento, que servisse para lhes fortificar a crença na existência de Deus.
(b) A energia da crença dos homens na existência de Deus não existe em proporção ao desenvolvimento da faculdade raciocinante, como seria o caso se essa crença fosse primariamente o resultado de arrazoamento.
(c) A razão não pode demonstrar cabalmente o fato da existência de Deus. Em todo o nosso arrazoamento sobre a existência de Deus devemos começar com admissões intuitivas que não podemos demonstrar. Assim, quando os homens aceitam o fato da existência de Deus, aceitam mais do que a exacta razão os levaria a aceitarem.
B. A existência de Deus como "Verdade Primária".
(a) Definição. "Uma verdade primária é um conhecimento que, conquanto desenvolvido em ocasiões de observação e reflexão, delas não se deriva, - um conhecimento, pelo contrário, que tem tal prioridade lógica que deve ser assumido ou suposto para se fazer qualquer observação e reflexão possíveis. Semelhantes verdades não são, portanto, reconhecidas como primeiras em ordem de tempo; algumas delas assentam um tanto tarde no crescimento da mente; pela grande maioria dos homens elas nunca são conscienciosamente formuladas, de modo algum. Contudo, elas constituem a presunção necessária sobre a qual descansa todo outro conhecimento, tendo a mente não só a capacidade inata de envolvê-las logo que se apresentem as devidas ocasiões se não também o reconhecimento delas como inevitável logo que a mente principia a dar a si mesma conta de seu próprio conhecimento" (Strong, Systematic Theology, pág. 30).
(b) Prova. "Os processos do pensamento reflexivo implicam que o universo está fundado na razão e é a expressão dela" (Harris, Philosophic Basic of Theism). "A indução descansa sobre a presunção, como ela exige para seu fundamento, que existe uma divindade pessoal e pensante... Ela não tem sentido ou valía a menos que assumamos estar o universo constituído de tal modo que pressuponha um originador absoluto e incondicional de suas forças e leis... Analisamos os diversos processos do conhecimento nos seus dados sotopostos e achamos que o dado que se sotopõe a eles todos é o de uma inteligência auto-existente" (Porter, Human Intellect). "A razão pensa em Deus como existente e ela não séria razão se não pensasse em Deus como existente" (Dorner, Glaubenslehre). É por esta razão que Deus disse na Sua Palavra: "Disse o tolo no seu coração: Não há Deus" (Salmo 14:1). Só um tolo negará a existência de Deus. Alguns tolos tais são educados; alguns sem letra, mas, não obstante, são tolos, porque não tem conhecimento ou ao menos não reconhecem nem mesmo o princípio da sabedoria, o temor do Senhor. Veja Provérbios 1:7.
II. A existência de Deus não é demonstrável matematicamente, contudo, é mais certa do que qualquer conclusão da razão.
1. A EXISTÊNCIA DE DEUS NÃO É DEMONSTRÁVEL MATEMÁTICAMENTE.
A respeito de todos os argumentos a favor do fato da existência de Deus, diz Strong: "Estes argumentos são prováveis, não demonstráveis" (Systematic Theology, pág. 39). Lemos outra vez: "Nem pretendi que a existência, ainda a deste Ser, pode ser demonstrada como demonstramos as verdades abstractas da ciência" (Diman, Theistic Argument, pág. 363). Strong cita Andrew Fuller como questionando "se a argumentação a favor da existência de Deus não tem mais cépticos do que crentes"; e então acrescenta: "Tanto quanto isto é verdade, devido é a uma saciedade de argumentos e à noção exagerada do que se pode esperar deles" (Systematic Theology, pág. 40).
2. A EXISTÊNCIA DE DEUS, CONTUDO, É MAIS CERTA DO QUE QUALQUER CONCLUSÃO DA RAZÃO.
Leia o estudante novamente as citações dadas apara mostrar que a existência de Deus é uma "verdade primária", uma verdade que está assumida por todos no processo da razão, "O que nega a existência de Deus deve assumir, tacitamente, essa existência no seu próprio argumento, por empregar processos lógicos cuja validade descansa sobre o ato da existência de Deus" (Strong, Systematic Theology, pág. 33). É uma verdade axiomática que aquilo que é o fundamento de toda a razão é mais certo do que qualquer conclusão da razão. "Não podemos provar que Deus é, mas podemos mostrar que, em face de qualquer conhecimento, pensamento, razão do homem, deve o homem assumir que Deus é" (Strong, Systematic Theology, pág. 34).
3. A EXISTÊNCIA DE DEUS NÃO É O ÚNICO FATO QUE NÃO PODE SER DEMONSTRADO MATEMATICAMENTE.
Nenhum homem pode demonstrar a existência do tempo, do espaço, ou a realidade da matéria por um processo estritamente lógico. Não se pode demonstra nem a realidade de sua própria existência. Não podemos provar absolutamente que não é alucinação tudo quanto vemos, ouvimos e sentimos. Todavia, nós nos sentimos certos sobre essas coisas e pouca gente alguma vez pensou em discuti-las. Quem o faz é considerado um energúmeno. O mesmo séria sempre verdade do que questionasse a existência de Deus. Um agnóstico ou um ateu, para serem coerentes, teriam, de assumir a mesma atitude para com toda a verdade científica como a que assume para com a existência de Deus; porque todos os ramos da ciência devem confiar nas intuições da mente como o fundamento de toda a observação.
"A gente mais irrazoável do mundo é aquela que no sentido estreito depende unicamente da razão" (Strong). "A crença em Deus não é a conclusão de uma demonstração, mas a solução de um problema" (Strong); e esse problema é o problema da origem do universo. "O universo, como um grande fato, requer uma explanação racional e ... e a explanação que se pode possivelmente dar é essa fornecida na concepção de um tal Ser (como Deus). Nesta conclusão a razão descansa e recusa-se a descansar em qualquer outra" (Diman, Theistic Argument). "Chegamos a uma crença científica na existência de Deus tanto como a qualquer outra verdade humana possível. Assumimo-la como uma hipótese absolutamente necessária para dar conta do fenómeno do universo; então evidência de todos os cantos começa a convergir sobre ela, até que, no processo do tempo, o senso comum da humanidade, cultivado e iluminado pelo conhecimento sempre crescente, pronuncia-se sobre a validade da hipótese com uma voz escassamente menos decidida e universal do que ele o faz no caso de nossas mais elevadas convicções científicas" (Morell, Philosiphic Fragments). Logo, podemos dizer: "Deus é o fato mais certo do conhecimento objectivo" (Bowne, Metaphysics).
III. A existência de Deus, portanto, pode ser tomada por concedida e proclamada ousadamente.
As evidências da existência de Deus deveriam tornar o pregador ousado na sua proclamação do fato da existência de Deus, não temendo de proclamá-la confiadamente aos profanos. Estamos sobre terreno seguro em proclamar esta verdade. Nenhum homem pode com firmeza e honestamente contrariar a nossa mensagem.
Vezes há, talvez, quando o pregador no púlpito devera discutir as evidências da existência de Deus; todavia, como uma coisa usual, ele deveria assumi-la e declará-la como Moisés fez. E quando ele trata das evidências da existência de Deus, não as sobrecarregue de modo a deixar a impressão que a validade do fato da existência de Deus depende de uma rigorosa demonstração racional.