29/08/11

AS QUATRO FACES DE JESUS

Por que existem quatro evangelhos no Novo Testamento? Por certo um seria suficiente. Essa foi, pelo menos, a opinião de Taciano, pai da igreja no segundo século, o qual compôs o DIATESSARON, uma tradução dos evangelhos em língua siríaca. Em vez de traduzir os quatro evangelhos, ele compilou uma “harmonia” tomando a versão de cada história importante e inserindo-a numa harmonização dos evangelhos. João Calvino escreveu um comentário sobre cada livro da Bíblia, excepto os evangelhos, para os quais preparou também uma harmonia; então escreveu um comentário a respeito.
Contudo, Taciano e Calvino são excepções. Os quatro evangelhos têm figurado no Novo Testamento desde a primeira vez que alguém perguntou que escritos deveriam ser nele incluídos. As razões por que os primeiros cristãos decidiram conservar os quatro evangelhos no Novo Testamento não são conhecidas. Mas por que o fizeram, temos agora quatro testemunhos ligeiramente diferentes sobre Jesus. Assim como diversas

16/08/11

TRANSGREDIRAM OS DISCÍPULOS O DIA DE SÁBADO?

(Mateus 12:1-2).
– Que mal existe em que alguém no Sábado, com fome, arranque uma ou mais espigas de milho ou uma fruta para comer? Só uma mente farisaica pode assim pensar. E, de facto, foram os fariseus os seus acusadores. Jesus disse aos fariseus: “… é lícito fazer bem no Sábado.” Mateus 12:12.
Por exemplo: Quem é que hoje, a caminho da igreja e tiver uma avaria no carro, no dia de Sábado, não envidará todos os esforços para prosseguir caminho? – Abandona, segue a pé, apanha o autocarro, chama um táxi? O que será mais racional e em consciência não colida com o espírito de Sábado?
O Sábado do qual Jesus é Senhor (Mat. 12:8) é um dia deleitoso, aprazível, sem jugos ou fardos. É um dia alegre, que dá prazer e não enfado. O Sábado dos fariseus é que é frio e escudado na letra que mata.
Jesus comparou o acto de David (com fome entrou no templo e comeu os pães do altar, o que só aos sacerdotes era permitido) com a atitude dos fariseus. E depois arrematou categoricamente: “Está aqui quem é maior que o templo.” Mateus 12: 3-6.
Porque razão Jesus não disse: “Está aqui quem é maior do que o Sábado?” Sim, porque não afirmou isso? Jesus não pode contradizer-Se. Se Ele tivesse afirmado ser maior que o Sábado, seria um forte argumento para colocar o Sábado em causa. Mas o não afirmar é indicação segura que não era esse o plano do Senhor abolir este santo preceito da Lei moral ou transferi-lo para outro dia (como é pretendido por alguns).
De outro modo, porque aconselharia esta oração? “E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado” (Mateus 24:20). Isto foi dito por Cristo antes de morrer e focalizava um facto acontecer 39 anos após a Sua ascensão ao Céu. Não é, por conseguinte, prova insofismável a favor do Sábado, depois de Sua morte?
Extraído do Livro: Assim diz o Senhor da autoria de Lourenço Gonzales.

EXISTE TRINDADE NA BÍBLIA?

11/08/11

FARISEU E O PUBLICANO, COM QUEM ME IDENTIFICO?

No livro de Lucas, Jesus partilha uma poderosa parábola que nos desafia a fazermos um saudável exame de consciência. A parábola descreve dois homens a visitar a mesma igreja, ambos oram ao mesmo Deus. Mas algo entre os dois é muito diferente.
“Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo. O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado” (Lucas 18:10-14).
A lição claramente expõe, obviamente, que a humildade é melhor do que o orgulho. Mas eu tenho constatado muitas vezes com a Palavra de Deus que quanto mais olhamos para ela, mais ampla e profunda ela se torna. Quanto mais investimos em explorá-la, mais dividendos da verdade, nós acumulamos. E ao longo do tempo ocorreu-me que há muito mais nesta parábola do que nós vemos geralmente com apenas um olhar breve.
Uma Parábola Impactante.
Nos dias de Jesus os fariseus eram contados entre os mais piedosos e religiosos de todos os crentes em Deus. Por outro lado, os publicanos ficaram marcados como mercenários infiéis e injustos. Eles eram vistos

30/07/11

O FALSO LEMA DA PROPAGANDA DO CACP

 Numa comunidade do Orkut um indivíduo que se apresentou como “representante” do CACP (possivelmente o Prof. Paulo Cristiano), falhou em responder a perguntas bem objetivas, claras, que um irmão adventista levantou.
Para quem não sabe, vamos mais uma vez reproduzir o que constitui a linha de pensamento doutrinário tradicional, tanto dos protestantes e evangélicos quanto dos católicos sobre a Lei de Deus e o Dia do Senhor:
A — Os Dez Mandamentos são universais e eternos, válidos e vigentes para os cristãos.
B — A lei divina nas Escrituras se diferencia em preceitos morais, cerimoniais, civis, etc.
C — Dentro do Decálogo há o quarto mandamento estabelecendo que um dia inteiro entre os sete da semana deve ser o dia de descanso a ser santificado. Este princípio foi instituído na criação do mundo e deve ser mantido pelos cristãos hoje (mesmo que aplicado ao primeiro dia, sendo chamado de “Sábado Cristão”).
D — Jesus não transgrediu o quarto mandamento, mas sim reformou a sua observância de acordo com a essência do princípio sabático.
Esses 4 posicionamentos teológicos foram estabelecidos oficialmente há séculos em documentos confeccionais batistas, presbiterianos, metodistas, luteranos, congregacionalistas, anglicanos, episcopais, católicos, ortodoxos, e mais recentemente por assembleianos, mórmons, e muitos outros mais. Como seria coerente relacionar ao CACP o texto de Judas 3 (sobre “a fé uma vez confiada aos santos”) enquanto que estão em grande contradição com o ensinamento de todas essas igrejas-mãe sobre essas questões? Pois assim devemos denunciar os erros propagados pelo CACP: a heresia Neo-Antinomista/Dispensacionalista, que está muito longe de representar o pensamento clássico, histórico e oficial de todas as igrejas-mãe da cristandade (das quais tantas outras derivaram).

27/07/11

A CRONOLOGIA DO SALMO 150 E O USO DE DANÇAS E TAMBORES

Por Gilberto Theiss
Introdução
Em diversas discussões acerca da música apropriada para a adoração a Deus, notadamente aquelas que tratam do uso ou não de instrumentos de percussão no culto, surge a questão acerca do Salmo 150, o qual, aparentemente, não apenas admite, mas ordena a utilização deste instrumento no louvor ao Senhor em Seu Santuário.
Comumente, este salmo tem sido utilizado como evidência para inserir, dentro do contexto da adoração, as danças e os tambores (que em nossos dias se apresentam na forma de grupos de dança coreográfica e diversos instrumentos de percussão, inclusive a bateria, típica dos conjuntos de rock). Em demanda desta discussão é que faremos uma avaliação mais criteriosa da estrutura e conteúdo supostamente dogmático do Salmo em questão contrastando-o com os períodos bíblicos e seus costumes subjacentes. Desta forma, além de resolver a questão em pauta, poderemos desferir os valores de implicação para os dias atuais absorvendo princípios que sejam relevantes para uma adoração efetiva que seja conivente com a verdade de um Deus sublime, grandioso, puro e santo. Tendo em mente que a experiência relatada pela Escritura a respeito da oferta de Caim (Gênesis 4:3-5) possui uma intensidade plausível e razoável do significado da adoração como uma resposta humana aos moldes da vontade soberana de Deus, devemos então traçar uma linha divisória entre gostos e vontades pessoais com a vontade divina. Assim como o dízimo, a adoração deve seguir parâmetros de devoção que estão além dos desejos humanos e seguir fielmente os conselhos expressos na Escritura mesmo que sejam revelados de forma latente.
A teologia nos apresenta que muitas verdades ensinadas pela Palavra de Deus podem ser expostas referencialmente ou inferencialmente, mas o fato de serem apresentadas de forma inferente, não significa que estas verdades perdem o seu espaço de valor e de objetividade. As subjetividades também apresentam significados que visam fortalecer princípios em detrimento de costumes pagãos amalgamados às culturas de cada época e lugar. A Bíblia é composta de veracidade como um todo, e tudo nela expressa verdades e ensinamentos para todos os tempos e culturas. A Escritura e suas mensagens – por mais aborrecíveis que possam parecer a nós, pecadores, os seus ensinamentos – devem estar acima de qualquer conceito, cultura, pessoa, filosofia e ciência. Falando sobre este aspecto, bem ilustrou Charles Colson ao afirmar que “a guerra cultural não é só sobre aborto, direitos dos homossexuais, ou o declínio da educação pública. Esses são apenas os conflitos. A verdadeira guerra é uma luta cósmica entre a cosmovisão cristã e as várias